segunda-feira, 20 de julho de 2015

'Brasileiros, muitas vezes, não leem porque não têm acesso ao livro'

Professor José Castilho explica as ações do Plano Nacional do Livro e da Leitura 

Mayra Ferreira


Dos brasileiros alfabetizados apenas 25% são leitores plenos, ou seja, conseguem decifrar e significar as mensagens. Reverter esse dado é um dos objetivos do Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL), dos Ministérios da Educação e da Cultura no Brasil.

O secretário executivo do PNLL, José Castilho, explica as ações e os desafios do plano e como educação e cultura, Estado e sociedade precisam dialogar para promover a democratização e a economia do livro, perpassando a formação de mediadores, o investimento em bibliotecas e o valor simbólico da leitura para o passado e o presente dos leitores.


Fonte: TV Unesp

domingo, 1 de fevereiro de 2015

7 dicas para formar filhos leitores


1. Comece a ler desde a gestação. Pode parecer estranho fazer a leitura de textos em voz alta para a barriga, mas está provado que – desde os primeiros meses de vida – os bebês são capazes de ouvir. E mais importante do que a escuta, é a criação do vínculo que pode se estabelecer entre pais, filhos e livros.
Alba Marina Rivera
Alba Marina Rivera

2. Defina um tempo para leitura no dia a dia.Torne essa experiência algo que faça parte da rotina da família. Não é preciso criar grandes rituais, mas a frequência ajuda na construção do hábito.
Sophie Blackall
Sophie Blackall

3.Deixe a vergonha de lado. Não tenha medo de resgatar o ator/atriz que há em você. Faça vozes, crie brincadeiras, divirta-se.

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4. Fique atento à escolha de livros. O mercado está repleto de livros para crianças que não possuem qualidade literária e que subestimam a inteligência do leitor. Deixe de lado critérios como idade e gênero. Procure indicações que contemplem a experiência leitora, os interesses do seu filho e os temas que gostaria de apresentar a ele.

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5. Frequente bibliotecas e livrarias. Acompanhe blogs e sites especializados, como A Taba. Garimpe, procure além dos livros que estão expostos nas prateleiras. Aprenda a escolher, escolhendo.

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6. Mantenha os livros ao alcance, mesmo no caso das crianças muito pequenas. Não tenha medo que eles se danifiquem. Livro bom é livro lido.


7. Ajude seu filho a formar uma biblioteca pessoal. Ela poderá ajudá-lo a contar a sua história de leitor. Invista uma parte do seu orçamento para compra de livros. Os serviços de assinaturas, como o Clube de Leitores – A Taba – podem ser uma ótima forma de fazer isso, com obras selecionadas por especialistas e entregues mensalmente em casa.

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Clube de Leitores – A Taba
* As dicas acima foram compartilhadas no bate-papo realizado em janeiro com Daisy Carias de Oliveira onde conversamos sobre as relações entre pais, filhos e livros e sua importância na formação de novos leitores.

Daisy é jornalista e escreve periodicamente no blog A cigarra e a formiga indicando os livros e outros produtos culturais que experimenta junto com seu filho, Francisco.

Fonte: A TABA

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Terminal rodoviário de Araçatuba ganha novo Ponto de Leitura

São 13 locais que, desde 2011, incentivam a leitura na cidade. Morador pode levar livro para casa ou mesmo fazer doação. Os moradores de Araçatuba (SP) que gostam de ler ganharam mais um incentivo neste mês de novembro. O 13º Ponto de Leitura foi aberto no terminal rodoviário da cidade e funciona durante o dia o todo. O morador pode levar o livro para casa ou mesmo fazer uma doação. 

De acordo com o secretário de cultura da cidade, Hélio Consolaro, esse é um hábito muito positivo, porque aumenta o vocabulário e estimula a criatividade. “O objetivo é levar a leitura e o conhecimento para toda a cidade deixando os livros próximos a população”, comenta Consolaro. 

Desde 2011, Araçatuba realiza o projeto, que vem tendo boa receptividade da população. “A pessoa pode levar o livro, pode doar, ou seja, é um acesso democratizado. Uma vez por semana, um funcionário da biblioteca municipal passa no local para verificar a saída dos livros e fazer um controle”, afirma Consolaro. 

Ainda de acordo com o secretário, os Pontos de Leitura ficam abertos todos os dias e tem o acervo sempre atualizado. “Queremos transformar Araçatuba em uma "cidade leitora", e isso é uma forma de a biblioteca não ficar esperando o leitor só em sua sede. Por isso, ela oferece o livro no ponto de ônibus, na praça, no Pronto Socorro e em vários lugares”, finaliza. 

Confira os endereços dos Pontos de Leitura da cidade: 
Praça João Pessoa, Centro 
Praça Seisaburo Ikeda, Guanabara 
Secretaria Municipal de Cultura, Rua Anita Gribaldi, 75, Centro 
Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Rua Dr. Alcides Fagundes, 222, Aviação Núcleo de Gestão Assistencial (NGA), Rua Jose Bonifácio, 1331, Vila Mendonça 
Pronto Socorro Municipal, Rua Coelho Neto, 1963, São João 
Pronto Socorro Municipal, Rua Dona Ida, 1350, Santana 
Prefeitura Municipal, Rua Coelho Neto, 73, Vila São Paulo 
Pátio da Escola de Samba Virada do Sol, São José 
Banca de revistas, Juçara Praça no bairro Antônio Pagan 
AVIDDA (Associação de Valorização Integral e Dignidade da AIDS), Rua Gonçalves Ledo, 87, Bairro São Joaquim


 Livros ficam a disposição da população durante todo o dia (Foto: Reprodução/TV TEM)Livros ficam a disposição da população durante todo o dia (Foto: Reprodução/TV TEM)

sábado, 1 de novembro de 2014

O impacto dos ebooks na motivação e nas competências de leitura de crianças e jovens

Carlos Pinheiro 

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O National Literacy Trust do Reino Unido e a RM Books estão a investigar o impacto dos ebooks na motivação para leitura e nas competências leitoras das crianças e jovens de 100 escolas do Reino Unido. Os resultados deste estudo serão conhecidos apenas daqui a um ano, em outubro de 2015. Entretanto, foi disponibilizado um estudo exploratório de revisão de literatura – The Impact of ebooks on the Reading Motivation and Reading Skills of Children and Young People, – que faz uma síntese de diferentes estudos publicados nos últimos anos sobre o impacto das tecnologias na leitura.

Algumas das principais conclusões do National Literacy Trust:

  • Quase todas (97%) as crianças disseram que tinham acesso a dispositivos electrónicos, como computadores, tablets, telefones e e-readers, e quase todas ( 97%) tinham acesso à internet em casa.
  • As crianças inquiridas são propensas a dizer que leem mais no ecrã do que no papel fora da escola:
    68,7 % afirmam que leem num computador, telemóvel ou tablet, em comparação com 61,8% de leitura de formatos impresso (por exemplo, um livro, revista ou jornal).
  • Mais de metade (52,4%) prefer ler em dispositivos electrónicos, em comparação com apenas menos de um terço (32%) que disseram preferir ler em papel.
  • A proporção de crianças que já tinha lido um ebook subiu de 25% para 46% entre 2010 e 2012 .
  • A proporção de pessoas que sentiram que ebooks teria um efeito positivo sobre a sua motivação para a leitura
    aumentou de 33% para 49% em relação ao mesmo período.
Fonte: Ler ebooks

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

A importância dos livros no ato de aprender e ensinar

João Paulo Vani - Unesp-SJRP
 
Às vésperas de celebrarmos o Dia do Professor, nos tornamos saudosos de nossas lembranças do tempo de colégio. Muitos são capazes de lembrar do nome da primeira professora, dos cenários que compunham o momento de aprender ou até da cartilha das primeiras letras.

É certo que a capacidade de aprender já nasce com cada um de nós e, esse processo natural reflete a necessidade de sobrevivência. Assim, cada ambiente nos obrigará a desenvolver essa ou aquela habilidade, o que acontece também no ambiente escolar, quando acabamos aprendendo melhor aquilo que o nosso professor preferido ensina. Ou será que aquele professor se torna o nosso preferido justamente por ensinar aquilo que gostamos mais?

De acordo com o professor José Moran, docente aposentado da USP, “educar é colaborar para que professores e alunos – nas escolas e organizações – transformem suas vidas em processos permanentes de aprendizagem. É ajudar os alunos na construção da sua identidade, do seu caminho pessoal e profissional – do seu projeto de vida, no desenvolvimento das habilidades de compreensão emoção e comunicação que lhes permitam encontrar seus espaços pessoais, sociais e de trabalho e tornar‐se cidadãos realizados e produtivos”. E para isso, muitas vezes é importante que o professor invista na relação com os alunos em sala de aula.

Uma das questões bastante discutidas nessa relação estabelecida entre professores e alunos é a assimetria que envolve o ambiente de sala de aula. O professor que consegue se aproximar mais de seus alunos, é capaz de conquista-los, fazendo com que haja uma maior disposição do grupo para aquela disciplina. Mas para que isso aconteça, é importante que o professor encontre um ambiente favorável, o que nem sempre existe.

E o livro é, sem dúvida, um importante ator nesse cenário, um dos ingredientes principais dessa mistura entre o aprender e o ensinar. Didático, ou não, romance ou poesia, os livros tornam a vida mais interessante. Os professores são importantes agentes na formação intelectual do indivíduo e são eles que, na maioria das vezes, realizam o papel de incentivar a leitura, de aproximar os alunos dos livros e dos mundos mágicos ali existentes.

E por falar em livros, instrumentos que tanto bem fazem à alma humana e nos permitem correr o mundo sem sair de casa, aqui em nossa cidade eles foram muito bem guardados e protegidos durante as últimas décadas.

A Biblioteca Municipal de São José do Rio Preto, tão frequentada até o início dos anos 1990, quando, sem Internet, a minha geração ainda precisava usar enciclopédias e folhas de papel almaço para os trabalhos escolares, me parecia um lugar mágico. Ao entrar naquele ambiente cheio de mesas amarelas e estantes com livros que pareciam ser infinitos, com a maturidade típica dos 10 anos, sempre me via preso às mesmas perguntas: Por onde começo? Como encontrarei aquilo que preciso? E então sempre vinha alguém em meu socorro.

E foi ali, naquele espaço, que aprendi a admirar e respeitar a figura da bibliotecária, a moça que me ajudava a encontrar o caminho do aprendizado, sem nem imaginar a importância do trabalho realizado por ela para toda a cena cultural de nossa cidade. E mais, sem imaginar que duas décadas depois, seríamos amigos. 

No último dia 1º de outubro, aquela moça se aposentou. O legado deixado pela  bibliotecária da Biblioteca Municipal de São José do Rio Preto, Marciana Lopes, é algo precioso. Marciana foi capaz de pavimentar o caminho para que as pessoas pudessem, cada vez mais, ter acesso aos livros, ao conhecimento, aos sonhos.

Engajada, e de uma nobreza ímpar, conduziu discussões que permitiram que a cultura chegasse mais longe, mesmo a cantos improváveis. E é por isso que, nesse Dia do Professor, agradeço e parabenizo a todos aqueles que foram para as salas de aula e investiram na profissão de ensinar. Aproveito e agradeço especialmente à Marciana, que se dedicou à arte de ensinar tanta gente a aprender.