sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Devemos ler ou contar uma história?

Mónica Semedo, Educadora de Infância
04/03/2005

"Alimentar o imaginário da criança é desenvolver a função simbólica com textos, imagens, sons." Jean Paul Sartre

Desde crianças que ouvimos os nossos pais, avós, amigos ou familiares contarem-nos histórias de encantar em noites sem fim...contavam-nos histórias que tinham na memória, ou mesmo inventadas no momento, inspirados numa formiga que por ali passava perto.

Talvez por, na nossa infância, não existirem muitos livros infantis, a mensagem era passada de boca em boca e todos tinham o hábito de contar uma história. Sentávamo-nos num colinho quentinho e brincávamos com os dedos do nosso contador de histórias, enquanto sonhávamos e viajávamos com o que estávamos a ouvir...muitas vezes adormecíamos embalados por aquelas tão belas palavras...

Nos dias que correm, os livros infantis abundam nas nossas casas e o contar histórias foi desaparecendo, certo é que os colinhos quentinhos perduram e para lhes fazer companhia existe sempre um livro do agrado da criança dando-lhe segurança, porque sabe que tem ali um amigo que a faz fantasiar e imaginar mil e uma aventuras em que gostaria de entrar.

Mas se não temos o hábito de ler ou de contar histórias, qual o melhor caminho a seguir? Ambas as situações são muito importantes e válidas para estimular a criança para a leitura. Porque vai proporcionar-lhe momentos agradáveis e de grande cumplicidade com o colinho quentinho do seu contador de histórias e com os livros em geral.

Para o adulto que não está habituado a lidar com histórias, ler uma é mais fácil, fá-lo sentir-se muito mais seguro e capaz de fazer passar a mensagem ao pequenino que a ouve, e das próximas vezes que o fizer, vai ser tão natural que aquele receio inicial vai desaparecer e nunca mais se vai lembrar dele. Alguns autores defendem que contar uma história à criança dá mais liberdade a quem o faz, porque pode modificar o enredo da história consoante a reacção de quem a ouve, sem no entanto, a alterar. Mas se a lermos vamos passar à criança um modelo de leitor, como deve manusear um livro, desenvolvendo o prazer de ler e o sentido do valor pelo livro.

Claro que ambas as situações são importantes e não nos podemos deixar assustar pelo papão de não termos jeito para contar histórias...coragem! 

12 dicas que facilitam o hábito da leitura

PublishNews - 29/09/2011
 
Confira as 12 dicas que podem dar uma forcinha para quem deseja inserir os livros em sua rotina

Leitura, além de gosto, é hábito. E pra estimular esse hábito, o Blog Livros e Afins, de Alessandro Martins, dá 12 dicas que podem dar uma forcinha para quem deseja inserir os livros em sua rotina. A primeira delas é: busque o prazer de ler, em seguida, tenha sempre um livro consigo, não esqueça de cuidar dos seus olhos, tenha meios alternativos de leitura, procure aperfeiçoar sua leitura e aprenda, de uma vez por todas, como funciona um agregados de feeds. Pra conferir as dicas detalhadamente.

  1.  Em primeiro lugar, busque o prazer de ler: ainda que seja uma leitura densa, dolorosa e triste, há prazer em compartilhar esses sentimentos todos em comunhão artística com o autor e os outros leitores. Descubra como ter a leitura como objetivo e manter o seu prazer.
  2. Tenha sempre um livro consigo: sempre surge a oportunidade de avançar na leitura de um livro, seja na fila do banco, no ônibus ou em algum outro momento inesperado. Atenção: não vá se tornar uma pessoa anti-social. Às vezes uma boa conversa pode ser melhor para passar o tempo. Para esse item, prefira livros pequenos, fáceis de carregar.
  3. Cuide de seus olhos: a não ser que você já domine o braille, vai preferir manter seus olhos em ótimo funcionamento. Esteja atento e faça exames periodicamente. Se precisar usar óculos, use. Fique bem informado sobre seus olhos.
  4. Tenha meios alternativos de leitura: a tecnologia fornece diversas alternativas para atualizar as leituras. Ler na tela do computador pode ser desconfortável, mas já existem formas de ler bons livros, um pouco de cada vez, recebendo pequenos trechos de cinco minutos por em seu email diariamente. Você sabia que até mesmo em seu celular você pode ler livros?
  5. Aperfeiçoe a sua leitura: de que adianta ler se você mal lembra da história um mês depois? Para ler um livro velho como se fosse novo? Bem, a idéia não é má e reler um bom livro sempre é bom, mas se você quer reter mais de tudo aquilo que lê, escolha uma maneira de fazer isso.
  6. Aprenda de uma vez por todas como funciona um agregador de feeds: vamos assumir que, se você está lendo este artigo, você lê blogs. Se lê blogs e ainda não sabe usar um agregador de feeds está muito atrasado e está perdendo tempo ao ter sempre que acessar os seus sites preferidos para saber se eles já foram atualizados ou não. Possivelmente, está perdendo até mesmo textos interessantes. E, muito provavelmente, de blogs que falam de livros, literatura ou que fazem literatura propriamente dita. Aprenda de uma vez a utilizar um agregador de feeds.
  7. Prefira livrarias com bom atendentes: nem sempre os vendedores de livrarias são as melhores pessoas para indicar livros, mas sempre há aquele profissional que se destaca. É aquele que conhece seus gostos e sabe indicar de forma certeira um livro de que você vai gostar. Ou ao menos lhe avisar quando aquela edição que você tanto espera chegou na loja. Em geral, essas pessoas estão nos sebos. Mas há também livrarias com profissionais assim como, em Curitiba, a do Chain e a, infelizmente fechada, do Eleotério.
  8. Saiba fazer pequenos reparos em livros: nem sempre vale a pena. Livros são feitos hoje como um produto qualquer e muitos não valem um centésimo da árvore de onde saiu sua celulose. Mas o bom leitor tem sempre uma ou outra edição rara ou feita com aquela arte que mais não há. Para esses, saiba fazer pequenos reparos e como secá-los no caso de molhados. Mas para evitar esses problemas…
  9. Saiba como guardar seus livros: a melhor maneira de conservar um livro é não o guardando, mas fazendo com que ele circule de mão em mão. O objetivo de um livro é conservar o conhecimento para que esse conhecimento se propague. Guardá-lo em uma estante para o resto da vida é o mesmo que queimá-lo. Mas se você não for capaz de tal generosidade, aprenda a conservar seus livros.
  10. Tenha ao menos um desafio para cada ano: escolha uma grande obra que ainda não tenha lido e comprometa-se a lê-la.
  11. Leia menos para ler mais: se você lê até o ponto de ficar cansado ou de passar os olhos sobre a página sem que se lembre ou tenha consciência do que acabou de ler, algo está errado. Você precisa aprender a parar de ler antes que isso aconteça para que seu horizonte de leitura se amplie e para que a leitura sempre esteja associada a uma atividade prazerosa. Lembre-se: para ler mais, leia menos, mas com mais qualidade.
  12. Saiba onde conseguir livros grátis: livros não são baratos. Você pode conseguir livros grátis na internet com facilidade. Ler na tela ainda é desconfortável, mas esteja ciente das mudanças tecnológicas. É possível que os eBook Readers se popularizem ou, então, alguma outra forma de leitura. Mudanças vão acontecer, não há dúvida. De outra forma, você estaria lendo ainda em papiros e tendo que aprender o funcionamento do livro, essa tecnologia tão recente.
Fonte: Livros e Afins

Leitores antes mesmo de nascer

22/09/2011

Projeto piloto do Bebelendo incentiva a leitura desde a gestação e a primeira infância e já apresenta resultados

Bebês embalados por livros e histórias que os manterão conectados ao hábito da leitura por toda a vida. Esse estímulo ao contato com as histórias desde a gestação e o nascimento -- assim como a promoção da leitura entre as mães, pais e cuidadores das crianças -- é o objetivo do programa Bebelendo, inspirado também nas ações de formação de leitores das Jornadas Literárias, que já faz experiências práticas.

Desde fevereiro de 2010, o projeto idealizado por Rita de Cássica, à época professora da Universidade de Passo Fundo e hoje consultora da Unesco, é aplicado nos municípios gaúchos de Erechim e Tapejara. Hoje, cerca de 40 pessoas participam do projeto -- gestantes e bebês de famílias de vulnerabilidade social -- que tem apoio financeiro da Unesco e conta com aparatos físicos e funcionários da prefeitura dos municípios. E muitos resultados já estão sendo observados: os bebês que participaram do programa mostram maior atenção às histórias e interesse pelos livros, enquanto as mães leem mais e servem como mediadoras não só com o bebê, mas também com os outros filhos. Agora, a expectativa de Rita é conferir o resultado na fala dos bebês.

As últimas descobertas da neurociência mostram que de 0 a 3 anos acontece um importante desenvolvimento cerebral. E que pode haver mudanças de acordo com os estímulos fornecidos. “Os comportamentos dessa fase servem de base para a vida toda”, explica Rita. Através do contato com a leitura e literatura neste período, acredita-se que a criança também vai ter uma capacidade linguística mais bem desenvolvida: 50% da capacidade é hereditária, e 50% pode ser influenciada pelo meio. “Então, se as mães leem mais elas também influenciam na capacidade linguística do filho.”

O projeto propõe que desde a gestação a mulher participe de encontros semanais nas bibliotecas municipais. Em um primeiro momento, a professora Rita explica às mães a importância de estimular a leitura e a contação de histórias desde a gestação. Então, a partir do sétimo mês, as gestantes passaram a se encontrar semanalmente com duas mediadoras na biblioteca para ouvir uma história contada, aprender cantigas de ninar e parlendas – que devem contar e cantar aos bebês. Aos poucos, são estimuladas a introduzir as histórias e os livros a eles.

Passado um ano e sete meses de trabalho, os resultados são animadores. “Observamos claramente que os bebês desenvolveram comportamentos de leitores. Eles prestam muita atenção quando se contam histórias, muito mais do que os bebês que não participaram do programa”, conta Rita. Outras descobertas: o vínculo afetivo entre a mãe e o bebê ficou mais forte e os pequenos também ficaram mais sensíveis à música e se movimentam no ritmo dela. Por sua vez, as mães também desenvolveram comportamentos de leitoras, retirando em média três livros por mês da biblioteca. “Agora estamos ansiosos para ver os resultados na fala dos bebês, de como as histórias estimularam a sua capacidade linguística”, diz Rita.

O programa piloto do Bebelendo vai durar ao todo três anos, contando com a parceria da Unesco. Resultado do trabalho de mestrado da professora Rita, o projeto é detalhado no livro Programa Bebelendo – uma intervenção precoce de leitura, escrito em parceria com a sua orientadora de Mestrado, a professora Tania Rösing, que também é coordenadora das Jornadas Literárias de Passo Fundo. “A grande meta é que o programa se torne uma política pública em todo o País”, entusiasma-se Rita. 

Fonte: PublishNews

domingo, 18 de setembro de 2011

“Quem não ler e se informar será jogado para fora da sociedade”, diz escritor


Umuarama – O escritor mineiro, Affonso Romano de Sant'Anna, esteve na última terça-feira (13) em Umuarama para participar da 30ª edição da Semana Literária do Sesc. Em um bate papo com a professora universitária Cacilda Zafaneli, Affonso falou sobre a literatura nos dias de hoje, e em como a tecnologia e a contação de histórias pode ajudar na formação de leitores, fazendo um alerta: “quem não ler e se informar na sociedade do século XXI, principalmente nos próximos anos, será ‘descartado’”.

AGENTES LITERÁRIOS

Frente às dificuldades de se formar novos leitores, e como criador do PROLER (Programa de Promoção da Leitura), que contou com mais de 30 mil voluntários e estabeleceu-se em 300 municípios, Romano defende cada vez mais a importância dos contadores de histórias para despertar a nova geração.

A exemplo disso, o escritor citou um projeto que aconteceu no Ceará. A secretaria de educação treinou algumas pessoas e deu uma bicicleta para cada uma, com cerca de 20 livros para passar por diversas regiões da cidade com o objetivo de incentivar a leitura. “De repente, um sujeito está ali, em uma beira de estrada, sozinho e chega um agente que começa a conversar com ele, por fim, apresentando um livro”, explicou.

O escritor afirmou que esse trabalho modificou o panorama do Ceará e hoje todo o país está copiando esta ideia. Existem atualmente 10 mil programas de leitura no Brasil. “Consegue-se encontrar hoje bibliotecas dentro de borracharias, açougues e isso é fantástico”, comentou.

ESSENCIALIDADE DA LEITURA

Segundo Romano, quem não se informar estará liquidado na sociedade do século XXI, principalmente nas próximas décadas. “Eu já estou tirando o meu time de campo, mas quem for viver o século XXI e não ler e se informar, vai ser lixo jogado para fora da sociedade. O único jeito é ler”, afirmou.

E são esses que não se informam que também se enquadram em um terceiro tipo de analfabetismo, além dos que não sabem ler e escrever e do analfabetismo funcional: o tecnológico. Para isso Romano elogia o uso dos blogs e a quantidade de livros que pode ser baixada gratuitamente na internet. Deste modo, a biblioteca ser muito longe ou o livro ser caro não são desculpas para deixar de ler.

Apesar de a sociedade tecnológica levar o indivíduo para se alimentar apenas da linguagem de imagem, esse cruzamento de gerações que está sendo vivido mostra que “compete a nós apresentar soluções”, refletiu.

LEITURA É TRABALHO

Romano afirmou que leitura não é apenas prazer, como professores e pedagogos adoram pregar nas salas de aula. “Prazer é apenas metade da conversa. Leitura é trabalho, é exercício de uma tecnologia: saber ler e interpretar”, disse.

Uma obra que tem além da qualidade estética e artística um leque de informações muito grande, pode atingir também muito mais gente. Para se ler, por exemplo, Dante Alighieri e o seu Inferno, Purgatório e Paraíso – na obra A Divina Comédia – deve-se ter conhecimento de história, geografia, teologia, filosofia. “Mas uma pessoa simples, sem grandes formações, também pode captar no seu cotidiano algo daquilo tudo”, conta.

LEITURA TEM PODER

Quando escreveu o texto “A Mulher Madura”, Romano se deparou com inúmeras mulheres que o procuravam para contar a importância daquelas palavras em suas vidas. Algumas até faziam centenas de cópias para distribuir. E são várias obras literárias que possuem essa mesma força. “Por causa de um texto pessoas mudam de emprego, de casa, de marido e é por isso que é importante ler. Seja pelo motivo que for, até por egoísmo seria bom que as pessoas lessem”, expõe.

FALTA DE OPORTUNIDADES?

Questionado sobre uma afirmação do escritor Ziraldo que disse “como querer que uma criança leia um livro dentro de um barraco em uma favela do Rio de Janeiro a 40º?”, Romano contou uma história de uma biblioteca que foi colocada dentro de um hospital.

A ideia inusitada aparenta também ser inútil. Mas só aparenta.

“Um dos pacientes não queria aceitar a alta porque não havia terminado um livro que lhe interessava muito. O médico descobriu então, que esse paciente era analfabeto e foi questioná-lo, quando então o enfermo disse: levo este livro pro cara do leito 42 e ‘leio na leitura dele’. Resumindo: quem quer ler, lê nas circunstâncias mais difíceis, não há desculpa”, finalizou Romano.

Ontem foi a vez dos escritores Alice Ruiz e Fabrício Carpinejar falarem sobre “Literatura e Sedução”. Hoje, a Semana Literária contará com o lançamento de uma prata da casa, Simoni Maria Martins com o livro de poesias “Procura-se”. O lançamento acontecerá às 20 horas no salão social do Sesc. A Semana Literária segue até amanhã.

“Estamos em uma sociedade permissiva. Sou contra o autoritarismo, mas hoje a educação concede liberdade demais. Professor tem que ser antes de tudo um sedutor e o aluno deve ser levado a descobrir o seu interesse, o seu assunto preferido, seja ele qual for”

SAIBA MAIS SOBRE AFFONSO
Affonso Romano de Sant'Anna é um caso raro de artista e intelectual que une a palavra à ação. Com uma produção diversificada e consistente, pensa o Brasil e a cultura do seu tempo, e se destaca como teórico, como poeta, como cronista, como professor, como administrador cultural e como jornalista.

Com mais de 40 livros publicados, professor em diversas universidades brasileiras - UFMG, PUC/RJ, URFJ, UFF, no exterior lecionou nas universidades da California (UCLA), Koln (Alemanha), Aix-en-Provence (França). Seu talento foi confirmado pelo estímulo recebido de várias fundações internacionais como a Ford Foundation, Guggenheim, Gulbenkian e o DAAD da Alemanha, que lhe concederam bolsas de estudo e pesquisa em diversos países.

Nascido em Belo Horizonte (1937), desde os anos 60 teve participação ativa nos movimentos que transformaram a poesia brasileira, interagindo com os grupos de vanguarda e construindo sua própria linguagem e trajetória.

Data desta época sua participação nos movimentos políticos e sociais que marcaram o país. Embora jovem, seu nome já aparece nas principais publicações culturais do país. Por isto, como poeta e cronista foi considerado pela revista “Imprensa”, em 1990, como um dos dez jornalistas que mais influenciam a opinião do Brasil.

Nos anos 70, dirigindo o Departamento de Letras e Artes, PUC/RJ, estruturou a pós graduação em literatura brasileira do Brasil, considerada uma das melhores do país. Trouxe ao Brasil conferencistas estrangeiros como Michel Foucault e apesar das dificuldades impostas pela ditadura realizou uma série de encontros nacionais de professores, escritores e críticos literários além de promover a “ Expoesia” - evento que reuniu 600 poetas num balanço da poesia brasileira.

Como jornalista trabalhou nos principais jornais e revistas do país: Jornal do Brasil (pesquisa e copydesk), Senhor(colaborador) ,Veja(critico), Isto É(Cronista), colaborador do jornal O Estado de São Paulo. Foi cronista d da Manchete e do Jornal do Brasil . e está no O Globo desde 1988.

Nos duros tempos da última ditadura militar, Affonso Romano de Sant'Anna publicou corajosos poemas nos principais jornais do país, não nos suplementos literários, mas nas páginas de política . Poemas como “ Que país é este?” (traduzido para o espanhol, inglês, francês e alemão), foram transformados em “posters”, aos milhares, e colocados em escritórios, sindicatos, universidades e bares.

Nessa época produziu uma série de poemas para a televisão (Globo) .Esses poemas eram transmitidos no horário nobre, no noticiário noturno e atingiam uma audiência de 60 milhões de pessoas.

Como presidente da Biblioteca Nacional — a oitava biblioteca do mundo, com oito milhões de volumes — realizou entre 1990 e 1996 a modernização tecnológica da instituição, informatizando-a, ampliando seus edifícios e lançando programas de alcance nacional e internacional.

Criou o Sistema Nacional de Bibliotecas, que reúne 3.000 instituições e o PROLER ( Programa de Promoção da Leitura), que contou com mais de 30 mil voluntários e estabeleceu-se em 300 municípios em 1991 lançou o programa “Uma biblioteca em cada município”.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

7 dicas para contar historias

1 Escolha o livro de acordo com a idade. Para as crianças pequenas, a obra deve ter histórias curtas e muitas ilustrações.

2 A leitura não tem restrição de lugar nem de horário. Pode ser no quarto, na sala, até mesmo durante o almoço ou o jantar.
3 Tenha uma caixinha com garrafas plásticas, latas, itens coloridos e barulhentos para simbolizar os personagens. Um lápis, por exemplo, transformase em varinha de condão da fada. A criança, quando ajuda na manipulação desses objetos, interage ainda mais com a narrativa.
4 Dê entonação diferente para cada personagem. Para um monstro, use voz mais grave, enquanto a fada ou donzela pede um tom suave. Gestos também são importantes, tenha liberdade para improvisar.
5 A criança pode ajudar a construir o personagem e até mudar o enredo do conto. Nesse caso, em outro momento, narre a versão original. É importante que ela saiba como é a história verdadeira escrita pelo autor.
6 Mude de história, caso a criança diga que não está gostando. Pergunte a ela o que quer ouvir.
7 Crie um ritual para começar e encerrar a contação usando músicas ou brincadeiras. Aposte nas expressões “Era uma vez...” para iniciar a história e, para finalizar, “Saiu por uma porta, entrou pela outra, quem quiser que conte outra.”