terça-feira, 22 de junho de 2010

Itatiba incentiva prazer pela leitura

Programa incluído na grade curricular da rede municipal atinge 2.668 estudantes de 22 escolas

Fernanda Nogueira de Souza

Estudantes da 7ª e da 8ª série (8º e 9º anos) da rede municipal de ensino de Itatiba estão lendo mais. A tática usada para motivar os alunos é simples e barata: duas aulas extras semanais, incluídas na grade curricular, em que os adolescentes são incentivados a ler por prazer, a desenvolver projetos de aprendizagem e a trabalhar em equipe. No total, 2.668 adolescentes e 50 educadores participam do programa em 22 escolas.

De acordo com a coordenadora da Área de Juventude e Educação Complementar do Instituto Ayrton Senna, Simone André, o objetivo do programa, chamado Superação Jovem, é fazer com que o estudante deixe de ser um receptor para se tornar um parceiro ativo na aprendizagem. “É nessa época em que os jovens começam a perder o interesse pela escola. O projeto desenvolve o lado pessoal, a relação com as outras pessoas e as capacidades de aprender e de empreender algo em favor da escola e da comunidade”, disse Simone.

Os professores envolvidos foram capacitados pelo Instituto Ayrton Senna em parceria com a Nivea, empresa de cosméticos que tem uma fábrica na cidade, que levou a ideia para a Secretaria da Educação de Itatiba. O custo anual por aluno é de menos de R$ 10,00, de acordo com Simone, e inclui o acompanhamento mensal aos professores, o material didático e a avaliação anual.

A mudança no comportamento dos jovens, que começaram a participar do projeto no ano passado, é grande, segundo professores. “Eles aprenderam a trabalhar em equipe, a escutar os outros, a trocar ideias, a ir em busca do conhecimento”, disse Daniela Aparecida de Souza, de 33 anos, que dá aulas na escola Professor Benno Carlos Claus.

Os projetos desenvolvidos pelos alunos são de criação de uma rádio, de ações solidárias em um asilo e em um abrigo de crianças órfãs, além de divulgação de informações sobre saúde na escola. “Nossa ideia é levar informações sobre livros e notícias do cotidiano aos outros estudantes”, disse a aluna do 8º ano Tainá Matos Barros, de 14 anos, que desenvolve o projeto com outros sete colegas. “Vamos elaborar cartazes e folhetos explicando como se tratar bem e vamos distribuir na escola”, afirmou Jefferson Mike Pavia Cardin, de 13 anos. Além dos projetos, os professores trabalham o incentivo à leitura dos alunos. Um deles mostra um livro que vai levar para ler em casa. “Estou lendo cada vez melhor”, disse Célio Santos de Souza, de 13 anos, que está lendo Uma Estranha Aventura em Talalai, de Joel Rufino dos Santos.

Na escola da zona rural Sebastião de Camargo Pires, a professora Luciana Gaspar Sanfins, de 35 anos, disse que percebeu que a relação entre o aluno e o professor melhorou. “A atuação deles influencia nas outras disciplinas”, afirmou Luciana. Nessa escola, um dos projetos desenvolvidos pelos estudantes é a manutenção de uma horta. “Pesquisamos na internet, em livros, com professores. Vamos plantar alface, salsinha, cebolinha”, disse a estudante do 9º ano Mariana Fernandes do Nascimento, de 13 anos. “Estou participando para aprender e pode até virar uma profissão no futuro”, afirmou Fabiano da Silva Moreira, de 16 anos. “Participei no ano passado e resolvi voltar neste ano”, disse Marília Lima, de 14 anos.

Há ainda um projeto de apresentação de dança e outro de prática de esportes. No começo, os alunos se mostraram resistentes. “Eles achavam que não ia dar certo. Depois, ficaram empolgados. Este ano foi muito mais fácil”, disse a coordenadora pedagógica Giovana Mayer Fumache.

Iniciativa coloca alunos acima da média nacional

O programa Superação Jovem, do Instituto Ayrton Senna, foi implantado em Itatiba com o apoio da Nivea. Além de contribuir com recursos financeiros, a empresa participa da capacitação dos professores e do acompanhamento da implementação nas escolas. Segundo a gerente de Comunicação Interna e Responsabilidade Social da empresa, Keiko Narita, o projeto está alinhado com a estratégia da empresa de dar suporte para jovens de baixa renda que vivem perto de sua área de atuação. “Visitei uma escola na semana passada e pude ver que a participação dos estudantes é grande. Uma garota contou que leu oito livros no primeiro semestre”, disse Keiko. Segundo a assistente pedagógica da seção de Ensino Fundamental da Secretaria da Educação de Itatiba, Elizângela Sales Teixeira, o programa foi tão bem recebido na rede municipal de ensino, que um projeto parecido foi estendido aos estudantes da 5ª e 6ª séries (6º e 7º anos). “Neste ano, estamos fazendo um trabalho de incentivo à leitura com eles também”, afirmou Elizângela. Uma prova aplicada no final do ano passado com 600 alunos do programa mostrou que seis em cada dez estavam desenvolvendo competências plenas de leitura enquanto apenas quatro em cada dez dos outros estudantes paulistas atingiram esse patamar. (FNS/AAN)

Correio Escola - Escola amplia projeto de leitura da Secretaria

Espaço para biblioteca foi criado e criatividade se torna aliada de professores

Com o objetivo de estimular e despertar no aluno o hábito de leitura, a equipe da E.E. “Júlia Luiz Ruete” no bairro Jardim das Andorinhas, está desenvolvendo desde o início do ano letivo o Projeto Leitura e Pesquisa na Biblioteca.

Apesar de ser um antigo sonho da diretora da escola, Maria Teresa Freire Groff, a falta de um espaço adequado impedia a criação de uma biblioteca mais acolhedora. Porém, esse obstáculo foi vencido após algumas mudanças no espaço físico da escola, realizadas durante as férias de janeiro. O projeto conta com uma parceria de iniciativa da comunidade e investimentos de um grupo particular.

Semanalmente, alunos das 3ª e 4ª séries do Ensino Fundamental visitam a biblioteca, em dias e horários organizados e pré-estabelecidos. A professora Tânia Nascimento Reis, responsável pelo desenvolvimento do projeto, inicia o encontro contando uma história aos alunos, escolhida de acordo com a atividade que está sendo desenvolvida em classe.

Em seguida, todos os alunos têm a oportunidade de levar um livro para casa para ler com seus familiares. “O projeto leitura é a sementinha do saber, quando bem plantada e estimulada, produz ótimos frutos pra vida toda”, relata Rosângela Rocha Amábile, cabelereira, mãe da aluna Sarah, da 3ª série A.

Além de incentivar o aluno à leitura, lendo histórias e emprestando livros, Tânia acompanha-os em pesquisas sobre os conteúdos trabalhados em sala de aula. “Estamos montando pequenos livros com suas estórias preferidas. Até o final do semestre planejo a organização de um sarau, cujas poesias selecionadas apontam o gênero preferido de alguns alunos”, diz .

Para a coordenadora da escola, Jaqueline Salione Silveira, “hoje o Programa Ler e Escrever está investindo muito mais nesta competência. O acervo paradidático enviado às unidades escolares é muito rico e está sendo aplicado em rodas literárias com professores, dando-lhes maior conhecimento do acervo. A diversidade textual que a Secretaria da Educação nos proporciona é ótima e os professores têm-se apropriado dela com muito entusiasmo”, relata, se referindo aos investimentos em livros feitos pela secretaria.

Os alunos que fazem da leitura parte de sua vida possuem um vocabulário mais extenso e têm maior possibilidade de compreender a estrutura textual, gramatical e as normas ortográficas, o que lhes permitirá um repertório mais rico num momento de produção de texto.

Profa. Eloiza Fernanda Fabro Ramalho/ Da E.E. Júlia Luiz Ruete

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Jornal serve de base para produção de história em quadrinhos

A professora Fúlvia Cristina Santana, da Escola Estadual Residencial São José, realiza um projeto de leitura e escrita com alunos do 9º ano do Ensino Fundamental.


No estabelecimento de ensino, a professora faz, constantemente, leituras do Correio Popular aos alunos e, posteriormente, debate com eles assuntos abordados no jornal a fim de ficarem mais informados. Ao final da leitura, eles partem para a escrita. O projeto teve início no começo do mês de abril e prosseguirá até outubro deste ano.

O trabalho consiste em leitura, discussão e escrita de gêneros textuais diversos, como por exemplo, crônica, charge, notícia, resumo, resenha e até história em quadrinhos (HQ).

No momento, o estilo textual trabalhado é a HQ. As notícias apresentadas foram sobre a lei antifumo e a nova campanha para se colocarem imagens de doenças adquiridas pelo tabagismo na parte dianteira do maço de cigarros.

Os estudantes ficam muito interessados em ler os textos, participando da discussão e das atividades de escrita. Além disso, levam exercícios para fazer extraclasse e pedem a opinião dos pais, colocando-os por dentro das notícias. Com isso, eles também pedem opiniões sobre escrita e ilustrações. Assim, há um envolvimento da comunidade com a instituição escolar.

Na sala, os estudantes fazem produção de texto em dupla ou em trio. O grupo cuja HQ está reporoduzia ao lado relatou num texto coletivo que “achamos uma ótima idéia realizar essa tarefa e agradecemos toda a dedicação e paciência que têm por nós”.

Contudo, não só os educandos ficam totalmente informados sobre o que está acontecendo à sua volta, mas também aprendem a escrever diversos tipos textuais e a corrigi-los, o que está dentro do programa da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

Profa. Fúlvia Cristina Santana/ Da E.E. Residencial São José

Fonte: Correio Popular

Falta leitura

Maria de Fátima Franco dos Santos é professora de psicologia forense da PUC-Campinas

A leitura, tão valorizada e exigida nas escolas anteriormente, hoje é pouco considerada. São poucos os jovens que lêem um livro espontaneamente, quando ele não é determinado como tarefa escolar.

O prazer de se ler é facilmente substituído pelo uso excessivo de jogos eletrônicos ou navegação na Internet.

A linguagem escrita é utilizada com abreviações e modismos típicos da comunicação “online”, e entender o significado de algumas palavras, é quase impossível a quem não comunga com esse universo cibernético ou, mesmo que seja um internauta, prefira usar as palavras como elas são.

As abreviações podem ser explicadas de várias maneiras, tais como, a rapidez que o mundo atual exige, a falta de tempo inerente à globalização e tantos outros motivos que certamente podem ser mencionados. Mas elas estão depauperando a nossa linguagem escrita e dificultando a compreensão entre gerações.

Um outro efeito pernicioso de não se escrever corretamente é a dificuldade que muitos jovens encontram quando passam por provas de seleção. O mercado de trabalho exige qualificação, e para ela, a linguagem é fundamental.

Pais e educadores devem ficar atentos aos hábitos de crianças e adolescentes, pois são nessas fases que se adquire o costume de ler. Não se pode deixar que eles, nessas importantes etapas de formação, abandonem a preciosidade da leitura de livros e os troquem exclusivamente por jogos de diversão.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Estimuladores da leitura

Foto: Luciano Moraes
Diego Rosa

NO DIA NACIONAL DO LIVRO, PESSOAS QUE CONVIVEM COM A LITERATURA REVELAM SUAS FORMAS DE INCENTIVAR O PRAZER EM LER

Uma pesquisa do Instituto Pró-Livro revela que o hábito da leitura é formado em casa, estimulado na escola e aperfeiçoado no convívio social. No levantamento, de 2007, os pais são os principais responsáveis pelo encaminhamento dos filhos ao livro, que tem o dia nacional comemorado hoje. Depois, vem a escola (veja quadro).

O diagnóstico reflete bem a função educacional de cada instituição. A responsabilidade pode ser dividida por outras pessoas fora desses ambientes.

No Dia Nacional do Livro, comemorado hoje, algumas pessoas seguem a rotina diária de estimular a leitura. Para ajudar nessa divulgação de que o hábito da ler só traz benefícios, a figura de Gelson Bini, 40 anos, de Jaraguá do Sul, é conhecida. Funcionário de uma livraria no Centro da cidade, está sempre dando atenção a quem quer saber mais sobre os títulos. Além desse espaço, Bini trabalha como guia de leitura na biblioteca do Sesc.

O amor pelo livro despertou quanto tinha 17 anos. Ele morava com um grupo de jornalistas, em Ponta Grossa (PR) e, para ser integrado no papo, seguiu a linha de leitura que os amigos tinha. Com isso, aprofundou-se nas obras dos escritores James Joyce, Franz Kafka, Charles Bukowski, Juan Rulfo e dezenas de outros.

Quando alguém pede uma dica, Bini costuma contar um pouco da história. Como tem facilidade de memorizar parte dos livros que leu na biblioteca de 300 exemplares que tem em casa, faz uma explanação da ideia principal da literatura sugerida.

Com a gurizada, Bini comenta que não adianta indicar os clássicos. A onda são, agora, os livros de história de vampiros, destacados pela escritora Stephenie Meyer, como “Crepúsculo” e “Lua Nova”. Bini gosta de instigar a curiosidade para ir além dos títulos atuais. Para quem gosta desses contos, ele diz que o escritor que foi inspirador é o Edgar Allan Poe.

Então, a garotada vai em busca de outros livros mais aprofundados sobre o tema, aprimorando o gosto. “Com o conhecimento que o livro proporciona, podemos conversar com qualquer pessoa e quebrar muitas barreira sociais.”, ensina o leitor.

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Livros também nas empresas

O Serviço Social da Indústria (Sesi) tem um programa de valorização à leitura dentro do ambiente de trabalho. O Projeto Indústria do Conhecimento possibilita que as empresas criem nas estruturas bibliotecas para serem usadas pelos funcionários e comunidade. Atualmente, cinco indústrias, uma universidade e duas cidades do Estado montaram locais de leitura.

Em Joinville, uma pessoa que estimula a leitura é a coordenadora das bibliotecas públicas, Alcione Pauli, 32. Quando conversa com amigos, ela sempre leva um livro dentro da bolsa para comentar sobre a história que está lendo e, assim, aguçar a curiosidade dos outros.

Ela fala de escritores que estão em evidência e o estilo das obras deles. “Cada vez mais temos de falar em livros para todo mundo. Acho que, além da família e escola, todas as pessoas podem contribuir para incentivar a leitura em qualquer lugar, seja no comércio, nas empresas”, destaca.

A professora e coordenadora do programa Proler, da Universidade da Região de Joinville (Univille), Taíza Mara Rauen Moraes, destaca que é possível criar espaços na comunidade para formar círculos de leitura e contação de histórias. Taíza cita o exemplo do Proler, que têm atividades desse tipo em Joinville junto às crianças pacientes do Centro Hospitalar da Unimed e do Hospital Infantil Jeser Amarante Faria. “Essas ações integram as pessoas e a literatura passa a ser um objeto de discussão.”

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QUEM MAIS INFLUENCIA A CRIANÇA A LER
Mãe 49%

Professora 33%

Pai 30%

Ninguém 14%

Outro parente 14%

Amigo 8%

Religioso (padre, pastor) 5%

Colega ou chefe de trabalho 2%

Outros 3%

Não informou 1%

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O dia 29 de outubro é considerado o Dia Nacional do Livro porque foi nesta data, em 1810, que foi criada a Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro.

A ideia dessa homenagem é fazer com muito mais pessoas se interessem pela leitura para aprenderem mais. No Brasil, pelo menos 6 milhões de livros são vendidos por ano.

LIVRO PERDE PARA A TV

A pesquisa desenvolvida pelo Instituto Pró-livro também mostrou que 77% dos cinco mil entrevistados preferem ver TV no tempo livre. O hábito da leitura está em quinto lugar, como preferência de 35% dos pesquisados.

Fonte: A Notícia

Leitura: passaporte para o mundo

Clóvis Roberto Benedetti Lourenço, é administrador e especialista em educação do Colégio Fênix de Bauru

A leitura das primeiras palavras vem acompanhada pela emoção e, não raro, lágrimas de alegrias brotam nesse momento mágico e libertador, pois a partir daí surge diante dos olhos do leitor um infindável e maravilhoso mundo novo a percorrer e a descobrir. Fausto Wolff, escritor brasileiro, relata que quando descobriu que sabia ler, aos cinco anos, ‘foi o dia mais feliz da sua vida’. Entretanto, o gosto pela leitura não surge ao acaso. È um hábito que precisa ser cultivado ao longo da vida estudantil para que possa enraizar-se de maneira profunda e duradoura no âmago do leitor, ampliando seus horizontes, facultando-lhe o uso pleno da capacidade de raciocínio e discernimento, possibilitando-lhe agir com autonomia e espírito crítico.

Infelizmente, segundo o último levantamento do Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional (Inaf), do Instituto Paulo Montenegro, apenas 26% da população brasileira de 15 a 64 anos é plenamente alfabetizada, o que significa que três quartos da nossa população não conseguem ler e compreender um texto, o que os coloca numa situação vexatória e entristecedora, gerando um abismo imensurável entre eles e os demais. O teste de Pisa, da OCDE, em sua última edição, também não nos trouxe qualquer alento: jovens de 15 anos de 40 países foram testados e nos classificamos em 37° em leitura, 39° em ciências e em último lugar na matemática.

Em vista de tais resultados, somente podemos concluir que temos muito trabalho a fazer e que não há tempo a perder. É mister uma congregação de esforços visando a mudança desse quadro vergonhoso e devastador. Apropriando-nos das sábias palavras do romancista inglês Aldous Husley (1894-1963), segundo o qual "”todo homem que sabe ler tem o poder de se ampliar, de multiplicar as formas de sua existência e de fazer sua vida repleta , significante e interessante”, indagamos a quem interessa manter a população alijada do processo enriquecedor, que areja e enobrece o leitor?

Afinal, por meio das páginas de um livro podemos percorrer lugares longínquos e imaginários; conhecer outros povos e toda sua riqueza cultural; ser heróis, príncipes e princesas; aprender sobre a vida por meio de relatos verdadeiros; ser beneficiados ao obter conhecimento sobre personagens históricos tais como Churchill, Martin Luther King, Gandhi, Jesus Cristo e outros; enfim, as letras grafadas em um simples pedaços de papel, garantem-nos sabedoria e emoções que perduram por toda uma vida. O hábito salutar da leitura influi positivamente no aproveitamento escolar, pois facilita no entendimento de diversos tipos de texto, e conseqüentemente na resolução de situações-problema, além de enriquecer o vocabulário bem como a arte da escrita. No momento de conquistar um emprego, a bagagem cultural que adquirimos por meio da leitura pode ser fator decisivo, haja vista a importância da comunicação verbal e escrita em qualquer atividade que venhamos a desenvolver. Mães que lêem bem têm melhores oportunidades de escolher alimentos nutritivos, cuidar da higiene e da prevenção da saúde dos membros da sua família bem como apoiar e incentivar seus filhos no hábito salutar da leitura e atuar de maneira significativa no aprendizado do aluno em parceria com a escola. Infelizmente, a televisão e nos últimos anos, a internet têm sido apontadas como as vilãs no sentido de roubar tempo precioso da leitura, pois essas em excesso, podem prejudicar a habilidade de raciocínio com clareza e a própria capacidade de comunicação.

No entanto, pais, professores e educadores em geral podem despertar e alimentar em seus filhos e alunos o desejo de percorrer as páginas dos livros. Como? Narrem fábulas, contos, histórias. Mencionem qual livro está lendo, exercendo um forte estímulo subjetivo nos estudantes: mostre-o, indique-o abundantemente. Livros podem ser recomendados (diferentemente de remédios). Demonstrem na expressão facial, nos gestos, no tom da voz que vale a pena conhecer aquele enredo: seja um entusiasta. Façam com que seus ouvintes vivenciem a história.

Falem do tempo (clima), da época, dos costumes, mencionem o sabor. Dêem vida aos personagens. Criem expectativa: dramatizem parte da história e estimulem para que a leiam na íntegra. Façam do livro seu companheiro fiel: mostrem pelo exemplo que ler é uma fonte de informação e de prazer. Não há dúvidas que essas estatísticas sombrias precisam ser rapidamente mudadas. Portanto, pais, professores, iniciemos uma ação imediata: cultivemos em nossos jovens o prazer pela leitura, pois ler é um direito de todos e um vigoroso instrumento de luta contra a ignorância e a insensatez.

Fonte: Jornal da Cidade de Bauru