Mostrando postagens com marcador Rio de Janeiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rio de Janeiro. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Homem-livro divulga a leitura no Centro da cidade

Matéria publicada em 06/01/2011

O objetivo é incentivar a leitura da população e aumentar o interesse por livros

Homem-Livro se veste de papel e distribui livros pelas ruas (Foto: Portal Infonet)

Incentivar a leitura num país que lê pouco é tarefa difícil, mas prazerosa para o Evando dos Santos, conhecido com o Homem-Livro. Há cerca de 8 anos ele se veste de papel e distribui livros nas ruas do Rio de Janeiro e desde o ano passado, em Aracaju também.

Na manhã desta quinta-feira (6) o Homem-Livro divulgou e distribuiu cartilhas sobre poesia sergipana e direitos dos trabalhadores pelo Calçadão da João Pessoa, no centro da cidade.

A intenção principal, além de difundir a leitura, é apresentar para as cidades os seus escritores muitas vezes pouco conhecidos pela população. “Se perguntar aqui quem conhece alguma obra de Tobias Barreto, ninguém sabe”, indagou e após a fala, ele questionou a população que realmente não conhecia.

Além de promover campanhas pelas ruas, ele criou a biblioteca “Tobias Barreto de Menezes”, onde a população pode pegar quantos livros quiserem e fazer a devolução também quando quiserem. “Objetivo é fazer os livros circularem, se as pessoas não devolverem, não tem problema... o importante é que leiam, indiquem e repassem”, ressaltou o homem-livro. A biblioteca fica no Rio de Janeiro, mas a intenção de Evando é reunir pessoas interessadas em construir uma biblioteca também em Sergipe.

Fonte: Infonet

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Projeto Leitura Nota 10

O Projeto Leitura Nota 10 inicialmente foi idealizado pela autora infantojuvenil Patrícia Barboza e desde 2007 realiza palestras em escolas do Rio de Janeiro, de ensino público e particular, incentivando a leitura. Visando uma melhor qualidade na elaboração dos livros, a autora realizou cursos de especialização em Literatura Infantojuvenil e Produção Editorial.


O Projeto agora recebe a realização da Editora Carrossel, com o apoio da Editora Ciranda Cultural.

A Feira do Livro na Escola, de iniciativa da Editora Carrossel, tem como objetivo incentivar a leitura, levando o livro ao aluno para que este possa ter um contato mais próximo com ele e adquiri-lo a um preço mais acessível.


A Editora Carrossel coloca ao seu dispor a sua longa experiência na distribuição de livros para crianças e jovens, tornando esse evento um sucesso junto de toda a comunidade escolar.

As sessões com os autores e o trabalho com os alunos sobre as sua obras – que naturalmente antecede a sessão – revelam-se muito importantes no fortalecimento do interesse das crianças e jovens pelo livro e pela leitura, bem como no sucesso das próprias Feiras do Livro. Assim, sempre que possível, aconselhamos que a Feira do Livro seja realizada simultâneamente com a visita de um(a) autor(a).


Conheça o vídeo institucional da Editora Carrossel:


quarta-feira, 2 de junho de 2010

Pesquisa mostra Brasil que não lê

Com 420 municípios sem bibliotecas, brasileiros leem pouco e têm acesso limitado a livros. Rio quase na lanterna

Por Raphael Zarko

Rio - Pequeno número de bibliotecas, o acesso ruim às poucas existentes nas periferias do País e a má formação dos profissionais são alguns dos muitos motivos para o resultado do 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais. O estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para o Ministério da Cultura (Minc) esteve em 4.905 municípios de Norte a Sul do País, onde constatou que em 420 cidades não existe biblioteca pública ou foi fechada.
Foto: Arte O Dia
Os números contrastam com o investimento anunciado pelo governo nos últimos anos: segundo o MinC, em 2003 foram destinados R$ 6 milhões ao setor, enquanto no ano passado foram investidos R$ 95 milhões — um salto de 1.500% que não mostra a realidade do setor, segundo especialistas. “Não é surpresa, porque já conhecemos bem essa realidade. Só faltava essa metodologia para comprovar. Se não há atenção que merece, esse era o resultado esperado”, afirma a presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia, Nêmora Rodrigues. Para ela, a simples transferência de verba para os municípios não resolve, pois falta estrutura para aplicar o dinheiro corretamente.

“Os municípios têm que preencher uma série de requisitos, apresentar certidões negativas e muitas exigências que não podem cumprir”, lembra a presidente da CFB, que critica também a formação profissional. A pesquisa indica que 57% dos funcionários da biblioteca têm nível superior.

A bibliotecária Sônia Neves, da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (Febf-Uerj), associa a questão ao mal aproveitamento dos kits entregues a municípios. “Se os dirigentes não são da área, como vão cuidar do material? E será que o material do Sudeste tem que ser o mesmo do Norte?”.

Professora da Febf (Uerj), Alzira Batalha critica o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), lançado como “o PAC da educação” pelo governo federal. “O ProInfo quer colocar computadores nos municípios, mas há lugares que não têm o básico. As bibliotecas têm até goteiras”, afirma ela.

E a situação no Rio de Janeiro não é nada boa. O censo mostrou que o estado ficou na 25º posição entre as 27 unidades da Federação na classificação por quantidade de bibliotecas para cada 100 mil habitantes. No período pesquisado havia cinco municípios que não tinham bibliotecas públicas: Arraial do Cabo, Cambuci, Itaperuna, Laje do Muriaé e Valença, que reabriu a biblioteca Dom Pedro II em dezembro de 2009.

Porém, o coordenador do espaço, José Viriato, ainda aguarda o material prometido pelo MinC. “Não há previsão ainda”.

Fonte: O Dia Online