quinta-feira, 28 de março de 2013

Como fazer uma criança gostar de ler?

Siga as dicas de especialistas e faça seu filho de até 12 anos desenvolver o gosto pela leitura

Texto Maria Slemenson e Marion Frank

Foto: Marcella Briotto
Foto: É importante evitar que a leitura se torne algo massante nessa fase, lembre-se: o mais importante é ter prazer em ler!

É importante evitar que a leitura se torne algo massante nessa fase, lembre-se: o mais importante é ter prazer em ler!
A partir de sete, oito anos, sabe-se que a criança mostra independência na escolha dos títulos que deseja ler, reconhecendo os autores e os ilustradores favoritos. "É um momento de grande importância no seu desenvolvimento como leitora e os pais precisam se esforçar em participar ativamente dele", diz Theodora Maria Mendes de Almeida, diretora do colégio Hugo Sarmento, de São Paulo.

Acontece que o tempo passa rápido e, à medida que a criança cresce, sente-se cada vez mais atraída por atividades que nada tem a ver com livros. Cabe perguntar: como fazer um(a) jovem se mostrar interessado(a) pela leitura a ponto de dedicar regularmente tempo para ela? Pais desejosos de estabelecer uma relação de fidelidade entre filhos e livros se atormentam com o problema, de difícil gestão. Ainda mais nos dias atuais, eles que tem os filhos estimulados ininterruptamente pela tecnologia a concentrar a atenção em outras atividades.

Apesar dessa concorrência acirrada, cabe aos pais encontrar uma solução - uma ideia é organizar o dia a dia desses jovens de modo a criar horários para tudo, inclusive ler. Os pais também precisam estar atentos ao fato de servirem de modelo, daí a importância de lerem regularmente no ambiente doméstico. Mais: ao escolherem um livro, eles devem compreender que estão trazendo à tona os valores que pretendem passar para os filhos. "Por isso, é essencial que leiam com atenção o que querem apresentar de modo a terem certeza sobre o conteúdo selecionado", sugere Theodora.

O prazer continua a ser prioritário, evitando que a leitura se transforme em algo mecânico, obrigatório, para os leitores desta faixa etária. "E a história não deve ser usada pelos pais para passar lição de moral, mas sim discutir ideias que julgam importantes com os filhos", destaca Theodora. Dicas sobre a relação entre jovens leitores e livros são destacadas a seguir:



Ainda é tempo de ler com ele
Ler uma história com alguém é uma atividade de troca - de opiniões, impressões e afetos. Por isso, não deixe de ler com seu filho só porque ele já sabe fazer isso sozinho. "Até parece que saber ler é uma espécie de castigo porque ninguém mais dá atenção à criança, nem mãe nem pai... A leitura infantil precisa evoluir, ganhar desenvoltura, e o papel dos pais é fundamental na tarefa", alerta Theodora.

O livro não pode perder para o computador
Nessa idade, inúmeras atividades podem roubar a atenção do seu filho de modo a ele não se interessar mais por livros. A concorrência da tecnologia é intensa, exercendo enorme sedução sobre a curiosidade infantil. Como resolver? "Controle os horários do seu filho, é o único jeito. Porque ele precisa ter tempo para estudar, fazer a lição de casa, jogar na internet, brincar, ler livros... E também não fazer nada".


O ambiente facilita
Criar, em casa, um espaço só para os livros infantis, onde a criança poderá se acomodar com conforto para ler a qualquer momento, é outro modo (eficiente) de estimular a leitura.

É importante ter favoritos
Quanto mais livros, autores e ilustradores seu filho conhecer, tanto mais à vontade ele falará a respeito, comparando diferenças sobre modos de contar a história e de desenhar, permitindo desenvolver suas preferências literárias.

sábado, 23 de março de 2013

O que uma boa leitura nos traz?


Ilustração da Revista Literaria La Noche de las Letras
Ilustração da Revista Literaria La Noche de las Letras

Sobre a leitura rasa da vida e do mundo... A leitura em todas as linguagens.

Decodificar ou compreender?
No livro “O que é leitura”, da Prof. Dr. Maria Helena Martins, especialista em Teoria Literária, temos a ideia de leitura é normalmente restrita ao livro, ao jornal e ao texto propriamente dito. Ler está muito associado às palavras. “As ciganas, contudo, dizem ler a mão humana, e os críticos afirmam ler um filme. O fato é que, quando escapa dos limites do texto escrito, o homem não deixa necessariamente de ler. Lê o mapa astral, o teatro, a vida – forma a sua compreensão de realidade”.

Ler um texto ou uma obra de arte envolve dar sentido ao que se lê, levando em conta a situação desse objeto (texto, obra, filme etc) e também do leitor. Contextualizar. A leitura, independente de um contexto escolar, vai além do texto escrito, trata-se do ato da interpretação e compreensão de expressões, tanto formais quanto simbólicas, estejam no meio de linguagem que estiverem. Não importa. A partir disso a leitura ganha espaço no entendimento do processo de aprendizado de cada coisa no mundo e em nós.

Começamos a ler porque sentimos curiosidade e necessidade de entender o mundo, e para isso não basta seguir com olhos ávidos palavra por palavra ou olhar o mundo a nossa volta consumindo as informações como se os olhos pudessem registrar automaticamente tudo o que veem e como se o cérebro precisasse somente disso para absorver a informação e transformá-la em conhecimento. O processo é muito mais complexo. “Quando começamos a organizar os conhecimentos adquiridos, a partir das situações que a realidade impõe e da nossa atuação nela; quando começamos a estabelecer relações entre as experiências e a tentar resolver os problemas que se nos apresentam – aí então estamos procedendo leituras, as quais nos habilitam basicamente a ler tudo e qualquer coisa”, reflete a autora Maria Helena. Essa é a verdadeira leitura que interage com o mundo e o modifica, a partir da modificação que acontece primeiramente em nós.
Atualmente podemos identificar alguns elementos relacionados à leitura que têm favorecido e desfavorecido esse hábito.

O tempo
Atualmente nosso comportamento diante do tempo nos deixou pensar que podemos estendê-lo e multiplicá-lo conforme nossas necessidades, no entanto, o dia continua tendo apenas vinte e quatro horas. Cada vez mais nos forçamos a triplicar a quantidade de tarefas que precisamos fazer esquecendo-nos do quão importante é a verdadeira dedicação do tempo para cada tarefa. A pressa nos obriga a correr e acreditamos realmente que é possível fazer tudo de forma acelerada. Sentimo-nos obrigados a seguir roteiros impossíveis entre nossa vida pessoal, necessidades, trabalho, estudo, lazer, etc, e aceitamos como fato o contínuo sentimento de culpa por não fazemos tudo o que nos propomos. Nesse ritmo esmagador algumas atividades perdem em qualidade e consistência.

A relevância
O impacto emocional de uma situação garante que ela será armazenada em nossa memória permanentemente, reativando-a mesmo que se passe muito tempo. Esse processo de seleção de memórias e de fixação (quais são relevantes e quais são insignificantes) é realizado pelo cérebro durante o sono. Essa informação sobre a memória funciona para a vida e tudo o que fazemos, incluindo o processo da leitura e do estudo.

O sucesso de uma boa leitura também está relacionado ao grau de importância que damos ao conteúdo que estamos lendo.

Faltam bibliotecas? O livro está caro?
Segundo o site QEdu – um portal gratuito com informações sobre a qualidade da educação no Brasil – na Prova Brasil 2011, aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), foi constatado que dos 225.348 professores que responderam à questão, 101.933 (45%) leem sempre ou quase sempre, 46.748 (21%) o fazem eventualmente e 76.667 (34%), nunca ou quase nunca. E por quê? Faltam bibliotecas? Os livros no Brasil são caros?

Em 2009 o 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais registrou que 79% dos municípios brasileiros possuíam ao menos uma biblioteca aberta, são 4.763 bibliotecas para 4.413 municípios. “Em 13% dos casos, as BPMs ainda estão em fase de implantação ou reabertura e em 8% estão fechadas, extintas ou nunca existiram. Considerando aquelas que estão em funcionamento, são 2,67 bibliotecas por 100 mil habitantes no país”. (Censo)

No entanto, o Brasil precisa construir 128 mil bibliotecas escolares em sete anos para cumprir a lei federal Nº 12.244, de 24 de maio de 2010.
E sobre o preço dos livros?

Segundo o SNEL - Sindicato Nacional dos Editores de Livros, os dados referentes ao mercado editorial brasileiro até 2011 foram os seguintes:

SNEL Gráfico 2010-2011
SNEL Gráfico 2010-2011

A Agência Nacional do Livro em uma pesquisa sobre a produção e vendas do setor livreiro de 2011 constatou que “Mais baratos, os livros voltados à formação e ao aperfeiçoamento profissional foram os que mais cresceram em produção, faturamento e vendas no ano de 2011” e que “O valor do preço médio do livro vendido recua desde 2004, acumulando declínio real médio de 44,7% até 2011”. Já sobre os e-books, incluídos recentemente nas pesquisas sobre o mercado editorial, somam uma quantidade ainda insignificante para influenciar o setor, no entanto os dados gerados pela pesquisa informam que os 5.200 títulos lançados em 2011 correspondem a um faturamento próximo de R$ 870 mil.

Atualmente os amantes dos livros podem contar com inúmeras formas de acesso que até bem pouco tempo atrás não existiam: sebos virtuais, redes sociais especialmente criadas para quem adora ler com dicas de livros, e algumas que funcionam como ponto de troca de livros entre as pessoas. Veja só:

Skoob (rede social)
Goodreads (rede social)


Será mesmo que a internet afasta as pessoas? E nos faz ler menos? :) E então, porque o brasileiro ainda lê pouco?
Segundo pesquisas recentes realizadas pelo QEdu: Aprendizado em Foco - Prova Brasil 2011 - aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), temos 225.348 professores brasileiros: 101.933 (45%) leem sempre ou quase sempre, 46.748 (21%) leem eventualmente e 76.667 (34%), nunca ou quase nunca.

Será que aprendemos a ler, será que os estímulos certos nos foram oferecidos?

A leitura está relacionada a decifrar a linguagem escrita, ao aprendizado, á interpretação do que vemos ao nosso redor – a leitura do mundo – e nos permite o convívio social, o estudo, a produção de conhecimento e a nossa participação no mundo. Lembrando que no Brasil, cerca de 75% da população é analfabeta funcional. Dessas pessoas, 4% chegaram até o ensino superior. Apenas 25% possui habilidades plenas com a escrita e com os números.


Trecho de artigo - site InovarEduca

Trecho de artigo - site InovarEduca

Para ler mais sobre analfabetismo funcional, clique aqui.
Será que a forma como aprendemos a ler não é uma das principais responsáveis pela falta de gosto pela coisa? O método de aprendizado seguiu um caminho rígido e mecânico, regras e padrões que prejudicaram ocultamente a criatividade e a escolha dos estudantes – chamados de “alunos”, que do latim alumnus, alumnié, sem luz – e o processo de leitura seguiu o mesmo caminho: “primeiro decorar o alfabeto; depois, soletrar; por fim, decodificar palavras isoladas, frases, até chegar a textos contínuos. O mesmo método sendo aplicado para a escrita. (...) ler se resume à decoreba de signos lingüísticos, por mais que se doure a pílula com métodos sofisticados e supostamente desalienantes. Prevalece a pedagogia do sacrifício, do aprender por aprender, sem se colocar o porquê, como e para quê, impossibilitando compreender verdadeiramente a função da leitura, o seu papel na vida do indivíduo e da sociedade”. (grifo nosso – O que é Leitura? Maria Helena Martins)

Não basta saber ler para gostar de ler. Se duas pessoas leem um mesmo texto, serão duas formas de leitura diferentes, cada olho vê o que quer, e infere sobre a realidade baseada em suas experiências e conhecimentos prévios. E como ensinar essa ação da análise, da interpretação, do estabelecimento das correlações entre mundo, memória, conhecimento, e no final deixar que essas informações se condensem e se transformem naturalmente em mais conhecimento? Essa é a chave. A educação brasileira não se preocupa em chegar até esse ponto, sustentando um método de chefes e subordinados, o educador que sabe e os seus alumnus. 

Foucault já dizia “o poder de disciplinar é, com efeito, um poder que, em vez de se apropriar e de retirar, tem como função maior adestrar; ou ainda adestrar para retirar e se apropriar ainda mais e melhor”. (do livro “Vigiar e punir: nascimento da prisão”) Os primeiros livros com os quais temos contato, a maioria de nós (pelo menos) são os livros didáticos que integram a rede de aprendizado, muletas para professores, ferramenta obrigatória integrada ao sistema educacional. Lembrando que os livros didáticos correspondem a maior fatia de toda a venda editorial brasileira. Não custa lembrar.

Segundo Maria Helena Martins “o que é considerado matéria de leitura, na escola, está longe de propiciar aprendizado tão vivo e duradouro (seja de que espécie for) como o desencadeamento pelo cotidiano familiar, pelos colegas e amigos, pelas diversões e atribuições diárias, pelas publicações de caráter popular, pelos diversos meios de comunicação de massa, enfim, pelo contexto geral em que os leitores se inserem. Contexto esse permanentemente aberto a inúmeras leituras. Não é de admirar, pois, a preferência pela leitura de coisas bem diferentes daquelas impostas na sala de aula, sem a cobrança inevitável, em geral por meio das execráveis “fichas de leitura”.

“Vais encontrar o mundo, disse-me meu pai, à porta do Ateneu. Coragem para a luta”. – O ateneu, de Raul Pompéia.

Ler – texto, imagem, mãos, sinais – é uma dinâmica e uma experiência pessoal, aliada ao conhecimento de vida, o processo de decodificação da língua é apenas uma etapa necessária para a compreensão da escrita e da fala, não caracterizando a leitura em si. O dar sentido aquilo que se lê pressupõe o desenvolvimento dessa capacidade de estabelecer correlações, de vivência, de observar todos os lados de uma situação, de aplicabilidade das informações, de compreensão dos contextos pessoais e históricos do que está sendo ‘lido’. Novamente o InovarEduca ressalta a importância do educador como intermediador, como o professor de mergulho que avisa onde estão as pedras, mas não nada pelo aluno, apenas segura na mão e o impulsiona para a sua verdadeira e particular experiência. Ele indica as ferramentas, ensina a usar, mas permite uma exploração compartilhada em que ele próprio irá reaprender em coletivo. O educador que ensina o estudante a enxergar e a fazer brilhar sua própria luz, e que nunca, nunca o faz acreditar que ele não a possui, e que depende de um subordinador de seu aprendizado.

“O propósito de aprender é crescimento, e nossa mente, diferente do corpo, cresce enquanto vivemos”. Mortimer Adler

 Fonte: InovarEduca

quinta-feira, 21 de março de 2013

10 maneiras para melhorar a sua mente por meio da leitura

20/03/2013
Os livros são uma ótima ferramenta para desenvolver a sua mente. Veja como a leitura pode melhorar o seu cérebro utilizando os clássicos da literatura



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(Crédito: Shutterstock.com)
Ler é um ato valioso para o nosso desenvolvimento pessoal e profissional
A leitura é uma ótima maneira de desenvolver o seu cérebro. Além de aumentar o seu vocabulário e capacidade de interpretação, também ajuda no armazenamento de informações importantes. Ao ler os clássicos da literatura mundial, você aumenta suas habilidades de escrita e compreensão de textos.
 

Se você deseja melhorar a sua mente por meio da leitura, veja como os clássicos da literatura podem ajudar:
 
1. Aumento de vocabulário
Ao ler os clássicos, você vai encontrar muitas palavras que não fazem parte do seu cotidiano. Aprender novas palavras ajuda a enriquecer o seu vocabulário. Ter um amplo vocabulário é como ter um grande arsenal de palavras. Isso permite que você se expresse de maneira mais eloquente. Desenvolvendo essa habilidade você será capaz de se comunicar com precisão e criar uma percepção de mundo inteligente.
 
2. Melhorar a escrita
Ler os clássicos da literatura é a maneira mais fácil de melhorar a sua escrita. Durante a leitura você acaba absorvendo a gramática e o estilo do autor. Isso contribui para o desenvolvimento da sua escrita melhorando a concordância e gramática.
 
3. Desenvolver a fala
Antes de se tornar um bom orador, você precisa ser um bom escritor. Estudar as obras que foram desenvolvidas por gênios vai ensinar você a se expressar com clareza e estilo. Ao melhorar seu domínio do idioma, você vai se tornar mais persuasivo, e poderá desfrutar de uma vantagem sobre as pessoas menos articuladas.
 
4. Novas ideias
Observar as mesmas ideias que as outras pessoas gera um pensamento genérico e repetitivo. Para ser original você precisa desenvolver novas ideias, e isso você pode retirar dos clássicos da literatura. Ao ler os livros você desenvolve a sua inspiração e tem a oportunidade de melhorar a sua criatividade.
 
5. Perspectiva histórica
Uma pessoa que apenas lê jornais e revistas fica dependente dos preconceitos e modas do seu tempo. Por isso, a leitura de livros antigos é importante para aumentar a sua perspectiva história e desenvolver o senso crítico. Os clássicos são importantes para estimular a sua mente a partir de pensamentos e experiências de outras pessoas.
 
6. Entretenimento educativo
A leitura de grandes livros é um passatempo divertido. Você pode encontrar muitas curiosidades sobre a história e também o vocabulário da época em que a obra foi escrita. Outra opção é procurar as versões mais modernas dos clássicos, isso também ajuda a aumentar o entretenimento durante a leitura.
 
7. Sofisticação
Se você gosta de se destacar nas conversas entre amigos, ter conhecimento dos clássicos da literatura é essencial. Você aprofundará suas ideias e desenvolve o senso crítico. Além disso, quando você tem propriedade para falar sobre certo assunto você pode até ganhar uma discussão.
 
8. Leitura mais eficiente
Ler diversos livros aumenta a sua rapidez na leitura. Por isso, a ideia é procurar livros de diferentes épocas e temas para desenvolver uma leitura mais eficiente.
 
9. Desenvolve o senso crítico
Se você é um escritor ou blogueiro ignorar os clássicos é um erro. Independentemente do tema que você aborda em seus textos, você precisa ser persuasivo e desenvolver seu senso crítico. A melhor maneira de aprender é com os mestres. Portanto, não perca tempo! Passe algum tempo com os clássicos e tire vantagem sobre isso.
 
10. Aumenta o repertório
Ler é um ato valioso para o nosso desenvolvimento pessoal e profissional. A literatura clássica é forma de ter acesso às informações e, com elas, buscar melhorias para o mundo. Repertório cultural é importante para escrever bons textos e ser crítico.