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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Projeto de leitura abre nova biblioteca

DIADEMA - O sucesso do programa cultural e voltado ao incentivo de leitura tem sido tão expressivo e atraído tantas empresas que mais uma companhia acaba de receber o projeto 'Leitura nas Fábricas'. Os funcionários da empresa Apis Delta terão, a partir desta terça-feira (31), um importante acervo de livros que ficará disponível para os empregados.

Realizado pela Prefeitura de Diadema e o Ministério da Cultura, o projeto também conta com o envolvimento de sindicatos e empresas. A iniciativa tenta incentivar no trabalhador o hábito da leitura, e o Ministério da Cultura já investiu cerca de R$ 200 mil para a realização do projeto.

A prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura, cuida da implantação e acompanhamento, como a formação dos agentes de leitura, que são indicados entre os trabalhadores. As indústrias cadastradas foram encaminhadas ao projeto por meio do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Os Sindicatos dos Químicos do ABC e Construção Civil também participam da iniciativa. Estarão presentes na abertura da nova biblioteca o prefeito de Diadema, a secretária municipal de Cultura e o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sergio Nobre, entidade parceira do programa. A primeira biblioteca foi entregue aos trabalhadores no dia 28 de julho, na fábrica IGP, também no município. Ao todo, dez fábricas já aderiram ao programa nesta primeira etapa.

Kits

Para compor o projeto e organizar a biblioteca, cada entidade recebeu um kit com cerca de 650 livros, que envolvia ainda duas estantes e outros móveis para organizar de maneira a oferecer algum conforto aos usuários dos espaços. Segundo os organizadores, além dos livros e das estantes, o kit envolve também uma mesa, uma cadeira, três puffs, um computador completo e uma impressora. Farão parte deste acervo, exemplares de literatura brasileira, estrangeira, infantil e juvenil, além de DVDs, livros didáticos e enciclopédias, entre outros.

Nesta etapa, dez fábricas aderiram ao projeto. São elas: a Apis Delta, Delga, IGP, Autometal, além da Legas, Grupo Papaiz, Uniforja, e também a TRW, Uniferco e a Metalpart.

Em cada empresa foi implantado um ponto de leitura, onde o trabalhador terá à sua disposição uma "minibiblioteca" em seu local de trabalho.

Expectativa

A expectativa é que nesta fase o programa atenda mais de 20 mil pessoas, entre trabalhadores e familiares, com acesso ao acervo para leitura e empréstimo. As outras fábricas terão seus pontos de leitura inaugurados até o fim do ano. Dezoito funcionários das primeiras dez empresas parceiras passaram por processo de capacitação que começou em 17 de maio no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Os futuros agentes de leitura foram escolhidos com o interesse pessoal para se tornarem orientadores dos pontos de leitura em seus ambientes de trabalho. Nas aulas de capacitação, os agentes receberam orientação sobre a organização do acervo que as fábricas irão receber, de como atender os companheiros que farão uso do espaço e como despertar o interesse pela leitura. Cada empresa indicou datas de instalação, inauguração e horários de funcionamento do ponto de leitura.

Fonte: DCI

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Fábricas de Diadema ganham bibliotecas - Projeto Ponto de Leitura

Folha de São Paulo – SP, por Grazielle Schneider, em 29/07/2010

Ministério da Cultura investiu R$ 200 mil em kits com computador, móveis e acervo de 650 obras para cada fábrica

Dez empresas de metalurgia de Diadema, na Grande São Paulo, receberão bibliotecas para seus funcionários. A primeira delas foi inaugurada na manhã de ontem, na fábrica da IGP, que atua no mercado de autopeças.

A iniciativa faz parte do projeto Ponto de Leitura nas Fábricas, uma parceria entre a prefeitura local, o Ministério da Cultura e os sindicatos dos Metalúrgicos do ABC, dos Químicos e da Construção Civil. Até o final de agosto, todas as salas de leitura estarão prontas.

O ministério investiu R$ 200 mil na distribuição de kits -móveis, um computador com impressora e um acervo de 650 obras- para equipar os locais. Já a prefeitura ficou responsável pela implantação do projeto e pela capacitação de dois ou três agentes de leitura em cada fábrica. Esses agentes têm como função promover e organizar as bibliotecas.

“Pretendemos, com os acertos e erros, estender o projeto a outras fábricas pelo Brasil, desde que haja articulação com prefeituras e sindicatos”, afirma Silvana Meireles, coordenadora do Mais Cultura, programa do ministério que abriga a ação.

O projeto atingirá 5.000 funcionários, segundo levantamento da prefeitura. Para Maria Regina Ponce, secretária da Cultura de Diadema, a ideia é criar um ambiente de aprendizado e prazer dentro do local de trabalho para que os funcionários possam ter mais acesso aos livros. Ela destaca que outras empresas do setor químico e de construção civil já se interessaram pela iniciativa.

Como o material poderá ser retirado e levado para casa, estima-se que outras 15 mil pessoas sejam beneficiadas indiretamente. “A pesquisa Retratos da Leitura mostrou que a mãe é a maior responsável pelo interesse dos filhos por livros. Queremos que o funcionário seja um mediador e crie um ambiente familiar de estímulo à leitura”, diz Meireles.

SEM CUSTOS

A única responsabilidade das empresas é ceder o espaço e fazer as adaptações necessárias para a sala de leitura, de acordo com Renato Cicarelli, diretor da IGP.

Um dos escolhidos para ser agente de leitura na fábrica é Laércio Aparecido Beggiora, 45, assistente de departamento pessoal. No curso de capacitação que recebeu da prefeitura, aprendeu a etiquetar os livros, montar o acervo, atender o público e incentivar os colegas a ler.

“Achei maravilhoso. Hoje [ontem], a biblioteca já ficou lotada. Tem poesia, ficção, ação. Tem gibi e contos infantis para a criançada e tem até DVDs que ensinam inglês”, conta.

A empresa tem 380 funcionários e começou a investir na qualificação deles em 2005, com a criação do programa de educação continuada. Cicarelli diz que 70 trabalhadores já se formaram no ensino fundamental e que, hoje, não há na fábrica ninguém que não saiba ler e escrever.