A proposta do blog é reunir trabalhos e ideias que fomentem o incentivo a leitura.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Como ter tempo para ler
06/04/2012
Com a rotina cheia de obrigações, é difícil conseguir terminar um livro em poucos dias. Descubra algumas dicas para ler mais e em menos tempo
Crédito: Shutterstock.com
Uma dica ótima se você quer encontrar tempo para
ler sem ter que, necessariamente, mudar sua rotina
é começar com um livro que você adora
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As tentações que não nos deixam ler fazem com que pensemos que tudo o que nos falta é tempo, quando na realidade a falta é de disciplina. Tentações eletrônicas, por exemplo, estão sempre disponíveis para nos privar de uma atividade mental que requere mais foco e esforço como a leitura. Quando chegamos em casa depois de um dia de trabalho, é difícil encontrar disposição suficiente para desligar a TV e se concentrar em um livro mais desafiador.
Uma dica ótima se você quer encontrar tempo para ler sem ter que, necessariamente, mudar sua rotina é começar com um livro que você adora. Quando lemos algo assim, encontramos o tempo necessário para conseguir ler alguma página a mais. Queremos saber o próximo passo dos personagens e como aquela cena espetacular irá terminar, então não medimos esforços para ler.
Tente perceber em que horários ou em quais oportunidades você consegue ler. Durante o horário de almoço, no caminho de ida e volta para casa, antes de dormir, nos intervalos das aulas, etc. Você irá perceber que tem sim tempo para ler, apenas não aproveita como deveria.
Fonte: Universia Brasil
quinta-feira, 22 de março de 2012
Papel do professor enquanto mediador da leitura
Por Roberta Fraga
Crédito da imagem: The teacher - Mary Ellen Page Sr. (Murnie), 1967 (from the family archives)
A leitura em seus momentos iniciais ou, posteriormente, por razões diversas será mediada. Mediar leitura tem um aspecto amplo. Pode significar o simples papel de ledor, o que acontence com deficientes visuais que não dominam o Braille ou pessoas ainda não alfabetizadas; mas, também, pode significar a interpretação do texto escrito, o canal de acesso à informação e à fantasia, no caso dos textos literários.
- Leia o artigo: Para aqueles que não leem.
Assim, muitas pessoas podem ser referência de mediação: os pais, professores, orientadores, bibliotecários, um amigo, um voluntário…
Quanto ao professor convém:
- Ter aptidão para escolher a obra apropriada, tanto em termos de adequação etária, quanto em relação às preferências do grupo;
- Emprego eficaz de recurso metodológico – para saber dar ritmo, reconhecer momentos de avanços ou de recuos na aprendizagem e na formação do leitor;
- Suscitar a verbalização acerca da compreensão da obra;
- Domínio acerca do conteúdo a ser ministrado;
- Senso de oportunidade – o mediador deve saber avançar e recuar, testar novas abordagens. O modo de construção do leitor é um processo lento e gradativo;
- Seleção de material – conhecer o interesse dos alunos, o universo deles, contextualizar;
- Conhecimento da produção literária para crianças;
- Conhecimento de lançamentos recentes, ser atualizado;
- Atender aos princípios da Filosofia e Educação contemporâneas – “aprender a aprender e aprender a ser”;
- Atendimento às qualidades estéticas da literatura sem preconceito e sem moralismos – literatura é arte;
- Dar preferência a textos inovadores e emancipatórios – estimular o pensamento independente e o senso crítico;
- Cuidar pela qualidade do material – estimular esse respeito;
- Cuidar pela qualidade da linguagem – por mais que a língua evolua, é bom falar e escrever corretamente;
- Cuidar pela variedade de temas;
- Ter um tratamento questionador.
Fique atento, muitas vezes, o professor precisa trabalhar nele mesmo as aptidões de leitor. Certas resistências podem advir de desconhecimento e pouco preparo.
Aprofunde-se mais em
COSTA, Marta Morais da, Metodologia do ensino da literatura infantil, Curitiba: Ibpex, 2007.
Fonte: Livros e Afins
quarta-feira, 21 de março de 2012
Significado Social da Leitura
Salomão Larêdo é escritor e jornalista
Através da leitura temos a chance de alargar nossos horizontes profissionais, culturais e pessoais, pois a leitura deve desempenhar múltiplas funções sociais.
Através da leitura temos a chance de alargar nossos horizontes profissionais, culturais e pessoais, pois a leitura deve desempenhar múltiplas funções sociais.
Podemos dar como exemplo dessas múltiplas funções sociais, a leitura para a fruição, prazer ou deleite, aquisição de conhecimento e informação; leitura para pesquisa/trabalho; leitura para fins religiosos, auto-ajuda e o que acho hoje mais importante é que a leitura é uma condição básica para formar sujeitos capacitados de se inserir na sociedade e exercitar sua cidadania, participando crítica e ativamente da construção da história de seu povo, formulando seus próprios critérios para se questionar como sujeito no seu ato de pensar, sentir e atuar, ultrapassando a fronteira da cultura local a partir da abertura a outras proporções culturais.
Pois, o sujeito que lê, sabe, planeja, direciona e faz a sua evolução/revolução, sua ação, sua construção, sua história de homem livre ( ah, a liberdade, bem maior do ser humano) , emancipado, independente de explorações e opressões.
Quem lê sabe que uma biblioteca pública desempenha papel fundamental no acesso ao livro e na disseminação da leitura nas classes menos favorecidas e por isso vai reivindicar mais bibliotecas públicas nos bairros,clubes, embarcações, nos ônibus e outros locais.
Quem lê não acredita que o brasileiro não é leitor – o leitor existe antes mesmo de sua entrada na escola porque sempre esteve exposto à literatura oral - , que somos um povo analfabeto, que não temos bibliotecas ( isso é verdade, porém, devemos explicar porque não as temos na quantidade necessária, etc.) e outros espaços para o livro e para a leitura ; quem lê sabe, que, quando se fala em crise da leitura, não se trata de um problema com a leitura, mas, sobretudo, de um problema econômico da leitura ( é papel dos governos, ampliar o número de bibliotecas públicas, cuidar de seus acervos, aumentando, etc.).
Quem lê, incomoda. E como diz Roger Chartier ( in a ordem dos livros) ,”... a leitura é, por definição, rebelde e vadia...”
Na condição de leitor, nessa significação social da leitura, passo a ter subsídios para pensar e analisar quem devo eleger para os cargos de governo e representação popular, fiscalizar as ações dos governos, a atuação dos parlamentares, cobrando eficiência no serviço público, exigindo, manifestando, denunciando, reivindicando, indicando caminhos, alternativas, enfim, participando, porque a leitura me deu consciência social, política.
Ler requer certa determinação, vontade, tirar tempo e claro, dá trabalho.
Mas, dá imenso e enorme prazer e aqui, já encerrando, quero inserir a expressão de Clarice Lispector utilizada por Maria Clara Machado em seu livro “Ilhas no tempo”, de “... uma construção cultural deliciosa, uma aprendizagem do prazer...”
E como na vida social, também as coisas se desenvolvem pelo exemplo e curiosidade, penso que podemos encaminhar a leitura por aí, pois entendo que é preferível associar leitura com prazer do que permanecer na área da dominação e do poder, embora a leitura dê poder, quem lê se torna poderoso pelo conhecimento que adquire.
Volto a repetir, quem lê, incomoda.
Continuemos, então, na construção deliciosa que é o aprendizado do prazer ( o texto pode dar prazer, entende Umberto Eco in lector in fabula) , o prazer de ler. Certamente que todos lemos, também, por necessidade e outros motivos.
Tomara que o livro se torne objeto do desejo – a leitura é um gesto afetivo e aciona nossos desejos. E o que está faltando para que se efetive a sedução do livro para sempre entre nós ?
terça-feira, 20 de março de 2012
Texto da "Sala de Leitura" Editora WMF Martins Fontes
Quando lemos um livro, nossa imaginação sempre dá vida à história que está sendo contada: vemos a rua por onde a personagem passeia, ouvimos o som da risada do menino, adivinhamos as cores presentes em cada passagem do texto... Inspiradas por essas imagens, algumas pessoas são levadas a utilizar outras formas de expressão para contar uma história que leram.
É o que faz um cineasta, por exemplo, quando se baseia num livro para fazer um filme. Acontece que cada leitor imagina a história do seu jeito, e por isso é tão comum ouvirmos alguém dizer: “Ah, achei o livro muito melhor do que o filme.” Pensamos em apresentar nesta sala de leitura alguns livros de nosso catálogo que deram origem a obras de cinema. Sugerimos que, depois da leitura, você assista ao filme.
Talvez seja uma surpresa constatar que alguém imaginou a história de maneira tão diferente da sua. Será uma boa oportunidade para compartilhar a infinidade de imagens e emoções que um mesmo livro pode despertar.
Fonte: Sala de Leitura Nº30 - Março de 2012 - Editora WMF Martins Fontes
É o que faz um cineasta, por exemplo, quando se baseia num livro para fazer um filme. Acontece que cada leitor imagina a história do seu jeito, e por isso é tão comum ouvirmos alguém dizer: “Ah, achei o livro muito melhor do que o filme.” Pensamos em apresentar nesta sala de leitura alguns livros de nosso catálogo que deram origem a obras de cinema. Sugerimos que, depois da leitura, você assista ao filme.
Talvez seja uma surpresa constatar que alguém imaginou a história de maneira tão diferente da sua. Será uma boa oportunidade para compartilhar a infinidade de imagens e emoções que um mesmo livro pode despertar.
Fonte: Sala de Leitura Nº30 - Março de 2012 - Editora WMF Martins Fontes
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