sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Estudo mostra que a leitura é capaz de modificar o cérebro

Aumento de conexões em algumas áreas cerebrais faz com que o leitor se sinta na pele do personagem

Leitura: efeitos no cérebro continuam mesmo depois que o livro termina
Leitura: efeitos no cérebro continuam mesmo depois que o livro termina (Thinkstock)
 
Para leitores, o fato de que histórias podem mudar uma pessoa não é nenhuma novidade. Porém, um novo estudo indica que a leitura de um romance pode provocar mudanças reais no cérebro, que persistem por alguns dias mesmo depois que o livro acaba. Os resultados foram publicados na edição de dezembro do periódico Brain Connectivity.

Enquanto outras pesquisas nessa área começaram a utilizar a ressonância magnética para identificar as redes cerebrais associadas à leitura, principalmente enquanto as pessoas leem, o estudo de Berns e sua equipe teve como foco os efeitos naturais que permanecem no cérebro após essa atividade.

“Histórias ajudam a dar forma às nossas vidas, e às vezes ajudam a definir uma pessoa. Nós queremos entender como elas entram no nosso cérebro, e o que são capazes de fazer com ele”, conta Gregory Berns, neurocientista da Universidade de Emory, nos Estados Unidos, e principal autor do artigo.

Acompanhamento – Participaram do estudo 21 estudantes de graduação da Universidade de Emory, que se submeteram à ressonância magnética por 19 manhãs consecutivas. Os primeiros cinco dias serviram apenas para registrar a atividade normal dessas pessoas durante o repouso. Depois, durante nove dias, eles leram o romance Pompéia, escrito por Robert Harris. A história se baseia em um evento real, a erupção do Monte Vesúvio na Itália, e acompanha um protagonista que, de fora da cidade de Pompéia, percebe a fumaça ao redor do vulcão e tenta voltar para salvar sua amada.

Os participantes deveriam ler uma parte do livro à noite, e passar pela ressonância magnética na manhã seguinte. Terminado o período de leitura, os eles foram ao laboratório por mais cinco dias, para que os pesquisadores avaliassem se os efeitos da história permaneceriam.

Nas manhãs seguintes à leitura, os resultados mostraram um aumento na conectividade de uma região do cérebro associada à recepção da linguagem. “Apesar de os participantes não estarem lendo enquanto eram avaliados, eles retiveram esse aumento de conectividade”, explica Berns. Um aumento de conexões também foi identificado no sulco central do cérebro, região ligada à função motora. Os neurônios dessa região estão relacionados à criação de representações de uma sensação do corpo – o simples pensar em correr, por exemplo, pode ativar os neurônios associados ao ato físico de correr.


Sentir na pele – Para os pesquisadores, essas mudanças cerebrais provocadas pela leitura, que têm a ver com a movimentação e sensações físicas, sugerem que um romance pode, de certa forma, transportar o leitor para o corpo do protagonista. “Nós já sabíamos que boas histórias podem te colocar no lugar de outra pessoa, em um sentido figurado. Agora estamos percebendo que algo assim também ocorre biologicamente”, explica Berns.

Os pesquisadores ainda não sabem dizer até onde essas mudanças podem ir, mas elas persistiram pelo menos durante os primeiros cinco dias após a leitura, analisados neste estudo. “O fato de que detectamos esses efeitos alguns dias depois da leitura de um romance escolhido aleatoriamente por nós sugere que os romances favoritos de uma pessoa podem desencadear efeitos mais intensos e duradouros”, afirma o pesquisador.

Fonte: Veja

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Leitura e Saúde - Conheça os benefícios da biblioterapia no tratamento e cura de doenças

domingo, 1 de dezembro de 2013

Ler bons livros: Melhor forma para manter a mente ativa

Se você for um leitor voraz, sua mente não será a única beneficiária. Os efeitos positivos do hábito da leitura provavelmente recairão também sobre os seus amigos e seus familiares. Ler, particularmente livros de narrativa, pode melhorar nossa capacidade empática, como demonstra recente estudo norte-americano


 Por: Equipe Oásis

A habilidade de se conectar com as emoções dos outros, intuindo as suas convicções e antecipando os seus desejos, é conhecida como importante teoria da mente. Alguns pesquisadores da New School for Social Research em Nova York quiseram verificar se a experiência de leitura de situações literárias desenvolvidas em romances com personagens complexos e de personalidade multifacetada efetivamente melhora a nossa capacidade de entrar na pele do próximo.

Os cientistas recrutaram três grupos de voluntários que se dedicaram a três tarefas diversas: o primeiro grupo teve de ler textos narrativos de alta qualidade, todos eles agraciados com o prestigioso prêmio literário norte-americano National Book Award; o segundo teve de ler trechos de bestsellers vendidos online (histórias com personagens bastante "rasos" inseridos em situações de sabor popular e mundano); ao terceiro grupo nada foi dado para ler.

A todos, depois, foi solicitado identificar as emoções escondidas atrás de algumas expressões faciais: um teste de empatia no qual os que tinham lido romances mais "empenhados" obtiveram claramente os melhores resultados.


Os livros são necessários

O estudo dos resultados estimulantes deixou, no entanto, algumas dúvidas em suspenso: quais são, por exemplo, as situações contidas no fio narrativo que fazem – realmente – a diferença? Pode ser, perguntam alguns pesquisadores, que se trate simplesmenteforma para manter a mente ativa do maior esforço cognitivo empregado para enfrentar uma leitura "culta" o fator que incrementa também as capacidades relacionais.

A pesquisa, de qualquer modo, ressalta a importância de se viver no seio de uma comunidade que promova a leitura. Ler, sem dúvida, melhora as capacidades empáticas da pessoa.


Os "ratos de biblioteca" permanecem jovens

Outra importante pesquisa, também norte-americana, soma-se à que foi comentada acima e demonstra que a leitura e a escritura mantêm à distância o espectro da deterioração cognitiva.

Confirma-se pela enésima vez que a natureza não perdoa: no mundo natural, que é o mundo em que vivemos, tudo aquilo que não é usado apodrece ou se deteriora. No plano humano, essa verdade vale para todos os níveis da nossa existência: físico, sexual, emocional, mental, etc.

Se para evitar a deterioração do corpo físico existem as longas caminhadas, as piscinas, a ioga e a ginástica, para manter o cérebro em ação e bem treinado nada é melhor do que a prática diária da leitura e da escritura. O hábito de desafiar o cérebro com atividades estimulantes afasta e retarda o surgimento dos processos de declínio cognitivo. Isto é o que revela um amplo estudo norte-americano publicado na revista Neurology. Esses resultados confirmam aquilo que o senso comum já conhece há muito tempo.


Pensamento e memória

O estudo foi desenvolvido por um grupo de pesquisadores do Rush University Medical Center de Chicago. Esses neurocientistas monitoraram, através de uma bateria de testes, as atividades de pensamento e memória de 294 indivíduos de idade avançada. Os voluntários, que foram seguidos durante cerca de 6 anos, tiveram de responder um questionário a respeito dos seus hábitos de leitura e de escritura durante a juventude, a idade adulta e a velhice.

Depois da morte dos voluntários, acontecida a uma idade média de 89 anos, os cientistas examinaram através de uma autopsia os seus cérebros para identificar sinais fisiológicos de demência, como lesões, placas e aglomerados neurofibrilares (depósitos proteicos que se acumulam sobre as fibras nervosas). Tais anomalias são muito comuns em pessoas de idade avançada e podem causar importantes déficits de memória e de cognição.

Nos pacientes que sofrem de Mal de Alzheimer essas placas, devido a uma proteína chamada betamiloide, se depositam progressivamente sobre os neurônios tornando-os incapazes de transmitir impulsos. Alguns pesquisadores creem que esse mesmo processo pode ser uma das causas prováveis de doenças escleróticas e autoimunes como a esclerose múltipla.


Diferenças impressionantes

Os pacientes acostumados às atividades intelectivas mostraram uma taxa de declínio cognitivo 15% mais lenta em relação a quem cultivou menos os hábitos de ler e escrever.

Em particular, ficou evidente que manter um alto ritmo de leitura até mesmo em idades avançadas reduz o declínio da memória de 32% em relação à norma. Quem, ao contrário, abandona (ou quase abandona) o hábito de ler e escrever com o passar dos anos, corre o risco de uma piora da memória 48% mais rápida do que os que se mantêm ativos e em treinamento. Os dados foram ajustados também com base nas diversas quantidades de placas e aglomerados encontrados durante as autopsias. Em outras palavras, ao lado dos fatores físicos que causam demência senil, calculou-se também o peso da atividade cognitiva na prevenção e deterioração das faculdades cerebrais.

"A pesquisa confirma que tudo aquilo que, instintivamente, os muitos familiares proporcionam a seus doentes de Alzheimer funciona realmente para impedir ou retardar o avanço da doença", comenta a médica Patrizia Spadin, presidente da Associação Italiana para a Doença de Alzheimer. "Claro – continua Patrizia Spadin – a atividade 'formal' de reabilitação cognitiva conduz a resultados mensuráveis e comprovados. Mas também encontrar-se com amigos, dar um passeio, viajar, praticar um esporte, ler um bom livro, fazer palavras cruzadas e comer de modo sadio, além de influenciar positivamente o estado de humor, beneficia as células cerebrais e, portanto, a mente. Para quem se sente impotente em face de uma doença tão devastadora como a demência, é fundamental saber que essas armas existem, funcionam e devem ser usadas na batalha contra a deterioração cognitiva.

Fonte: Brasil 247

terça-feira, 22 de outubro de 2013

O hábito de leitura e sua saúde

Por Luciana Ribeiro

Os benefícios da leitura e os impactos diretos na saúde de quem lê. Todos os dias recebemos uma avalanche de informações sobre saúde, principalmente a saúde do corpo: alimente-se bem!, exercite-se com frequência!, beba água!, entre outras. Todos almejam sentir-se bem e ter bons hábitos faz parte disso. É exatamente esse o assunto que abordaremos aqui, dessa vez sob um enfoque não muito habitual, a respeito de uma prática que, apesar de todos os benefícios, poucas vezes é associada à saúde: a leitura. Se você chegou até aqui: parabéns! Você já está praticando!

 A escrita possibilitou o registro do pensamento humano e o acesso às ideias de outrem. Marcou o fim da pré-história e, desde então, alicerça a evolução do homem, permitindo que o conhecimento acumulado seja passado de geração em geração. Os registros, inicialmente gravados nas paredes das cavernas, evoluíram do papiro ao papel, até chegar ao meio digital. Hoje, os meios de acesso à informação são os mais diversos, entre eles: livros, filmes, computadores, internet. Os três últimos, por oferecerem uma interação mais dinâmica e que não exige grandes esforços, representam forte concorrência à prática da leitura.

 Um exemplo disso é o fato de muitas pessoas optarem por ver o filme ao invés de ler o livro. Ao tomar essa decisão, têm acesso à imagem projetada na tela, imaginada por outra pessoa e disponibilizada dentro dos limites permitidos pelos recursos utilizados. Por outro lado, aquelas que optam por ler o livro, constroem as imagens de acordo com o seu próprio universo e vivência, de forma única, ilimitada.

Dificilmente a película supera as imagens criadas pela mente. Estudos mostram que o tipo de imaginação gerada quando se lê um livro é muito diferente da imaginação gerada ao assistir um filme. A leitura estimula a imaginação, a criatividade, a compreensão do mundo e a autocompreensão. Por isso, quem lê o livro e depois assiste o filme, geralmente se frustra.

 Tem mais: a leitura enriquece o vocabulário, leva a uma melhor escrita, aumenta a capacidade de organizar as ideias e, consequentemente, de expressá-las, estimula a memória, estimula a criatividade, eleva a autoestima. Tantos benefícios exercem impacto direto na saúde e no dia a dia de quem lê, influenciando desde a capacidade de raciocínio e comunicação até a qualidade do sono. A leitura abre portas para novos mundos, dá acesso a outras formas de pensar, permite uma viagem sem sair do lugar.

 Aquele que não possui o hábito de ler pode começar por publicações periódicas, tais como jornais e revistas. Textos na internet também são uma boa opção. Para dar início, escolha aquela que se encaixe com o seu perfil, que vá de acordo com os seus gostos e interesses pessoais e, sobretudo, que proporcione algum grau de satisfação. Para a prática da leitura, não há tempo nem idade certos e não há contraindicação. O importante é dar o primeiro passo.

Portanto: alimente-se bem, exercite-se regularmente, beba água…e leia!


Luciana Ribeiro é Brasiliense. Graduada em Biblioteconomia pela Universidade de Brasília. Pós-graduada em Gestão Estratégica da Informação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.


Fonte: Revista Biblioo

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Gostar de ler: o desafio da educação

por Regina Wielenska

"Crianças são abertas ao mundo, depende de quem as educa, evitar que ler se transforme num castigo insensato, numa obrigação sem fim" Fim de expediente no consultório, eu saí carregada de livros e encontrei no elevador um médico, que trabalhava no mesmo prédio. Simpático, puxou prosa comigo e comentou: "Psicólogos têm essa mania de ler, né? Faz mais de 20 anos que eu não leio um texto que não seja da minha especialidade". Fiquei desconcertada, não me senti à vontade para dizer que estava pasma, inconformada com a serenidade com que ele afirmou aquilo.
Afinal, pensava eu, tratava-se de um docente numa importante universidade de São Paulo, médico respeitado na comunidade. Tornar-se muito bom em sua área do conhecimento parece que o desconectou da literatura e da subjetividade inerente aos textos do universo não estritamente científico. Aí eu me perguntei: será que ele alguma vez gostou de ler crônicas, contos, romances, ensaios e outras obras? Afinal, seu comentário parecia apenas constatar um fato, sem sinal de arrependimento, vergonha ou pena.

Lembrar dessa experiência me remeteu a outras, que me ajudaram a entender o episódio acima. No jardim da infância da escola pública onde estudei, num certo dia da semana, a classe visitava a "casa de madeira", uma construção pré-fabricada, anexa ao pátio. Aquilo era o paraíso para nós: uma professora diferente, talvez estagiária da Escola Normal (era assim que se chamava o curso de formação de professores naqueles idos da década de 60), lia histórias pra a classe ou nos propunha ouvirmos disquinhos com clássicos infantis musicados pelo compositor Braguinha. Muito cedo na vida descobrimos como as palavras e ilustrações contidas nos livros eram divertidas e interessantes.

Ao final do primeiro ano do primário (atualmente, Ensino Fundamental) a escola organizava uma cerimônia de entrega do primeiro livro, destinada aos alunos que acabaram de se alfabetizar. Cada um de nós ganhava um livro, com dedicatória da professora. Os pais estavam presentes, não faltavam aplauso e parabéns.

Do segundo ano em diante, até o fim do primário, tínhamos duas horas semanais de visita na biblioteca da escola. Cada aluno escolhia o que bem desejasse (na última semana do mês podia até ser história em quadrinho).

Na segunda série do ginásio (imagino que seja o sétimo ano do Ensino Fundamental), Dona Maria Helena, professora de Português cujo sobrenome lamentavelmente me escapa à lembrança, instituiu que teríamos uma atividade diferente das aulas convencionais. Toda quinta-feira ela passava metade da aula interpretando em voz alta um texto de autoria de algum brasileiro. O conto "Moça, Flor e Telefone", de Carlos Drummond de Andrade, foi escolhido para a estreia.

A história, em poucas palavras, começa assim: a protagonista gosta de passear pelas terras do cemitério quase abandonado, perto de sua casa. Num belo dia, arranca pela raiz uma flor que brotara, certamente ao acaso, perto de um túmulo abandonado. Mais tarde, recebe o primeiro telefone de uma longa série: uma voz indefinível, obstinadamente pede que lhe devolvam a flor que fora arrancada do túmulo. Os telefonemas continuam, até que a moça resolve levar flores à sepultura abandonada. A voz, num telefonema horas mais tarde, lhe comunica que não quer outra flor, e sim aquela que lhe roubaram... Quem não gostaria de saber o epílogo?

O toque do sino propunha o início do recreio. A professora apenas nos dizia; "que pena, continuamos na semana que vem". Com ar de quem não quer nada, acrescentava a informação de que havia ao menos um exemplar daquele livro na biblioteca da escola. Houve gente que voluntariamente ficou sem recreio, para ir à biblioteca emprestar a obra. Claro que quem terminasse de ler um conto, aproveitaria para ler o seguinte. Se gostasse do livro, buscaria então mais obras daquele autor. Foi assim que passamos a gostar de Lygia Fagundes Telles, Fernando Sabino, Clarice Lispector e outros mais.

No colegial (agora Ensino Médio) a bola da vez foi dividida entre duas pessoas também verdadeiramente com vocação para o ensino: a professora de Português, e o de Inglês, respectivamente Theresinha Lisieux Vasconcelos e Fernando Silva. Suas aulas nunca se restringiam à disciplina que lhes cabia, a tão contemporânea transversalidade curricular ainda não tinha esse nome, mas era praticada por ambos.

A Palavra, matéria-prima da comunicação, em qualquer idioma que fosse, se revelava ferramenta de mudança, de crescimento. Motivados a nos conhecer melhor, ao outro, ao mundo, explorávamos as nuances da língua. Dominando as palavras, nos qualificávamos para viajar pelas dimensões da Literatura e de outras artes, descobrir a ciência, filosofar, amar, crescer, descobrir vocações e fazer a política possível nos anos da ditadura militar. Neste fértil ambiente sóciocultural, um aluno se tornava agente da educação do outro, num positivo efeito cascata.

A biblioteca, os sebos e as livrarias se tornaram amigos meus, e também dos meus amigos. E aí eu me pergunto: por acaso alguém teria se dado ao trabalho de conduzir aquele médico, desde cedo na vida, a flertar com a beleza oculta nos livros? Talvez, para ele, ler fosse apenas uma obrigação, imposta a custo de ameaças e castigos. Ler, na sua história de vida, não se tornou um prêmio, honra, lazer, oportunidade a ser desfrutada sempre que possível, a grande chave do mundo.

Dessa turma da escola, tenho a honra de conviver regularmente com umas 20 ou 30 pessoas: todos permanecem fiéis aos livros, alguns encontram graça no estudo a ponto de continuarem a frequentar bancos escolares, no grupo há escritores, e outros são docentes. Tivemos muita sorte de estar naquela escola pública naquele exato período.

Queria ser capaz de inspirar mais educadores, através deste relato nostálgico, a se empenharem no projeto de restituir aos seus alunos o fascínio pelos livros. Isto não depende de nível sócioeconômico ou de instrução dos pais. Depende, isto sim, de compromisso, perseverança, criatividade, empenho. Crianças são abertas ao mundo, depende de quem as educa, evitar que ler se transforme num castigo insensato, numa obrigação sem fim.

Regina Wielenska
é psicoterapeuta na abordagem analítico-comportamental  

Fonte: Vya Estelar