terça-feira, 6 de setembro de 2011

Leitura é fundamental

Luiz Gonzaga Bertelli *
03/09/2011

Nessa semana, a literatura voltou a ocupar um merecido espaço de destaque nas conversas e na mídia. No primeiro dia de setembro começou a XV Bienal do Livro do Rio de Janeiro, possivelmente o único evento do país, em termos de grandiosidade e importância, a concorrer com a mostra paulista que só volta a ser realizada no ano que vem.

O assunto vem bem a calhar, especialmente depois que a Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) divulgou um levantamento de resultados preocupantes: os universitários não leem mais do que 1 a 4 livros por ano.

Ressalte-se que essa é a média nacional, ou seja, há faculdades como a Federal do Maranhão em que 23,24% dos estudantes não tocam em um livro sequer durante o ano. Na outra ponta da estatística, está a Federal do Rio Grande do Sul, da qual 23% dos alunos leem mais de dez obras no período.

O comportamento do estudante que gravita entre os dois extremos – especialmente aqueles que pendem para o mau exemplo maranhense – deve ser recriminado. É verdade que geralmente ocupamos essas linhas para exaltar os benefícios das vivências práticas para a formação do futuro profissional, mas é imperioso ressaltar que elas terão seus efeitos potencializados com o hábito da leitura – até porque as aulas expositivas nunca abarcam a totalidade dos conhecimentos necessários para a futura profissão.

Nos livros estão ideias e conceitos capazes de ampliar a capacidade analítica dos leitores, que ganham lastro para reflexões mais aprofundadas sobre a realidade e as próprias atividades profissionais, habilidade apreciada na atuação e formação de líderes.

Além disso, ultrapassando a esfera das publicações técnicas, os leitores entram em contato com um universo de informações que enriquecem seu repertório de conhecimentos e sua visão crítica, aprimorando uma série de outras competências úteis tanto para a carreira quanto para a vida.

Para cultivar o hábito da leitura, é preciso empenho, disciplina e uma dose generosa de interesse, especialmente por parte dessa nova geração conectada com as informações rápidas – e por que não dizer rasas? – da internet e dos estímulos visuais dos jogos eletrônicos.

Em tempo, convém deixar outra orientação aos estudantes: não se esqueçam dos jornais. Esse, por exemplo, que você tem em mãos nesse momento é um ótimo ponto de partida. Há empresas que avaliam o nível de atualização dos candidatos a estágio ou emprego pela quantidade de periódicos lidos, valorizando quem está mais bem informado. Por fim, lembre-se sempre da máxima: “conhecimento não ocupa espaço”. Torne-se um assíduo frequentador da biblioteca da sua cidade, nos últimos anos não foram poucos os relatos de instituições que foram fechadas pela falta de procura do público.

* Presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE, da Academia Paulista de História – APH e diretor da Fiesp

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Ler histórias é a melhor forma de incentivar as crianças à leitura

09/10/2008
Gabriela Agustini
Em São Paulo

Ler histórias para crianças ainda não alfabetizadas é a melhor forma de incentivá-las à leitura. E, para estimular o hábito, é preciso que ele esteja inserido na rotina. O conselho é da psicóloga Cisele Ortiz , coordenadora do Instituto Avisa Lá, uma ONG que trabalha com a formação de educadores.

"Desde antes de nascer até os 7 anos, quando já pode ler sozinha, é importante que alguém narre as histórias para a criança permitindo que ela entre em contato com o mundo da literatura", diz.

Segundo a psicóloga, é ouvindo histórias que os pequenos têm uma primeira experiência com a linguagem escrita e sua estrutura. "Quando ficar mais velha, essa criança certamente reconhecerá o valor cultural que um texto tem", diz Cisele.

Ela ressalta ainda a diferença entre ler uma história e contá-la. "Quando lemos, usamos uma linguagem diferente da falada, o que introduz elementos que serão formalizados, mais para frente, na escola."

Outra especialista no assunto, a coordenadora do projeto de formação de leitores do Colégio Pentágono, em São Paulo, Liliane Araújo, concorda com a importância de o incentivo começar cedo, antes mesmo de as crianças serem alfabetizadas.

Para Araújo, o espaço de leitura deve ser também um local de encontro, com música e troca de idéias entre as crianças - "bem diferente de uma biblioteca tradicional, em que o silêncio predomina". "O livro deve ser um companheiro, um amigo das crianças pequenas", diz.

Livro ou brinquedo?
Ao visitar a seção infantil das livrarias, o consumidor vai encontrar todo tipo de livro - alguns com tantos recursos, como aqueles que vêm com fantoches e pop-ups, que mais se parecem com brinquedos.

Um atrativo nessa "categoria" é a possibilidade de interação que ela promove. "É um convite à criatividade e ao estímulo dos sentidos", explica Araújo. "A criança pode inventar a história, criar e pegar os personagens", exemplifica Ortiz.

Se os livros oferecerem suporte aos pais para contar uma história e para brincar com a criança, eles são uma boa pedida. "Alguns têm painéis imantados ou trazem fantoches, marionetes, teatro de sombras - recursos ótimos para enriquecer o cenário da história", conta Ortiz.

Esses atrativos também são apontados por Araújo como importantes para chamar a atenção dos pequenos leitores. "Quando a criança ainda não é alfabetizada os elementos visuais são os únicos que ela entende. Aprendendo a ler imagens, ela terá o caminho aberto para querer aprender a ler palavras no futuro", diz.

No entanto, Cisele Ortiz faz um alerta: "não é porque ensina uma criança a virar uma página, que o livro desperta interesse por leitura", complementa. Tudo vai depender do uso do produto. Um livrinho daqueles de plástico com figuras e sem texto, por exemplo, será apenas um brinquedo se os pais não o utilizarem para contar uma história. O mesmo vale para produtos com recursos como sons e pop-ups.

Incentivo em casa
A melhor forma de aproximar uma criança da leitura é oferecer a ela o exemplo em casa. "Pais leitores tendem a influenciar o comportamento futuro de seus filhos", atenta Cisele.

Ela conta que promover situações de leitura no dia a dia é um ótimo incentivo. "Existem crianças que aprendem a ler na Igreja, ao tentar acompanhar o folheto da missa como os demais familiares", diz.

"Nesse sentido, uma boa idéia é, por exemplo, deixar a criança em fase de alfabetização ajudar a ler a receita de um bolo que está sendo preparado pela mãe", explica Cisele. "Compartilhar o cotidiano ajuda ainda a estabelecer vínculos emocionais".

Por que ler é fundamental?

Carla Caruso é escritora, pesquisadora e realiza projetos de capacitação de professores no Estado de São Paulo.

“A leitura da palavra é sempre precedida da leitura do mundo.” Paulo Freire

Afinal por que se afirma que é tão importante ler? Para responder a essa questão, vamos lembrar que o texto – seja de que natureza for – está sempre pronto a ser compreendido, decifrado e interpretado. O processo da leitura exige um esforço que garante uma compreensão ampliada do mundo, de nós mesmos e da nossa relação com o mundo.

Na Roma antiga, o verbo “ler” – do latim legere – além de ler, também podia significar “colher”, “recolher”, “espiar”, “reconhecer traços”, “tomar”, “roubar”. Para os romanos, então, ler era muito mais do que simplesmente reconhecer as palavras e frases dos outdoors de uma avenida, dos índices de desempregos noticiados nos jornais, do discurso político de um candidato à presidência da República, de um poema ou de um conto, de um romance ou de um filme.

Ler é compreender os discursos, mas também é completá-los, descobrindo o que neles não está claramente dito. Talvez “recolher” seja buscar as pistas que o texto tem, “espiar” seja distanciar-se um pouco e não de imediato aquilo que está sendo proposto, “tomar” e “roubar” talvez queira dizer estar prontos a captar, capturar, se apropriar daquilo que está escondido nas entrelinhas de um texto.

Um desfile de palavras vazias?

É assim que a leitura se torna criativa e produtiva, pela descoberta dos sentidos do texto e a atribuição de outros. Do contrário, ela se torna apenas assistir a um desfile de letras, palavras e frases vazias, diante de olhos tão passivos, quanto sonolentos.

O mundo simbólico se amplia diariamente. A maior parte dos fenômenos, seja de natureza política, econômica, social ou cultural, faz parte de um registro contínuo do homem. Também a reinvenção da realidade por meio dos textos literários, que constroem uma nova linguagem, nos dá a dimensão das emoções, sentimentos, críticas e vivências do homem, na sua busca de sentido para a existência. Nos contos, crônicas, romances, poemas, nos mais variados textos criados, há sempre um universo interior e exterior de pessoas que vivem ou viveram num determinado tempo e espaço. Ler os textos escritos e as diversas linguagens inerentes ao ser humano é ampliar o nosso próprio mundo simbólico, é desenvolver nossa capacidade de comunicar e criticar, enfim, é um ato contínuo de recriação e invenção.

Fonte: Portal UOL

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Formação de leitores a domicílio

Gilberto Scofield Jr. e Márcia Abos
20.08.2011


"Não saber ler é como ser cego. Precisamos ser guiados”, diz Maria Alves ao descobrir um mundo novo após ser alfabetizada aos 73 anos. Sua metáfora da cegueira foi confidenciada a Célia Moura Rantzi, uma cabeleireira de 27 anos cuja vida também foi transformada pela leitura e por histórias como a de Maria.

Há quatro meses, Célia trabalha como um dos Agentes de Leitura, programa de formação de leitores do Ministério da Cultura em parceria com governos estaduais e municipais. São Bernardo do Campo, a cidade onde vive, na Grande São Paulo, foi a primeira a colocar o projeto em prática, em maio. São 185 agentes treinados há um ano para atuar como estimuladores de leitura — e divulgadores de livros — em bairros carentes da cidade. Nos próximos meses, o programa começa em mais 14 estados, incluindo o Rio de Janeiro (as inscrições estão abertas para a seleção de agentes) e a expectativa do MinC é ter 15 mil agentes de leitura trabalhando em todo o Brasil até 2014.

O programa segue um modelo implementado em menor escala em 2005 pelo governo do Ceará, seguindo uma ideia do educador Fabiano dos Santos Piuba.

— Martelava na minha cabeça a ideia do agente. Pensava nos da saúde, que vão de casa em casa praticando medicina preventiva. Daí veio a ideia dos agentes de leitura, cujo objetivo principal é formar leitores — afirma Piuba, hoje diretor do Livro, Leitura e Literatura no Ministério da Cultura.
Acervo composto por livros clássicos e de autores da região

O resultado foi tão positivo que o MinC o convidou para aperfeiçoar o programa e torná-lo nacional. O modelo atual, desenvolvido em parceria com a Cátedra Unesco de Leitura da PUC-Rio, selecionou e está formando 3.142 agentes em 15 estados brasileiros.

Podem ser agentes de leitura os jovens que tenham ensino médio completo e idade entre 18 e 29 anos. Eles são selecionados por meio de concurso público, com prova escrita, oral e entrevista. Têm preferência jovens cujas famílias recebam o Bolsa Família. Depois de aprovados, o grupo passa por um processo de formação antes de ir a campo. Recebem uma bolsa de R$ 350 ao mês. Usam um boné e uma camiseta para serem facilmente identificados e são guardiões de um acervo de até 100 livros, metade composto por clássicos da literatura brasileira e universal, metade de obras e autores da região onde atuam.

— O agente é uma biblioteca itinerante. O acervo é escolhido em parceria com o município ou estado. Clássicos como Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade ou Ruth Rocha dividem espaço nas mochilas com autores de cada região. O Rio Grande do Norte, por exemplo, escolheu muita literatura de cordel. Já no Rio de Janeiro, a literatura de temática urbana contemporânea tem destaque — explica Nilza Rezende, responsável pela coordenação do projeto na PUC-Rio.

Cada agente atende a no máximo 25 famílias que vivem perto de sua casa. São todas cadastradas no Bolsa Família e escolhidas em parceria entre as secretarias da Cultura e do Bem Estar Social. Além das visitas semanais às casas, onde realizam rodas de leitura, contam histórias e emprestam livros, os agentes também atuam em bibliotecas, escolas, centros culturais e comunitários, promovendo saraus literários ou contação de histórias.

— No Ceará, observamos que as crianças das famílias atendidas por agentes apresentaram melhora no rendimento escolar. Muitos adultos analfabetos buscaram cursos de alfabetização estimulados pelos agentes — conta Piuba, que negocia com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) uma parceria para poder medir os resultados do projeto no Brasil.

Quem olha o trabalho dos agentes não deixa de se surpreender com a receptividade à iniciativa, a animada algazarra de crianças e adultos diante do contador de histórias. Afinal, não deixa de ser irônico a festa em torno de uma mídia tradicional num momento em que se discute o futuro do próprio livro num mundo cada vez mais digitalizado. Mas esta realidade ainda é um sonho distante nas comunidades carentes do país, onde o velho e bom livro — e o contador de histórias — são os protagonistas de um projeto que pode ser transformador.

Uma das principais pesquisadoras da formação de leitores no Brasil, Marisa Lajolo, da Unicamp, elogia o formato do Agentes de Leitura, mas diz que a existência do programa expõe as deficiências do sistema educacional brasileiro.

— Se tivéssemos bons professores não precisaríamos de agentes da leitura. O melhor exemplo disso é que todas as escolas bem avaliadas não precisam de gente de fora para promover a leitura. Ela mesma se encarrega disto — afirma.

Lembrando a instabilidade no repasse de verbas para outro programa de estímulo à leitura, o Proler, da Fundação Biblioteca Nacional (criado em 1992), ela diz ainda que um desafio da área é garantir a continuidade das ações.

— Para isto é preciso algo mais do que vontade política. Neste momento, há um capital grande interessado nisso: a indústria livreira, ameaçada pelo livro digital — constata.

Em São Bernardo do Campo, por exemplo, a previsão é de que o programa seja renovado por mais um ano e o número de agentes passe de 185 para 400 — mas a falta de bibliotecas em bairros carentes como Baeta Neves e Alvarenga levanta uma interrogação sobre como os leitores formados pelo programa poderão manter o hábito de ler.

Fabiano dos Santos Piuba, criador do programa e diretor do Livro, Leitura e Literatura no Ministério da Cultura, pretende acompanhar o desempenho das crianças atendidas por agentes em avaliações como a Prova Brasil. Também negocia uma parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) para produzir pesquisas sobre o projeto.

Medir os resultados é um desafio. Números positivos podem estimular governos estaduais e federais a investir, em parceria com o governo federal, no programa ou em iniciativas semelhantes. No momento, a maior parte da verba vem do Ministério da Cultura, via Fundo Nacional de Cultura. A contrapartida é de 1/3 por parte de estados e 20% pelos municípios.

Cada agente de leitura custa R$ 7 mil reais por ano, incluindo seleção, material e capacitação. Em um ano, o projeto em 15 estados com 3.142 agentes custará R$ 22,2 milhões.
Para o escritor Francisco Gregório Filho, um dos fundadores do Proler, hoje há por parte do governo e da sociedade civil uma preocupação maior em relação à leitura.

— Há uma determinação política para investir em formação de leitores. Daí a criação de novos programas, como o Agentes de Leitura, capaz de complementar outros como, por exemplo, o Proler, que teve seus percalços, mas voltou a se fortalecer — diz.

sábado, 20 de agosto de 2011

Formar jovens leitores

MÁRCIA LORCA

Uma das buscas constantes do trabalho do professor é manter o gosto pela leitura nos alunos. É fato que, no início do ensino fundamental, essa competência se forma motivada pelas atividades desenvolvidas pelo professor em sala de aula. Entretanto, o problema emerge na passagem para os quatro últimos anos do mesmo ensino fundamental, momento em que o adolescente deixa de gostar de ler, abandonando os livros ao pó das prateleiras.
 
 
Nessa fase, o aluno passa a ter novos focos de interesse e a escola, que antes recebia a maior parte de sua energia curiosa, fica em segundo plano. Em consequência, a leitura, especialmente de obras literárias, diminui consideravelmente. Eis a grande inquietação de professores, pais e demais  educadores: por que a leitura é abandonada? O que motiva o aluno a criar,em alguns casos, aversão a isso?

Várias são as pesquisas em busca de identificar os fatores que incentivam o aluno à leitura. Elas apontam normalmente as influências da família, com a presença de pais leitores; o acesso direto aos livros; o trabalho pedagógico da escola e do professor; entre tantas outras. O que pouco se discute são as causas desse distanciamento entre o adolescente e o livro literário.

Como ponto de partida para tal discussão, seria ingênuo desconsiderar a fase de desenvolvimento por que passam os adolescentes. O momento é de busca da autocompreensão, da independência e da escolha de suas ideologias e filosofias vitais, isso sem contar as interferências tecnológicas muito mais atraentes. A energia passa a se concentrar em novos focos, especialmente no conhecimento do outro e da descoberta das emoções no envolvimento com o outro. E aqui ler não é, nem faz parte do gasto dessa energia.

Para acalorar a discussão, trago para a cena desse embate o trabalho docente com a leitura literária. Com raras exceções, o professor é quem mutila qualquer desejo de ler ao escolher as leituras obrigatórias que serão trabalhadas em sala de aula. A escolha não parte de um diagnóstico a respeito do gosto literário do aluno, mas é direcionada pela preocupação essencialmente pedagógica e, nos casos do ensino médio, fundamentada pelo vestibular. Buscar livros que eduquem moralmente nossos alunos ou pautar-se nas famosas listas de vestibular não é estímulo para a formação de leitores.

O que um educador deixa de lado é o fato de que, pela passagem ao longo dos anos escolares iniciais, o aluno forma gostos muito individuais sobre o que quer ler, sobre os temas que lhe são pertinentes determinados pela idade, crença ou sexo. Pesquisar esses gostos e investir neles pode ser um caminho na busca de, não apenas formar, mas ir além da construção de leitores críticos e vorazes por livros.

Dar as costas para os livros recém-lançados também não pode ser postura de formadores de leitores. É preciso lembrar que as obras não nasceram velhas, houve época em que se configuravam também como novas produções e que, muitas vezes, foram tomadas como expressões não artísticas, fora dos cânones estabelecidos pela crítica.

Ampliar nossas visões sobre livros e literatura é condição imprescindível para transformar mal  “ledores” em leitores. Quem sabe a aversão à leitura literária não seja reflexo da faltade criatividade nas formas de avaliar, responsáveis por destituir o livro como fonte de vivências e experiências que ampliam o horizonte de quem lê?

Márcia Lorca é mestre pela Unesp de Assis, pesquisadora da área de Literatura Infantil e Juvenil e professora de Literatura do ensino médio em Araçatuba