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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Terminal rodoviário de Araçatuba ganha novo Ponto de Leitura

São 13 locais que, desde 2011, incentivam a leitura na cidade. Morador pode levar livro para casa ou mesmo fazer doação. Os moradores de Araçatuba (SP) que gostam de ler ganharam mais um incentivo neste mês de novembro. O 13º Ponto de Leitura foi aberto no terminal rodoviário da cidade e funciona durante o dia o todo. O morador pode levar o livro para casa ou mesmo fazer uma doação. 

De acordo com o secretário de cultura da cidade, Hélio Consolaro, esse é um hábito muito positivo, porque aumenta o vocabulário e estimula a criatividade. “O objetivo é levar a leitura e o conhecimento para toda a cidade deixando os livros próximos a população”, comenta Consolaro. 

Desde 2011, Araçatuba realiza o projeto, que vem tendo boa receptividade da população. “A pessoa pode levar o livro, pode doar, ou seja, é um acesso democratizado. Uma vez por semana, um funcionário da biblioteca municipal passa no local para verificar a saída dos livros e fazer um controle”, afirma Consolaro. 

Ainda de acordo com o secretário, os Pontos de Leitura ficam abertos todos os dias e tem o acervo sempre atualizado. “Queremos transformar Araçatuba em uma "cidade leitora", e isso é uma forma de a biblioteca não ficar esperando o leitor só em sua sede. Por isso, ela oferece o livro no ponto de ônibus, na praça, no Pronto Socorro e em vários lugares”, finaliza. 

Confira os endereços dos Pontos de Leitura da cidade: 
Praça João Pessoa, Centro 
Praça Seisaburo Ikeda, Guanabara 
Secretaria Municipal de Cultura, Rua Anita Gribaldi, 75, Centro 
Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Rua Dr. Alcides Fagundes, 222, Aviação Núcleo de Gestão Assistencial (NGA), Rua Jose Bonifácio, 1331, Vila Mendonça 
Pronto Socorro Municipal, Rua Coelho Neto, 1963, São João 
Pronto Socorro Municipal, Rua Dona Ida, 1350, Santana 
Prefeitura Municipal, Rua Coelho Neto, 73, Vila São Paulo 
Pátio da Escola de Samba Virada do Sol, São José 
Banca de revistas, Juçara Praça no bairro Antônio Pagan 
AVIDDA (Associação de Valorização Integral e Dignidade da AIDS), Rua Gonçalves Ledo, 87, Bairro São Joaquim


 Livros ficam a disposição da população durante todo o dia (Foto: Reprodução/TV TEM)Livros ficam a disposição da população durante todo o dia (Foto: Reprodução/TV TEM)

sábado, 20 de agosto de 2011

Araçatuba cria pontos de leitura para população

Patrícia Mendonça / TV TEM



Ler é uma atividade que só faz bem: além de relaxar, as pessoas aprendem muito com os livros. O problema é que no Brasil, eles são muito caros e nem todo mundo tem como ir até a biblioteca. Por isso, um projeto está levando a literatura para diversos pontos em Araçatuba.

É ao ar livre que Madalena Carlini gosta de ter a boa companhia de um livro. Por meio das palavras de grandes escritores, ela tem momentos de prazer. O gosto pela literatura é tanto que Mardalena decidiu dividir com pessoas que muitas vezes nem conhece. Ela colocou em prática um desejo antigo. Trouxe para uma praça um ponto de leitura.

Qualquer pessoa pode escolher um livro e ler em casa. Simples assim. A única exigência é que depois eles sejam devolvidos à geladeira, como alimentos para outras mentes. A ideia deu tão certo, que os livros doados quase não param lá. A Secretaria de Cultura já tinha um projeto parecido. Agora, outros 5 pontos de leitura estão funcionando. Entre os locais está o Pronto-Socorro Municipal. Lá, os pacientes e os funcionários ficam bem perto dos livros. É difícil resistir à uma boa história.

Fonte: Tem Notícias

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Circulação de livros

Talita Rustichelli
vida@folhadaregiao.com.br

Projeto "Pontos de leitura" ganha novos espaços, na praça João Pessoa e pronto-socorrodo bairro São João; a ideia é distribuir exemplares para que as pessoas criem o hábito de ler.


Na maioria das vezes a literatura precisa ir até o público para fisgá-lo definitivamente. Projetos para proporcionar o acesso à leitura têm sido popularizados no mundo todo, como o BookCrossing (em português, cruzamento de livros), que surgiu nos Estados Unidos e chegou a outros países, inclusive ao Brasil.

A ideia deste projeto, por exemplo, é distribuir livros em bancos de praças e outros locais, para que as pessoas possam levar, ler e depois colocar de volta em circulação nas ruas, a fim de que outros possam fazer o mesmo.

Em Araçatuba, para fortalecer o hábito da leitura, a Secretaria de Cultura do município implantou o projeto "Pontos de Leitura". Em lugares estratégicos da cidade, são disponibilizados gratuitamente livros, revistas, jornais e afins, para que a população possa ler, levá-los, trocá-los ou devolvêlos, sem necessidade de nenhuma burocracia.

Ontem, o pronto-socorro municipal localizado no bairro São João ganhou um Ponto de Leitura. "Não é necessário fazer nenhum cadastro, tanto para utilizar quanto para doar. Quem quiser doar, basta deixar o material na estrutura que está identificada com uma placa", explica o secretário de cultura, Hélio Consolaro.

A autônoma Aliete Oliveira Cruz, 49 anos, ficou contente ao saber do projeto e ficou estimulada a fazer doações. Enquanto aguardava uma amiga ser medicada no pronto-socorro, pegou um livro e embarcou na leitura. "Eu não conhecia o projeto e era inesperado encontrar livros disponíveis aqui. É ótimo porque ajuda a colocar a mente para funcionar e incentiva as pessoas que estão ali em um momento 'ocioso' a lerem".

Na semana passada, outro novo ponto foi instalado na Praça João Pessoa, em parceria com uma comerciante apaixonada pela leitura, Madalena Carlini, 69, e com a empresa Chade & Cia, que cedeu a estrutura, uma geladeira com porta de vidro e sem motor. A estrutura foi chumbada no local no dia 28 de abril e os livros começaram a ser doados e disponibilizados a partir do dia 29.

SONHO

Madalena, que procurou a Secretaria de Cultura para propor uma parceria e foi responsável pela mobilização de alguns dos doadores, conta que tem neste projeto a realização de um sonho antigo. "Minha vontade é ver as pessoas lendo, aproximá-las do mundo da leitura. Adoro ler e creio que quem se aproxima realmente desse universo fica fascinado", afirma.

Segundo Consolaro, a cidade possui outros três pontos de leitura: um no pronto-socorro municipal do bairro Santana, um na Prefeitura (sala de espera da Secretaria da Fazenda) e outro na recepção da Secretaria de Cultura. "A ideia é expandir ainda mais o projeto, levando-o a outros bairros da cidade. Interessados em apoiar com doações de livros ou estruturas podem procurar a Secretaria", diz.


Único compromisso é passar o livro adiante ou deixar em lugar público

Diferente do projeto araçatubense Pontos de Leitura, o BookCrossing não se limita a ação de "libertar" livros na rua. Os livros são registrados no site (no Brasil, http://www.bookcrossing.com.br/) e recebem um número de identificação, o que permite uma forma de rastreamento.

Depois, o doador avisa quando e em que parte da cidade irá deixar o livro. O objetivo é que alguém o recolha e, através do número de identificação, registre no site que o encontrou. A inscrição no site é gratuita.

Derivado do BookCrossing, no Brasil foi implantando o Livro de Rua (http://www.livroderua.com.br/), cuja proposta é circular os livros também em áreas carentes e ainda instalar as "bibliotecas da liberdade" nesses locais.

Assim como o projeto araçatubense "Pontos de Leitura", qualquer pessoa pode levar quantos livros quiser, sem necessidade de fazer cadastro e sem a obrigação de devolver os exemplares. Porém, o único compromisso é passar o livro adiante ou deixar em lugar público.

O projeto teve início em 2009 no Rio de Janeiro, sob coordenação do Instituto Ciclos do Brasil, e se expandiu para outras cidades, como São Paulo, onde chegou neste mês de abril, Belo Horizonte e Brasília.

Em Brasília, há também o projeto Parada Cultural, a partir da iniciativa de um comerciante, que instalou inicialmente uma pequena biblioteca em seu açougue. Outras minibibliotecas estão disponíveis em pontos de ônibus da cidade.

sábado, 7 de maio de 2011

Cresce movimento pela leitura e praça ganha ponto de livros

Madalena, idealizadora do projeto

Ester Leão
06/05/2011

A comunidade de Araçatuba tem uma razão muito especial para comparecer à Praça João Pessoa, no centro da cidade. Na última quinta-feira, 28 de abril, foi instalada na praça uma geladeira de livros. Trata-se do projeto “Leitura para todos” encabeçado pela comerciante Madalena Carlini, 69 anos. Algumas cidades do Brasil já possuem trabalhos semelhantes, que visam estimular a leitura, por meio de livros, em diversas camadas sociais. Na capital paulista, estações de metrô já adotaram o projeto em que a população deixa um livro e pega outro para leitura. Agora chegou a vez de a cidade de Araçatuba vivenciar esse tipo de iniciativa. Segundo a idealizadora do projeto, esse é o primeiro passo de uma série de ações direcionadas à leitura de livros.

Esta proposta é inovadora ao oferecer, gratuitamente, um livro ao cidadão que se interessar pela leitura. Madalena explica que o projeto é a realização de um sonho. “Sempre desejei proporcionar a leitura, gratuita, a todos da comunidade. Deixando esses livros expostos em pontos distintos da cidade para quem quiser”, comenta. A comerciante conta emocionada o resultado positivo do projeto, no dia 30 de abril. “No último sábado, várias pessoas foram até a geladeira para pegar um livro. O que me chamou a atenção foi o cuidado e o interesse de cada um. Jovens e adultos compartilharam a leitura dos livros na praça. Isso me deixou tocada”, diz. Madalena ressalta que foi criticada pela iniciativa, mas o desejo de compartilhar o conhecimento é maior. “Disseram que os livros seriam destruídos, mas ocorreu justamente o contrário. Todos que estiveram na praça leram os livros, uns devolveram outros levaram para suas casas. Isso”.

ESTRUTURA

Madalena diz que a escolha de uma geladeira para abrigar os livros tem um significado muito especial e faz uma analogia. “A geladeira guarda o alimento para o corpo, mas esta abriga o alimento para alma - o conhecimento!”, define. Ela, que se considera uma ambientalista, afirma que a geladeira desativada é ecologicamente mais correta do que o uso de caixas ou suporte de madeira.

A estrutura foi colocada sobre uma base de concreto e permanece aberta para todos que desejam ter acesso aos livros. Na visão da comerciante, despertar o interesse pelo livro na comunidade é o objetivo maior, buscando desenvolver e recuperar o hábito da leitura entre crianças e adolescentes, estendendo aos adultos.

Madalena diz que o projeto criado por ela tem apenas uma regra - Pegue, leia e compartilhe. “Se o cidadão tiver livros em casa que queira doar, basta levá-los até a praça e colocá-los dentro da geladeira. Desta forma, todos terão acesso ao conhecimento”. Parte dos livros, bem como a geladeira, foi doada por amigos. “Esse projeto é o primeiro de uma série que pretendo desenvolver, no mesmo segmento. O próximo passo é instalar outra estrutura na rodoviária da cidade”, enfatiza.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Com a leitura, educador quer estimular pesquisa, conhecimento e senso crítico

Neila Storti
neila.storti@folhadaregiao.com.br

O professor universitário Reinaldo Fíumari Junior, de Araçatuba, encontrou uma fórmula para desenvolver o hábito da leitura e estimular o senso crítico de seus alunos. Como forma de incentivar a pesquisa e a atualização de materiais didáticos, ele exige dos acadêmicos uma hemeroteca como síntese do TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). Cada um dos alunos deve apresentar, no final da graduação, um arquivo com matérias de jornais, sites da internet e também revistas que tratem de assuntos relacionados às disciplinas desenvolvidas por ele ao longo do curso.

Segundo o professor, o objetivo é estimular a busca pelo conhecimento de reforçar a articulação entre assuntos abordados. De acordo com ele, o balanço do trabalho está sendo muito positivo porque os estudantes aprovaram a ideia do projeto.

Como é realizada a hemeroteca com os alunos?

Solicito que eles separem matérias que tratem de assuntos relacionados a nossa disciplina. Elas devem ser catalogadas com fonte, data e autor; ao final, eles precisam acrescentar uma opinião crítica sobre o texto.

Existe algum critério para a escolha do material?

O critério é a possível relação com os temas estudados em sala no desenvolver da disciplina, que trata sobre saúde, nutrição e proteção com a criança de 0 a 6 anos.

Qual o objetivo e a importância do trabalho?
a escolha do material?

O objetivo é estimular a busca por informações que possam contribuir para a construção e apropriação de conhecimentos e saberes sobre o tema em questão. Já a importância relaciona-se com o estímulo ao conhecimento além de fortalecer o elo entre os saberes acadêmicos e de senso comum, já que muitas reportagens tratam sobre a opinião pública em determinados assuntos tratados.

Desde quando faz esse trabalho?

Uso há anos, com resultados positivos, por isso levo adiante a aplicação.

O senhor tem percebido alguma mudança por parte dos alunos?

É notório o interesse e a empolgação dos alunos, que trazem algumas das reportagens selecionadas para perguntas e comentários. Sinto ainda que o processo estimula a busca por notícias, o que de fato é muito importante desde o estímulo à leitura até a possibilidade de atualização sobre diferentes temas; isso fortalece a articulação entre assuntos distintos.

Houve mudança na produção de textos dos estudantes em consequência da leitura e pesquisa dos jornais, revistas e artigos?

A leitura representa uma importante ferramenta para a escrita, portanto, neste aspecto, pode-se notar o aumento de vocabulário e também a melhoria na articulação das palavras.

Como os alunos receberam a notícia da realização do trabalho? Foi positivo?

Sim, foi positivo. A princípio, muitos questionamentos. Mas depois de tudo explicado, percebi que a prática foi bem aceita e que eles associaram este trabalho à melhoria na qualidade de informações, pois viram a possibilidade de apropriar-se de conhecimentos e saberes diferenciados.

Fonte: Folha da Região

terça-feira, 5 de abril de 2011

Professor inova e cria a ‘Mala de leitura do Tio Juca’, com sucesso de público

Neila Storti


Os alunos do 3° ano do ensino fundamental da Emeb (Escola Municipal de Ensino Básico) Prof. Fausto Perry, de Araçatuba, estão participando de um projeto de incentivo à leitura dentro da sala de aula.

Orientado pelo professor Juscelino Lino Miguelão, que também é autor do trabalho, a "mala da leitura do tio Juca" tem como principal objetivo oferecer leitura de conteúdo não somente para os alunos, como também para a família dos estudantes.

Segundo o professor, em toda aula, um aluno - por ordem alfabética - leva a mala para casa. A mala, em questão, é uma pasta decorada com motivos atraentes para as crianças.

Dentro dela, é possível encontrar diversos autores, histórias diferentes, ilustrações didáticas, além de revistas e jornais.

"Ao chegar em casa, o aluno além de ler as histórias, irá oferecer um livro para o pai e a mãe. Assim, conseguimos alcançar o resultado que queremos, que é a participação dos pais e da família na educação dos estudantes. Se o aluno possui dificuldades de leitura, o pai e a maë podem ajudá-lo e vice-versa", diz o professor.

PARTICIPAÇÃO

Miguelão afirma que assim que o aluno devolve a mala, é necessário que o estudante faça um relatório do que foi visto junto com a família. Além de contar sobre as leituras realizadas, o aluno também pode dar dicas e sugestões de livros que ele gostaria de encontrar dentro da mala de leitura da próxima vez que for pegá-la.

O projeto "Mala de leitura do Tio Juca" faz parte do programa educacional "Cantinho de Leitura e Ciências", que a escola promove.

O projeto, além de incentivar o gosto pela leitura, quer projetar a responsabilidade nos estudantes. "Quando eles levam a mala para casa, é dever deles prezar pelos livros que estão na responsabilidade deles.

O aluno deve saber que ele tem data para entregar e que existem outras pessoas que também lerão os livros. É muito importante que ele não suje os materiais, não perca a mala e a traga no outro dia para que o próximo estudante tenha a mesma oportunidade que ele", ensina Miguelão.

De acordo com o professor, os estudantes receberam bem a atividade e todos, até o momento, têm demonstrado cada vez mais interesse pelo projeto.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

"Biblioteca Raízes", uma biblioteca na praça em Araçatuba

Claudio Hideo Matsumoto

Frequento com certo assiduidade algumas praças de nossa cidade. Principalmente, a Praça Antonio Villela Silva, localizada na Av. Brasília ou a Praça dos Rotarianos, localizada defronte ao Jornal Folha da Região, no Jardim Nova Iorque. Nos finais de semana, levo os meus filhos para brincar nos playgrounds existentes no bairro.

Toda semana utilizo a Av. Brasília para ir ao trabalho. Nesta semana o que mais chamou a minha atenção foi a biblioteca montada pelo Colégio Geração Raízes, na Praça Antonio Villela Silva.

Os caixotes de madeira montado como fossem estantes. Livros, revistas e brinquedos organizados com todo esmero. Tudo disponível de graça para quem passasse pela avenida ou praça.

Tinha o banner explicando o objetivo da biblioteca na praça. Trecho extraído do banner: “[...] para que todos que passem pela praça possam descobrir um mundo novo por meio da leitura”.

O mais legal da leitura do banner foi o incentivo que o colégio deu aos alunos em promover a campanha de arrecadação de livros. Estimular as atividades em prol do social e coletivo.

Sou bibliotecário fiquei super feliz em ver essa iniciativa. Espero que mais e mais iniciativas como essa espalhem pela nossa cidade.

Parabéns ao Colégio Geração Raízes pela inicitiva.


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

"Game Superação Jovem" - Leitura mobiliza grupo em Araçatuba

Ler é mesmo um hábito importante. Por meio dos livros, adquirimos conhecimento, nos divertimos, conseguimos escrever melhor, falar com mais segurança... Ou seja, a leitura nos conduz a um crescimento intelectual imenso.

Desde criança esse hábito deve ser estimulado, afinal, ninguém nasce cheio de vontade de ler dez livros por mês, não é mesmo? Mas, quando você se acostuma, a leitura se torna um enorme prazer!


GAME

A Escola Estadual de Tempo Integral Professora Purcina Elisa de Almeida, em Araçatuba, realiza um projeto com os alunos chamado "Game Superação Jovem". Uma sala de leitura foi criada para incentivar essa prática. Ela está aberta para as turmas desde setembro do ano passado. O primeiro passo do projeto foi a "Mobilização", com apresentações feitas pelas turmas ontem (10).

Everton Henrique dos Santos, de 16 anos, aluno do segundo colegial, recitou uma poesia composta por ele. Segundo Everton, o maior objetivo é levar às crianças e adolescentes uma consciência de leitor.

Mas depois de ler muitos livros, ganhar conhecimento e crescer como pessoa, os jovens da escola Purcina não pretendem parar. A segunda etapa será o desenvolvimento de um jornal feito pelos próprios alunos. Já pensou percorrer o bairro e ajudar sua comunidade a se tornar um lugar melhor a partir de uma matéria escrita por você?

As estudantes Camila da Silva Pereira Marques e Jenifer Caroline Souza Casseta estão muito felizes com o "Game Superação Jovem", pois acreditam que essa seja uma oportunidade única, um projeto maravilhoso. Os alunos são divididos em times que disputam o "Game", criando outros projetos, escrevendo matérias e ajudando a comunidade.

COMECE JÁ

Se você não gosta de ler, use o exemplo dessa escola como incentivo! Comece com livros que tratem de assuntos de grande interesse para você. Assim como a estudante Luana Inada de Souza Santos, que, por causa da sala de leitura na escola Purcina, se interessou tanto por livros que lê de cinco a seis por semana!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

V Seminário "O Professor e a Leitura de Jornal"


Seminário projeta a educomunicação

Encontro entre educadores em Campinas ratifica a necessidade de capacitar professores para trabalharem melhor com os veículos de comunicação

Ayne Salviano

Capacitar educadores capazes de trabalhar com a mídia para conseguir formar jovens produtores de conhecimento. Esse é o desafio e, ao mesmo tempo, a proposta firmada pelos participantes do 5o. Seminário Nacional “O Professor e a Leitura do Jornal – Educação, Mídia e Formação Docente”, realizadoentre os dias 14 e 16 de julho na Unicamp (Universidade de Campinas).

O evento foi promovido pela ALB (Associação de Leitura do Brasil), ANJ (Associação Nacional de Jornais), Grupo de Pesquisa “Alfabetização, Leitura e Escrita” da Faculdade de Educação da Unicamp e a RAC (Rede Anhanguera de Comunicação).

A Folha da Região participou das conferências, mesas-redondas, oficinas e comunicações, além das reuniões extras da ANJ, entre os dias 13 e 16 de julho, para discussão e planejamento do Programa Jornal e Educação.

ÉTICA

Já na abertura oficial do seminário, no dia 14 pela manhã, durante a conferência “Ética e Multimídia”, o filósofo Mário Sérgio Cortella, doutor em Educação pela PUC/SP, ressaltou a necessidade do professor ter o que ele chamou de “humildade pedagógica” para continuar aprendendo sempre, especialmente com relação aos veículos de comunicação, suas ferramentas e plataformas.

“Para que serve a mídia?”, provocou a plateia. Para emendar: “A finalidade da mídia é ética, ela serve para evitar a nossa arrogância e soberba”, destacou. Por isso, para ele, os educadores precisam conhecer os fatos e dominar as novas tecnologias para poderem realizar melhor uma relação para a qual Cortella fez até um trocadilho usando os prefixos Doc (docente, aquele que ensina), Dic (discente, aquele que aprende) e Dec (que orna): “O que orna (dec) é o docente (doc) saber ensinar e conduzir para o discente (dic) poder realmente aprender”.

PROGRAMAÇÃO

O professor Carlos Eduardo Albuquerque Miranda, da Faculdade de Educação da Unicamp, proferiu uma conferência no dia seguinte (15) quando demonstrou trabalhos de audiovisual realizados pelos alunos do curso de pedagogia daquela universidade. Na sua opinião, os educadores formados com disciplinas inovadoras como a ministrada por ele terão mais possibilidades de transformar documentários e filmes em ferramentas importantes do ensino. Por este motivo, ele é a favor de uma grade curricular “mais moderna”.

O “pai da educomunicação”, professor Ismar de Oliveira Soares, da USP (Universidade de São Paulo) falou ao público no último dia do evento (16), e aproveitou para fazer propaganda do curso de licenciatura que aquela universidade vai oferecer a partir do ano que vem. Para ele, é impossível pensar na educação e na melhoria dos índices brasileiros sem incluir nos planos de ensino as diversas mídias disponíveis. De acordo com Ismar Soares, é preciso “trazer para a sala de aula o que os alunos já vivenciam fora dela”.

NOVIDADES

Nas mesas-redondas, educomunicadores como Wendel Freire (jornalista responsável pelo Programa Leitura e Educação no jornal O Dia, do Rio de Janeiro), Marco Silva e Edméa Santos trataram de educação, cybercultura e multimídia. A jornalista e professora Alexandra Bujokas de Siqueira (contratada da Unesco para elaborar projetos de mídia e educação) e Regina de Assis, exsecretária da Educação do Rio de Janeiro no governo César Maia, trataram sobre mídia e educação a partir de práticas e perspectivas de políticas públicas. E o autor Edvaldo Pereira Lima e Susana de Oliveira Dias, do Laboratório de Jornalismo da Unicamp, abordaram os temas jornalismo-reportagem, jornalismo literário e jornalismo científico.

Foram realizadas 10 oficinas que abordaram temas como o uso dos jornais nas salas de aula; a leitura dos diferentes tipos de mídia em sala de aula, a partir do celular; o blog como ferramenta na educação; a produção de audiovisual; a leitura crítica do Youtube; como os textos da mídia estão sendo aproveitados nas provas oficiais de avaliação; o vídeo e a rádio na escola; as histórias em quadrinhos, entre outros.

Aconteceram, ainda, mais de cem comunicações paralelas de estudantes, professores e pesquisadores de todo o país. Houve lançamentos de livros, rodas de autógrafos, sessões de cinema e exposições, com destaque para a “Exposição de Jornais e Revistas do Século XIX” realizada na Biblioteca Central da Unicamp.

A conferência de encerramento, no dia 16, foi feita pela psicóloga e escritora Rosely Sayão, colunista da Folha de S.Paulo, que traçou um perfil de quem são as novas crianças e adolescentes que desafiam os professores e os métodos tradicionais de educação hoje.

Para Norma Sandra de Almeida Ferreira, presidente da Comissão Organizadora, o evento precisa servir de divisor de águas na formação e prática docente. “Esperamos que a partir de agora, uma nova proposta seja pensada por todos nós”.


Sociedade se esforça para entender a mídia

De acordo com o professor Ismar de Oliveira Soares (USP), uma definição simples e direta da educomunicação aponta para um esforço sistemático que setores da sociedade voltados para a educação estão fazendo para ampliar as formas de expressão, garantindo, por exemplo, que novas gerações usem as tecnologias, não de forma competitiva e mercantil, mas em prol da cidadania.

“A educomunicação é o conjunto das ações voltadas a criar e consolidar – seja em uma empresa, um centro de cultura, uma escola ou mesmo na redação de um veículo de informação - ecossistemas comunicativos abertos e criativos, propiciados por fluxos cada vez mais democráticos de informação, carregados de intencionalidade educativa, tendo como objeto último a prática da cidadania”, ensina. Nesse sentido, um dos pilares da educomunicação é a responsabilidade social.

INÍCIO

A educomunicação vem se desenhando desde a década de 1970, representada pelo esforço da sociedade em se aproximar do mundo da comunicação para promover causas de seu próprio interesse. Na América Latina, especialmente, ficaram conhecidas as iniciativas dos grupos que passaram a utilizar os processos da comunicação, como o teatro, e os recursos da informação (pequenos jornais e emissoras comunitárias de rádio) numa perspectiva participativa, como sugeria o educador Paulo Freire.

O movimento ganhou respaldo da Unesco - no final da década de 1970 e início dos anos 1980 - que passava, nesse período, a discutir a urgência de se promover uma “nova ordem mundial da informação e da comunicação”, programa conhecido pela sigla Nomic.

Entre os anos de 1997 e 1999, a USP (Universidade de São Paulo) realizou uma pesquisa em 12 países da América Latina para identificar como estavam ocorrendo as práticas sociais na relação entre a comunicação e educação, envolvendo tanto os centros de cultura alternativos quanto a educação formal e a própria mídia. Estes resultados serviram de base para a elaboração do curso de licenciatura que será oferecido por aquela universidade a partir de 2011. As inscrições para o vestibular começam em agosto.

IMPACTO

“A educomunicação promove mudanças e não haverá melhoria na educação nos próximos anos se o sistema educativo não se preocupar com o universo da comunicação”, afirma o professor Ismar. Ele sugere que o sistema escolar “quebre resistências” e dialogue com os especialistas da área comunicativa.


ANJ promove cidadania pela leitura

OPrograma Jornal e Educação: Da Leitura à Cidadania da ANJ (Associação Nacional de Jornais) foi criado em 1992 com o objetivo de formar leitores críticos e autônomos. Também deseja fomentar o acesso à informação e a participação social, observados os valores da democracia e dos direitos humanos.

Hoje, aproximadamente 60 jornais ligados à entidade desenvolvem o trabalho em todas as regiões do País. São projetos voltados para a conquista da cidadania a partir do estímulo à leitura, melhoria da qualidade da educação e democratização do acesso à informação para todos os estudantes brasileiros, em todos os níveis.

Para a ANJ, a informação é capaz de gerar transformações sociais importantes, pois incentiva a reflexão sobre os processos de produção midiática, o que permite a criação de um senso crítico importante para os protagonistas sociais.
AÇÕES

As empresas de comunicação envolvidas no projeto distribuem jornais, promovem palestras, oficinas, cursos e eventos com profissionais da educação e da mídia, dentro dos conceitos da educomunicação. Pesquisa realizada pela ANJ entre 2008 e 2009 aponta que trabalhos planejados e sistemáticos conseguem atingir benefícios como a melhora do gosto pela leitura, ampliação do vocabulário, desenvoltura na produção de textos orais e escritos, melhora da argumentação, favorecimento do trabalho em grupo, aumento da imaginação, interpretação e criatividade além da facilidade de assimilação de conteúdos. A mesma pesquisa apontou que a utilização de jornais em sala de aula como complemento do livro didático tem reforçado a interdisciplinariedade e socialização entre conteúdos, professores e alunos.

ARAÇATUBA

A Folha da Região participa do Programa Jornal e Educação pelo 16º ano consecutivo. A empresa distribui gratuitamente um exemplar diário para as bibliotecas das escolas cadastradas - públicas e particulares – e lotes de 20 jornais por semana para utilização, pelo professor, em sala de aula.

Além disso, oferece curso de capacitação docente para que os profissionais possam trabalhar melhor com esta mídia em sala de aula. Em agosto, aproximadamente 30 professores da educação infantil da Secretaria Municipal da Educação vão receber os primeiros certificados. Ainda em agosto começa uma segunda capacitação para os professores municipais do ensino fundamental.

A Folha também recebe visitantes em passeios monitorados, quando os estudantes conhecem o processo de produção do jornal, além de promover concursos periódicos.

Matéria publicada em 22/07/2010

sábado, 3 de julho de 2010

Araçatuba - Educação fala sobre "Lei das bibliotecas"

O presidente Lula sancionou e foi publicada no dia 25 de maio a Lei 12.244/10, que estabelece que todas as escolas devem ter uma biblioteca e as que já existem devem se ajustar às normas exigidas. A lei define como biblioteca escolar a coleção de livros, materiais videográficos e documentos destinados à pesquisa, estudo ou leitura. O acervo deverá ter no mínimo um título para cada aluno matriculado. As escolas terão um prazo de 10 anos para se adequarem à lei.
Estér com alunos da Emeb

Para o coordenador de projetos de leitura da Secretaria de Educação de Araçatuba, professor Antônio Luceni, a Lei é um grande agente para fortalecer o hábito da leitura e incentivar novos leitores nas escolas. “A criação das bibliotecas incentiva a leitura dos alunos, possibilitando que eles levem os livros para a casa, para que os pais possam ler também e adquirir o hábito de comprar livros para seus filhos. É um grande estímulo ao aprendizado e pode transformar vidas”, argumenta o professor, que reforça a importância de cada biblioteca ter um profissional formado em biblioteconomia, que fique responsável por coordenar o local e pelo empréstimo dos livros, além de indicar boas leituras.
... desde cedo com os livros

Em agosto de 2009, a Prefeitura já havia iniciado um levantamento com os profissionais da rede municipal de ensino para futuramente implantar as bibliotecas nas escolas municipais de Araçatuba. Estes estudos consistem em avaliar as condições das escolas para receber uma biblioteca, analisando o espaço a ser construído ou reformado, se existe iluminação apropriada, se o lugar é arejado, entre outros pontos. De acordo com a secretária de Educação, professora Beatriz Soares Nogueira, ao montar bibliotecas em todas as Emebs do município projetos de leitura que já estão acontecendo se fortalecerão. “Todas as unidades possuem um espaço reservado para a leitura e também desenvolvem projetos relacionados aos livros. Nossa intenção é, com as bibliotecas, ampliar o atendimento também para a comunidade ao redor da escola”, diz Beatriz.

PROJETOS EM ANDAMENTO

Alguns projetos de incentivo a leitura já foram adotados pela Secretaria da Educação, como o Projeto Fazer Em Cantos, destinado aos alunos de Educação Infantil, onde as salas são divididas em cantos, como o canto da leitura e do “Faz de Conta”, onde o objetivo é despertar desde cedo nesses alunos o gosto pela leitura. Há também grupos de estudos, destinados aos diretores, coordenadores e professores, como o Programa Ler e Escrever, o PAE (Programa de Alfabetização Especial), a Olimpíada de Língua Portuguesa, os Concursos de Redação para alunos e professores, entre outros.

EXEMPLO DE EMEB

Há sete anos é desenvolvido na EMEB Sônia Maria Corrêa um projeto de incentivo à leitura, onde os alunos levam toda semana para casa um livro diferente e uma vez por mês um DVD educativo ou filme infantil. A diretora Estér Brito de Paiva Castro diz que após a leitura os alunos fazem um desenho para ilustrar a história. “Os pais não compravam livros para as crianças e a partir desse projeto eles perceberam que os filhos gostam de ler. O nosso objetivo é estimular os alunos a ler e consequentemente os pais”, disse a diretora. Estér acrescenta que este processo de incentivo à leitura desencadeou nos alunos uma responsabilidade, pois eles aprenderam a conservar os livros.

Leitura - Exercício para mente e alma

VISITA: Fernanda e Letícia Biagi frequentam
semanalmente a biblioteca municipal acompanhadas
 pela mãe, Ester, que estimula a leitura diariamente
 com meia hora do exercício todas as noites

Ler é uma atividade que requer dedicação; alguns projetos estimulam a prática e facilitam o contato com obras diversificadas

Fernanda Mariano
fernanda.mariano@folhadaregiao.com.br

Em tempos de páginas virtuais e downloads de obras literárias completas, as bibliotecas mantêm fiéis frequentadores. Não têm mais o mesmo número de adeptos que já a procuraram um dia, mas está entre as tradicionais alternativas que estimulam e mobilizam para o exercício de ler. Especialistas frisam que a leitura é um hábito a ser desenvolvido. Precisa ser exercitado! As bibliotecas surgem como as academias próprias para o desenvolvimento desta habilidade, mas muitos outros projetos que priorizam a literatura podem ajudar neste processo.

Pessoas como Ester Alves Domingues Biagi e as filhas Fernanda, 8 anos, e Letícia, 11, visitam religiosamente a biblioteca Rubens do Amaral, em Araçatuba, pelo menos uma vez por semana. "Todos os dias, antes de dormir, temos um momento para a leitura, quando lemos por pelo menos meia hora", conta a mãe. "Com isso, sempre estamos em busca de novas obras", diz.

"A biblioteca tem, hoje, condições de atender públicos diversificados; e ainda é procurada por estudantes que querem complementar pesquisas e por pessoas que gostam do ambiente tranquilo para o estudo", afirma a responsável pela biblioteca Rubens do Amaral, Marlene Umbelina Martinez Rodrigues.

De acordo com dados atualizados desta biblioteca, 21.138 araçatubenses - aproximadamente 10% da população - estão cadastrados, somente nesta unidade, para o empréstimo de obras. Marlene afirma que cerca de 5 mil pessoas passam, por mês, pelo lugar, para consultas e busca por livros.

Uma procura que poderia ser maior se houvesse mais consciência sobre a importância da leitura. "Trata-se de uma atividade que engrandece a pessoa intelectualmente e emocionalmente", comenta o professor de Teoria da Literatura e Literatura Portuguesa, Carlos Eduardo Brefore Pinheiro, coordenador de uma escola particular de ensino fundamental e professor de gradução.

O especialista destaca a necessidade de empenho e dedicação no ato de ler. "A leitura é um exercício, precisa ter metas, a curto e longo prazos", destaca. "Sabemos que existem vários níveis de leitura e para alcançar o estágio no qual ela se torna um prazer, é preciso praticar", ensina.

Por isso, o professor ressalta, é necessário especial estímulo na infância, para o desenvolvimento de adultos leitores. "Vale lembrar que essa habilidades capacita o indivíduo para ações do dia a dia, para leituras nas entrelinhas, percepções diferenciadas e o exercício da cidadania", destaca Carlos Pinheiro.

LEIA

Hoje, Dia Nacional do Livro, é uma boa data para dar início a um programa de aperfeiçoamento à leitura. Existem várias opções de projetos de responsabilidade social que podem contribuir para esse propósito. Algumas entidades mantêm espaços para essa atividade e disponibilizam obras literárias e periódicos para a população.

O projeto "Livro para todos", coordenado pela Secretaria Municipal de Cultura de Araçatuba, conta com 19 pontos de distribuição. Neles, os responsáveis deixam obras diversificadas à disposição da população. A ideia do projeto é que os leitores levem o livro para casa e, depois, devolvam no mesmo local, que deve ser de seu fácil acesso.

Entre os pontos estão algumas das UBSs (Unidades Básicas de Saúde), como a do Jardim Planalto; o 1º Cartório de Notas e Protestos, empresas comerciais de vários pontos da cidade além da própria secretaria de Cultura.

O "Livro para todos" precisa, permanentemente, de doações de livros, que podem ser feitas na própria Secretaria Municipal de Cultura (rua Anita Garibaldi, 75, Centro) ou nos pontos de distribuição, identificados com um cartaz que destaca o nome do projeto. O telefone para informações é o (18) 3636-1270.

A leitura e consulta a obras literárias também podem ser realizadas por meio do projeto "Leitura livre", do Sesc (Serviço Social do Comércio). A entidade disponibiliza revistas e jornais em sua sede em Birigui e na sala de leitura do Polo Avançado em Araçatuba. Neles, há uma estante que reúne as publicações disponíveis, inclusive livros. A consulta pode ser realizada de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. Em ambas as cidades, não é permitido retirar as obras da central de atendimento. O Pólo Avançado do Sesc em Araçatuba fica na rua José Bonifácio, 39, no centro. Em Birigui, o Sesc fica na travessa Sete de Setembro, 05, Vila Xavier. Informações (18) 3608-5400 ou (18) 3642-7040.

O Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) permite que a população utilize os serviços de sua biblioteca. Basta fazer uma inscrição para realizar o empréstimo. O local fica aberto de segunda a sexta-feira, das 13h às 21h, na sede da instituição, na avenida João Arruda Brasil. 500.

Em Araçatuba também há iniciativas de empresas privadas que fomentam a leitura. Os interessados devem buscar informações nas bibliotecas de escolas, entidades e empresas particulares.

Matéria publicada em 29 de outubro de 2009

Fonte: Folha da Região

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Em Araçatuba - SP - Benefícios dos grupos de leitura

 LEITORA
A professora Noêmia Kajimoto, de Araçatuba, participa
de um grupo que se reúne uma vezpor mês há um ano.
 Os membros adquirem livros por conta própria,
os lêem e discutem em cada data de encontro

Eles são capazes de proporcionar a cada participante muito mais que o desenvolvimento do gosto pelos livros. Capacidade crítica e autoconhecimento são algumas das benesses que vão além das páginas escritas

Emmanuela Zambon

A leitura é para o intelecto o que o exercício é para o corpo, já afirmava com sabedoria o poeta inglês Joseph Addison. Concordando com a premissa do ensaísta, muitas pessoas reconhecem o poder dos momentos íntimos com um livro ao confessar que ele pode ser considerado uma janela para o mundo.

De acordo com uma pesquisa recente feita pelo Instituto Prólivro, de São Paulo, criado em 2006 após estudos de representantes do governo e entidades do livro, nas horas vagas aproximadamente 77% dos brasileiros ainda preferem assistir à TV. Seguindo a listagem, ouvir música é a preferência de 53%, descansar de 50%, ouvir rádio de 39% e, por fim, a leitura, que atinge o gosto de 35% dos entrevistados.

Tão importante quanto o hábito de ler, é participar de um grupo de leitura. Mesmo com o cotidiano atarefado, prevalece a necessidade de colocar em prática o que se lê e discutir com outras pessoas as visões abordadas em cada obra e ainda ter conhecimento do que o outro pensa a respeito de vários assuntos.

Apesar de parecer uma atitude só de quem tem tempo para se dedicar a esses encontros, desenvolver atividades em grupos de leitura é uma tarefa que envolve mais do que subsídios culturais e conhecimento. Um indivíduo que participa dessas reuniões com algum tipo de periodicidade pode conquistar desenvoltura pessoal e capacidade de respeitar e discutir a opinião de terceiros.

Um grupo de estudos criado em Araçatuba, que ainda não possui um nome específico, nasceu com o intuito de continuar os estudos realizados por alunos da Unipaz, e acabou assumindo uma proporção bem maior: ajudar no desenvolvimento pessoal de cada integrante. Com uma formação de cerca de dez membros, o grupo se reúne uma vez por mês há um ano, como afirma a professora e freqüentadora das reuniões Noêmia Kajimoto, de 60 anos.

DISCUSSÃO

As obras, que são adquiridas pelos participantes por conta própria, são lidas e discutidas em cada data de encontro. Há uma orientação dos capítulos que devem ser abordados e, depois de um mês, a turma se encontra para debater e escolher um novo título para a próxima data.

Além de abordarem os assuntos propostos em cada texto, os membros também colocam em pauta o que está acontecendo no mundo, fazendo uma ponte entre o tema do livro com a realidade atual em que vivemos. "Nós trazemos para o livro o que está acontecendo no mundo, e o nosso cotidiano também levamos para o livro", conta Noêmia, completando que o que ela discute no grupo consegue aplicar em sua vida.

Para a professora, esse grupo oferece a oportunidade de conhecer a visão das outras pessoas e consequentemente adquirir mais conhecimento. "Nós começamos a ler mais e a conhecer a opinião dos outros membros." Essas pessoas que se reúnem vão crescer não só profissionalmente, mas ganham o mérito de evoluir pessoalmente. "Quem se reúne pode tirar dúvidas, relacionar-se com o próximo e aprender, já que somente a leitura acaba sendo uma prática solitária", explica a psicopedagoga Elizabeth Lopes Manhas Bertolino, de Birigui.

Noêmia também faz parte de um outro grupo, existente há mais de 20 anos na cidade, que possui a finalidade de agregar professores de inglês de várias escolas de idiomas para estudos e reciclagem. Os 13 membros atuais, nas reuniões que acontecem em todas as sextas-feiras, em locais distintos, trocam experiências e ainda organizam materiais didáticos com liberdade. Todos os professores de inglês podem participar. O telefone para informações é (18) 3623-2192.

EVOLUÇÃO

A professora araçatubense Cidinha Baracat, que também faz parte do grupo de Noêmia, reconhece a importância de se relacionar em grupo para discutir temas abordados em livros. Segundo ela, essa experiência serve para o enriquecimento pessoal, já que as pessoas contribuem para o conhecimento do outro.

Cidinha explica que essa forma de atividade a ajuda a se relacionar com a sociedade, ajudando o seu intelecto e emocional. "Dessa forma, conseguimos conservar melhor as histórias que lemos. Participar de um grupo de leitura é melhor do que apenas ler uma obra", enfatiza.

Carolina Madeira, outra integrante, explica que todos podem participar, desde que haja interesse em leitura e tenha disponibilidade. Quem quiser fazer parte dos encontros mensais deve enviar um e-mail para caromadeira@terra.com.br.

Os grupos de leitura são essenciais

A afirmação é do jornalista Galeno Amorim, de São Paulo, um dos maiores incentivadores da literatura. Com 12 livros escritos, e 350 mil exemplares vendidos, responde como diretor do Observatório do Livro e da Literatura. Em entrevista à Folha da Região, ele afirma que as reuniões para discutir livros são importantes para desenvolver o hábito da leitura.

"É imprescindível a participação da sociedade, e os grupos de leitura, assim como diversos projetos de pequeno porte, é que vão fazer a prática da leitura se enraizar por toda parte. Se queremos fazer do Brasil um país de cidadãos leitores, todo mundo tem uma tarefa esperando para ser feita", explica Amorim.

Ainda segundo o jornalista, o Brasil não lê mais por dois motivos básicos. O primeiro é porque muitos brasileiros não possuem habilidade técnica para ler, ou seja, além dos analfabetos absolutos, há os analfabetos funcionais, que não conseguem compreender textos. O segundo motivo é o acesso aos livros. O número de bibliotecas é inferior às necessidades do País, como explica Amorim.

O papel dos pais é um dos suportes para que o filho tenha interesse pela leitura. Mas como incentivar a leitura dos filhos sem impor o hábito? "Se os pais são surpreendidos lendo pelos filhos e os livros naquela casa estiverem por toda parte, a criança cresce achando aquilo tudo muito natural e parte de seu cotidiano. Os pais também podem contar histórias e ler para as crianças", finaliza. De acordo com ele, leem-se no Brasil, em média, 4,7 livros por habitante anualmente. E.Z.

sábado, 29 de maio de 2010

Para criar uma cidade de leitores

Jean Oliveira
Matéria publicada no Jornal Folha da Região de 26/05/2010

Araçatuba - "Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não leem." Esta frase, atribuída ao poeta, tradutor e jornalista brasileiro Mário Quintana (1906-1994), expressa o que muitos educadores e pensadores preconizam sobre os livros e outros materiais impressos, como os jornais. Uma das formas criadas pela sociedade moderna para democratizar o acesso a essas obras foram as bibliotecas públicas.

O 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais, encomendado à FGV (Fundação Getúlio Vargas), mostra que, em 2009, 79% dos municípios brasileiros possuíam ao menos uma biblioteca aberta, o que corresponde a 4.763 bibliotecas em 4.413 municípios. O estado de São Paulo lidera o ranking regional e nacional em bibliotecas com acervo superior a 10 mil livros (51%). Dos 645 municípios do Estado, no entanto, 51 não têm centros gratuitos de leitura.

Na região, as maiores cidades possuem pelo menos um espaço público de empréstimo de livro.

Em Araçatuba, há a Biblioteca Municipal Rubens do Amaral, que fica na rua Armando Salles de Oliveira, s/n.

Seu funcionamento é de segunda a sexta, das 9h às 17h. Ela possui cerca de 62 mil títulos, sendo que 20 mil são de literatura infantil e o restante, coleções de livros didáticos, literários, enciclopédias e dicionários.

MELHORIAS
O secretário da Cultura de Araçatuba, Hélio Consolaro, revela que o município não adquire livros há cerca de 20 anos. O acervo tem sido renovado, segundo ele, por meio de doações.

"Apesar de na etimologia da palavra 'biblioteca' ter o sentido de depósito de livro, na concepção moderna uma biblioteca precisa ter muitos atrativos, ser interativa", afirma o secretário, que anuncia que as primeiras melhorias devem acontecer com uma verba de R$ 250 mil que o deputado estadual Vicente Cândido (PT) destinou, por meio de emenda parlamentar, para este fim.

A Secretaria da Cultura prevê destinação de R$ 80 mil para renovação do acervo e R$ 170 mil para reforma na infraestrutura, como adequação às normas de acessibilidade.

BAIRROS
Apesar de prever este investimento na biblioteca municipal, Araçatuba pode seguir o exemplo de outras cidades brasileiras que criaram programas de descentralização do acesso às obras literárias.

Em Uberlândia (MG), por exemplo, caixas de livros são levadas a lugares de fácil acesso em bairros distantes e também há o "Ônibus Biblioteca", que percorre toda a cidade.

De acordo com Consolaro, há um projeto de descentralização em fase de estudo para Araçatuba.

A previsão inicial é formar centros culturais com espaços reservados para leitura em diversos bairros.

Além de oferecer livros e periódicos, o projeto tem o objetivo de levar oficinas culturais à periferia. Não há data para que o programa seja instalado e comece a funcionar.