quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A leitura como aventura e paixão

Matéria publicada em 8 de novembro de 2010

Moacyr Scliar

O professor nunca deve proibir um livro. Mesmo que a obra seja ruim ou inadequada, a missão do educador é fazer o aluno entender os motivos disso.

O romance de Ray Brad-bury, Fahrenheit 451, publicado em 1953, fala-nos de um futuro em que opiniões pessoais e o pensamento crítico são considerados coisas perigosas e no qual todos os livros são proibidos e queimados: o número 451 do título refere-se à temperatura (em graus Fahrenheit) na qual o papel pega fogo. Trata-se, obviamente de ficção, mas houve momentos em que essa ficção expressou a realidade. A censura acompanhou como um sombrio espectro boa parte da história da humanidade. O próprio termo “censor”, que é latino, data do século quinto antes de Cristo, quando o Império Romano delegou a funcionários a tarefa de moldar o caráter das pessoas. Mas não só em Roma acontecia isso; na Grécia clássica, em 399 a.C., o filósofo Sócrates foi condenado à morte por difundir entre jovens ideias consideradas perigosas. Desde então, não foram poucos os regimes totalitários que prenderam ou mataram aqueles que ousavam contestá-los.

A partir da invenção da imprensa, por Johannes Gutenberg, no século XV, o livro impresso passou a ser um alvo preferencial nesse processo. Já em 1559, a Igreja estabelecia o Index Librorum Prohibitorum, a lista de livros que os fiéis não podiam ler, e que teve mais de 20 edições, antes de ser definitivamente suprimida em 1966. As autoridades civis exerciam poder semelhante; em 1563, o rei Carlos IX, da França, baixou decreto estabelecendo que nenhuma obra podia ser impressa sem permissão do rei. Nos séculos que se seguiram, e sob várias formas e pretextos, livros foram proibidos e até queimados, como aconteceu na Alemanha nazista. Os motivos, ou pretextos, eram de várias ordens: morais, políticos, militares. Nos Estados Unidos, em vários lugares e por várias instituições, foram censurados livros como Chapeuzinho Vermelho (numa das versões a menina oferece vinho para a sua avó), Alice no País das Maravilhas (os animais falam com linguagem humana), a coleção Harry Potter (supostamente promove bruxaria). Numa época, direções de escolas no Rio Grande do Sul proibiram os livros de Erico Verissimo, porque achavam ser imorais.

No Brasil, tivemos um período de censura severa, quando do regime autoritário (1964-1985). As razões apresentadas não raro beiravam o ridículo; numa exposição de “material subversivo” apreendido em Porto Alegre, havia um livro com a seguinte legenda: “Obra esquerdista em chinês”. Era uma Bíblia em hebraico. Mais recentemente, e nas escolas, surgiram problemas com livros que narravam cenas de sexo e de violência, às vezes selecionados por técnicos da área educacional. Por outro lado, sabemos que a disseminação da pornografia e da violência é cada vez mais frequente. E isso sem falar na questão do politicamente correto, que procura evitar palavras ou expressões potencialmente ofensivas a grupos étnicos ou religiosos, ou a opções sexuais. Pergunta: o que devem fazer os pais e educadores diante dessa situação?

Creio que uma expressão consagrada pela saúde pública aqui se aplica perfeitamente: é melhor prevenir do que remediar. E isso por uma simples razão: é tão grande o volume de informações atualmente disseminadas, não só por livros, mas também pela internet, por vídeos, pela própria tevê, que é impossível evitar o acesso de crianças e jovens a esse material. O melhor é prepará-los para que possam identificar os potenciais riscos que estão ocorrendo. Mas há um aspecto adicional. Esses riscos não são como os do fumo ou das drogas, substâncias sempre nocivas, e que, em qualquer dose, envenenam o organismo. O material veiculado pelos meios de comunicação pode se transformar numa fonte de aprendizado. É como vacinar uma pessoa: ela é inoculada com germes inativos e seu organismo preparará anticorpos que vão defender essa pessoa de doenças. Isso exige um estreitamento dos laços entre pais e professores, de um lado, e os jovens de outro. No caso da tevê, por exemplo, é muito bom que o pai ou a mãe sente ao lado da criança e converse com ela sobre o que aparece na tela. Também é muito bom que os pais leiam para os filhos quando esses ainda são pequenos. Isso, além de introduzir a criança ao mundo dos livros, representará um vínculo emocional que persistirá por toda a vida. O menino e a menina associarão o livro à imagem protetora do pai ou da mãe.

Em relação à escola, vale o mesmo raciocínio. Quando um jovem me pergunta que livros deve ler, respondo: “Em primeiro lugar, aqueles que os professores indicam; eles conhecem o assunto, eles têm condições de fazer boas recomendações”. Mas nunca digo que o jovem não deve ler tal ou qual obra, tal ou qual autor. Meu aprendizado como leitor passou por livros que depois considerei tolos ou ruins. Mas isso foi útil para que eu pudesse aprender a formar o meu juízo crítico. Na leitura, a gente avança pelo método de tentativa e erro, de aproximações sucessivas.

Em resumo, proibir ou censurar, não. Recomendar, debater, ensinar, sim. Vivemos num mundo cheio de imperfeições e perigos, e o que podemos fazer com nossos filhos e alunos é ensiná-los a navegar por esse mar turbulento, em navios cujas velas são as páginas da grande literatura. Ler é aventura, ler é paixão.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Aprender a ler e escrever altera a forma de funcionamento do cérebro

Matéria publicada em 11/01/2011

Lígia Formenti e Alexandre Gonçalves - O Estado de S.Paulo

Pesquisa mapeou, por meio de ressonância magnética, atividade cerebral de analfabetos e de alfabetizados na infância e na idade adulta e descobriu que área dedicada ao reconhecimento facial se torna ''especialista'' no reconhecimento de palavras

As mudanças provocadas pelo aprendizado da leitura não se limitam à melhora na qualidade de vida. Estudo conduzido pelo Centro Internacional de Neurociências da Rede Sarah, com a colaboração de cientistas de Portugal, França e Bélgica, demonstra que aprender a ler e escrever altera a forma de funcionamento do cérebro.

"Há uma mudança nas redes neuronais da visão e da linguagem", afirma Lúcia Braga, presidente da Rede Sarah e coordenadora do trabalho. Os resultados indicam que o cérebro faz um rearranjo de suas funções ao iniciar o aprendizado da leitura.

Antonio Milena/AE-3/1/2009

Adaptação. De acordo com neurocientistas, hábito da leitura cria novas conexões cerebrais

Uma área inicialmente dedicada ao reconhecimento facial se torna "especialista" no reconhecimento de palavras. Isso, no entanto, não significa que alfabetizados percam a capacidade de identificar rostos. Muito embora, nos testes, os analfabetos apresentaram um desempenho superior aos alfabetizados no reconhecimento de faces.

"Outras pesquisas precisam ser realizadas. Mas a nossa suspeita é de que, em pessoas alfabetizadas, o reconhecimento de rostos em parte seja transferido para outra região cerebral", disse Lúcia Braga.

Estímulos. A pesquisa analisou exames de ressonância magnética feitos em 63 voluntários. O grupo, formado por brasileiros e portugueses, teve a atividade cerebral mapeada enquanto era submetido a estímulos, como ouvir frases, ver palavras, rostos e outras imagens. Dos voluntários, 10 eram analfabetos, 22 haviam sido alfabetizados na idade adulta e outros 31 aprenderam a ler e escrever ainda na infância.

Os exames mostraram que o grupo de pessoas alfabetizadas apresentou uma atividade mais acentuada nas áreas do córtex associadas à visão.

Além disso, pesquisadores notaram que houve também um aumento das respostas do cérebro relacionadas à identificação de fonemas. "Isso de certa forma explica por que analfabetos não conseguem fazer a supressão do som de uma palavra: como anana de banana", contou Lúcia.

As mudanças nas redes neurais foram identificadas nas pessoas escolarizadas desde a infância e naquelas que aprenderam a ler na fase adulta.

"Os ganhos foram evidenciados nos dois grupos", explicou a coordenadora da pesquisa.

Essa "adaptação" do cérebro é explicada por Lúcia. "A escrita é algo relativamente novo na história da humanidade para ter influenciado uma mudança genética", disse. A saída encontrada pelo cérebro foi reciclar áreas anteriormente reservadas a outras funções para atender às novas demandas. "Quanto mais estudamos, mais conexões cerebrais nós temos", completa.

Para Lúcia, os resultados do trabalho reforçam a importância da leitura, uma espécie de "musculação", para o cérebro. "Vemos isso diariamente no trabalho de reabilitação feito no Sarah. Os resultados do trabalho são muito mais rápidos em pessoas que têm cérebro exercitado do que as que não têm."

A Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação é especializada em tratamento e pesquisa sobre paralisia cerebral, espinha bífida, traumatismo craniano, acidente vascular cerebral, doenças neuromusculares e problemas ortopédicos.

Ao todo, nove unidades integram a rede - um hospital e um Centro Internacional de Neurociências e Reabilitação, em Brasília, e unidades hospitalares em mais sete capitais.

Ensinar a ler e a gostar de ler

Matéria publicada em 09/01/2010


Marcelo Aouila
Produtor Cultural

O projeto Lê pra mim? começou há 18 anos, quando a filha da atriz e produtora Sônia de Paula pegou um livro e entregou para a mãe dizendo, “Mãe, lê pra mim?”. Imediatamente Sônia pegou o livro e leu aquela história para a filha. Ao fim da leitura, a menina contou que a professora tinha dado o livro para que ela pedisse à mãe para ler.

Neste gesto estava contida uma gama de atitudes e informações que incentivaram a pequena Maria Eduarda a ler, coisa que faz diariamente até hoje, e a Sônia a ler para a filha. Ao pedir para a mãe contar a história, a menina estava a colocando sentada ao seu lado, em um momento mãe e filha. Sônia começou a puxar pela imaginação da menina perguntando qual era o vestido da mocinha, a casa, o sapato do amiguinho, a cor do carro, e outras perguntas que faziam a pequena Maria Eduarda imaginar um universo em torno daquele livro.

Sônia começou a desenvolver projetos voltados para o público infantil onde pudesse contar histórias da Carochinha. Produziu sete peças de teatro cujo maior sucesso – O casamento de Dona Baratinha está em cartaz pelo Brasil há 14 anos. Porém, a lembrança da filha pedindo para a mãe ler para ela, ficou marcada.

Nesta época de grande velocidade do dia a dia, muitos pais perderam este contato lúdico e carinhoso com as crianças. Poucos ainda contam histórias para seus filhos dormirem, ou contam histórias para que se aprenda alguma lição. Antes não existia televisão, hoje vivemos com ela. Antes não existia celular, hoje somos dependentes. Antes não existia internet. Como vivíamos?

Os pais perderam este contato lúdico com os filhos, poucos contam histórias para eles dormirem

Escrevo contos desde o ano 2000 e faço parte do Clube da Letra, um grupo de literatura. Sônia me contou esta história em 2008 e então começamos a bolar um projeto que pudesse dar vida a este pedido: “lê pra mim?”. Pronto, já tínhamos o titulo. Chegamos aos Correios, que se interessaram em colaborar com o projeto. Sônia convidou atores e atrizes, que ficaram honrados em participar, e nós contactamos os autores, que ficaram felizes por ajudar a incentivar as crianças a lerem através de seus livros.

Aquele simples gesto da professora foi importantíssimo para chegarmos até aqui. O papel da escola neste incentivo à leitura proporciona também que as crianças possam adquirir novos conhecimentos, imaginar, visualizar e conhecer outras culturas, outras formas de perceber e enxergar o mundo em que vivem. É através do incentivo das crianças à leitura que vamos ter jovens ávidos por buscar histórias de vampiros, bruxos e cavaleiros; heróis da juventude, superhomens, salvadores da pátria, mestre dos magos; mocinhas apaixonadas, príncipes encantados e cavaleiros andantes. E quanto mais a criança ler, mais o jovem vai ler e o adulto certamente será um leitor compulsivo. Um leitor que vai tirar suas próprias conclusões sobre cada tema estudado, lido, e não vai se impregnar por histórias truncadas contadas por alguém que ouviu e não sabe onde. Incentivando uma criança a ler, estamos defendendo os seus direitos de acesso ao conhecimento da humanidade.

Que a criança busque no livro um companheiro e se torne um cidadão de respeito

O sétimo princípio da Declaração dos Direitos da Criança, adotada pela ONU em 1959 e ratificada pelo Brasil, diz que “A criança terá direito a receber educação, que será gratuita e compulsória pelo menos no grau primário.” Partindo deste princípio, o projeto Lê pra mim tem entrada franca para qualquer criança, de qualquer classe social, entrar em contato com a literatura, com artistas de televisão e com outras crianças.

O principio diz ainda que “Ser-lheaacute; propiciada uma educação capaz de promover a sua cultura geral e capacitá-la a, em condições de iguais oportunidades, desenvolver as suas aptidões, sua capacidade de emitir juízo e seu senso de responsabilidade moral e social, e a tornar-se um membro útil da sociedade.” Ora, é tudo o que queremos. Que a criança, incentivada a ler, busque no livro um companheiro, uma resposta, faça a sua analise sobre aquela história, tire suas próprias conclusões, evite ser manipulado e se torne um cidadão de respeito.

Homem-livro divulga a leitura no Centro da cidade

Matéria publicada em 06/01/2011

O objetivo é incentivar a leitura da população e aumentar o interesse por livros

Homem-Livro se veste de papel e distribui livros pelas ruas (Foto: Portal Infonet)

Incentivar a leitura num país que lê pouco é tarefa difícil, mas prazerosa para o Evando dos Santos, conhecido com o Homem-Livro. Há cerca de 8 anos ele se veste de papel e distribui livros nas ruas do Rio de Janeiro e desde o ano passado, em Aracaju também.

Na manhã desta quinta-feira (6) o Homem-Livro divulgou e distribuiu cartilhas sobre poesia sergipana e direitos dos trabalhadores pelo Calçadão da João Pessoa, no centro da cidade.

A intenção principal, além de difundir a leitura, é apresentar para as cidades os seus escritores muitas vezes pouco conhecidos pela população. “Se perguntar aqui quem conhece alguma obra de Tobias Barreto, ninguém sabe”, indagou e após a fala, ele questionou a população que realmente não conhecia.

Além de promover campanhas pelas ruas, ele criou a biblioteca “Tobias Barreto de Menezes”, onde a população pode pegar quantos livros quiserem e fazer a devolução também quando quiserem. “Objetivo é fazer os livros circularem, se as pessoas não devolverem, não tem problema... o importante é que leiam, indiquem e repassem”, ressaltou o homem-livro. A biblioteca fica no Rio de Janeiro, mas a intenção de Evando é reunir pessoas interessadas em construir uma biblioteca também em Sergipe.

Fonte: Infonet

Projeto “Lê pra mim?”


O texto abaixo foi retirado do blog http://lepramim2010.blogspot.com

APRESENTAÇÃO

“Lê pra mim?” é um projeto cultural onde oito atores formadores de opinião irão encabeçar a leitura de livros de histórias infantis para as crianças, durante 4 finais de semana, com entrada franca, em Janeiro de 2010, no Centro Cultural Correios.

Sônia de Paula, atriz e produtora de teatro, é a idealizadora deste projeto. Trabalhando há 13 anos com teatro infantil, sempre baseados nas histórias da Carochinha, Sônia se volta para o mercado da literatura infantil, unindo a arte da representação, os atores, aos autores de livros que escrevem para o universo da criança brasileira.

Por ter atriz de telenovelas, Sônia tem grande penetração junto aos seus colegas de profissão e já contactou os atores que vão encabeçar as leituras são: Bete Mendes, Milton Gonçalves, Dhu Moraes, Flavia Alessandra, Otaviano Costa, Emiliano Queiroz, David Lucas e Du Mosckovis. E todos se mostraram felizes em fazer parte deste projeto.

Além dos atores conhecidos da mídia e formadores de opinião, outros atores em formação e não tão conhecidos ainda pelo grande publico farão parte de cada leitura.
A literatura brasileira é recheada de grandes nomes ligados ao mercado cultural infantil. Escolhemos alguns deles que representam o que há de melhor nesta literatura voltada para a formação das crianças brasileiras. Será lido a cada dia um livro de um autor consagrado da literatura infantil. São eles: Monteiro Lobato, Ana Maria Machado, Ruth Rocha, Maria Mazzetti, Ziraldo, Roger Mello, Pedro Bandeira e Eliardo França.

Será ocupado qualquer salão do primeiro ou segundo pavimentos, aos sábados e domingos, sempre às 17h e com duração de 1 hora.

As crianças ficarão acomodadas em almofadas grandes em formato de livros gigantes.

Ao fim de cada apresentação, as crianças serão incentivadas a escrever um aerograma para um amiguinho contando a historia do livro que acabaram de ouvir, sugerindo que o amigo também leia. Os aerogramas serão enviados pelos Correios.

O objetivo maior é incentivar a leitura, a escrita e a comunicação entre as crianças, com os contadores de historias sendo pessoas formadoras de opinião, atores de televisão, que vão mostrar às crianças que a literatura é importante nas suas formações, e não só a televisão e a internet.

JUSTIFICATIVA

Pegar atores consagrados da mídia, que possuem um respeito junto ao publico e, principalmente, junto às crianças, é a forma que foi encontrada para mostrar a estas crianças que as pessoas que eles vêm na televisão ídolos também têm o hábito de ler ou costumam ler para seus filhos e netos.

A Literatura Brasileira Infantil é um rico mercado cultural e é a base de toda uma geração futura de leitores, consumidores de cultura e profissionais respeitados no mercado. Cultura de mais nunca faz mal. E são nos livros que se busca a informação precisa para a formação dos seres humanos e futuros comandantes e agentes culturais do país em que vivemos.

Os atores escolhidos representarão a família de cada criança. Temos pais, mães, avôs e avós. Escolheu-se os atores que trabalharam em programas cujas crianças têm simpatia, como o Sitio do Picapau Amarelo, Chocolate com Pimenta, Alma Gêmea, Zorra Total, entre outros.

São atores que possuem uma grande visibilidade nacional e justamente por isso poderão ligar seus nomes a esta causa tão nobre que é manter cada vez mais viva a literatura infantil, mostrar aos jovens de hoje que seus futuros dependem do conhecimento, dos estudos, da cultura adquirida na faze inicial de suas vidas. São profissionais que agregam valores a literatura infantil.

E justamente por conta da internet e da televisão, as crianças de hoje em dia se afastaram dos livros. Está se trazendo a televisão para perto dos livros, mostrando que os artistas que vemos na televisão são também leitores e cidadãos cultos por conta deste belíssimo habito de ler.

Os autores escolhidos representam o que há de melhor em nosso vasto mercado editorial da literatura infantil. Escolheu-se quatro homens e quatro mulheres escritores para representar toda uma classe de autores, sem privilégios e sem distinção entre credos, raças e regiões de nascimento dentro de nosso país.

É um projeto de suma importância para valorizar a literatura junto as crianças, manter viva a imaginação das crianças através da leitura e mostrar a essas crianças que elas podem buscar no mercado editorial, sendo autores, contadores de historia, ou até mesmo atores, um futuro seguro para suas vidas profissionais.

OBJETIVOS

• 8 apresentações, aos sábados e domingos, às 17h, no
Centro Cultural dos Correios, em janeiro de 2010;
• Primeira Leitura dia 09 de janeiro
• Entrada grátis;
• No máximo 50 crianças por apresentação;
• Utilizar um salão do Centro Cultural dos Correios para 50 crianças sentadas em almofadas em formato de livros;
• Valorizar e dar visibilidade à literatura infantil brasileira;
• Incentivar a leitura para as crianças brasileiras;
• Incentivar a comunicação entre as pessoas através do uso dos Correios, como alternativa segura para os tempos de informática e internet;
• Tornar este projeto permanente no Centro Cultural dos Correios com edições anuais

PÚBLICO ALVO - formado por crianças a partir dos 4 anos de idade, de todas as classes sociais, moradoras de qualquer região da cidade do Rio de Janeiro, alunos de escolas publicas e privadas da cidade do Rio de Janeiro. Diretamente serão beneficiadas 400 crianças. E indiretamente todas as pessoas que se informarem sobre estas leituras na mídia ficarão interessadas em dar um livro de presente para alguma criança mais próxima.

AS LEITURAS

As datas de cada ator ainda estão sendo fechadas.

As datas, os livros e os leitores são:
09- Ziraldo - "Menina Nina“ – Bete Mendes
10- Ana Maria Machado - "Brincadeira de Sombra“ – Otaviano Costa
10- Pedro Bandeira - "O Melhor Presente“ – Flávia Alessandra
16- Eliardo Franco - "O Rei de quase tudo“ – Du Moscovis
17- Monteiro Lobato – “A Pílula Mágica” – David Lucas
23- Ruth Rocha - "Marcelo, Marmelo, Martelo“ – Dhu Moraes
24 - Lilian Gramacho - "O Filho do Meio" - Milton Gonçalves
30- Maria Mazzetti - "Ouve Só“ – Sônia de Paula
31- Roger Mello - "Todo Cuidado é Pouco” – Emiliano Queiróz

CURRICULOS

SÔNIA DE PAULA – IDEALIZADORA: Produziu as peças: Casamento de Dona Baratinha (1996-2008), A Cigarra e a Formiga (1998), Libel e seu Palhacinho (1999), O Patinho Feio (2001), Uma professora muito maluquinha (2002-2006), O Jardim das Fantasias (2005-2007) e Rapunzel (2008); as peças adultas As Moças do Segundo Andar (1997), Um Piauiense no Rio de Janeiro (1998), Os Aposentados (2003-2004). Foi coach na novela Alma Gêmea e especial de fim de ano da Xuxa em 2005 com Dir. Ignácio Coqueiro. Atriz da Tv Globo em Beleza Pura, Sitio do Picapau Amarelo, A Indomada, Explode Coração, Lua Cheia de amor, Mulheres de areia, Estúpido Cupido, Sem lenço, sem documento, Os Trapalhões; em teatro, atuou em As moças do segundo andar, Capital Federal, Abelardo e Eloisa, Último Carro, A mulher de todos nós, A longa noite de cristal, Viva o cordão encantado, O Santo Homem, O beijo da louca, Mais vale um asno que me carregue do que um cavalo que me derrube, entre outras.

MARCELO AOUILA – REALIZAÇÃO e CENOGRAFIA – Produziu as peças de teatro adulto: “Avós, mulheres e couves portuguesas”, “A Moratória”, ”Os Aposentados”, “Em Busca do Homem Perdido”, entre outras. Produziu as peças infantis com a atriz Sônia de Paula: “O casamento de Dona Baratinha”, “O Patinho Feio”, “Uma professora muito maluquinha”. Cenógrafo peças adultas: “Ai! Fugir, casar ou morrer”, “Belíssima!”, “Um bonde chamado Desejo”, “Aberrações, ”Os Aposentados”, “Em Busca do Homem Perdido”, “Avos mulheres e couves portuguesas”, “Rapunzel” e “Por que não” e os shows de Isabella Taviani no Canecão e Danni Carlos no Vivo Rio e Tom Brasil.

Os Atores

FLAVIA ALESSANDRA - Seu primeiro papel de destaque foi como a Dorothy na novela A Indomada, em seguida veio sua primeira antagonista Lívia Maciel na novela Meu Bem Querer, Atuou como Lívia da novela Porto dos Milagres e O Beijo do Vampiro. Voltou ao posto antagonista como Cristina em Alma Gêmea, co-protagonizou Pé na Jaca e Duas Caras. Atualmente é a protagonista da novela Caras e Boca, de Walcyr Carrasco.

MILTON GONÇALVES – seu ultimo trabalho na TV Globo foi no programa Força Tarefa. Atuou nas novelas América , Cobras & Lagartos, Sinhá Moça, A Favorita , entre outras. No cinema, seus últimos trabalhos foram em Xuxa em Sonho de Menina , Segurança Nacional e Fica Comigo Esta Noite.

BETE MENDES – atualmente na novela Caras e Bocas. seus últimos trabalhos em televisão são Sítio do Picapau Amarelo, Páginas da vida, América, Seus olhos, A casa das sete mulheres, Aquarela do Brasil, Terra Nostra, entre tantos outros.

EMILIANO QUEIROS - Trabalhou em inúmeras telenovelas e filmes. No cinema, atuou em Independência ou morte, O grande mentecapto, Tiradentes, O Xangô de Baker Street, Madame Satã, Casa de areia, entre outros. Na televisão participou de Senhora do destino, As filhas da mãe, Cambalacho, O Bem-Amado, Pai herói, entre outras.

DHU MORAES - Foi integrante do grupo vocal As Frenéticas. Também fez parte do grupo Mucamas do Painho e Radio Stars, ambos derivados de suas participações em programas do Chico Anysio, Chico Anysio Show. Nos anos 70, além de ter participado da montagem de Hair, fez parte de um grupo inspirado nas The Supremes, de nome "Sublimes". De 2001 até 2006 fez a personagem Tia Nastácia no Sítio do Picapau Amarelo da Rede Globo.

DU MOSCOVIS - Como dublador, atuou no filme Tarzan (1999) - Tarzan adulto. Em TV, trabalhou nas novelas Alma Gêmea, Senhora do Destino, Kubanacan, entre outras. Ganhou os prêmios Prêmio Contigo! - Melhor par romântico por Por Amor e o Troféu Internet (SBT) - Melhor ator por O Cravo e a Rosa - Julião Petruchio.

OTAVIANO COSTA – atualmente na novela Caras e Bocas. Ator e apresentador de televisão, passou pelas emissoras Band, SBT, Record e atualmente na TV Globo. Apresentou o programa da MTV, TV Teen, Domingo Espetacular, Jogos de Família, entre outros. Em dramaturgia atuou nas novelas Amor e Intrigas, Éramos Seis, Casa da Angélica, Escolinha do Golias, entre outros trabalhos em televisão.

DAVID LUCAS - O início de David Lucas foi no teatro, por influencia da irmã, que também é atriz. Com 7 anos fez sua primeira peça. Três peças depois, pediu para a mãe o inscrever em uma agência de TV. Apenas 20 dias depois, surgiu o teste para "O Pequeno Alquimista", seu primeiro trabalho dele na televisão. Depois, fez uma participação no "Zorra Total". Ainda em 2005, David Lucas participou da novela "Alma Gêmea" e, em 2007, atuou no seriado "Minha Nada Mole Vida", Fazendo o personagem Hélio. Em 2007, David Lucas também participou da novela "Beleza Pura", a convite do diretor Rogério Gomes, interpretando um personagem que sofre de uma doença respiratória crônica. Em 2008, atuou na peça infantil "Pedro no Mundo da Imaginação" Em 2009 participou da novela "Caras & Bocas", atuando no papel de Espeto.

A EMPRESA PRODUTORA

IGART - Direção de produção das peças: “O Casamento de Dona Baratinha” – viagem ao nordeste do Brasil em 2006 e no Shopping da Gávea, teatro Clara Nunes em 2007 – patrocínio Eletrobrás e Grupo Positivo, Teatro Miguel Falabella e Teatro dos Grandes Atores (2008), Teatro Municipal de Resende – novembro de 2008, Circuito Cultural Sesc CBTIJ com apresentações em 4 escolas da rede publica da cidade do Rio de Janeiro. “Uma professora muito maluquinha” – viagem ao interior de São Paulo – Americana, Ribeirão Preto, Sertãozinho, Franca e Orlândia – 2007 – patrocínio Grupo Positivo.