sexta-feira, 25 de março de 2011

Incentivo à leitura foi fundamental na Colômbia


* MARA BERGAMASCHI é jornalista e escritora
Matéria publicada em  25/12/2010

Nave-mãe da BibloRed, sistema municipal formado por quatro grandes bibliotecas, seis médias e dez menores, de bairros —, a imponente Virgílio Barco, que tanto sucesso faz em Bogotá, tem uma área total que não chega à metade do tamanho da natimorta Cidade da Música do Rio. Comparando-se os espaços construídos, o empreendimento carioca, além de mais sofisticado e caro, é quatro vezes maior. Mas a grande — e óbvia — diferença, além das áreas artísticas (música e literatura), é que a Virgílio Barco, plantada no maior parque de lazer da cidade, o Simon Bolivar, está aberta todos os dias, quase sempre até as 20h, para vários públicos e demandas: o livro é a principal estrela, mas não o único atrativo cultural.

— Não temos nada semelhante no Brasil — resume Beth Serra, secretária-geral da Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil (FNLIJ). — Ainda vamos ter de caminhar muito para ter boas bibliotecas públicas e escolares.

Novas bibliotecas do Rio inspiram-se nas colombianas

Na avaliação dos que conhecem a área, o livro e a leitura não estão no centro de nossas políticas de educação e cultura. Não adianta erguer bibliotecas — inexistentes em muitos municípios brasileiros — sem planejamento, pessoal treinado e projeto de ocupação consistente. O problema não se resolve com a construção de equipamentos culturais, por mais belos e monumentais que sejam. A Cidade da Música, que deve funcionar um dia, é só o mais recente exemplo disso. Há muitos outros: inaugurada em 2008, a biblioteca de Brasília, assinada por Niemeyer, ainda é um prédio semifantasma na Esplanada, sem livros para o público e com o atendimento suspenso para crianças.

Escritores colombianos relatam que as conquistas em seu país foram lentas e árduas — e dependeram da reformulação de políticas públicas. Afirmam também que ainda há muito a ser feito.

— Houve uma mudança na educação, um incentivo significativo à leitura, e isso foi fruto do trabalho de professores, bibliotecários, escritores — avalia o escritor e ilustrador Ivar Da Coll.

— O discurso de promoção da leitura ganhou a agenda política nacional pelo esforço da sociedade — reforça Yolanda Reyes, que também escreve para os pequenos.

Ela confere ao Brasil papel importante na renovação da literatura oferecida às crianças de seu país.

— Eu vi nascer nos anos 80 a Associação de Livros Infantis que lançou entre nós, trazidas por Silvia Castrillón, obras maravilhosas de autores brasileiros. Não sei como seria meu trabalho sem Lygia Bojunga — confessa.

Com IDH próximo do Brasil — apesar de ter metade de seus 44 milhões de habitantes abaixo da linha da pobreza —, a Colômbia ostenta hoje índices de leitura superiores ao nosso e taxas de analfabetismo inferiores. Além da BibloRed, há outras redes públicas, como a capitaneada pela histórica biblioteca Luis Ángel Arango, que alcançam várias cidades. Nos últimos anos, das 360 escolas municipais da capital, 120 ganharam novas salas de leitura ou tiveram seus espaços reformados. “Vamos querer tudo igualzinho”, era o que repetiam as professoras brasileiras. A experiência do país vizinho já está inspirando a instalação de bibliotecas-parques no Brasil. No Rio de Janeiro, são três projetos: a de Manguinhos, em funcionamento, a da Rocinha e a do Morro do Alemão. Um bom começo para a gente não morrer tanto de inveja dos hermanos.

Fonte: O Globo

Entre árvores e livros

No Sítio Boa Liga, em Pedro do Rio, Monteiro Lobato, Cecília Meireles e Ruth Rocha são velhos conhecidos das crianças. Três vezes por semana, a garotada encontra esses e outros escritores, antes de ir para escola, e brinca com suas prosas, enquanto se diverte tomando banho no rio, pegando frutas do pé e encenando histórias.

A brincadeira com jeito de coisa séria faz parte do projetos “Paiol de histórias”, da Fundação Lygia Bojunga, que completa cinco anos em 2011. A instituição surgiu quando a escritora ganhou o prêmio sueco Astrid Lindgren Memorial Award, considerado o Nobel da literatura infanto-juvenil. A partir daí, Lygia decidiu dar o troco a tudo que o livro proporcionou.

A escritora Lygia Bojunga conhecia Pedro do Rio, e já tinha lá o Sítio da Boa Liga. Adaptou então um paiol e construiu aqui e ali alguns espaços, tudo bem simples, para trazer as crianças da região. A ideia era nutrir uma relação mais próxima entre os pequenos e os livros, estimulando a leitura.

— Era importante para mim casar tudo com a natureza, por isso o sítio. Eles fazem caminhadas, tem a praça da poesia e a praça da música. Quase todas as atividades buscam casar literatura e natureza — conta a autora.

Para coordenar o projeto, Lygia chamou a professora Francisca Valle, que pesquisava literatura infanto-juvenil. É ela que orienta as escolhas literárias de cada criança. Se uma mais novinha insiste em uma obra mais densa, como a de Clarice Lispector para jovens, a professora sugere outra mais adequada. Francisca também já conhece os gostos de cada um. Cecília Meireles, por exemplo, foi tema de um trabalho durante o ano passado e fez sucesso com as meninas. A própria Lygia Bojunga, que escreveu o clássico “A bolsa amarela”, é uma das preferidas. Mas Francisca admite que esse gosto pela leitura nem sempre pega fácil.

— As crianças que participam do projeto são de áreas muito humildes. Muitas vezes, nem os pais nem parentes e nem vizinhos têm o hábito da leitura. É algo fora da realidade deles. Então vemos que, no começo, eles estão lendo, chegam a uma palavra mais complexa e desistem. Não tem a compreensão completa, daí a importância de estarmos mediando a leitura nesse projeto.

Fonte: O Globo

quarta-feira, 23 de março de 2011

Campanha [Leia Mais] Words Create Worlds (Palavras criam mundos)

Outra campanha muito legal de incentivo à leitura. Criados pela agência Kaspen para a Livraria Anagram, o título dos anúncios diz: “palavras criam mundos”. Na tradução para o português o trodadilho do título em inglês se perde, mas o conceito é suficientemente forte para comunicar-se sozinho em qualquer lugar.

Fonte: BlogEbooksGrátis

Campanha [Leia Mais] Grandes Histórias Vivem para Sempre

Como diria Ziraldo, leia para seu filho, cerque seu filho de livros. Daqui a muitos anos ele vai se lembrar disso.

Cliente: Sabugosa Livros Infantis
Agência: Fields, Brazil
Diretores de criação: André Sartorelli, Fernando Lopes
Diretor de Arte: Lucas Zaiden
Redator: Paulo Lima
Ilustrador: Grupo Magneto

Fonte: BlogEbooksGrátis

Campanha [Leia Mais] Por um mundo com mais livros e leitores

Se você tem um livro pegando poeira em casa, que tal vender, trocar, doar, emprestar ou libertar? Ajude a construir um mundo com mais leitores e mais livros.

Ficha Técnica:
Diretor de Criação: Marcelo Benini e Patricia Rosset
Diretor de Arte: Magdy Blass Selmy
Redator: Elaine Cipriano Maniçoba
Produtor: Joélia Aguiar
Ilustrador: Nelson Cordeiro
Agência: Comunicata