quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Para amar os livros

Saiba como incentivar seu filho a ler, um hábito fundamental para quem deseja escrever bem, enriquecer o vocabulário, desenvolver a criatividade e muito mais!

"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história."

A frase acima, da autoria de Bill Gates - o fundador da Microsoft, que revolucionou o computador pessoal e um dos homens mais ricos do mundo - expressa perfeitamente a importância dos livros e da leitura na vida de todos. Quem lê desde cedo só tem a ganhar: aprende a escrever melhor, turbina a imaginação, enriquece o vocabulário, desenvolve o raciocínio, o senso crítico e muito mais. "O hábito da leitura ajuda a manter o rendimento escolar em um nível alto, além de despertar no estudante uma nova postura sobre tudo aquilo que o mundo apresenta", revela Lucilei spitaletti, professora do Ensino Fundamental do Colégio Santa Maria, em São Paulo (SP).

Ler é, sobretudo, uma grande fonte de prazer em todas as fases da vida. Pode parecer exagero, mas tomar contato com os livros desde bebezinho faz toda diferença para o futuro adulto, tanto sob o ponto de vista mental quanto emocional. Pegar o filho no colo, abrir as páginas cheias de desenhos coloridos, ler em voz alta, mudar a entonação, rir... São momentos mágicos que levam o pequeno a aprender a amar a leiturae, de quebra, fortalecem os laços de afeto entre pais e filhos.

O educador francês Daniel Pennac, na obra "Como um romance" (Editora Rocco), afirma que, quando o pai senta ao lado do filho para ler um conto de fadas, estabelece-se uma tríade - livro, leitor e ouvinte/leitor - e esse tipo de experiência fortalece as relações familiares, afinal, todos vão se divertir juntos. "Trata-se de um momento de enorme aconchego e troca', acrescenta a escritora Heloisa Prieto, autora, ente outros, do livro "Lá vem história" (Companhia das Letras).

Vinte minutos por dia

Nos Estados Unidos, por exemplo, há uma campanha de incentivo à leitura, da Fundação Nacional de Leitura Infantil (National Children's Reading Foundation), cujo slogan pode tranquilamente ser adotado por aqui: "Leia como uma criança. São os 20 minutos mais importantes de seu dia". Não é preciso ler por muito tempo, mas é fundamental inserir a leitura na rotina da criança e da família. O educador Celso Antunes, autor de vários livros, como "A Linguagem do Afeto" (Papirus Editora), reforça o valor dessa atitude: "O gosto pela leitura e a paixão pelos livros é um comportamento adquirido no lar e na escola. Entretanto, a ação dos pais, desde que continua e persistente, tem um poder imenso na conquista e na preservação desse comportamento'. E essa constatação foi comprovada por meio da pesquisa. No estudo Retratos da Leitura no Brasil, realizado em 2007 pelo Instituto Pró-Livro, os entrevistados afirmaram que foram incentivados a ler, em primeiro lugar, pela mãe (49%), seguido pela professora (33%) e o pai (30%). Os leitores disseram, ainda, que se habituaram a ver os pais lendo em casa e lembram que a infância e a adolescência foram os peródos em que mais tinham contato com os livros.

Aventuras desde o berço

Como se deve ler para os pequenos? A princípio, eles veem o livro como um brinquedo a ser explorado, amassado, mordido e até mesmo rasgado. Por isso, comece oferecendo obras mais duráveis e de fácil manuseio, como os livros cartonados, de tecido ou plástico, com muitas figuras de animais e imagens coloridas. Assim, eles iniciam os primeiros contatos com ilustrações e palavras escritas.

Era uma vez...

Para crianças em fase de pré-alfabetização, o ideal é ler em voz alta histórias de livros cheios de ilustrações e pouco texto. Mas, à medida que elas vão crescendo e se interessando, apresente os contos mais elaborados. Vale criar um ritual para a leitura, reservando um momento do dia e um espaço especial na cas. Ao ler, abuse da emoção e dê entonação de voz diferente para cada personagem. Isso deixa o conto mais atraente e emocionante.

O prazer de saber ler

O incentivo deve continuar mesmo quando a criança já está alfabetizada. "Aproveite essa nova habilidade e peça para seu filho ler um parágrafo e depois você lê o próximo", sugere a professora Lucilei. Vale a pena também bater papos sobre leitura, perguntar o que ele gostaria de ler, visitar livrarias e bibliotecas. "É importante, no entanto, que essa rotina não seja obsessiva e que o diálogo não gire em torno apenas de leituras, mas o tema sempre deve aparecer nas conversas, mostrando à criança como você se interessa por ela e pelo assunto", esclarece o educador Celso.

Qual livro ler?

"Ninguém escolhe um título melhor do que a própria criança. Ao adulto cabe um papel crítico de aceitação ou não", diz Celso. "Os pais devem sugerir a opção de busca e ajuda a criança nessa seleção". A escritora Heloisa Prieto completa: "Existem leitores mirins que se interessam por aventuras, outros por fantasia, há quem prefira poemas, histórias sobre a vidas dos animais e até contos de assombração. Ao longo da vida, o gosto pode mudar ou permanecer". Uma opção é levar o filho às livrarias e às bibliotecas e deixá-lo folhear diversar obras, até decidir quais gostaria de ler. "Coloque uma estante no quarto da criança e ajude-a preenchê-las com o que escolheu. A medida que ela cresce, é bom reservar um valor da mesada para a compra de livros, conclui.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Leitura: Criatividade atrai alunos para atividades fora da sala de aula

De Araçatuba, Neila Storti

O Centro Educacional Sesi 349 de Araçatuba está desenvolvendo atividades diferenciadas de leitura para os alunos do 5° ano. O trabalho é feito em parceria com a biblioteca da escola. O objetivo é aproximar, cada vez mais, os estudantes do hábito da leitura. Jornais, revistas, poesias, livros de aventura e mistérios são alguns dos atrativos.
Para tornar a atividade ainda mais prazerosa, foi criada a Quarta da Almofada. Os estudantes trazem almofadas e travesseiros de casa e têm a liberdade de ficar na biblioteca desfrutando de conhecimento e de momentos de descanso.

Segundo a professora Sueli Regina Massaroto, a aproximação com a leitura vai trazer mais cultura e conhecimento aos estudantes. “Ninguém vai conseguir tirar esse nosso aprendizado. Isso é para a vida toda", afirma.

LIBERDADE

Além disso, a professora salienta que os alunos não veem a atividade como uma obrigatoriedade escolar e, sim, como um momento de prazer e de muita curiosidade.

Além da Quarta da Almofada, também foram criadas a Quarta Recreio (quando as crianças leem uma publicação especializada) e a Quarta Informativa, esta última com a leitura do jornal Folha da Região. Neste dia, os estudantes buscam identificar a linguagem jornalística entre outras características que interessam ao conteúdo curricular, além de ficarem informados sobre os fatos atuais.

De acordo com a bibliotecária Luciane Druzian, os alunos estão adquirindo conhecimento e tomando gosto pela visita semanal. “É importante que eles leiam o jornal e os livros, pois isso melhora o desempenho tanto na vida escolar como na pessoal", afirma.

Por conta do sucesso, o Sesi 349 vai estender o projeto para todas as outras séries da escola. "Os alunos estão interessados e querem participar”, afirma Luciane.

Matéria publicada em 12/10/2010

"Ler é uma coisa que enriquece"

Afirmação é da escritora Ruth Rocha, que diz: “Ninguém consegue viver sem saber ler hoje em dia"

De Araçatuba, Jean Oliveira jean.oliveira@folhadaregiao.com.br


A escritora Ruth Rocha, uma das mais premiadas e consagradas autoras de livros infantis da Língua Portuguesa, diz que ninguém consegue viver hoje sem saber ler. Em entrevista à Folha da Região, ela aproveita o Dia Nacional da Leitura, que é comemorado hoje, para chamar a atenção das pessoas para a importância de se enriquecer culturalmente por meio da palavra escrita.

Segundo a autora, não é só a escola que deve desenvolver este hábito e este prazer nas novas gerações. Ela também dá ênfase à importância dos pais serem modelo de leitores em casa.

O Dia Nacional da Leitura foi instituído em 2009 pela Presidência da República, após três anos de uma mobilização liderada pelo Instituto Ecofuturo (leia mais sobre o instituto abaixo).

A campanha deste ano pretende atingir milhares de pessoas a partir de uma rede inicial de mais de 40 parceiros, entre eles a ANJ (Associação Nacional de Jornais), do qual a Folha da Região faz parte, e seu Programa Jornal e Educação. O mote da campanha de 2010 é "Todo dia é dia de ler. Lê para mim!"

O objetivo da campanha é mostrar que o gosto pela leitura nasce no colo dos pais e se estende por toda a vida. Essa constatação vem de diversas pesquisas, como a Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, que aponta que 79% do público considerado leitor se refere à mãe ou ao pai como a pessoa que mais
o influenciou a ler.

AUTORA

Ruth Rocha é graduada em Sociologia e Política pela USP (Universidade de São Paulo) e pós-graduada em Orientação Educacional pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).

Durante 15 anos (de 1956 a 1972) foi orientadora educacional do Colégio Rio Branco, onde pôde conviver com os conflitos e as difíceis vivências infantis e com as mudanças do seu tempo. A liberação da mulher, as questões afetivas e de autoestima foram sedimentando-se em sua formação.

Começou a escrever em 1967, para a revista Claudia, artigos sobre Educação. Participou da criação da revista Recreio, da Editora Abril, onde teve suas primeiras histórias publicadas a partir de 1969.

Publicou seu primeiro livro, "Palavras Muitas Palavras", em 1976, e desde então já teve mais de 130 títulos publicados, entre livros de ficção, didáticos, paradidáticos e um dicionário. As histórias de Ruth Rocha estão espalhadas pelo mundo, traduzidas em mais de 25 idiomas. Seu livro mais conhecido é "Marcelo, Marmelo, Martelo", que já vendeu mais de 1 milhão de cópias.

PRÊMIOS

Em 1998, foi condecorada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso com a "Comenda da Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura".

Ganhou os mais importantes prêmios brasileiros destinados à literatura infantil da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, da Câmara Brasileira do Livro, cinco Prêmios "Jabuti", da Associação Paulista de Críticos de Arte e da Academia Brasileira de Letras, Prêmio João de Barro, da Prefeitura de Belo Horizonte, entre outros.

Em 2002, ganhou o prêmio "Moinho Santista de Literatura Infantil", da Fundação Bunge. Também nesse ano foi escolhida como membro do PEN Club da Associação Mundial de Escritores no Rio de Janeiro. Atualmente é membro do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta. Leia trechos da entrevista:

Qual a importância da leitura para a formação do cidadão?

O que se deve dar bastante ênfase em matéria de leitura é que nós estamos em uma sociedade predominantemente letrada. Tudo tem letra. A placa do ônibus, as ruas, as máquinas com que se trabalha. Tudo tem uma palavrinha ou um número. Tudo é escrito com letra. A pessoa que não lê, fica excluída de cara. Então, este é o primeiro degrau. Mas, isso não basta porque as instruções sobre máquinas, dos automóveis, dos computadores e da televisão vêm tudo escrito com trechos longos e com muitas palavras. Assim, a pessoa deve ter mais um degrau de leitura, que é ser capaz de ler este tipo de coisas mais complexas.

Ler é conseguir interpretar, também, não é?

Sim, e este é o terceiro degrau. A pessoa, para estudar, precisa ter mais uma capacidade agregada à leitura. Porque, para entender o que se está estudando, e aprender e desenvolver este conhecimento nos exames, nos concursos e nas vezes que a pessoa é solicitada, deve-se ter mais um degrau, que é a capacidade de interpretação. E além de tudo isso, se a pessoa quer ser feliz, ter muito prazer na sua vida e viajar na sua imaginação, ele precisa ser porque a leitura é uma coisa que enriquece.

Como os pais podem incentivar os filhos a ler?

Em primeiro lugar, dar o exemplo é a melhor forma. Os pais que leem já são um caminho para os filhos. É importante, também, ter livros, comprar diversas obras e deixá-las à disposição em casa. Eles têm que valorizar os livros, o ensino, o professor e a escola. Tudo isso é muito importante.

A senhora acredita que as escolas têm cumprido bem esta função de incentivar a leitura?

Acho que nem todas. Acho até que poucas. Mas uma coisa importantíssima é a escola incentivar (a leitura), porém, as famílias não podem esquecer que elas têm uma responsabilidade também. Porque as pessoas acham que isso é coisa da escola. Mas, não é. Os pais têm que demonstrar apego e admiração aos livros. Têm que ajudar a criança a ler desde pequena, contar história. Outra coisa importantíssima para ler é falar. Você tem que conversar com a criança. Deixar que ela fale, dê palpite e argumente. Porque se a criança não tem o exercício da palavra, é difícil para ela entender o que lê.

Como escolher um livro certo para a criança?

Olha, o livro certo não existe. O que há é uma obra, de vez em quando, bem acertada para uma pessoa. Então, na verdade, a coisa é ler bastante, frequentar bibliotecas e livrarias. Olhar os livros, tentar olhar a cara que ele tem. É importante, também, prestar bastante atenção na idade da criança. O pai pode ler um pedacinho e dizer: "fulano não vai entender isso que eu estou lendo". Mas isso é o mínimo que um pai pode
fazer, não é?!

A senhora, quando escreve um livro para crianças, se preocupa com a mensagem que vai passar, ou a leitura pode ser também apenas por diversão?

Ah, o livro é tudo, né! Mensagem não é o que a gente passa. Ela vem no que o livro tem de bom. No que o livro tem de artístico, de bem estruturado, de raciocínio inteligente, do uso correto da língua. É isso que faz o livro redondo. E é isso que dá o desenvolvimento para a criança. Isso desenvolve o vocabulário, a ética, a estética e a capacidade de ler, para ler mais e melhor. Então, é por meio da leitura que se desenvolve a própria leitura.

De onde a senhora tira a inspiração para seus livros?

Eu tiro da vida e, principalmente, de livros. Não há escritor que não seja um grande leitor. O escritor que não lê não é escritor.


Biblioteca Virtual é uma das novidades do Instituto Ecofuturo

A novidade desta edição da campanha do Instituto Ecofuturo, que tem apoio da Folha da Região, é a Biblioteca Virtual Ecofuturo, que é um espaço com diversos conteúdos que orientam a promoção de leitura, incluindo uma publicação inédita, com texto de autores renomados das diversas áreas do conhecimento, sobre a importância da literatura.

O Instituto criou este espaço pensando em quem não sabe como realizar ações de promoção de leitura - em casa, na escola, em bibliotecas e em parques, entre outros lugares - ou não tem ideia do que ler para crianças e jovens. A biblioteca está hospedada no site http://www.dianacionaldaleitura.com.br/. A diretora de Educação e Cultura do Instituto Ecofuturo, Christine Fontelles, destaca que ler é um hábito social. Enfatiza, inclusive, que as pessoas não nascem leitoras; mas sim se tornamos leitores por convívio e por contato. Por isso, diz ela, a oferta da leitura literária pelos pais, de forma amorosa, é fundamental para que a prática se torne agradável e contribua para o letramento das crianças, preparando-as para momentos futuros em que a leitura, em seus múltiplos suportes e funções, vai demandar esforço e nem sempre será um prazer".

INSTITUTO

O Instituto Ecofuturo é uma organização social de interesse público criada e mantida pela Suzano desde 1999. Para o Ecofuturo, a palavra é a ponte para a sustentabilidade, por isso, investe no Programa Ler é Preciso, por meio do qual promove a leitura e a escrita entre crianças, jovens e adultos. Também realiza projetos que promovem o desenvolvimento de práticas de gestão sustentável em reservas naturais e cidades, como o Parque das Neblinas e o Programa Investimento Reciclável.

Matéria publicada em 12/10/2010

sábado, 9 de outubro de 2010

A Voz da Leitura: a importância dos pais na formação de jovens leitores*

30/09/2010
Lucila Pastorello**

Vivemos em uma sociedade letrada, em que o domínio da leitura e da escrita não é uma habilidade apenas desejável, mas fundamental para o gozo da cidadania plena. Poderíamos continuar nossa conversa argumentando sobre a importância de saber ler e escrever, comentando a triste realidade nacional no que diz respeito aos índices de alfabetismo funcional, apontando os tropeços das políticas públicas na educação. Mas tais fatos são expostos contínua e exaustivamente nas mídias; não há nada de novo, apesar das condições alarmantes em que nos encontramos atualmente. Prefiro tratar de algumas ideias que, embora não sejam novas, parecem estar adormecidas em nossas discussões sobre leitura, e me parecem fundamentais para que possamos modificar nossa realidade e formar leitores críticos e competentes.

A primeira lembrança: o acesso à leitura começa antes do ingresso da criança na escolarização formal. A escola é atualmente a instituição responsável pela alfabetização e pela apropriação das práticas de lecto-escritura pelas crianças. Mas isso não significa que esta instituição seja a única responsável. As letras estão em toda parte. Começamos a aprender sobre a leitura bem antes de entrarmos na escola e continuamos este aprendizado por toda vida. Mas tomemos cuidado: aprender a ler não é o mesmo que alfabetizar-se.

A alfabetização é uma técnica que permite o deciframento do código escrito. Em nossa escrita alfabética existem relações muito específicas entre os sons da língua e a forma que estruturamos as letras graficamente. A leitura pressupõe naturalmente a alfabetização, mas vai muito, mas muito mais além. Trata-se de uma prática discursiva, o que quer dizer que ler é construir um sentido e não adivinhar o que está escrito. Mais recentemente utiliza-se o termo letramento para dar conta da dimensão discursiva, social e funcional da leitura.

Um bom leitor não é aquele que “entende” o que está escrito, mas é capaz de interpretar a escrita, percebendo as possibilidades de significação do escrito e conduzindo a construção do sentido a partir da articulação do texto às condições em que ele é produzido. Quem escreve, em que condições sócio-históricas, para quem, com quais objetivos, em que gênero discursivo são aspectos importantes para que a leitura possa ser experimentada em toda sua complexidade: não apenas transmitir informações, mas cumprir sua função cultural, social, expressiva e transformadora.

Portanto, aprender a ler é apropriar-se de uma prática cultural. Ler não é um dom natural. Precisamos que outra(s) pessoas(s) nos iniciem na leitura. Na escola? Aos seis ou sete anos? Absolutamente não! Mesmo habilidades naturais, as quais são mais associadas ao desenvolvimento biológico, como andar, por exemplo, requerem tempo e prática para que se constituam. Costumo dizer que para começar a aprender a ler basta estar vivo!

Levar a criança ao mundo das letras é mais que um ato de educação: é um ato de carinho e cuidado. É na família –com irmãos, avós, primos, tios- mas principalmente com os pais, que a criança desenvolve suas primeiras conquistas; é neste ninho que a criança, afetada pela relação com pai e mãe, vai iniciar seu longo caminho de crescimento. Introduzir a criança na leitura (lembremos, não significa alfabetizá-los precocemente) é um dos grandes presentes que os pais podem ofertar a seus pequenos.

Em 2008, comemoramos pela primeira vez o Dia Estadual da Leitura no Estado de São Paulo e em 2009, também pela primeira vez, o dia Nacional da Leitura. Vamos festejar todos os dias e oferecer a nossos pequenos um presente que não gasta, só fica cada vez melhor e maior e vai ser usado a vida toda: a leitura!!!

Para saber mais:

Dia da Leitura: Oficinas Brincar de Ler. http://www.ecofuturo.org.br/ ; http://www.diadaleitura.org.br/  
Nos sites você pode encontrar um bom material sobre leitura, especialmente para os pequenos, incluindo passaportes para a leitura, com dicas ótimas para pais e interessados em geral.

Por que ler para crianças pequenas: Escrevi um texto sobre bons motivos para ler para crianças pequenas, que está disponível também no site da Ecofuturo, em um livro com outros temas bem interessantes. O livro se chama “A vida que a gente quer depende daquilo que a gente faz”.

Sobre letramento, saúde e educação:

BERBERIAN, AP. MORI-DE ANGELIS, C.; MASSI, G. Letramento: Referências em saúde e educação. São Paulo: Plexus, 2006.

CALIL, E. (org.) Trilhas da escrita, Autoria, leitura e ensino. São Paulo: Cortez 2007

* Texto já publicado no site da editora SBS , no ano de 2009.

** Lucila Pastorello , fonoaudióloga, doutora em Educação pela USP, recentemente estruturou a Cia. de Leitores Públicos, que reúne pessoas interessadas em leitura em voz alta e transmissão de textos literários.

Fonte: IFono - Fonoaudiologia em Ação

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Livro de pano no incentivo a leitura

Projeto ajuda a geração de renda de mulheres da periferia de São Paulo

Criatividade pode incentivar o hábito da leitura e a geração de renda. Em São Paulo, uma associação de mulheres confecciona livros infantis e jogos com tecidos.


Fonte: Programa Ação