quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Pelos caminhos da leitura

A postagem é de 02/07/2013, vale a pena ler

foto: Divulgação
foto: Divulgação


Projetos de incentivo ao contato com o universo dos livros permitem o acesso de um público variado, incluindo estudantes, viajantes, trabalhadores e comunidades carentes, ao acervo de bibliotecas

O incentivo ao hábito de leitura é uma ação consolidada no cotidiano do Sesc. As unidades Araraquara, Belenzinho, Bertioga, Bom Retiro, Campinas, Carmo, Pompeia, Ribeirão Preto, Rio Preto, São Carlos, Santo Amaro, Santo André e Sorocaba possuem bibliotecas e as demais geralmente contam com salas de leitura ou espaços alternativos onde são disponibilizados periódicos e livros para consulta.

Para realizar o empréstimo, é necessário que a pessoa interessada faça um cadastro, apresentando documento de identidade (ou cartão de matrícula) e comprovante de residência atualizado. As bibliotecas ainda “promovem atividades voltadas à mediação de leitura, contação de histórias, encontros com escritores, oficinas e workshops, intervenções e atividades que envolvem outras mídias e suportes, sempre com o objetivo de mediar o acervo, aproximando livros e leitores”, explica a técnica de Literatura e Bibliotecas da Gerência de Ação Cultural do Sesc São Paulo, Ana Luisa Sirota.

O acervo diversificado permite ao leitor ter acesso a obras nacionais, estrangeiras, clássicas e contemporâneas, que abarcam os gêneros romance, poesia, crônicas, contos, novelas e quadrinhos, além de periódicos, tendo por objetivo atender a todas as faixas etárias. Tendo isso em vista, Sirota explica que busca equilibrar a oferta das unidades com expectativas e indicações do público. “A partir de 2014, algumas unidades estudam a inserção de e-readers e tablets para acesso a e-livros e outros conteúdos nos espaços das bibliotecas”, afirma.

BiblioSesc

Buscando oferecer o acesso à literatura além das fronteiras de suas unidades, o Sesc criou bibliotecas móveis, como é o caso do projeto BiblioSesc. A iniciativa do Departamento Nacional do Sesc, criada em 2001, em parceria com os departamentos regionais da instituição, “destina-se a promover a leitura através da ampliação e facilitação das condições de acesso ao livro nas localidades periféricas onde o Sesc atua, encurtando a distância entre o leitor e o livro, principalmente para o segmento da população carente de acesso aos bens culturais”, explica a técnica responsável pela coordenação nacional do Projeto BiblioSesc, da Gerência de Cultura do Departamento Nacional do Sesc, Lisyane Wanderley.

Para a realização desse trabalho, cada biblioteca volante conta com um bibliotecário, um auxiliar de biblioteca e um motorista, que atuam como mediadores do acervo. Os bairros atendidos são selecionados conforme a carência de bibliotecas ou de outros equipamentos culturais e recebem visitas quinzenais, sempre no mesmo dia da semana. O intervalo entre as visitas corresponde ao prazo do empréstimo dos livros que, para ser realizado, necessita da apresentação do documento de identidade e um comprovante de residência.

O projeto, que tem atendimento gratuito, é direcionado ao público jovem, e suas 54 unidades volantes já atingiram Pernambuco, Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, entre outros estados, totalizando 250 localidades em todo o Brasil. “São três mil publicações ¿diferentes, cuidadosamente escolhidas e atualizadas em: literatura brasileira e estrangeira traduzida, de ficção e não ficção, para crianças, jovens e adultos; livros de complementação escolar e de interesse geral; jornais, revistas e gibis”, esclarece Lisyane. Segundo ela, o índice de extravio é menor do que 1% do total de empréstimos.

Mala do autor

Outra iniciativa de apoio à leitura organizada pela instituição é o Mala do Autor, projeto iniciado em 2013 que faz ponte entre bibliotecas e escolas localizadas principalmente no entorno do Sesc Interlagos. A programação propõe “rechear” uma mala com obras de um autor escolhido para a atividade, além de livros de escritores consagrados que o influenciaram, somando 30 volumes. “Além do incentivo à leitura, o projeto visa divulgar as atividades da biblioteca móvel da unidade Interlagos e possibilitar o acesso de forma mais ampla para os escolares e seus familiares”, explica o bibliotecário do Sesc Interlagos João Doescher.

Desde o início do projeto, as malas montadas por dois autores (Marcelo Maluf e Ferréz – nome artístico de Reginaldo Ferreira da Silva) já foram entregues em oito escolas – entre elas, a Presidente João Goulart, a Ibrahim Nobre e a Professor Vicente Rao, que receberam a mala do escritor Marcelo Maluf, em março de 2013 –, junto com um manual de possibilidades de utilização para nortear os professores. Após o uso do material por um período médio de um mês, é organizado um encontro com o autor selecionado. Para setembro deste ano, já é cotada a participação da dupla literária Lalau e Laura Beatriz (escritor e ilustradora). Apesar das sugestões do Sesc, cada escola tem a opção de explorar as obras da maneira que lhe convém. “A proposta é que seja uma utilização livre de obrigações. Assim, o projeto pode ser incorporado às necessidades da escola”, esclarece Doescher.

Baú de Letras

Com o objetivo de aproximar e ampliar o universo literário dos trabalhadores do comércio surgiu o projeto Baú de Letras, que começou há mais de cinco anos. Acervos móveis compostos por 80 a 100 livros ficam à disposição dos profissionais interessados por romances, contos, crônicas, poesias, biografias, entre outros gêneros, e em alguns casos, títulos infanto-juvenis, destinados às famílias dos funcionários, contemplando escritores brasileiros e estrangeiros, clássicos e contemporâneos.

“A ideia surgiu da possibilidade da extensão deste atendimento às empresas do comércio da região devido à proximidade física destes locais, e pelo foco no atendimento a comerciários, premissa da missão do Sesc”, conta a bibliotecária do Sesc Carmo Luciana Florindo. A interação literária com os estabelecimentos comerciais se dá nas unidades Bom Retiro, Carmo, Bauru, Araraquara, Catanduva e Ribeirão Preto.

Meus Livros de Viagens

O Sesc mostra que é possível viajar por meio da leitura com o projeto iniciado em 2008 no Sesc Consolação, chamado Meus Livros de Viagens. Por meio da oferta de pequenos acervos depositados em quatro “malas viajantes” nos transportes com destino aos roteiros preparados pelo Programa de Turismo Social, os viajantes são convidados a acessar conteúdos em formato de livros que podem estar relacionados ao lugar de destino – como guias de viagens, obras literárias e outras publicações que abordam os aspectos culturais, a gastronomia, os patrimônios históricos e as personalidades dos locais visitados –, variando de tamanho conforme a duração da viagem.

Ao longo do trajeto, o guia de turismo tem a missão de incentivar o conhecimento do projeto. Os volumes “também abordam as peculiaridades das regiões a serem visitadas e seus ecossistemas, como a região pantaneira, as obras de Machado de Assis inspiradas na cidade do Rio de Janeiro e as poesias de Mario Quintana baseadas no ato de viajar. Mas as obras literárias e publicações diversas podem ou não estar ligadas aos destinos visitados, com o objetivo de simplesmente enriquecer a experiência da viagem”, afirma a técnica da área de Turismo Social do Sesc Consolação Ana Cristina de Souza. Ela ainda esclarece que os viajantes têm uma ótima adesão ao projeto e, no momento do embarque, a mala é logo reconhecida e desperta o interesse pela leitura.

Incentivo a leitura através das HQ’s

A postagem é de 04/06/2014



Novos HQs no BiblioSesc Osasco
Novos HQs no BiblioSesc Osasco


As Histórias em Quadrinhos, conhecidas como HQ’s, são narrativas feitas com desenhos sequenciais, normalmente acompanhados por textos curtos de diálogos e algumas descrições da situação. O quadrinista Will Eisner, um grande nome dessa arte, define a linguagem dos HQs como “arranjo de fotos ou imagens e palavras para narrar uma história”. Difundido em revistas e jornais, as HQs criaram linguagem própria, signos e símbolos inovadores, que foram incorporadas posteriormente a outras artes.

Existem diferentes formas de Historias em Quadrinhos dentre elas os tradicionais gibis ou comic book, formato mais tradicional usado para publicações de  histórias, de series noir, e os populares super-heróis, por exemplo, a Turma da Monica e X-men.

Outro exemplo são os graphic novels, livros em quadrinhos com enredos mais longos e complexos. Também costumam ser chamado assim HQ’s com qualidades artísticas e acabamentos diferenciados, superiores aos demais HQ’s.

Outra forma de Histórias em Quadrinhos que vem tomando o gosto do leitor brasileiro é o Mangá, estilo Japonês de HQ, cuja leitura é feita no sentido da leitura do idioma japonês, ou seja, da direita para a esquerda, ao contrario do nosso sentido convencional. Um dos traços mais marcantes do mangá são os olhos grandes e expressivos das personagens. Alguns exemplos marcantes desse gênero são Dragon Ball , Naruto  e One Piece .

Este mês o BiblioSESC Osasco já disponibiliza para empréstimos importantes títulos como America, de Robert Crumb , os volumes 1 e 2 da saga completa dos Piratas do Tietê, de Laerte  e Wood & Stock: psicodelia e colesterol, de Angeli.

Pela forma característica do HQ de dramatizar narrativas, clássicos da literatura tem sido há algum tempo adaptados para essa linguagem, como forma de sensibilização para essas narrativas tradicionais. À algumas adaptações que já compunham o nosso acervo, como O Alienista de Machado de Assis, Dom Quixote de Miguel de Cervantes e O Corvo de Edgar Allan Poe, somam-se novos títulos como Alice no Pais das Maravilhas e O Hobbit em HQ, além de Hamlet e O Grande Gatsby  em mangá!

Além de uma arte em si, as histórias em quadrinhos podem ser uma forma de estimular a leitura literária, pelo fato desta forma de literatura muitas vezes desenvolver as narrativas mais tradicionais de forma mais fluida e dinâmica, principalmente no que se refere ao público mais jovem.

A experiência de ler um quadrinho também é uma oportunidade de perpetuar o gosto pelo livro como objeto, e não só como leitura de um texto, e, ao misturar mais de uma linguagem ao mesmo tempo, possibilita ao leitor atribuir significados e aprender a relacionar textos e linguagens diferentes, tornando-se um leitor mais completo.

Além de provocar um momento de leitura mais leve, as historias em quadrinhos ajudam a estimular a criatividade e a desenvolver o vocabulário do leitor. Por estes e outro motivos as HQ’s podem servir de entrada para o mundo da literatura.

Visite o caminhão do BiblioSesc que fica estacionado todos os finais de semana e feriados aqui no Sesc Osasco das 10h45 às 18h.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

'Brasileiros, muitas vezes, não leem porque não têm acesso ao livro'

Professor José Castilho explica as ações do Plano Nacional do Livro e da Leitura 

Mayra Ferreira


Dos brasileiros alfabetizados apenas 25% são leitores plenos, ou seja, conseguem decifrar e significar as mensagens. Reverter esse dado é um dos objetivos do Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL), dos Ministérios da Educação e da Cultura no Brasil.

O secretário executivo do PNLL, José Castilho, explica as ações e os desafios do plano e como educação e cultura, Estado e sociedade precisam dialogar para promover a democratização e a economia do livro, perpassando a formação de mediadores, o investimento em bibliotecas e o valor simbólico da leitura para o passado e o presente dos leitores.


Fonte: TV Unesp

domingo, 1 de fevereiro de 2015

7 dicas para formar filhos leitores


1. Comece a ler desde a gestação. Pode parecer estranho fazer a leitura de textos em voz alta para a barriga, mas está provado que – desde os primeiros meses de vida – os bebês são capazes de ouvir. E mais importante do que a escuta, é a criação do vínculo que pode se estabelecer entre pais, filhos e livros.
Alba Marina Rivera
Alba Marina Rivera

2. Defina um tempo para leitura no dia a dia.Torne essa experiência algo que faça parte da rotina da família. Não é preciso criar grandes rituais, mas a frequência ajuda na construção do hábito.
Sophie Blackall
Sophie Blackall

3.Deixe a vergonha de lado. Não tenha medo de resgatar o ator/atriz que há em você. Faça vozes, crie brincadeiras, divirta-se.

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4. Fique atento à escolha de livros. O mercado está repleto de livros para crianças que não possuem qualidade literária e que subestimam a inteligência do leitor. Deixe de lado critérios como idade e gênero. Procure indicações que contemplem a experiência leitora, os interesses do seu filho e os temas que gostaria de apresentar a ele.

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5. Frequente bibliotecas e livrarias. Acompanhe blogs e sites especializados, como A Taba. Garimpe, procure além dos livros que estão expostos nas prateleiras. Aprenda a escolher, escolhendo.

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6. Mantenha os livros ao alcance, mesmo no caso das crianças muito pequenas. Não tenha medo que eles se danifiquem. Livro bom é livro lido.


7. Ajude seu filho a formar uma biblioteca pessoal. Ela poderá ajudá-lo a contar a sua história de leitor. Invista uma parte do seu orçamento para compra de livros. Os serviços de assinaturas, como o Clube de Leitores – A Taba – podem ser uma ótima forma de fazer isso, com obras selecionadas por especialistas e entregues mensalmente em casa.

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Clube de Leitores – A Taba
* As dicas acima foram compartilhadas no bate-papo realizado em janeiro com Daisy Carias de Oliveira onde conversamos sobre as relações entre pais, filhos e livros e sua importância na formação de novos leitores.

Daisy é jornalista e escreve periodicamente no blog A cigarra e a formiga indicando os livros e outros produtos culturais que experimenta junto com seu filho, Francisco.

Fonte: A TABA

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Terminal rodoviário de Araçatuba ganha novo Ponto de Leitura

São 13 locais que, desde 2011, incentivam a leitura na cidade. Morador pode levar livro para casa ou mesmo fazer doação. Os moradores de Araçatuba (SP) que gostam de ler ganharam mais um incentivo neste mês de novembro. O 13º Ponto de Leitura foi aberto no terminal rodoviário da cidade e funciona durante o dia o todo. O morador pode levar o livro para casa ou mesmo fazer uma doação. 

De acordo com o secretário de cultura da cidade, Hélio Consolaro, esse é um hábito muito positivo, porque aumenta o vocabulário e estimula a criatividade. “O objetivo é levar a leitura e o conhecimento para toda a cidade deixando os livros próximos a população”, comenta Consolaro. 

Desde 2011, Araçatuba realiza o projeto, que vem tendo boa receptividade da população. “A pessoa pode levar o livro, pode doar, ou seja, é um acesso democratizado. Uma vez por semana, um funcionário da biblioteca municipal passa no local para verificar a saída dos livros e fazer um controle”, afirma Consolaro. 

Ainda de acordo com o secretário, os Pontos de Leitura ficam abertos todos os dias e tem o acervo sempre atualizado. “Queremos transformar Araçatuba em uma "cidade leitora", e isso é uma forma de a biblioteca não ficar esperando o leitor só em sua sede. Por isso, ela oferece o livro no ponto de ônibus, na praça, no Pronto Socorro e em vários lugares”, finaliza. 

Confira os endereços dos Pontos de Leitura da cidade: 
Praça João Pessoa, Centro 
Praça Seisaburo Ikeda, Guanabara 
Secretaria Municipal de Cultura, Rua Anita Gribaldi, 75, Centro 
Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Rua Dr. Alcides Fagundes, 222, Aviação Núcleo de Gestão Assistencial (NGA), Rua Jose Bonifácio, 1331, Vila Mendonça 
Pronto Socorro Municipal, Rua Coelho Neto, 1963, São João 
Pronto Socorro Municipal, Rua Dona Ida, 1350, Santana 
Prefeitura Municipal, Rua Coelho Neto, 73, Vila São Paulo 
Pátio da Escola de Samba Virada do Sol, São José 
Banca de revistas, Juçara Praça no bairro Antônio Pagan 
AVIDDA (Associação de Valorização Integral e Dignidade da AIDS), Rua Gonçalves Ledo, 87, Bairro São Joaquim


 Livros ficam a disposição da população durante todo o dia (Foto: Reprodução/TV TEM)Livros ficam a disposição da população durante todo o dia (Foto: Reprodução/TV TEM)