terça-feira, 10 de abril de 2018

Incentivo à leitura: como estimular os alunos a lerem mais?


Volta e meia surgem novas pesquisas apontando que os brasileiros leem muito pouco e, muitas vezes, isso está relacionado à falta de domínio da língua escrita. Isso evidencia o grande desafio de formar leitores e a importância de se pensar no incentivo à leitura desde o início da escolarização.
Para o post de hoje, trouxemos 5 dicas fundamentais para os alunos abraçarem a literatura.

1. Dê vida à biblioteca

A biblioteca da escola não deve ser encarada pela comunidade apenas como um depósito de livros empoeirados. Ela é o símbolo do quão valorizada é a leitura na escola e deve ser tão atraente para os alunos quanto se quer que a literatura seja.
É preciso que seja um espaço de paz, que permita a introspecção da leitura de forma confortável. Para tanto, garanta que ela esteja sempre bem iluminada, imune ao alvoroço do recreio e que propicie aos alunos uma mobília aconchegante — até mesmo com pufes, se possível.
Os alunos também devem ter total abertura para visitar a biblioteca sempre que quiserem e passear pelas estantes, experimentar os livros lá mesmo ou alugá-los. Para isso, os horários, o espaço e os profissionais da biblioteca devem ser acolhedores.
O silêncio também pode ser quebrado de vez em quando por atividades como as propostas nas dicas 2 e 3.

2. Conte histórias

Essa é uma ótima dica para os alunos dos primeiros ciclos, pois os mais novos costumam estar mais abertos a atividades lúdicas na escola.
Descubra se há algum professor que goste de contar histórias e planeje com ele um evento na biblioteca em torno disso. Você pode, por exemplo, criar a Semana do Conto de Fadas, na qual todos os dias, durante o recreio, os alunos poderão ouvir uma história diferente.
Ao verem o contador se apresentando com um livro em mãos, lendo alguns trechos e dizendo outros de memória, os alunos se sentirão convidados a conhecer outras histórias em outros livros e, quem sabe, desenvolver um hábitoa partir disso.

3. Crie um clube de leitura

O valor que damos a muitas coisas tem origem no valor que vimos alguém dar a essas mesmas coisas antes de nós. Dessa forma, se por um lado precisamos do nosso próprio tempo e espaço para ler, a leitura de textos literários deve, em outros momentos, ser encarada como uma atividade social.
Um clube de leitura abre espaço para que esses momentos sejam compartilhados. Os alunos dividirão, de primeiro, metas de leitura e posteriormente suas apreciações sobre o livro. Assim haverá incentivo na progressão da leitura e expansão do mundo que conheceram sozinhos por meio do olhar dos seus colegas.

4. Crie o Prêmio de Incentivo à Leitura

Outra forma de atribuir valor à leitura é premiando — com livros, é claro — os leitores mais vorazes ou os frequentadores mais assíduos da biblioteca numa espécie de desafio de leitura.
Essa é uma técnica que não vai atingir aqueles que ainda não gostam de ler, mas com certeza vai causar alvoroço nos que já foram “mordidos” pelo bicho do livro. Esses vão querer ser os próximos vencedores.

5. Não deixe as novas mídias de lado

Há quem diga que os jovens de hoje não são mais atraídos pela literatura porque os seriados e filmes dão conta da ficção de forma mais dinâmica. 
Lembre-se que você já viu por aí diversas mídias coexistindo. O rádio não morreu com a chegada da televisão — nem o jornal impresso. Ele sobreviveu até mesmo à internet e foi por ela incorporado! Bons exemplos disso são os podcasts.
Os livros também estão sendo constantemente incorporados à linguagem do cinema, por exemplo. Então por que não usar filmes para chamar atenção à leitura? Já dizia o ditado: “se não pode vencê-los, junte-se a eles”.
Proponha a exibição de adaptações de livros — ou de filmes que falam sobre a importância da leitura — na sua escola e você verá alguns alunos indo atrás das origens dos filmes e redescobrindo as histórias em casa.
Gostou das nossas dicas de incentivo à leitura? Já testou alguma delas na sua escola ou encontrou bons resultados com outras ações? Conte para a gente nos comentários!

quinta-feira, 15 de março de 2018

2 Técnicas para Aplicar Durante a Leitura em Voz Alta

Carlos Nadalim


Sabia que o estilo das interações verbais realizadas durante a leitura em voz alta, mais do que a freqüência de leitura, tem impacto positivo no desenvolvimento lingüístico das crianças? Melhore a interação verbal com seu filho durante a leitura em voz alta seguindo as dicas que dou neste vídeo.

No último vídeo, prometi fazer uma indicação de um livro e, além disso, passar algumas dicas para melhorar a qualidade de interação verbal ao longo da leitura em voz alta a fim de proporcionar às crianças a aquisição de algumas daquelas habilidades que mencionei nesse mesmo vídeo.
Vamos começar pela indicação: “A Árvore Generosa”. Compre esse livro, uma obra belíssima que você certamente não terá dificuldades para encontrar.
Quais são as dicas que reservei para que você melhore a interação verbal com seus filhos durante a leitura em voz alta? A primeira dica é: adote o estilo descritor.Como funciona? É algo muito simples: depois de ler a história de cabo a rabo, comece a ler e a descrever as ilustrações. Você vai auxiliar seu filho a aumentar o vocabulário. Suponhamos que você já tenha ouvido a história “A Árvore Generosa” e eu comece a ler: “Isso é um tronco. Como é o tronco? O tronco é grosso. Quem está subindo no tronco grosso da Árvore Generosa?” Assim você vai resgatando coisas da história, ou acrescentando outras palavras.
Outro estilo é o estilo orientado à performance e é algo muito simples. Ao fim da história, por meio de perguntas, convide a criança a chegar sozinha à conclusão. Você também pode levar a criança a estabelecer relações entre a conclusão da história e experiências vivenciadas por ela, pelos familiares ou amigos. Isso ajuda muito a criança não só na aquisição de vocabulário, mas também a se expressar, a realizar inferências e a adquirir habilidades centrais para a futura compreensão de textos.
Por exemplo, meu filho já conhece a história da Árvore Generosa de cabo a rabo. Já nomeei as ilustrações e cenas e atualmente estou no período em que exploro as conexões entre a conclusão da história e as experiências dele. A primeira conexão que estabeleci nessa história foi entre a generosidade da árvore e a generosidade da mãe dele. Não consegui ainda explorar todos os temas e fazer todas as conexões porque a história vai mostrar que o menino, depois, começará a se aproveitar da generosidade da árvore, mas meu filho ainda não entrou nessa fase. No futuro, porém, espero conseguir alimentar essas conexões. É um estilo de interação verbal muito interessante e rico para travar uma conversa com as crianças depois de ler alguma história.
Veja a importância dessas dicas. Nós falamos aqui sobre estilos de interação verbal durante a leitura em voz alta, certo? Mas você sabia que o estilo de leitura, mais do que a freqüência, tem impacto positivo no desenvolvimento lingüístico das crianças? Não basta apenas ler em voz alta para seus filhos, é preciso também adotar os estilos de leitura mais favoráveis para promover o aumento do vocabulário, da expressão verbal e, conseqüentemente, de uma boa compreensão textual no momento da alfabetização.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Mãe ensina maneira genial de incentivar os filhos a ler ao invés de ficar só na internet

Uma brincadeira simples que envolve um desafio poderá trazer grandes benefícios para a educação dos seus filhos


Querido pai, querida mãe,

Com que frequência você censurou seus filhos por terem passado muito tempo na internet ou nos games? Algo como:

“Em vez de se sentar com os olhos colados ao seu celular, por que você não lê um livro legal! Os livros são os objetos estranhos que você pode encontrar na biblioteca”.

E então as queixas e discussões começam.

Os smartphones envolvem completamente os jovens… são onde as crianças entram nas mídias sociais e conversam com os amigos. A conexão wi-fi é sua chave mágica para a felicidade.
Se você está procurando uma maneira inteligente de aproximar seus filhos da leitura e tirá-los do WhatsApp, veja o exemplo desta mãe engenhosa que encontrou uma maneira original de educar seus filhos sobre como usar a internet com sabedoria. Sua ideia, que tornou viral na web, também foi relatada na edição italiana do Huffington Post:

“A senha do wi-fi desta semana é a cor do vestido de Anna Karenina no livro. Eu disse o livro, não o filme!! Boa sorte! Mamãe”, ela escreveu em um pedaço de papel.

A única maneira que seus filhos (em idade escolar) poderiam encontrar a senha para a conexão à internet era lendo o livro de Tolstoi.

Não é ruim quando um truque faz as crianças se apaixonarem pela leitura e isso faz obter o seu wi-fi muito desejado se a resposta for correta!

O destino final é a experiência de navegar pela literatura, mas uma pequena caça ao tesouro em uma obra literária é uma ótima maneira de eles começarem.
 
E quem não gosta de caça ao tesouro?

A propósito, você já leu Anna Karenina?

Fonte: Aleteia

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

O bem que faz ler um livro, em 7 razões comprovadas pela ciência



De fomentar a inteligência a prolongar a esperança média de vida, a leitura só traz benefícios 

O primeiro livro impresso data do séc. XV, mas antes de Cristo já o Homem começara a escrever em folhas de papiro, no Egito. Desde então quase todo o conhecimento ficou gravado em páginas de livros e, nas últimas décadas, as obras publicadas cresceram ainda mais em número, assim como foram surgindo investigações sobre os benefícios da leitura.

Na semana em que a VISÃO vai começar a oferecer um livro por mês com a sua edição imprensa, no âmbito da iniciativa Ler Faz Bem, deixamos-lhe sete benefícios de ler um livro, segundo a ciência.

Alarga o vocabulário

Nenhuma atividade expõe uma pessoa a maior e mais diversificada quantidade de palavras. Mais do que assistir a programas televisivos de conversas, vulgo talk shows, ou infantis, como a "Rua Sésamo", e mais do que uma conversa de amigos, mesmo que sejam todos licenciados, é a leitura que aporta um vocabulário mais alargado, indica um estudo da Universidade da Califórnia.

Desperta a inteligência

A ciência já mostrou que a genética e a educação são fatores que influenciam a inteligência, sendo que ler é uma das principais fontes de conhecimento. Um estudo de 2014 com crianças, realizado por investigadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, e da King's College of London, em Inglaterra, concluiu que a evolução das capacidades de leitura "pode resultar em melhorias nas habilidades cognitivas verbais e não verbais", que "são de vital importância ao longo da vida". E quanto mais cedo se começar, melhor.

Previne doenças

Correr e ir ao ginásio são atividades físicas na moda porque o exercício fortalece o corpo e promove o bem-estar. Mas, por mais variado que seja o treino, nem todos os músculos são trabalhados. Para garantir que nada fica para trás, ler um livro é um bom remédio: inúmeros estudos indicam que a leitura estimula os "músculos" do cérebro e torna-os mais fortes, podendo atuar como fator preventivo em doenças degenerativas como o Alzheimer. Está também provado que pessoas com profissões intelectualmente mais exigentes têm menor propensão para desenvolver patologias ligadas à deterioração do cérebro.

Reduz o stresse

Nem caminhar, nem ouvir música, nem beber um chá. Nada resultou melhor do que ler um livro para acalmar um coração acelerado, segundo uma pesquisa liderada pelo neuropsicólogo britânico David Lewis, da Universidade de Sussex. Bastaram seis minutos de leitura para os níveis de stresse das pessoas que aceitaram participar diminuírem até 68%, contra um máximo de 61% quando tentaram acalmar através da música. Um chá (54%) ou uma caminhada (42%), outras alternativas avaliadas, mostraram-se menos eficazes.

Promove a empatia

Ainda que um livro seja encarado como uma companhia, ler é em si mesmo um ato solitário. Mas entre os seus benefícios encontra-se também a tendência para causar melhor impressão nos outros. Um estudo de dois investigadores holandeses mostrou que a leitura de narrativas ficcionadas influencia características própria da condição humana como a capacidade de criar empatia. E esse é um trunfo importante em qualquer relação, seja pessoal ou profissional.

Combate o envelhecimento do cérebro

Há uma relação direta entre a atividade cognitiva realizada ao longo dos anos e a perda das capacidades cognitivas associadas ao envelhecimento natural, como a memória, o raciocínio ou a perceção. Quanto maior atenção se dedicar à primeira, por exemplo através da leitura de livros, mais lenta se torna a segunda, concluiu um estudo de 2013 publicado no jornal científico Neurology, da Academia Americana de Neurologia.

Aumenta a esperança média de vida

Mais dois anos. Em rigor, 23 meses. Como a VISÃO deu conta em agosto, um estudo da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, revelou que, em média, é esse o tempo que vivem a mais as pessoas que leem um livro 30 minutos por dia, quando comparadas com as que não o fazem. Os investigadores chegaram a esta conclusão ao fim de 12 anos de estudo, publicado no jornal Social Science and Medicine.

Fonte: Visão

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Campanha de valorização à leitura transforma personalidades em personagens de clássicos da literatura

O Sindicato Nacional dos Editores de Livros lança este mês uma campanha para promover a valorização ao livro no Brasil e o papel transformador da leitura na sociedade. Responsável pela organização da Bienal Internacional do Livro Rio há mais de três décadas ao lado da Fagga | GL events Exhibitions, o SNEL escolheu o evento que acontece de 31 de agosto a 10 de setembro no Riocentro para a estreia da ação – a primeira realizada pela entidade em âmbito nacional.

Intitulada “LEIA.SEJA.”, a campanha foi criada pela WMcCann e é estrelada por um time de personalidades do esporte, das artes cênicas, da música e da comunicação, convidadas a incorporar personagens icônicos da literatura brasileira e mundial.

Escolhidos por sua paixão pelos livros e pela leitura, o técnico de vôlei Bernardinho se vestiu de Capitão Rodrigo, de “O tempo e o vento”, de Érico Veríssimo; o publicitário Washington Olivetto e a cantora Baby do Brasil fizeram Visconde de Sabugosa e Emília, da coleção “Reinações de Narizinho”, de Monteiro Lobato; a apresentadora Bela Gil virou a Capitu de “Dom Casmurro”, de Machado de Assis; o ator Cauã Reymond se fantasiou do protagonista de “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes; e o jornalista Pedro Bial aparece como o detetive de “As aventuras de Sherlock Holmes”, de Sir Conan Doyle.











O conceito desenvolvido pela agência parte da ideia de que, quando lemos, nos tornamos parte da história – ler estimula a imaginação, a criatividade e a inspiração; faz rir e chorar, refletir e viajar. Na campanha, as personalidades dão vida aos personagens, lendo trechos dos títulos escolhidos. Assim que fecham os livros, voltam a ser eles mesmos, com o semblante transformado pelo prazer e a reflexão que uma boa leitura oferece.

“O Brasil precisa com urgência de uma revolução de cidadania e ética, e acreditamos que a leitura tem um papel fundamental a desempenhar nessas áreas. A campanha ‘LEIA.SEJA.’ quer mostrar exemplos de pessoas reconhecidas pelo público em geral, que tiveram suas trajetórias marcadas pelos livros de diferentes maneiras”, afirma Marcos da Veiga Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros. “Nosso desejo é que essa ação reverbere pelos meses seguintes, estimulando o hábito da leitura ao redor do país e propondo uma conscientização sobre o seu valor”, completa.

“Quem trabalha numa atividade que depende de imaginação, criatividade e inspiração, como a publicidade, deveria pagar para criar uma campanha dessas. Foi um privilégio termos sido os escolhidos pelo SNEL.” afirma Washington Olivetto, Chairman e CCO da WMcCann.

O grupo foi fotografado por Miro, um dos mais consagrados fotógrafos brasileiros, em cenários que remetem às obras. As imagens serão utilizadas em anúncios impressos, outdoors, mídia urbana Out Of Home (OOH) e mídia digital, espalhados por diversas partes do país.

O lançamento oficial da campanha acontece na cerimônia de abertura da 18ª Bienal Internacional do Livro do Rio, no Rio de Janeiro, no dia 31 de agosto, quando haverá a transmissão de um filme sobre a campanha.

Ao longo de todo o evento, o público poderá conferir uma exposição das fotos dos personagens, que estarão acompanhadas de vídeos com o making of e depoimentos das personalidades sobre a influência dos livros em suas vidas pessoais e profissionais. Além disso, modelos circularão pelos pavilhões da Bienal com os trajes que foram usados pelas celebridades, divulgando a campanha entre os visitantes.

Fonte: WMcCann