domingo, 7 de julho de 2013

Leitura protege o cérebro e preserva a memória

Leitura protege o cérebro e preserva a memória
Ler, escrever, fazer palavras cruzadas ou desenvolver outro tipo de atividades que envolvam o processamento de nova informação e o raciocínio protege o cérebro e ajuda a preservar a memória e a capacidade intelectual ao longo da vida.
 
A conclusão é de um novo estudo norte-americano, da responsabilidade de investigadores do Rush University Medical Center, em Chicago, que provou que o facto de se ser ativo ao nível da cognição em qualquer fase da vida está diretamente associado a uma melhor performance em testes de memória quando se chega aos 80 anos.
 
Robert Wilson, coordenador do estudo, e os seus colegas, iniciaram a investigação em 1997, pedindo a mais de 1.600 adultos em idade avançada que reportassem o quão regularmente tinham ido à biblioteca, escrito cartas e procurado informações quer quando eram crianças e adolescentes, quer já depois de chegarem à idade adulta.
 
Todos os anos, os participantes foram também convidados a realizar um teste de raciocínio e memória, sendo o progresso acompanhado pelos cientistas. O estudo incluiu ainda 294 indivíduos que morreram com cerca de 89 anos e foram submetidos a uma autópsia ao cérebro para se apurar se tinham existido mudanças ao nível da cognição.
 
Destes 294 indivíduos, que fizeram, em média, seis testes cognitivos durante o estudo, 102 desenvolveram demência e 51 desenvolveram outro tipo de problemas afetando a capacidade intelectual.
 
Os investigadores mediram, numa escala de 1 a 5 (sendo 1 a menor e 5 a maior frequência), com que frequência os participantes estiveram envolvidos em atividades estimulantes para a cognição. Em média, o resultado foi de 3,2 para atividade cognitiva numa fase avançada da vida e 3,1 nas primeiras décadas de existência.

Estimulação intelectual desacelera declínio cognitivo
 
Segundo Wilson, a capacidade cognitiva, o pensamento e a memória degradaram-se 48% mais depressa nos indivíduos que não tinham hábitos regulares que passassem, por exemplo, por ler ou escrever. Entre os mais ativos a nível cerebral, este declínio foi 32% mais lento.
 
Além disso, a capacidade cognitiva deteriorou-se 42% mais rapidamente nos participantes que raramente leram ou escreveram nos primeiros anos de vida e 32% mais devagar quando estas eram atividades que levavam a cabo com regularidade.
 
Robert Wilson explica que o estudo, publicado na passada quarta-feira na revista científica Neurology, não prova que ser ativo mentalmente afaste o declínio cognitivo, mas "aproxima-nos dessa ideia".
 
"Acreditamos que um estilo de vida ativo ao nível da capacidade intelectual é bom para a capacidade cognitiva e para a saúde do cérebro durante o envelhecimento", acrescenta, em declarações à Reuters, sublinhando que atividades como a leitura, a fotografia ou a costura são boas opções.
 
De acordo com o investigador, manter-se ativo intelectualmente não deve, porém, ser um sacrifício, e o tipo de atividade realizada é pouco importante: o importante é que o cérebro não pare.

É, portanto, recomendável que a escolha recaia sobre uma atividade estimulante e desafiante que os indivíduos apreciem e possam continuar a fazer ao longo da vida.

Clique AQUI para aceder ao resumo do estudo (em inglês).

sábado, 29 de junho de 2013

Analfabetismo funcional: porque eu não li?

Prof. Marcus Garcia 
Professor Marcus Garcia possui formação na área de Educação e Tecnologia da Informação, já escreveu 16 livros, entre eles é autor e organizador da série de livros A Escola No Século XXI.

Interesse pelos livros
Interesse pelos livros

Segundo a ANL (Associação Nacional de Livrarias) o Brasil fechou 2012 com 3481 livrarias em operação das quais 49% estão instaladas nas capitais dos 27 estados e no DF e as 51% restantes nas demais cidades. O Brasil tem aproximadamente 197 milhões de habitantes. Isto significa que há aproximadamente 1,8 livrarias para cada 100 mil habitantes.

Os dados do IDEB (Índice para o Desenvolvimento da Educação Básica) de 2012 divulgados pelo MEC dão conta de 192.676 estabelecimentos de educação básica e que atendem 50.545.050 alunos. Destas escolas apenas cerca de 64 mil possuem biblioteca. Portanto temos 0,8 biblioteca para cada mil alunos.

O déficit de leitura no brasileiro é assustador. O Instituto Pró-Livro realizou em 2011 um estudo no qual foram entrevistadas mais de 5 mil pessoas em 384 municípios brasileiros. Alguns números da pesquisa revelam pistas sobre porque o analfabetismo funcional vem sendo identificado de forma contundente entre alunos concluintes do ensino médio e também superior. É considerada analfabeto funcional aquela pessoa que apesar de conseguir ler as palavras, não consegue entender e consequentemente não consegue interpretar a mensagem de um texto de até 10 linhas com até três parágrafos.

Interesse pela leitura
Interesse pela leitura
A pesquisa revelou que cerca de 50% da população brasileira cultiva o hábito de leitura. Deste percentual a média é de quatro livros lidos por ano. Para comparar com outros países na França a média e de 12 livros lidos por ano, na Espanha 11, nos Estados Unidos 10, na Argentina 6 e no Chile 5 e na Colômbia 2. Na Noruega, maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo, este número impressiona, mas não pela quantidade de livros lidos por ano, cerca de 16, mas pelos 96% população que cultiva o hábito.

O incentivo dado ao estudante para ler e descobrir através dos livros um universo mais amplo do que o próprio livro deveria começar na escola, mas vemos que quase 70% das escolas brasileiras sequer tem uma biblioteca. Isto culmina com a realidade de nosso pífio mercado livreiro quando considerado o potencial e consumo de uma Nação com quase 200 milhões de habitantes.

A mudança dessa realidade passa necessariamente pela conscientização e sensibilização. Para desenvolver-se e crescer a novos patamares intelectuais, culturais e de conhecimento a pessoa precisa necessariamente ampliar seu cabedal de conhecimento. A neurociência já pesquisou e decretou: a capacidade do cérebro humano é muito grande e uma vida inteira de estudo (e leitura) intensivo não seria suficiente para esgotar uma pequena fração de sua capacidade.

Exemplo e incentivo
Exemplo e incentivo

Para cultivar este hábito nas crianças e nos jovens é preciso que a família e a escola façam seu parte. Dando a eles a oportunidade de descobrir a verdadeira magia que há na leitura. Há obras de todos os gêneros para encontrar até o mais cético dos leitores. Um bom começo para despertar o interesse pode ser a contação de histórias, seguida de teatrinho, pesquisa ação, diálogo e interação mediados pelos clássicos da literatura.
Para dizer o mínimo, parafrasearei Mark Twain, escritor e humorista estado-unidense que viveu no século XIX, e escreveu aquele que é considerado o maior romance americano “As Aventuras de Huckleberry Finn”:  "Quem não lê tem pouca vantagem sobre quem não sabe ler."

Livro livre, um bem coletivo: leia, devolva ou passe adiante

FÁBIO MARQUES (REPÓRTER)
14.06.2013

Fortaleza ganha sua primeira biblioteca sem controle de empréstimo. No País, iniciativas parecidas ganham força

Parece utopia se falar em qualquer espécie de bem que possa ser compartilhado sem controle e por pessoas que não se conhecem. O projeto que será inaugurado hoje, em Fortaleza, ainda que pequeno, aposta nessa possibilidade, inserindo neste contexto um bem caro e imprescindível a qualquer cidadão: o livro.

Os livros de projeto, em Brasília, ficam à disposição do público em 37 paradas de ônibus

A Biblioteca Popular funcionará na Casa Vermelha, equipamento mantido por coletivos ligados ao Partido dos Trabalhadores, com inauguração agendada para 18 horas. Pelo sistema, os livros estarão dispostos em frente ao prédio, ao alcance de quem passar pela rua. Para o empréstimo, basta retirar o livro da prateleira, levar e ler.

O modelo é espelhado na experiência da Parada Cultural, projeto de Brasília mantido pelo Açougue Cultural, que disponibiliza os livros ao longo de 37 paradas de ônibus de uma mesma avenida, também sem necessidade de cadastro prévio ou qualquer outro mecanismo de controle. O leitor pode recolher o livro, ler durante o trajeto e devolver à frente, ou mesmo levar para casa, sem dia certo para a devolução. Também é possível adicionar títulos ao acervo, simplesmente deixando-os em uma das paradas. O mentor do projeto, Luiz Amorim, vem a Fortaleza para uma palestra sobre o assunto.

"Eu ouvi falar da experiência de Brasília e achei que era uma sacada simples de priorizar totalmente o acesso aos livros, abrindo mão até dos controles que são tão comuns nas bibliotecas", relata o vereador Guilherme Sampaio, que idealizou a Biblioteca Popular da Casa Vermelha. Ele aponta a facilitação do acesso ao livro como a principal sacada do projeto original. E sustenta que, assim como em Brasília, é possível fazê-lo funcionar na Capital cearense.

"Eu peguei um ônibus no corredor onde a biblioteca de Brasília está instalada, fui parando nas paradas, observando e conversando com as pessoas. Somente uma disse que não tinha devolvido o livro. O fato é que as estantes estavam sempre abarrotadas. Sobre esse controle. A resposta que me deu o idealizador do projeto, Luiz Amorim, resolve a questão: se uma pessoa levar e não devolver, é porque está precisando do livro".

Bookcrossing

O lema da versão de Fortaleza será "o prazo é seu, o livro é de todos", tarja que estará colada em cada título para estimular a ideia nos leitores. Ainda que em proporções bem menor que a de Brasília, com apenas um espaço no pátio de entrada da Casa Vermelha dispondo de mil livros, a Biblioteca Popular trabalha em torno de uma ideia de compartilhamento que ganha força no mundo. Uma experiência diferente mas seguindo princípios semelhantes é difundida através do site BookCrossing (www.bookcrossing.com). O portal possui um acervo difuso e volante, composto de forma colaborativa, organizado virtualmente e compartilhado por pessoas de diversos países.

"As vantagens em relação a uma biblioteca comum é que você não precisa de uma ´biblioteca em si´, a biblioteca é o mundo, a partir do momento que você liberta o livro, ele torna-se um livro viajante, e através do site você pode acompanhar por onde ela anda, quem o leu e etc", pontua o paulista Anderson Araújo, usuário do site e entusiasta da ideia.

Através do site, é possível pesquisar a relação de livros cadastrados e adicionar as leituras desejadas à sua lista de desejos. Quiçá, o livro pode lhe ser entregue em mãos, ou enviado pela pessoa com quem ele esteja. Pontos de troca também já começam a ser abertos para sistematizar o encontro entre os chamados "bookcrossers".

"Acho que não só em São Paulo, mas no Brasil o sistema ainda está engatinhando, pois existem poucos livros circulando, mas acompanhando pelo site, eu vejo que todo o dia acontece liberação de livros no Brasil, ou seja acho que teremos um resultado melhor a longo prazo, estamos apenas no inicio", avalia Anderson Araújo. Antes de conhecer o projeto, lembra, ele chegou a juntar acervo para montar uma biblioteca comunitária. Os livros foram cadastrados no site e, agora, são parte do acervo global.

Anderson diz que costuma recorrentemente "libertar" seus livros, como é nomeada a passagem do livro adiante, em espaços públicos ao acaso. Após cadastrar o título no site, deixa-o em locais como clínicas médicas, bancos de praça, para que outra pessoa o encontre e sinta-se estimulada a lê-lo. Uma etiqueta colada em uma das páginas ensina ao usuário que encontrar o livro a registrar-se no site e atualizar o status da obra, para que o dono anterior possa acompanhar por onde anda o livro liberto.

"Há um enorme descrédito das pessoas e também uma recusa a se desfazer de seus livros, por muitos motivos. Sabemos que quem é amante dos livros acaba criando um certo vínculo, que torna muitas vezes impossível da pessoa simplesmente deixar aquele livro que mudou a sua vida ao acaso num banco de praça", pondera. Ainda assim, garante Anderson, liberta pelo menos um livro por semana, e registra tudo no site diariodeumbookcrosser.blogspot.com.br). Atualmente, existem 28 pontos de bookcroosing no Brasil. O mais próximo de Fortaleza, fica na Universidade Federal do Semi-Árido, em Mossoró (RN).

Mais informações

Inauguração da Biblioteca Popular, com palestra de Luiz Amorim. Hoje, às 16 horas, na Casa Vermelha (Rua Osvaldo Cruz, 1318 - Aldeota)

Carne para o corpo, livros para a alma

Quando leu seu primeiro livro, o brasiliense Luiz Amorim já tinha 18 anos completos. E era, na verdade, uma versão em gibi de um livro de filosofia. A obra foi, no entanto, o ponto de partida de uma vida literária que já
rendeu alguns milhares de títulos, acervo que pertence hoje ao seu "T-Bone - Açougue Cultural".

Luiz Amorim vem a Fortaleza para a inauguração da Biblioteca Popular, projeto de acesso ao livro inspirado nas ações do seu "Açougue Cultural", em Brasília
E não pense que o nome do estabelecimento é uma licença poética - aos moldes da nossa centenária Padaria Espiritual. De fato, o estabelecimento vende carne. Na entrada e em uma sala anexa, no entanto, mantém mais de 10 mil livros. "Quando comprei o açougue em 1994, montei uma estante com um pequeno acervo, que aos poucos fui ampliando. No começo, o pessoal estranhou o açougue mexer com livro. Mas depois entenderam que os dois são alimentos, um do espírito, outro para o físico", lembra sobre o início da empreitada, há quase 20 anos.

Hoje, ele conta com o apoio de empresas como a Petrobras e o Banco do Brasil para manter as atividades culturais do açougue. Somente nas paradas de ônibus, chegam a circular, em média, dois mil livros por mês.

Ações

Luiz ainda assume o ofício de açougueiro como sua atividade principal. O braço cultural do comércio, no entanto, já expandiu as atividade e é responsável por projetos como a "Noite Cultural T-Bone", realizada desde 1998, e que já promoveu, em frente ao açougue, shows de mais de 500 artistas - entre eles, Milton Nascimento, Ed Motta, Tom Zé e Belchior.

A principal ação cultural da casa, no entanto, é de fato voltada para a leitura. "A minha formação intelectual é baseada na filosofia grega. A gente trabalha com a ideia de desprendimento das coisas, da arte, dos livros", explica. Luiz conta que chegou a investir 100% do lucro do açougue em atividades culturais.

Sobre a diversidade do público que consegue atingir, ele brinca: "nós somos o único açougue do mundo onde até vegetariano também entra. O cara não come carne, mas vem buscar cultura".

Fonte: Diário do Nordeste

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Uma biblioteca que cresce com seu filho

Os livros devem acompanhar o desenvolvimento da pequena desde os primeiros meses de vida.


Nenhum especialista hesite: entre em contato com os livros da casa é essencial. A leitura estimula o desenvolvimento das crianças, a imaginação, a criatividade é uma forma de carinho, que ajuda a conhecer e compreender o mundo à sua volta ... Os livros são uma forma privilegiada para atender todas as suas necessidades. Portanto, os pais são avisados ​​de que, desde o nascimento, geram em seus filhos um senso de que a leitura ocorre em um poço.
Livros ajudar no conhecimento, mas não devemos esquecer que também oferecem conteúdo de entretenimento, é uma maneira de se divertir, de sonhar, de imaginar, de rir ... E para todas as idades e para todas as crianças, sem livros que correspondem seu desenvolvimento. Eles são grandes leitores dependem em grande parte dos pais. Eles devem saber o que os interesses e as necessidades de seus filhos um exemplo em casa, lendo a pequena mesmo quando apenas balbuciar; trazer para livrarias, bibliotecas, acompanhar a escolha do livro (procurando informações na internet ou aceite os conselhos do livreiro ), falar com as crianças sobre livros e nunca mais tornar a leitura um castigo.
Três especialistas dão dicas para saber quais livros são mais adequados de acordo com a idade: Eliana Maridueña, publicado pela Juventude, Isabel Lane, diretor-geral das publicações editoriais e Elsa Aguiar BRUNO responsabiliza pelo conteúdo de literatura infantil da editora SM.

De 0 a 3 anos

Quanto mais cedo melhor, os especialistas aconselham. Desde o nascimento, os bebês podem se familiarizar com livros. "Não se concentre seus olhos, não pode nem mesmo segurá-los, mas eles podem entender sua musicalidade ea poesia das canções", diz Elsa Aguiar responsabiliza pelo conteúdo de literatura infantil publicado pela SM. "A coisa mais importante é criar na criança o sentimento de que a leitura ocorre em uma atmosfera de bem-estar, descontraído, íntimo e amoroso. Isso é algo gradable. Portanto, é importante olhar em seus olhos quando eu li ", acrescenta.
E a oferta para este estágio muito precoce é enorme. Sim, eles são livros que devem sempre garantir a sua segurança. "Eles não contêm peças pequenas ou materiais tóxicos", alerta Elizabeth Lane, diretor de publicações da editora de Bruno. "Papelão e dicas redondedas, pesando apenas para que eles possam pegá-los com as mãos", diz Eliana Maridueña, Departamento de Comunicação Editorial Juventud. É uma forma de promover suas habilidades motoras.
De livros de plástico para o banho, dentição, para os outros com diferentes texturas, sons, imagens grandes, com cores contrastantes para que eles possam distinguir melhor ...
Eles devem ser os livros que vai ajudar a despertar os sentidos e promover o seu desenvolvimento evolutivo, especialmente psicomotor e emocional ... O livro torna-se um jogo, um elemento natural que faz parte do seu ambiente.
A partir de trabalho e certos personagens, especialmente animais que permitem que os bebês a desenvolver afeto e apengan eles. Livros com aba e com as palavras do filho associado a uma imagem. É uma maneira de começar a desenvolver o vocabulário de dois anos, quando a linguagem explode.
Depois de dois anos e foi ferido com suas palavras, a criança começa a falar. Isto é, quando as crianças começam a identificar objetos, formas de aprendizagem, incluindo as emoções básicas (tristeza, raiva, feliz), rotinas do seu dia-a-dia (levantar-se, ir à escola, comer, ir para a cama, escovar os dentes), o primeiro números, o alfabeto, estações, cores ... "Tudo para começar a controlar o mundo em que vivem. São livros que os adultos podem ler, encenar e ajudar a criança a entender ", diz Elsa Aguiar. A partir de agora você pode começar a contar os primeiros clássicos adaptados.

De 3 a 6 anos

Além de desenvolver ainda mais todos os recursos acima, nesta fase há uma mudança fundamental. Linguagem, seu vocabulário, cresce a cada hora, mas também "a fase de iniciação está lendo, o que chamamos de pré-leitura. E não tem pressa, mas é essencial para enriquecer a sua vocabolucario, que a criança compreenda a mensagem dos livros, com frases simples. Para isso você pode apoiar outros elementos, tais como ilustrações ", diz Isabel Carril.
Nessa idade, as crianças entendem os livros com a história e imagem, pode seguir os desenhos de acordo com o que eles estão dizendo. Eles gostam de ver livros tridimensiones, imaginativas e também da vida cotidiana, você pode começar a entrar em valores, inteligência emocional ... Eles gostam de livros e jogos participativos, criativos ou as canções, adivinhas e rimas fáceis. Começar a entender o básico primeiro.
Novos hábitos de trabalho, mas agora você pode fazer diferente: uma história para a criança que tem problemas para dormir, ou não querem ir à escola, ou eles podem ignorar o xixi durante a noite. Você também pode começar a lidar com medos: do escuro, de monstros ...
Temos de começar a estimular a imaginação. "A imaginação deve estar sempre presente, porque os filhos até que eles são mais velhos não fazem distinção entre a realidade ea fantasia também. Você tem que desenvolver isso e inocular para não perder a capacidade de criar e sonhar com outro mundo "Elsa Aguiar recomendado.
Saciar a sua curiosidade é outro objetivo nesta fase: para responder às suas perguntas, de onde vem o leite ou iogurte, ou por que a mudança de cor luzes.
E nunca se esqueça do humor, como observado Maridueña Eliana, que gosto muito.
"Há muitos caminhos na leitura, é sobre a criação de leitores eo caminho é diferente para cada criança", diz Elsa Aguiar.

De 6 a 8 anos

Você está leitores, pode continuar livros curtos, com argumento, onde predominantemente acompanhar a imagem, linguagem simples e frases com palavras novas facilmente entendidas no contexto e com episódios ou capítulos que fecham a história. Mas cuidado, muito cuidado nesta transição deve ser feito sem problemas. "Ele ainda pode ter dificuldade para ler um livro inteiro. Tenha muito cuidado quando de repente abandonar o hábito de ler, porque eles já sabem como fazer a seis anos de idade. Eles têm que receber uma dose da literatura adulta e liberando lentamente a tarifa mão, como eles aprendem a andar ", alerta Elsa Aguiar.
É a idade da fantasia, da imaginação, comece a sonhar, a experimentar, sentir medo ... Então, eu gosto de todos os tipos de histórias. Os temas são muito variados: eles adoram a série de personagens que geram proximidade de caracteres que podem ser identificados (a menina que é um lixo na escola e lutou por eles tiraram as pinturas) livros incríveis recorrer a eles (romances policiais para crianças, onde os casos são investigados com quebra-cabeças, jogos ...), livros de animais, princesas e piratas, continuar a cultivar os valores (recompensa, perseverança, solidariedade, honestidade). .. Introduzir determinadas situações da realidade pai não tem emprego, a morte ...

De 8 a 12 anos

Eu li mais, as leituras são mais extensos e complicados. As imagens já não são um adjuvante para facilitar a compreensão e as histórias crescer em intensidade. No entanto, o livro tem que ser atraente e claro tipografia. "As crianças estão cada vez mais crítico e não acreditar em tudo que é dito. Mas o mundo da fantasia existirá. Agora, quando a criança está sendo definido por seus gostos. Para descobrir o que o livro pode fazer bem, é melhor perguntar o que é a última coisa que você gostou? "Diz Isabel Carril.
O interesse continua, que mistura realidade com fantasia, tem um estranho senso de humor, como as aventuras da gangue, aventuras, heróis, ficção científica, mistério e histórias de detetive, os personagens que são identificar ...

De 12 a 14 anos

Eles são capazes de desfrutar de histórias complexas, livros de mais de cem páginas. No entanto, as frases não deve ser demasiado longo e complexo ou de primeira acção para a descrição. As ilustrações quase desaparecer, permitindo espaço para a imaginação. Entenda quase todas as palavras e situações.
Funciona bestseller porque "os adolescentes são muito sociáveis. Depois de ler certos livros é uma forma de grupo ", diz Elsa Aguiar.
Bifurcar entre a fantasia, mas também livros que lhes interessam conectar-se com sua realidade e que eles estão vivendo (drogas, amor, sexo, imigração, vivendo em sala de aula). Eles começam no romance. É uma boa hora para começar com adaptações de clássicos literários, comece interesse romântico nele. Eles gostam da aventura, viagens, romances policiais de espioneje terrorista, fantástico com conteúdo sobrenatural. Despertar o interesse em biografias de figuras de destaque, para as versões de mitos e lendas.

Adolescentes

Os livros devem abordar questões de ser e sentir do adolescente com sentados questões identificadas e tratadas, que pode intersarlos: preocupações sociais, profissionais emocinones mesmos estão refletidas nesses personagens fictícios:
Romances realistas de questões contemporâneas: ecologia, o terrorismo, o racismo, a enfemedades como anorexia, bulimia, problemas de dependência, Tribur urbanoas, suspense, ficção científica épica romances fantásticos e poemas de amor, histórias em quadrinhos ...

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Sete atitudes que formam leitores

Incentivar a leitura é um dever do governo e das escolas. Mas nós, leitores, podemos ajudar

DANILO VENTICINQUE

Danilo Venticinque é editor de livros de ÉPOCA. Conta com a revolução dos e-books para economizar espaço na estante e colocar as leituras em dia. Escreve às terças-feiras sobre os poucos lançamentos que consegue ler, entre os muitos que compra por impulso (Foto: Sidinei Lopes/ÉPOCA)

A leitura é, por natureza, um ato solitário. Podemos estar no meio de uma multidão: basta abrir um livro e, no meio do primeiro parágrafo, a realidade à nossa volta dá lugar ao universo do autor. É um grande prazer, mas também um pequeno risco. Como contagiar outras pessoas com o hábito da leitura, num país em que atividades coletivas são uma tradição, se o próprio ato de ler nos impulsiona para o isolamento?

Mesmo na solidão da leitura, cada leitor é parte de um só grupo. Seus interesses são tão múltiplos quanto a variedade de livros a seu dispor, mas todos têm em comum o prazer da leitura. Nessa multidão desunida e heterogênea, há pouca ação e muito pessimismo. Muitos dos que espalham a frase feita que diz que "o brasileiro não lê" são leitores. Em seu isolamento, não percebem que isso começou a mudar – e que eles estão deixando de cumprir um papel importante. Popularizar a leitura é uma obrigação do governo e das escolas, mas também deveria ser um esforço pessoal de cada leitor.

Um país com mais leitores é um país mais educado, com livros mais acessíveis e uma produção literária mais rica. Entre um livro e outro, com atitudes simples, qualquer leitor pode dar sua pequena contribuição para que isso se torne realidade.

1) Seja um (bom) leitor

Num mundo repleto de distrações, não faltam incentivos e desculpas para fazer qualquer outra coisa em vez de ler um livro. Sucumbir a algumas delas é inevitável. Podemos perder algumas batalhas, mas não a guerra. De distração em distração, já vi aficionados pela leitura entrarem, sem aviso, no grupo dos 50% de brasileiros que não leram um livro nos últimos três meses. Algumas pessoas estão nesse grupo porque não sabem ler, ou porque não têm acesso a livros. Porém, há os que engrossam as estatísticas por pura preguiça. Não basta ir à livraria, sucumbir às tentações do consumo e deixar os livros acumulando poeira na estante. É preciso dar um bom exemplo. O primeiro passo para formar mais leitores é formar-se leitor.

2) Converse sobre livros

Por que assistimos a tantos filmes, novelas e séries de televisão? Se dependêssemos apenas de nossa vontade e interesse, seriam poucos os espectadores fiéis. Mas recebemos recomendações de amigos, ouvimos comentários de desconhecidos, lemos sobre o assunto nas redes sociais e isso nos anima a voltar ao cinema, a sentar diante da televisão e a assistir a mais um episódio. Os fãs de filmes, novelas e séries não economizam oportunidades para demonstrar sua paixão. Dezenas de amigos me recomendaram Breaking bad antes que eu me tornasse viciado na série (que, aliás, é ótima). Sei que muitos dos meus amigos são leitores, mas poucos me recomendam os livros que acabaram de ler. Por ver a leitura como um hábito solitário, sentem-se mais à vontade para falar sobre outros assuntos – e deixam de compartilhar suas descobertas. Conversar sobre livros não é algo só para intelectuais. Não há nada de errado em ser fã de um autor e se comportar como tal. Se você acha que todos seus amigos deveriam ler o livro que você acabou de ler, diga isso. Talvez todos leiam.

3) Busque aliados

A internet é um inferno de distrações quando queremos nos concentrar e ler um livro, mas um paraíso para encontrar outros leitores. Há redes sociais dedicadas exclusivamente a isso, como a brasileira Skoob e a americana Goodreads. Também não faltam blogs e sites dedicados ao tema. No Facebook, há dezenas de grupos dedicados a amantes dos livros. Entrar num deles é uma forma de reforçar o hábito de ler, trocar recomendações e manter-se atualizado. Quanto maiores os grupos, maior a chance de atrair e manter novos leitores. Longe de ser uma inimiga da leitura, a internet pode ser uma importante aliada.

4) Presenteie

Lembro-me muito pouco das roupas, brinquedos e outras bobagens que eu ganhava de presente na minha infância. Mas não me esqueço do dia em que meu padrinho me levou a uma livraria e me presenteou com um exemplar de 20 mil léguas submarinas – o primeiro livro que eu li por vontade própria, e o primeiro a me tirar da frente da televisão e dos games. Dar livros de presente é uma bela maneira de espalhar e reforçar o hábito da leitura, não importa a idade de quem é presenteado. Preste atenção nos desejos e curiosidades das pessoas ao seu redor, e pense em livros que podem agradá-las. Quem conhece bem seus amigos e parentes saberá escolher um título adequado para animar mesmo quem não está acostumado a ler. O livro certo, na hora certa, pode ser um presente inesquecível.

5) Tenha calma

Antes de recomendar um livro, emprestá-lo ou dá-lo de presente, pense se ele é a escolha mais adequada. Para um leitor em formação, poucas coisas são mais frustrantes do que ler o livro certo na hora errada. Isso vale principalmente para crianças e adolescentes. Quantos estudantes não abandonaram o hábito da leitura após serem golpeados na cabeça, prematuramente, com livros difíceis demais? Alguns clássicos da literatura são acessíveis a qualquer um; outros, mais complexos exigem reflexão e paciência do leitor. Comece pelos mais fáceis. Há tempo suficiente para galgar, degrau a degrau, o caminho que leva a obras literárias complexas. Antes de se tornar um hábito, a leitura precisa ser um prazer.

6) Leia antes de votar

Num país em que 20% dos habitantes entre 15 e 49 anos são analfabetos funcionais, e 75% jamais pisou numa biblioteca, o esforço para popularizar a leitura passa, necessariamente, por políticas públicas. Há quanto tempo o incentivo à leitura não é abordado num debate entre candidatos a um cargo executivo? No Legislativo, há frentes parlamentares dedicadas ao tema, mas sua atuação é discreta. Entre os municípios, a maioria ainda trata a política cultural como uma política de espetáculos. Gastar milhões para reunir multidões em shows financiados pela prefeitura pode render manchetes de jornais, mas tem pouco impacto na formação cultural de cada cidadão. Organizar eventos literários para incentivar a leitura não é uma solução definitiva, mas já é um passo na direção certa. Investir na criação e manutenção de bibliotecas com uma programação cultural constante é ainda menos espetacular, mas pode ser transformador. Antes de escolher um candidato, descubra o que ele pensa a respeito disso.

7) Espalhe boas ideias

Transformar bicicletas em bibliotecas itinerantes. Arrecadar doações de livros no Natal. Distribuir livros gratuitamente em estações do metrô, ou colocá-los à venda e deixar que o comprador escolha o quanto quer pagar. Todas essas propostas são criações recentes de leitores apaixonados. Elas têm potencial para transformar a maneira como os brasileiros se relacionam com os livros, mas precisam se tornar mais conhecidas. Cabe a cada leitor a tarefa de ajudar a divulgar essas iniciativas, contribuir para seu sucesso e, quem sabe, pensar em outras boas ideias para incentivar a leitura. Abrir um livro no meio de uma multidão e se perder em suas páginas é um exercício solitário e prazeroso. Mas seria ainda melhor se fizéssemos isso no meio de uma multidão de leitores.

Fonte: Época