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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Uma biblioteca que cresce com seu filho

Os livros devem acompanhar o desenvolvimento da pequena desde os primeiros meses de vida.


Nenhum especialista hesite: entre em contato com os livros da casa é essencial. A leitura estimula o desenvolvimento das crianças, a imaginação, a criatividade é uma forma de carinho, que ajuda a conhecer e compreender o mundo à sua volta ... Os livros são uma forma privilegiada para atender todas as suas necessidades. Portanto, os pais são avisados ​​de que, desde o nascimento, geram em seus filhos um senso de que a leitura ocorre em um poço.
Livros ajudar no conhecimento, mas não devemos esquecer que também oferecem conteúdo de entretenimento, é uma maneira de se divertir, de sonhar, de imaginar, de rir ... E para todas as idades e para todas as crianças, sem livros que correspondem seu desenvolvimento. Eles são grandes leitores dependem em grande parte dos pais. Eles devem saber o que os interesses e as necessidades de seus filhos um exemplo em casa, lendo a pequena mesmo quando apenas balbuciar; trazer para livrarias, bibliotecas, acompanhar a escolha do livro (procurando informações na internet ou aceite os conselhos do livreiro ), falar com as crianças sobre livros e nunca mais tornar a leitura um castigo.
Três especialistas dão dicas para saber quais livros são mais adequados de acordo com a idade: Eliana Maridueña, publicado pela Juventude, Isabel Lane, diretor-geral das publicações editoriais e Elsa Aguiar BRUNO responsabiliza pelo conteúdo de literatura infantil da editora SM.

De 0 a 3 anos

Quanto mais cedo melhor, os especialistas aconselham. Desde o nascimento, os bebês podem se familiarizar com livros. "Não se concentre seus olhos, não pode nem mesmo segurá-los, mas eles podem entender sua musicalidade ea poesia das canções", diz Elsa Aguiar responsabiliza pelo conteúdo de literatura infantil publicado pela SM. "A coisa mais importante é criar na criança o sentimento de que a leitura ocorre em uma atmosfera de bem-estar, descontraído, íntimo e amoroso. Isso é algo gradable. Portanto, é importante olhar em seus olhos quando eu li ", acrescenta.
E a oferta para este estágio muito precoce é enorme. Sim, eles são livros que devem sempre garantir a sua segurança. "Eles não contêm peças pequenas ou materiais tóxicos", alerta Elizabeth Lane, diretor de publicações da editora de Bruno. "Papelão e dicas redondedas, pesando apenas para que eles possam pegá-los com as mãos", diz Eliana Maridueña, Departamento de Comunicação Editorial Juventud. É uma forma de promover suas habilidades motoras.
De livros de plástico para o banho, dentição, para os outros com diferentes texturas, sons, imagens grandes, com cores contrastantes para que eles possam distinguir melhor ...
Eles devem ser os livros que vai ajudar a despertar os sentidos e promover o seu desenvolvimento evolutivo, especialmente psicomotor e emocional ... O livro torna-se um jogo, um elemento natural que faz parte do seu ambiente.
A partir de trabalho e certos personagens, especialmente animais que permitem que os bebês a desenvolver afeto e apengan eles. Livros com aba e com as palavras do filho associado a uma imagem. É uma maneira de começar a desenvolver o vocabulário de dois anos, quando a linguagem explode.
Depois de dois anos e foi ferido com suas palavras, a criança começa a falar. Isto é, quando as crianças começam a identificar objetos, formas de aprendizagem, incluindo as emoções básicas (tristeza, raiva, feliz), rotinas do seu dia-a-dia (levantar-se, ir à escola, comer, ir para a cama, escovar os dentes), o primeiro números, o alfabeto, estações, cores ... "Tudo para começar a controlar o mundo em que vivem. São livros que os adultos podem ler, encenar e ajudar a criança a entender ", diz Elsa Aguiar. A partir de agora você pode começar a contar os primeiros clássicos adaptados.

De 3 a 6 anos

Além de desenvolver ainda mais todos os recursos acima, nesta fase há uma mudança fundamental. Linguagem, seu vocabulário, cresce a cada hora, mas também "a fase de iniciação está lendo, o que chamamos de pré-leitura. E não tem pressa, mas é essencial para enriquecer a sua vocabolucario, que a criança compreenda a mensagem dos livros, com frases simples. Para isso você pode apoiar outros elementos, tais como ilustrações ", diz Isabel Carril.
Nessa idade, as crianças entendem os livros com a história e imagem, pode seguir os desenhos de acordo com o que eles estão dizendo. Eles gostam de ver livros tridimensiones, imaginativas e também da vida cotidiana, você pode começar a entrar em valores, inteligência emocional ... Eles gostam de livros e jogos participativos, criativos ou as canções, adivinhas e rimas fáceis. Começar a entender o básico primeiro.
Novos hábitos de trabalho, mas agora você pode fazer diferente: uma história para a criança que tem problemas para dormir, ou não querem ir à escola, ou eles podem ignorar o xixi durante a noite. Você também pode começar a lidar com medos: do escuro, de monstros ...
Temos de começar a estimular a imaginação. "A imaginação deve estar sempre presente, porque os filhos até que eles são mais velhos não fazem distinção entre a realidade ea fantasia também. Você tem que desenvolver isso e inocular para não perder a capacidade de criar e sonhar com outro mundo "Elsa Aguiar recomendado.
Saciar a sua curiosidade é outro objetivo nesta fase: para responder às suas perguntas, de onde vem o leite ou iogurte, ou por que a mudança de cor luzes.
E nunca se esqueça do humor, como observado Maridueña Eliana, que gosto muito.
"Há muitos caminhos na leitura, é sobre a criação de leitores eo caminho é diferente para cada criança", diz Elsa Aguiar.

De 6 a 8 anos

Você está leitores, pode continuar livros curtos, com argumento, onde predominantemente acompanhar a imagem, linguagem simples e frases com palavras novas facilmente entendidas no contexto e com episódios ou capítulos que fecham a história. Mas cuidado, muito cuidado nesta transição deve ser feito sem problemas. "Ele ainda pode ter dificuldade para ler um livro inteiro. Tenha muito cuidado quando de repente abandonar o hábito de ler, porque eles já sabem como fazer a seis anos de idade. Eles têm que receber uma dose da literatura adulta e liberando lentamente a tarifa mão, como eles aprendem a andar ", alerta Elsa Aguiar.
É a idade da fantasia, da imaginação, comece a sonhar, a experimentar, sentir medo ... Então, eu gosto de todos os tipos de histórias. Os temas são muito variados: eles adoram a série de personagens que geram proximidade de caracteres que podem ser identificados (a menina que é um lixo na escola e lutou por eles tiraram as pinturas) livros incríveis recorrer a eles (romances policiais para crianças, onde os casos são investigados com quebra-cabeças, jogos ...), livros de animais, princesas e piratas, continuar a cultivar os valores (recompensa, perseverança, solidariedade, honestidade). .. Introduzir determinadas situações da realidade pai não tem emprego, a morte ...

De 8 a 12 anos

Eu li mais, as leituras são mais extensos e complicados. As imagens já não são um adjuvante para facilitar a compreensão e as histórias crescer em intensidade. No entanto, o livro tem que ser atraente e claro tipografia. "As crianças estão cada vez mais crítico e não acreditar em tudo que é dito. Mas o mundo da fantasia existirá. Agora, quando a criança está sendo definido por seus gostos. Para descobrir o que o livro pode fazer bem, é melhor perguntar o que é a última coisa que você gostou? "Diz Isabel Carril.
O interesse continua, que mistura realidade com fantasia, tem um estranho senso de humor, como as aventuras da gangue, aventuras, heróis, ficção científica, mistério e histórias de detetive, os personagens que são identificar ...

De 12 a 14 anos

Eles são capazes de desfrutar de histórias complexas, livros de mais de cem páginas. No entanto, as frases não deve ser demasiado longo e complexo ou de primeira acção para a descrição. As ilustrações quase desaparecer, permitindo espaço para a imaginação. Entenda quase todas as palavras e situações.
Funciona bestseller porque "os adolescentes são muito sociáveis. Depois de ler certos livros é uma forma de grupo ", diz Elsa Aguiar.
Bifurcar entre a fantasia, mas também livros que lhes interessam conectar-se com sua realidade e que eles estão vivendo (drogas, amor, sexo, imigração, vivendo em sala de aula). Eles começam no romance. É uma boa hora para começar com adaptações de clássicos literários, comece interesse romântico nele. Eles gostam da aventura, viagens, romances policiais de espioneje terrorista, fantástico com conteúdo sobrenatural. Despertar o interesse em biografias de figuras de destaque, para as versões de mitos e lendas.

Adolescentes

Os livros devem abordar questões de ser e sentir do adolescente com sentados questões identificadas e tratadas, que pode intersarlos: preocupações sociais, profissionais emocinones mesmos estão refletidas nesses personagens fictícios:
Romances realistas de questões contemporâneas: ecologia, o terrorismo, o racismo, a enfemedades como anorexia, bulimia, problemas de dependência, Tribur urbanoas, suspense, ficção científica épica romances fantásticos e poemas de amor, histórias em quadrinhos ...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A leitura como agente do conhecimento


Matéria publicada em 14 de outubro de 2010

Ricardo Azevedo

É lendo que desenvolvemos nosso pensamento crítico. Sem ele, os jovens serão sempre presa fácil da propaganda enganosa e da alienação


Recentemente, no rádio, um locutor falava em liberdades individuais, no direito de cada cidadão ser o agente de suas próprias decisões e na importância da diversidade de opiniões. Imaginei que fosse alguma ONG em defesa da democracia. Nada disso. O texto era patrocinado por um fabricante de cigarros! A liberdade a que se referia, no fundo, era uma só: a de optar por ser fumante, contrariando todas as informações médicas disponíveis.

São complexos os desafios da educação nos dias de hoje. Creio que alguns deles nem sempre são lembrados. É preciso formar nossas crianças e jovens de maneira que sejam capazes de perceber que discursos válidos e civilizadores podem ser utilizados como ações de marketing e propaganda (e também por políticos corruptos e regimes autoritários).

Fazer com que compreendam o funcionamento das sociedades fundadas em economias de mercado, para que saibam, por exemplo, separar consumo de consumismo ou propaganda de propaganda enganosa. Que discutam o que é autoridade (a confiança conquistada legitimamente), autoritarismo (a obediência obtida à força) e omissão (a desresponsabilização diante, por exemplo, de pessoas inexperientes ou dependentes e, num outro patamar, diante da sociedade).

Que tenham claro que a liberdade é muito boa, mas tem limites: ninguém tem direito de desrespeitar o direito dos outros. Que compreendam que são responsáveis também pela sociedade em que vivem.

Que aprendam a estudar (poucas escolas ensinam isso) e tenham o melhor preparo técnico possível sem esquecer de certas características de qualquer ser humano: somos incapazes de viver sem uma sociedade; somos capazes de construir linguagens e símbolos; temos dificuldade de distinguir a subjetividade da objetividade; somos efêmeros (morremos), corporais e passíveis de prazer e sofrimento; podemos pensar em assuntos abstratos como justiça, moral, política e estética; transformar a natureza e a sociedade e, ainda, fazer projetos para, com sorte e competência, construir um futuro melhor.

É importante que saibam respeitar, conviver e ser capazes de se identificar com hábitos, valores e crenças diferentes dos seus. Que discutam sobre por que têm sido levados a escolher suas profissões sem um mínimo de autoconhecimento (considerando apenas salários e a profissão da moda em detrimento de vocações). Que debatam formas alienantes e sub-reptícias de exclusão, como o “culto da celebridade” (que valoriza a pessoa “descolada” e sua “imagem”, desprezando a pessoa “comum”). E também os hábitos culturais que misturam o público e o privado, para que possam analisar as práticas que transformam vidas e relações humanas em ações de marketing e pessoas em produtos de consumo.

Que conheçam os extraordinários avanços da modernidade, mas também suas inúmeras contradições. Que tenham acesso à multifacetada cultura de nosso país. Que estejam conscientes das desigualdades de nossa sociedade (por serem imorais e injustificáveis, elas costumam deixar nossas crianças e jovens confusos e céticos).

E ainda que sejam levados a compreender que não são a plateia, mas sim os protagonistas do futuro e que, na escola, estão se preparando para construí-lo e ressignificá-lo.

Não sou pedagogo e conheço pouco os diferentes métodos educacionais. Sejam quais forem, a meu ver, deveriam ter por base assuntos como esses. Eis por que a leitura sempre terá um papel fundamental: desenvolvemos nosso pensamento crítico, principalmente, por meio dela. Sem ele, nossas crianças e jovens, tanto faz de que classe social, serão presa fácil da propaganda enganosa, da alienação e do niilismo.

sábado, 21 de agosto de 2010

Modelo de Projeto Social - Trupe da Leitura


Victor S. Gomez

Origem à organização.

A idéia de criarmos uma biblioteca comunitária, surgiu quando da visita de uma amiga de nossa filha em nossa casa. Tínhamos alguns livros infantis e a menina ficou vidrada. Nossa comunidade é muito carente e a preocupação principal dos pais não é comprar livros para seus filhos. Demos a ela um dos livros de nossa filha de presente. A menina ficou encantada e não desgrudou mais do livro. O nome dela é Cintia e na época tinha oito anos. Hoje com 15 anos ela participa de Trupe da Leitura.

Objetivos da organização.

O CENTRO CULTURAL CRIANÇA CIDADÃ, também é representado pela sigla CECI, é uma sociedade civil sem fins lucrativo, livre de quaisquer preconceitos ou discriminações, seja de etnia, sexuais, credo religioso ou ideologia, quer em suas atividades e objetivos sociais, quer entre os componentes de seu quadro de diretoria e parcerias. A entidade será rígida com a legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade e da eficiência. O CECI tem pôr objetivo o estudo, pesquisa, assessoria, organização e proteção ao meio ambiente, assistência à cidadania, educação e saúde, podendo criar intercâmbios com grupos culturais e entidades nacionais e internacionais, apoio e luta contra qualquer forma de discriminação social, econômica, racial, religiosa e sexual em todo território nacional e atendimento a grupos vulneráveis, especialmente crianças e adolescentes. Além disso o CECI visa dar cursos profissionalizantes de qualificação e requalificação profissional para melhor atender a comunidade. Podendo também fazer convênio e parcerias com entidades afins.

O município de Seropédica localizado na Baixada Fluminense, com uma área territorial de 267 Km2 e população total de 65.020 habitantes; segundo dados do IBGE mais de 45% de sua população ativa não completou o segundo grau. Por isso criamos o Projeto Trupe da Leitura. Acreditamos que ele se destina a desenvolver o gosto pela leitura e a disseminar a cultura entre os habitantes do município. A Trupe da Leitura é um grupo formado por adolescentes da comunidade e freqüentadores de nossa instituição e está em atividade aproximadamente dois anos e seis meses. O projeto Trupe da Leitura surgiu antes de fundarmos a instituição. Esse grupo leva às escolas da rede pública e particular o contato com os livros, fazendo encenações com textos de grandes escritores e declamações de poesias, para com isso despertar nas crianças e adolescentes o gosto pela leitura. Enquanto um narrador com um livro na mão vai lendo parte de um texto, o restantante apresenta um esquete dando continuidade ao texto narrado. Já foram realizadas várias apresentações nas escolas da comunidade com grande sucesso e repercussão. O Projeto Trupe da Leitura busca também a melhoria da qualidade de vida, nas comunidades de baixa renda, pretendendo tirar nossos jovens da faixa de exclusão social. Paralelamente temos o Módulo Ser Cidadão, no qual são tratadas questões como Cidadania, Sexualidade, Drogas, DSTs (AIDS), Família, Estatuto da Criança e Adolescente, etc. Além desses pontos é dada prioridade ao reforço escolar, através de aulas de português e matemática, dando ênfase principalmente ao acompanhamento da freqüência e manutenção da média escolar; visando com isso conter a crescente evasão escolar, que tira grande parte dos alunos da escola. Num município carente de recursos, e sem políticas públicas que favoreçam as crianças e adolescentes; faz se necessário à implantação de projetos socioculturais. O Projeto aposta na formação desses adolescentes; para que possam, por seus próprios esforços, lutar por uma melhor qualidade de vida e conquista de sua cidadania.
População atendida

Critérios de seleção para ingresso no projeto. O jovens devem estar matriculados na escola. É cobrado dos adolescentes a freqüência e a média escolar. Todos os adolescentes que participam do projeto são voluntários.

Número de crianças e adolescentes atendidos mensalmente no projeto, por sexo e faixa etária:
Faixa
Masculino Feminino Total
13 a 15 anos 4 7 11
16 a 18 anos 5 8 13
Total 9 15 24

Periodicidade do projeto
3 vez por semana

Equipe de trabalho e formação

O projeto prevê momentos de formação da equipe.
Momentos/encontros realizados em 2002.
Anteriormente as reuniões eram feitas esporadicamente somente entre a equipe. Para esse ano achamos que para melhor desenvolvimento do projeto, serão realizadas exposições com os trabalhos dos adolescentes, relatórios e reuniões mensais de avaliação com toda equipe. Nestes encontros serão discutidas todas as situações decorrentes do convívio entre educadores e adolescentes observando assim a eficiência dos métodos aplicados. A ata desta assembléia servirá de base para a avaliação do projeto para possíveis desdobramentos. A cada 3 meses aplicaremos um questionário de avaliação do desenvolvimento dos adolescentes. Ao término des 6 meses faremos painéis indicadores sobre o rendimento da equipe, dos adolescentes e sua freqüência, avaliando se as metas do projeto foram atingidas. Teremos também questionários de avaliação ao término da execução do projeto. Faremos também questionários com pais para avaliação dos adolescentes (mudança de comportamento, melhora no aprendizado, maior participação na escola e em casa).

Composição da equipe de profissionais envolvida no projeto, todos voluntários.
Coordenadora
2º grau
Arte educadora
1
Instrutor
2º Grau
Ator e Artista Plástico
1
Instrutora
normal
Educadora
1
Coordenadora Pedagógica
3º grau
Pedagoga
1

Cursos/seminários/palestras que os profissionais do projeto participaram nos últimos 2 anos.

Participação na coordenação do Seminário "Direito e Voluntariado" realizado na FESUDEPERJ em 2002. Os profissionais do CECI organizaram o Seminário "Criança Cidadã" no final do ano passado em parceria com o Colégio Estadual Presidente Dutra. O seminário visava a criação do conselho tutelar de Seropédica.

Rotina de trabalho e proposta pedagógica.
Método de trabalho na Trupe da Leitura:

Através de círculos de leitura e de técnicas teatrais, são trabalhados os clássicos da literatura infanto-juvenil, poesias, lendas e folclore da nossa cultura. Montamos com os adolescentes esquetes teatrais e os mesmos encenam e recitam poesias nas escolas públicas e particulares do município, visando com esse trabalho, formar multiplicadores que vem despertando o interesse pela leitura em outros jovens.

Módulo Ser Cidadão

Ø Cidadania
Ø Sexualidade
Ø Drogas
Ø DSTs (AIDS)
Ø Família
Ø Estatuto da Criança e Adolescente
Ø Reforço escolar
Ø Relação humana
Ø Ética
Ø Família
Ø Atividades Esportivas

Desenvolvemos os temas em forma de dinâmicas de grupo, oficinas culturais, palestra com profissionais qualificados correspondente a cada tema e campanhas que despertam a consciência da comunidade e dos jovens. Assim formando pessoas mais esclarecidas quanto aos seus direitos e deveres.

Técnicas teatrais:

Ø Dicção
Ø Expressão corporal
Ø Alongamentos
Ø Tempo ritmo de fala
Ø Tempo ritmo no movimento
Ø Exercícios e jogos de dramatização
Ø Entonações e pausas
Ø Leitura, interpretação de texto, coordenação do pensamento
Ø Fé cênica
Ø Subtexto, circunstâncias propostas
Ø Marcação, memorizar texto

O que esperamos desse projeto.

Responder concretamente a questão da ociosidade e despertar o interesse pela leitura. O projeto Trupe da Leitura pretende fundamentalmente tirar os jovens de nosso município da situação de risco social, criando oportunidades para o desenvolvimento pessoal, valorização da identidade, cidadania e auto-estima, ajudando também na identificação de suas potencialidades. Pretendemos fazer um trabalho preventivo, e de compromisso com o fortalecimento desses adolescentes, através de práticas artísticas culturais e complementação da ação educativa e com isso aumentar em 40% a formação de novos leitores até dezembro de 2003. Nossa pretensão é atingir todos os adolescentes nas escolas da rede pública e particular de ensino.

História de uma criança do projeto que alcançou resultados positivos.

A idéia de criarmos uma biblioteca comunitária surgiu quando da visita de uma amiga de nossa filha. Tínhamos alguns livros infantis e a menina ficou vidrada. Nossa comunidade é muito carente e a preocupação principal dos pais não comprar livros para seus filhos. Demos a ela um dos livros de nossa filha de presente. A menina ficou encantada e não desgrudou mais do livro.

O nome dela é Cintia e na época tinha oito anos. Hoje com 15 anos ela participa de Trupe da Leitura.

O jovem Bruno José participante ativo da Trupe da Leitura é instrutor de informática de nossa EIC. Depois de ser formado por nossa escola de informática e cidadania Bruno comanda uma turma com sete alunos.

Relação do projeto com as famílias das crianças e adolescentes.

Fazemos reuniões com os pais dos jovens. E alguns até nos ajudam como voluntários na instituição. O Projeto atende aos jovens, buscando a participação da família nas diversas fases do projeto, tornando assim sujeitos ativos no processo de formação dos alunos. A integração instituição e comunidade fazem parte do trabalho social do CECI. É somente através dessa união que poderemos alcançar nossos objetivos. A busca pela melhoria da qualidade de vida e o resgate da cidadania, são metas que buscamos no nosso dia a dia e só com a continuidade desse trabalho é que poderemos concretizá-la

Dificuldades encontradas no desenvolvimento do projeto e como foram enfrentadas.

A locomoção do grupo é feita em ônibus circular. A compra de uma kombi facilitaria muito a saída dos jovens, para as apresentações. Além de podermos mais facilmente levá-los para assistir peças de teatro, visitar museus e fazer encontros com jovens de outras instituições para troca de experiências. Pretendemos também construir um teatro de bolso para que a Trupe apresente peças teatrais para a comunidade.

Ações realizadas em parceria com outros segmentos da comunidade e quem são esses parceiros.

Seminário Criança Cidadã realizado em parceria com o Colégio Estadual Presidente Dutra. Parceria com a Universidade Federal Rural do Rio Janeiro para estágio de alunos de nossa escola de informática e cidadania. Escola de informática e Cidadania em parceria com o Comitê pela Democratização da Informática (CDI). Parceria com a paróquia Maria Mãe da Igreja, que nos cedeu em comodato a casa que usamos como sede da instituição. O Instituto Xerox imprime todo nosso material de divulgação.

Pontos fortes do projeto.

O incentivo a leitura, o resgate da auto-estima e a formação de multiplicadores. Muitos dos jovens que entraram para a Trupe no início do projeto não gostavam de ler, hoje vários deles buscam nossa biblioteca a procura de livros. Despertar esse interesse é o nosso objetivo.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Adolescente lê, sim, senhor!

Ana Elisa Ribeiro

Há algum tempo, quando fiz o especial Leituras, leitores e livros, em quatro partes, aqui no Digestivo, algumas pessoas demonstraram curiosidade em saber se os adolescentes responderiam da mesma maneira que os adultos à pergunta: O que você está lendo?

Um guri, em especial, enviou mensagem sugerindo uma coluna sobre as leituras dos adolescentes. A idéia não era uma espécie de "pegadinha". Era mesmo para saber se as leituras dos mais jovens são muito diferentes das leituras citadas por "gente grande".

É de suma importância considerar, como ponto de partida, que o adolescente é (ou deveria ser) um leitor em formação. Ainda não pegou o jeito da coisa, não degustou o suficiente e tem um mundão de possibilidades diante de si. Nos tempos atuais, o garoto e a garota se vêem dentro de um mosaico em que concorrem (?) várias mídias, mundo muito diferente, por exemplo, do da minha avó e mesmo do de meus pais. De dentro deste mosaico é possível vislumbrar máquinas eletrônicas portadoras de textos e, também (!), máquinas analógicas em que o texto está armazenado há centenas de anos. Livros, jornais e revistas de papel ainda não opção para quem vive no século XXI. Sabe-se lá como será o "sistema de mídias" (vejam aí Peter Burke e Asa Briggs, por favor) dos meus bisnetos, mas o fato é que os meninos e meninas de hoje podem desfrutar dos meios que quiserem, conforme a vontade e a ocasião.

O leitor em formação foi alfabetizado, sim, desde a infância, mas não consolidou o que pode fazer com a técnica alfabética que adquiriu. Usa-a com finalidades cotidianas, mas também pode fazê-lo para outros fins, tais como aprender mais ou buscar informação que não vem de mão beijada. A escola é (ou deveria ser) uma das "agências" em que o jovem consolida habilidades com as palavras (ouvidas, faladas, lidas, escritas ou todas juntas). Sem dúvida, para grande parte da população, é na escola que há livros e precárias bibliotecas. Em casa, jornal serve para pôr no chão da gaiola do passarim.

Nós outros, de dentro de nossas redomas, não admitimos, por vezes, que exista gente neste mundo criada longe das possibilidades do livro ou do computador, mas é o que mais existe. É só dar um esticadinha no pescoço, para fora da redoma de cristal Swarovski.

Dia desses, batendo um papo acadêmico com professores do Vale do Jequitinhonha, num curso apelidado de Semi-árido, eles me contavam das condições em que dão aulas, nas escolas do Estado e também nas particulares (quando digo que essa polarização é ridícula e improcedente, ninguém me dá ouvidos...). Pasmem: todas têm laboratórios de informática e bibliotecas. Pasmem mais: os laboratórios ficam trancados e as bibliotecas, idem! Curioso também é saber que os alunos não conseguem acessar as máquinas não apenas porque o professor se indisponha a dar aulas com elas (ou nelas ou por meio delas), mas também porque não há técnicos responsáveis pelos labs ou porque é tudo tão burocrático que desanima a investida.

O caso dos técnicos é impressionante. São dois rapazolas para atender a 21 cidades da região inteira. Nem quis saber quantas escolas há em cada cidade, que era pra eu dormir em paz. O que acontece é que se uma máquina estragar, a espera é de, em média, dois meses. E dá-lhe quadro-de-giz.

Outro dia, no Jornal da Cultura, a Salete dava lá a notícia de que se estima que os estudantes de primeiro ano de curso superior deveriam gastar, em média, três mil reais por ano em livros. É claro que isso não acontece. Logo apareceu o depoimento de um estudante no balcão da lojinha de xerox. Claro, sai tudo bem mais barato. O próximo depoimento era de uma autoridade do setor livreiro. A idéia é boa: fazer uma coisa apelidada de "pasta do professor". Os trechos e capítulos indicados pelos mestres são impressos, com capa, sob demanda. O custo disso, para o aluno, ficaria bem próximo do xerox. Mas quem controla uma coisa dessas?

O que os meninos andam fazendo para ler? Vão até a banca, à biblioteca e à casa dos amigos mais providos. Ou não fazem nada, que é o que muita gente espera deles. Não é o caso dos guris que pintaram por aqui. Depois da minha pergunta, a Cora, 18 anos, aluna do curso técnico de Turismo, veio logo socorrer a categoria. Está lendo O amor nos tempos do cólera, de García Márquez, e diz que é porque leu Memória de minhas putas tristes, "como eu gostei do livro, procurei mais obras do autor, aí eu achei esse livro aqui em casa e desde então estou lendo". Cora afirma que desde que entrou numa escola pública muito "apertada", não lê com a freqüência que gostaria.

Bárbara Braga gosta mesmo é de romances históricos. Está lendo Anjos das sombras, de Karleen Koen, e diz que gosta da obra "por descrever como era o cotidiano das cortes dos reis de outras épocas". Já Pedro Henrique Silva, o "Itabirito", de 16 anos, aluno do curso técnico em Transportes e Trânsito, diz que lê livros "simplesmente por prazer". Já a leitura de revistas, para ele, "se deve à importância de estar bem-informado nos dias atuais". Aos domingos, Pedro lê jornais. O "Itabirito" anda com um Stephen King embaixo do braço (A torre negra) e atualiza-se com Época.

Ana Flávia, 16 anos, também aluna de Turismo, está lendo As Crônicas de Nárnia, de C. S. Lewis. "Foi um livro que recebeu uma boa crítica e esteve por várias semanas na lista dos mais vendidos. Por isso, decidi lê-lo, já que achei a história interessante". A garota diz que lê freqüentemente, embora a escola a impeça (!) de ler tanto e tudo quanto gostaria. "Pelo fato de estudar em tempo integral, infelizmente não tenho tido muito tempo para leitura".

Dez leis para ser feliz, de Augusto Cury, este é o livro escolhido por Débora, que começou a ler porque acha o tema interessante. "Num mundo de tanta correria como o nosso, a gente às vezes esquece de como é importante ser feliz e perdemos as rédeas da situação e acabamos nos embaraçando nas preocupações do dia-a-dia. E também comecei a ler porque minha mãe estava lendo um livro deste autor e me contou sobre a sensibilidade dele ao escrever." Débora gosta de saber sobre o comportamento humano, além de ler a revista Superinteressante. Também curte livros de história, crônicas e romances.

Guilherme, 16 anos, tem na cabeceira Memórias de uma gueixa, de Arthur Golden. Diz ele que achou o filme tão bom que resolveu ler a obra. "Pensei que o livro podia completar a história". Boa pedida. Gui não lê com freqüência porque não tem acesso a todo tipo de leitura, aproveita para denunciar a falta de tempo e a falta de obras interessantes na biblioteca do colégio.

Para esta turma, leitura e lazer andam de mãos dadas, pelo menos fora da escola. Lá dentro, não é exatamente lugar de leitura. Pelo menos não esta de que eles querem desfrutar com prazer, por escolha própria. Lá parece ser o lugar apenas das obrigações. Inclusive daquelas que não ajudam na hora de ler um livro espontaneamente.

Também é interessante como as outras mídias (tevê e cinema, principalmente) influenciam na escolha dos garotos. É claro que isso é importante, mas é bacana também se outras influências puderem alterar a rota mass media desses leitores em formação. A mãe, o pai, o irmão são potenciais multiplicadores. Aí é que entra a agência de formação que o ambiente doméstico deveria ser. É bastante comum que, numa casa em que a leitura não é sequer valorizada, as pessoas repitam um discurso pró-leitura. Ou mesmo que os pais cobrem da escola o milagre de fazer o que eles mesmos não fazem. Embora muita gente goste de dar palpites impulsivos, a questão da formação de leitores não é, de forma alguma, só da escola. Trata-se de uma empreitada para várias frentes de trabalho: a escola, sim, mas a casa, a família, os amigos, a televisão, a Internet e mesmo as políticas públicas. Os meninos lêem sim, basta olhar por cima do muro.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Leitura é importante para desenvolvimento de crianças e adolescentes

Cada título é um passaporte para conhecer um mundo novo
02/12/2009 (atualizado às 11:33)
Da Redação / Rodrigo Mansil

 Foto: Rodrigo Mansil














Estimular o hábito da leitura desde a infância é uma atitude importante. Pequenas ações que ajudam a criança melhorando criatividade, linguagem, vocabulário e principalmente escrita.

Guardados na prateleira eles são apenas objetos. Mas quando as páginas começam a ser folheada, o mistério que há em cada livro se revela. E não é qualquer história que agrada. O texto precisa conquistar o leitor.

Cada título é um passaporte para conhecer um mundo novo. O autor escreve a trama com início, meio e fim, mas o enredo nunca está pronto. Cada criança usa a imaginação para construir cenários e personagens.

Foto: Rodrigo Mansil














Pais e educadores têm papel importante para incentivar o hábito da leitura. Ouvir e contar histórias também é uma maneira manter vivos folclore, lendas e tradições.É importante aprender desde cedo e o ambiente para a leitura têm que ser estimulante e adequado.

Depois da leitura o mais legal é discutir a história com os amigos. Em um escola de Rio Preto, foi criado o clube do livro, onde todos tem oportunidade de participar. Com o passar do tempo a leitura vira um prazer. Daí para se tornar um escritor é só desenvolver o talento.

Giovanna e João Vitor estudam na mesma escola e entre uma aula e outra distribuem autógrafos. Os dois publicaram um livro em parceria, ele escreveu contos e ela buscou inspiração para fazer poesias.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A importância da leitura

Texto
Redação Educar


Como incentivar seu filho a ler e a ter amor pelos livros

Pesquisas do mundo todo mostram que a criança que lê e tem contato com a literatura desde cedo, principalmente se for com o acompanhamento dos pais, é beneficiada em diversos sentidos: ela aprende melhor, pronuncia melhor as palavras e se comunica melhor de forma geral. "Por meio da leitura, a criança desenvolve a criatividade, a imaginação e adquire cultura, conhecimentos e valores", diz Márcia Tim, professora de literatura do Colégio Augusto Laranja, de São Paulo (SP).

A leitura frequente ajuda a criar familiaridade com o mundo da escrita. A proximidade com o mundo da escrita, por sua vez, facilita a alfabetização e ajuda em todas as disciplinas, já que o principal suporte para o aprendizado na escola é o livro didático. Ler também é importante porque ajuda a fixar a grafia correta das palavras.

Quem é acostumado à leitura desde bebezinho se torna muito mais preparado para os estudos, para o trabalho e para a vida. Isso quer dizer que o contato com os livros pode mudar o futuro dos seus filhos. Parece exagero? Nos Estados Unidos, por exemplo, a Fundação Nacional de Leitura Infantil (National Children’s Reading Foundation) garante que, para a criança de 0 a 5 anos, cada ano ouvindo historinhas e folheando livros equivale a 50 mil dólares a mais na sua futura renda.

Então, o que está esperando? Veja nossas recomendações e estimule seu filho a embarcar na aventura que só o bom leitor conhece. Você pode encontrar boas dicas de livros em nossa biblioteca básica de leitura!

Para ler, clique nos itens abaixo:

Quais são os benefícios da leitura?

Segundo o Ministério da Educação (MEC) e outros órgãos ligados à Educação, a leitura:

Desenvolve o repertório: ler é um ato valioso para o nosso desenvolvimento pessoal e profissional. É uma forma de ter acesso às informações e, com elas, buscar melhorias para você e para o mundo.

Liga o senso crítico na tomada: livros, inclusive os romances, nos ajudam a entender o mundo e nós mesmos.

Amplia o nosso conhecimento geral: além de ser envolvente, a leitura expande nossas referências e nossa capacidade de comunicação.

Aumenta o vocabulário: graças aos livros, descobrimos novas palavras e novos usos para as que já conhecemos

Estimula a criatividade: ler é fundamental para soltar a imaginação. Por meio dos livros, criamos lugares, personagens, histórias…

Emociona e causa impacto: quem já se sentiu triste (ou feliz) ao fim de um romance sabe o poder que um bom livro tem.

Muda sua vida: quem lê desde cedo está muito mais preparado para os estudos, para o trabalho e para a vida.

Facilita a escrita: ler é um hábito que se reflete no domínio da escrita. Ou seja, quem lê mais escreve melhor.

Quando começar a ler para meu filho?

O quanto antes. As pesquisas mostram que quem começa a ler cedo tem mais chances de se tornar um leitor assíduo. Mostram também que o contato com narrativas melhora o futuro desempenho da criança. Por isso, leia - ou conte as histórias que você conhece - para seu filho desde bebê. É importante usar a entonação e a emoção!

Como incentivar meu filho a ler?

Pequenos passos, como deixar os livros ao alcance das mãos e ler pelo menos 20 minutos por dia, fazem toda a diferença. Algumas dicas práticas:

Dê o exemplo e leia você também. É bom para você e excelente para seu filho, que seguirá seu modelo naturalmente.

Deixe os livros à mão para ele folhear e inventar histórias. Livros têm de ser vividos, usados, não podem parecer objetos sagrados.

Reserve um horário para a leitura e transforme em um momento de prazer. Aconchegue-se com seu filho, leia para ele, mostrando as palavras. Quando ele crescer, ajude-o na leitura.

Frequente livrarias e bibliotecas. Dê livros, gibis ou revistas de presente.

Comente sempre o livro com ele. Incentive-o a falar da história e contá-la para outras pessoas.

Empreste livros para os amiguinhos dele. Estimule a troca e as conversas.

Estimule atividades que usem a leitura - jogos, receitas, mapas

Como escolher um livro para meu filho?

Livros com temas atraentes e linguagem adequada para cada idade são garantia de diversão. Para conquistar os pequenos leitores, é preciso recomendar livros pelos quais eles se interessem. Tomando o cuidado, claro, de escolher obras que proponham algum tipo de reflexão e que sejam bem escritas”, diz Ana Elvira Casadei Iorio, professora do Colégio São Luís, de São Paulo (SP).

Cuidado para não forçar a barra - nunca obrigue a leitura nem indique obras impróprias para a sua faixa etária. “Se começarmos exigindo que eles leiam livros mais sérios e pesados, podemos perder o leitor, completa a professora.

Por que é importante que eu leia para o meu filho?

Antes de mais nada, porque isso vai estreitar o vínculo familiar... Afinal, trata-se de uma experiência compartilhada. Lendo, você ri e se emociona, mostra à criança seu lado humano e capta os sentimentos dela. Quem não se lembra da cena do filme "ET - O Extraterrestre" em que a mãe lê "Peter Pan", clássico de James M. Barrie, para a pequena Drew Barrymore: "Se você acredita em fadas, bata palmas!". E as duas batem palmas animadamente. Só Spielberg para mostrar tão bem esse momento de intimidade e alegria em família.

Quanto tempo eu devo ler para meu filho?

Nos Estados Unidos, são muitas as campanhas pró-leitura. Uma delas, da Fundação Nacional de Leitura Infantil (National Children's Reading Foundation, www.readingfoundation.org), que reúne instituições voltadas à disseminação da leitura, tem um slogan que diz muito em poucas palavras: “Leia com uma criança. São os 20 minutos mais importantes de seu dia”. Ou seja, não é preciso ler por muito tempo, mas é importante inserir a leitura na rotina da criança e da família.

Como deve ser a leitura para crianças pré-alfabéticas?

Compartilhar uma história já é uma forma de leitura. "O fato de a criança ainda não saber ler convencionalmente não significa que não possa presenciar das mais variadas situações de leitura", explica Clélia Cortez, coordenadora pedagógica do Colégio Vera Cruz, em São Paulo (SP). Nesta situação, o adulto é um mediador entre a criança e o livro, ou seja, é ele quem lê para ela, de preferência com entonação e emoção. "Neste momento, o que interessa é o prazer pela leitura e o afeto que envolve o momento", reforça Clélia Cortez.

Muitos dos livros para crianças em fase de pré-alfabetização são verdadeiros brinquedos. Coloridos e dobráveis, eles são muito lúdicos, o que estimula o gosto pelos livros. "Desde pequenas, as crianças devem se sentir motivadas a ler. Elas precisam perceber a leitura como um desafio interessante e prazeroso", completa Clélia Cortez.

Como escolher um livro para crianças?

É importante atentar para a adequação entre a idade da criança e a faixa etária indicada no próprio livro. Indicações de parentes, amigos e principalmente, educadores, ajudam - e muito. É válido considerar também os temas que interessam mais aos pequenos leitores. Outro aspecto fundamental é apresentar às crianças narrativas simples, porém ricas - afinal os textos precisam ter vocabulário acessível, mas não podem subestimar o pequeno leitor. "Embora possa ser menor, a narrativa tem uma riqueza na construção da linguagem, até porque as crianças dessa idade estão em processo de construção da oralidade e precisam ter boas referências. A linguagem está relacionada com o pensamento, por isso a importância de oferecer ricas narrativas", diz Clélia Cortez, coordenadora pedagógica do Colégio Vera Cruz, em São Paulo (SP).

Como escolher um livro para adolescentes?

Para os mais velhos, vale a pluralidade de gêneros literários e finalidades - livros para divertir, para imaginar, para conhecer outras culturas, para estudar; livros que abordem valores e boas atitudes, que tenham personagens com os quais eles se identifiquem. O principal é, de novo, que tragam boas referências. "É nessa fase que os alunos estão começando a produzir seus próprios textos", diz a Lara Pecora Polazzo, professora do Colégio Santa Maria, de São Paulo (SP).

A leitura ajuda a aumentar o vocabulário?

Sim, a leitura ajuda a aumentar o vocabulário, pois familiariza a criança com a palavra escrita e, de quebra, ajuda a fixar a grafia correta das palavras e a construção harmônica das frases.

Textos com estrutura de repetição costumam ser muito apreciados pelas crianças. São fáceis de memorizar e ainda possibilitam a identificação das palavras repetidas, o que é importante para a alfabetização. "Ao acompanhar a leitura das palavras de um livro, a criança, mesmo que ainda não seja alfabetizada, vai sendo introduzida no mundo das letras", afirma Célia Cortez, coordenadora pedagógica do Colégio Vera Cruz, em São Paulo (SP).

Como diferenciar um livro ruim de um bom?

Em tese, toda leitura é bem-vinda. Ter contato com obras de diferentes estilos é fundamental. "Livros para divertir, para imaginar, para conhecer outras culturas, para estudar; livros que abordem valores e boas atitudes, que tenham personagens com os quais as crianças se identifiquem", afirma Lara Pecora Polazzo, professora do Colégio Santa Maria, de São Paulo (SP). Por isso, não há problemas em ler com interesse - compulsão, até - best-sellers como Crepúsculo ou Harry Potter. Mas os pais têm obrigação de intermediar o contato do filho com outras experiências literárias. "A orientação de um leitor mais experiente é muito importante", diz Neusa Sallai, professora do Colégio Rio Branco, de São Paulo (SP).

É importante que eu mesmo leia?

Sim, pois o hábito da leitura é contagiante. Se os pais, volta e meia, ficam quietinhos, mergulhados num bom livro, a criança com certeza receberá a mensagem: ler é gostoso. Por isso, dê o bom exemplo. A pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", publicada pelo Instituto Pró-Livro em 2009, indica que, 55% dos entrevistados que não lêem nunca viram os pais lendo e 86% nunca foram presenteados com livros na infância. Precisamos mudar isso!

Quer que seu filho leia mais? Então faça o mesmo e comece a substituir alguns momentos em frente à TV pela leitura.

Sempre que estiver lendo um jornal, chame seu filho para ver algo interessante que você encontrou. Pode ser uma tirinha engraçada, uma imagem ou uma notícia do interesse dele.

Não sabe que programas fazer com as crianças? Frequente livrarias. Deixe seus filhos folhearem os livros, leia histórias para eles e, quando possível, leve algum para casa. E, mesmo que você possa, não compre muitos num só dia. Procure manter o hábito de voltar lá outras vezes e levar um por vez.

Quantos livros meu filho deve ler por ano?

Segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL), cada brasileiro lê pouco mais de dois livros por ano. Na Inglaterra, que tem um dos melhores sistemas de ensino do mundo, a média chega a cinco livros anuais. Que tal acompanhar o ritmo dos ingleses ou, até mesmo, superá-lo?

Eu não tenho dinheiro para comprar livros. O que faço?


Para quem não compra livros porque são caros, é hora de abandonar a desculpa: a maioria dos brasileiros não precisa, necessariamente, gastar aos montes nas livrarias. Segundo dados do IBGE, 85% dos nossos municípios possuem bibliotecas públicas e bem equipadas! Acostume-se a frequentá-las com o seu filho e mostre quanta coisa interessante ele pode descobrir com os livros.

Fonte: Educar para crescer