terça-feira, 28 de setembro de 2010

Livro de pano no incentivo a leitura

Projeto ajuda a geração de renda de mulheres da periferia de São Paulo

Criatividade pode incentivar o hábito da leitura e a geração de renda. Em São Paulo, uma associação de mulheres confecciona livros infantis e jogos com tecidos.


Fonte: Programa Ação

sábado, 25 de setembro de 2010

Projeto "Meu Berço Meu Saber"

Birigui, SP - O Projeto “ MEU BERÇO MEU SABER” é realizado durante todo ano letivo com o enfoque na promoção do gosto pela leitura, tanto no ambiente escolar como fora dele, envolvendo alunos, professores e funcionários de cada comunidade escolar.


O projeto consiste na distribuição gratuita desses livros para alunos matriculados desde a pré-escola até o quarto ano do ensino fundamental. A medida tem como principal objetivo incentivar o hábito da leitura tanto na escola quanto em casa. Os títulos dos livros foram escolhidos por uma equipe de coordenadores pedagógicos. Para os alunos do ensino fundamental, o critério para a escolha dos títulos foi a distância dos apelos comerciais. Aos alunos da pré-escola, foram selecionados títulos que despertam interesses nas crianças.


Motivar os alunos com bons textos, boas histórias, boa literatura é o ponto máximo do Projeto que culmina no mês de outubro, mês da criança, do professor e do funcionário, com a entrega de um bom paradidático adequado a cada faixa etária.


Em cada Unidade Escolar será organizado um evento junto à comunidade para que a entrega dos livros seja o momento marcante da consolidação das atividades desenvolvidas durante o ano letivo.


sábado, 18 de setembro de 2010

Piracicaba ganha primeira biblioteca em terminal de ônibus

Texto: Paola Ribeiro

A Prefeitura, por meio de parceria entre a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Semuttran), o Instituto Brasil Leitor (IBL) e a Caterpillar, inaugura na próxima quinta-feira, 16, às 11h, a primeira biblioteca em terminal de ônibus da cidade. Com o apoio do Ministério da Cultura, a biblioteca “Máquina do Saber” será implantada no Terminal Central de Integração, localizado na avenida Armando de Salles de Oliveira.

Foto: Justino Lucente

“Esta unidade é muito importante porque agora conseguimos, graças à parceria com a prefeitura, atender também os usuários de ônibus no interior paulista”, diz William Nacked, diretor-geral do IBL – que também é responsável por bibliotecas em sistemas de metrô e trem de todo o Brasil.

O secretário municipal da Semuttran, Paulo Prates, ressalta a feliz escolha do terminal central para instalação da biblioteca, haja vista o grande fluxo de pessoas no local.

“Diariamente, o terminal recebe cerca de 25 mil pessoas de toda a cidade. No mês, são 540 mil usuários que, agora, terão acesso gratuito a mais de dois mil livros”, informa Prates.

O acervo inicial da biblioteca Máquina do Saber conterá 2.125 títulos dos mais diversos gêneros: literatura brasileira, autoajuda, best-seller, infanto-juvenil, filosofia, religião, ciências sociais, linguística, artes e história. A expectativa é chegar a mais de três mil associados nos primeiros dois anos de funcionamento.

Foto: Justino Lucente

A Máquina do Saber funcionará de segunda a sexta-feira, das 11h às 20h. Para utilizar o serviço, os passageiros precisarão apenas fazer um cadastro gratuito. Os interessados deverão apresentar documento de identidade e CPF (originais e cópias), juntamente com uma foto 3x4. Também será necessário levar o comprovante de residência atual (original e cópia). Menores de 18 anos deverão estar acompanhados dos pais. Os leitores serão cadastrados e receberão uma carteira de identificação com foto e código de barra para usar o serviço. A partir daí, poderão retirar os livros de seu interesse sem custo algum.

Bibliotecas do IBL – A Máquina do Saber de Piracicaba é a décima biblioteca do IBL. O Brasil Leitor mantém, também, cinco Embarque na Leitura em São Paulo (estações Paraíso, Tatuapé, Luz e Santa Cecília do Metrô e estação Brás da CPTM) uma Livros & Trilhos no Rio de Janeiro (Estação Central); uma Livros sobre Trilhos em Porto Alegre (Estação Mercado); uma Estação Leitura em Belo Horizonte (Estação Central) e a Leitura Integrada em Paulista, Grande Recife (Terminal Integrado Pelôpidas Silveira). Juntas somam 55.751 associados e 565.526 empréstimos.
“Esse sucesso prova que o brasileiro quer e gosta de ler. Facilitar o acesso aos livros era o que faltava para incentivar a leitura em um mundo moderno e apressado”, afirma Nacked.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Um país que se fez de homens, mas sem livros

Ricardo Carvalho - 16 de setembro de 2010

Manguinhos, no Rio de Janeiro, inaugura um conceito de biblioteca mais atraente à comunidade e que facilita o contato do público com os livros

Inspirado na cidade de Medellín, o projeto busca melhorar
 o desenvolvimento da comunidade. Foto: Caru Ribeiro

O complexo de Manguinhos, região periférica do Rio de Janeiro, foi escolhido para a instalação da primeira biblioteca parque do Brasil. Com a nova Biblioteca Parque de Manguinhos, inaugurada em abril onde antes funcionava uma antiga Divisão de Armamentos do Exército, Manguinhos passou a possuir a maior concentração de equipamentos culturais da cidade. Só de acervo, são 25 mil livros, 3 milhões de músicas em arquivo de MP3, 900 filmes em DVD e diversos brinquedos. Além do mais, os arredores contam com uma praça, centros comunitários e quadras poliesportivas, que devem atender uma população de mais de 100 mil pessoas de 16 comunidades da zona norte carioca. Com isso, espera-se fazer da biblioteca um centro de referência para a difusão de cultura e estímulo à leitura em uma região antes totalmente carente em relação a áreas de lazer e atividades culturais.

“O objetivo é atrair a população para a convivência naquele espaço”, afirma a secretária de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, Adriana Rattes. Ela explica que será oferecida na biblioteca parque uma programação voltada para as vocações da comunidade. Por isso serão disponibilizados cursos de empreendedorismo, alfabetização digital e qualificação em gerenciamento de pequenos negócios, como bares e restaurantes populares.

Para definir o modelo de biblioteca que seria instalada em Manguinhos, foram visitadas diversas experiências realizadas em países com políticas fortes de livro e leitura, principalmente França, Chile e Colômbia. O nome biblioteca parque foi importado de uma iniciativa existente na cidade colombiana de Medellín, em que a instalação de equipamentos similares nas comunidades mais carentes contribuiu para a redução dos índices de violência, analfabetismo e de desenvolvimento humano. Medellín serviu como inspiração principalmente por se tratar de uma cidade que, assim como o Rio de Janeiro, convive com sérios problemas de exclusão social e violência. “Lá (em Medellín), as bibliotecas eram o símbolo da recuperação das comunidades”, afirma Adriana.

Manguinhos é a segunda biblioteca inaugurada no Brasil com uma proposta diferenciada, cuja preocupação é oferecer à população um espaço confortável, livre, sem preconceitos literários e que seja, principalmente, uma opção de lazer. Em fevereiro, começou a funcionar a Biblioteca de São Paulo, localizada onde antes existia o complexo penitenciário do Carandiru. Na ocasião da inauguração da Biblioteca de São Paulo, a diretora Magda Montenegro explicou a proposta: “Fizemos uma biblioteca sem preconceitos com a leitura e que não qualifica o que a pessoa deve ou não ler”. Para atrair o público, junta-se a isso o contato direto com o livro nas estantes (sem a necessidade de solicitar exemplares à bibliotecária), o acervo atualizado e a realização de eventos culturais. De acordo com Magda, a remodelação do conceito de bibliotecas públicas no Brasil tende a seguir o apresentado pela Biblioteca de São Paulo e, mais recentemente, de Manguinhos. “Antes, a biblioteca era um santuário distante e isso afastava o público.”

Segundo Ezequiel Theodoro da Silva, professor livre-docente em Metodologia de Ensino pela Faculdade de Educação da Unicamp e colaborador voluntário do grupo ALLE (Alfabetização, Leitura e Escrita), esse novo modelo de biblioteca é uma tentativa bem-vinda para a realidade brasileira, país no qual as bibliotecas historicamente foram tratadas com abandono. “Temos de repensar o modelo original, romper com uma biblioteca enclausurada e bloqueadora, que não servia a totalidade da população”, explica. O professor revela que bibliotecas mais despojadas e arrojadas, que servem de ponto de encontro para a comunidade, já existem em cidades como Nova York e São Francisco, nos Estados Unidos.

Dívida histórica

A criação de duas bibliotecas-modelo não ameniza uma dívida histórica brasileira. “O histórico no Brasil é de abandono das bibliotecas”, explica Ezequiel Theodoro da Silva. Isso ocorre porque a conservação desses espaços depende de manutenção, preservação e atualização do acervo. Além do mais, Silva complementa que o acesso às bibliotecas no Brasil sempre foi muito restrito e não houve políticas de capilarização para todas as cidades brasileiras.

Atualmente, a situação brasileira aponta melhoras a partir da articulação do Plano Nacional do Livro e Leitura, capitaneado pelos ministérios da Cultura e da Educação. Entretanto, o gargalo criado após décadas de descaso deixou uma realidade difícil de ser confrontada. Segundo levantamento realizado em 2009 pela Fundação Getulio Vargas a pedido do Ministério da Cultura, 79% das cidades brasileiras possuem pelo menos uma biblioteca municipal. O estudo também revelou que 8% dos municípios não possuem esse tipo de equipamento público e que 12% estão em processo de abertura de uma, com o apoio do Minc. Quando analisados os dados referentes à estrutura, a situação mostra-se mais preocupante: apenas 47% têm, de acordo com os técnicos pesquisadores, condições adequadas de iluminação, ventilação, mobiliário e equipamentos. Outra questão preocupante é a oferta de cursos de extensão (12%) e o acesso à internet para os usuários (29%).

O diretor de Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos Piuba, diz que o Ministério da Cultura está caminhando para zerar o déficit de municípios sem bibliotecas até o fim deste ano e modernizar as existentes. Dentre os principais problemas identificados pelo estudo da FGV, Piuba destaca a baixa frequência, número reduzido de funcionários (a maioria tem entre um e dois) e poucos dirigentes com formação em biblioteconomia (11%). Ele também aponta que seis capitais brasileiras estão em situação crítica na proporção de uma biblioteca para 100 mil habitantes. São elas Manaus, Belém, Recife, Salvador, Goiânia e Fortaleza, esta com cerca de 0,04 biblioteca pública municipal para 100 mil habitantes. Para essas cidades, o Minc desenvolve um plano de instalação de bibliotecas menores nas regiões da periferia. O professor Ezequiel Theodoro da Silva afirma que os dados apresentados pelo estudo da FGV devem ser colocados sob uma perspectiva qualitativa. “Depende do que você chama de biblioteca.” Segundo ele, uma biblioteca precisa contar com profissionais especializados, acervo em quantidade suficiente e em bom estado de conservação, além de estar disponibilizado ao público. “A dívida social é muito grande e depende da mobilização dos governos federal, estaduais e municipais, e isso não ocorrerá em seis meses.”

Silva complementa serem essenciais políticas articuladas e de longa duração, que visem, além da construção de bibliotecas, recursos para a sua manutenção, atualização de acervo e informatização. Somente assim o Brasil poderá finalmente constituir-se, como defendia Monteiro Lobato, em um país feito com homens e livros.

sábado, 11 de setembro de 2010

Institutos Alpargatas e Camargo Corrêa levam bibliotecas a mais de 50 mil alunos na Paraíba


A partir deste mês, os Institutos Alpargatas e Camargo Corrêa começam a levar a biblioteca à sala de aula em seis municípios da Paraíba. A primeira entrega do projeto, uma parceria entre os institutos e a editora L&PM, ocorreu no último dia 7, em Serra Redonda, distante 104 quilômetros da capital, João Pessoa. O lançamento do programa aconteceu no Grupo Escolar Eduardo Medeiros, com a participação do prefeito da cidade, Manoel Marcelo de Andrade, da secretária de Educação do município, Isabel Machado de Andrade, além de alunos, pais, professores, representantes dos institutos e comunidade local.


O Pró-Biblioteca contempla as 19 escolas municipais de Serra Redonda. Até novembro, outras 255 escolas recebem a biblioteca, cujo formato, móvel com rodinhas, permite que seja transportada a todas as salas de aula. As outras cinco cidades contempladas serão Mogeiro, Ingá, Guarabira, Alagoa Nova e Campina Grande. Idealizado pela Associação Rio-Grandense de Bibliotecários, o projeto foi ampliado para se adequar à realidade das escolas públicas da Paraíba, onde os institutos Alpargatas e Camargo Corrêa desenvolvem um programa de melhoria da gestão de escolas públicas, o Escola Ideal.


"Realizamos um diagnóstico da situação das escolas nestes municípios e uma das necessidades apontadas foi a instalação de bibliotecas", explica Francisco Azevedo, diretor-executivo do Instituto Camargo Corrêa. A implantação do projeto conta com parceria da Secretaria de Educação dos municípios envolvidos e funcionários voluntários das unidades locais da Alpargatas. "No meu tempo era muito diferente, não tive as mesmas oportunidades que estas crianças estão tendo hoje. O projeto vai beneficiar muito o município onde moro e trabalho", concluiu Márcia Pontes, monitora de produção da fábrica da Alpargatas de Serra Redonda.

Além de valorizar a leitura nas escolas, o projeto também pretende incentivar a comunidade a ler. Para isto, o programa prevê a capacitação de 80 profissionais, que atuarão como divulgadores das bibliotecas no entorno das escolas. "Queremos, por meio do projeto, estimular o gosto pela leitura não só entre os estudantes, mas na população como um todo", afirma Berivaldo Araújo, diretor executivo do Instituto Alpargatas.

As mais de 40 mil obras que começam a ser disponibilizadas contemplam clássicos brasileiros e portugueses, leituras de interesse geral, livros infantis e infanto-juvenis.

Escola Ideal

O Pró-Biblioteca é mais uma ação do Programa Escola Ideal, cujo objetivo é contribuir para o aprimoramento da gestão de escolas públicas. Também fazem parte da iniciativa os projetos Juntos pela Escola Ideal que, em sistema de mutirão, já reformou 29 escolas na Paraíba, e Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS), cuja tecnologia permite o cultivo de hortaliças orgânicas.


O programa teve início em março de 2008, quando as escolas participantes passaram por uma auto-avaliação abordando seis temas: profissionais da educação, condições de ensino, políticas e práticas pedagógicas, desempenho escolar, ambiente educativo e gestão escolar.

A análise dos dados permitiu identificar as necessidades e as potencialidades das escolas. A partir deste ponto foram estabelecidas, junto às secretarias de educação, iniciativas, como o Pró-Biblioteca, que visam o aprimoramento da gestão do ensino público.

Sobre o Instituto Alpargatas

O Instituto Alpargatas tem como missão melhorar a qualidade educacional de crianças e adolescentes das comunidades onde a empresa está presente. Este ano, o IA comemora seu sexto aniversário, com atuação marcante nos municípios de João Pessoa, Santa Rita e Campina Grande, na Paraíba, de Natal, no Rio Grande do Norte, e de Carpina, em Pernambuco. Seu principal projeto - Educação Por Meio do Esporte - envolve as iniciativas Ação Escola, que utiliza a prática esportiva como instrumento metodológico para a melhoria da educação, durante o horário escolar; Ação Pós-Escola, no qual os alunos dedicam-se a modalidades esportivas monitoradas, fora do horário regular das aulas; e apoio financeiro para melhoria de quadras esportivas.

Sobre o Instituto Camargo Corrêa

O Instituto Camargo Corrêa, criado em dezembro de 2000, é o responsável pelos investimentos sociais do grupo. Sua missão é promover o desenvolvimento comunitário sustentável, investindo em crianças, adolescentes e jovens. Para tanto, criou quatro programas: o Infância Ideal, cujo objetivo é contribuir para o desenvolvimento saudável de crianças de 0 a 6 anos; o Escola Ideal, que trabalha pela melhoria da qualidade de gestão da escola pública; o Futuro Ideal, voltado para o empreendedorismo juvenil e geração de trabalho e renda; e o Ideal Voluntário, que facilita a ação voluntária dos profissionais do Grupo Camargo Corrêa.

Matéria publicada em 15/05/2009

Fonte: Instituto Alpargatas