sábado, 29 de maio de 2010

Leitura de ouvido ou Audiolivros: vamos falar da Universidade Falada

Recebi a sugestão de um leitor do nosso blog, a indicação do site da Universidade Falada. Aproveitem e divulguem...

No site da Universidade Falada existem vários títulos de audiolivros gratuitos. No texto abaixo a Universidade Falada explica o motivo de não colocar todo acervo gratuito.

Editora Alyá e a Universidade Falada

A Universidade Falada® (UNIFA) é uma iniciativa privada, e tem como objetivo difundir cultura pelo Brasil, distribuindo conteúdo em áudio.

No portal http://www.universidadefalada.com.br/  você encontrará um endereço eletrônico para uma áudio-teca. Uma gigantesca livraria de assuntos em áudio para você adquirir e escutar onde quiser. Todo o seu conteúdo e os direitos autorais pertencem a Editora Alyá, empresa criada exclusivamente para viabilizar este projeto.

O projeto Universidade Falada® pretende democratizar a cultura. Facilitar o acesso às grandes obras à população mais afastada dos grandes centros culturais do país.

Nossa missão é ajudar pessoas, oferecer conhecimento. Discutir temas velhos e novos, ensinar e filosofar. Agregar valor ao ser humano. É isso que nós editores, autores e palestrantes desejamos desta empreitada.

Nossos preços permitem que qualquer brasileiro com acesso a internet possa adquirir nossos produtos. Sem exceção.

Nos próximos anos devemos produzir centenas de áudio-livros, sempre pensando em levar cultura, informação e formação para você, seja onde estiver.

Os preços, como você verá, são muito baixos. Mas essa entrada de capital que deve sustentar o projeto. Acreditamos que a quantidade vendida seja tanta que ajude o projeto a crescer.

Assim ninguém precisa copiar ou piratear. Ninguém pode falar que não aprendeu filosofia porque não tinha condições, por exemplo. Lembre-se que sem essa venda, o projeto não se mantém.

Alguns cursos tradicionais que chegam a custar de R$ 200 a 700, podem aqui ser adquiridos por valores simbólicos de R$ 15 a 70.

Esperamos que você aproveite e, acima de tudo, adquiram o gosto da boa “leitura de ouvido”.

Divirta-se,
Dr. Cláudio Wulkan
Coordenador do Projeto Universidade Falada®

Vejam as diversas categorias de audilivros disponíveis:

• Infanto-Juvenil
• Animais de Estimação
• Artes
• Astrologia
• Astronomia
• Auto-Ajuda
• Biografias
• Cultura Geral
• Cursos de Idiomas
• Direito
• Educação
• Educação Infantil
• Empresas e Negócios
• Esportes
• Ficção
• Filhos
• Filosofia
• Finanças
• Gastronomia e Enologia
• Geopolítica
• História
• Humor
• Literatura
• Medicina
• Meteorologia
• Misticísmo
• Mitologia
• Música Clássica
• Peças de Teatro
• Psicologia
• Religião
• Teatro
• Turismo
• Yôga
• Informática
• Audiolivros para Vestibular
• Concursos e Prova OAB
• Concurso Público
• Preparatório para Prova da OAB
• Súmulas
• Audiolivros Grátis
• Audiolivros e Cursos Grátis-Inglês
• Cursos Grátis em Inglês
• Video Aulas Em Inglês Gratis

Leitura: "Ter acesso a biblioteca é fundamental", diz estudante

Jean Oliveira

O estudante de Direito Reginaldo Ananias Rodrigues, 42, de Araçatuba, é um dos freqüentadores assíduos da Biblioteca Municipal Rubens do Amaral, em Araçatuba. Ele diz que vai ao local com alguma frequência há vários anos, tanto para estudar sobre leis, quanto para se inteirar de outras disciplinas que são exigidas em concursos públicos.

"Ter acesso a biblioteca é fundamental. Aqui temos uma grande variedade de livros e um ambiente agradável. Acho que todas as cidades deveriam ter espaços como estes para garantir que as pessoas vão se informar."

IMPORTÂNCIA

O professor, coordenador do curso de Letras do Unitoledo e integrante da AAL (Academia Araçatubense de Letras) de Araçatuba, Tito Damazo, diz que os livros são essenciais para a formação da personalidade, do imaginário e de todas as questões humanísticas de uma pessoa, por isso o acesso a eles por meio das bibliotecas deve ser incentivado, sempre.

"E não importa se é livro impresso ou digital, desde que ele cumpra o papel de divulgador de informações." Damazo diz que as bibliotecas universitárias e de escolas complementam os serviços prestados pelos centros públicos de leitura. "A rede pública de ensino tem sido muito bem reforçada nos últimos dez anos em relação à oferta de obras literárias."

Para criar uma cidade de leitores

Jean Oliveira
Matéria publicada no Jornal Folha da Região de 26/05/2010

Araçatuba - "Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não leem." Esta frase, atribuída ao poeta, tradutor e jornalista brasileiro Mário Quintana (1906-1994), expressa o que muitos educadores e pensadores preconizam sobre os livros e outros materiais impressos, como os jornais. Uma das formas criadas pela sociedade moderna para democratizar o acesso a essas obras foram as bibliotecas públicas.

O 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais, encomendado à FGV (Fundação Getúlio Vargas), mostra que, em 2009, 79% dos municípios brasileiros possuíam ao menos uma biblioteca aberta, o que corresponde a 4.763 bibliotecas em 4.413 municípios. O estado de São Paulo lidera o ranking regional e nacional em bibliotecas com acervo superior a 10 mil livros (51%). Dos 645 municípios do Estado, no entanto, 51 não têm centros gratuitos de leitura.

Na região, as maiores cidades possuem pelo menos um espaço público de empréstimo de livro.

Em Araçatuba, há a Biblioteca Municipal Rubens do Amaral, que fica na rua Armando Salles de Oliveira, s/n.

Seu funcionamento é de segunda a sexta, das 9h às 17h. Ela possui cerca de 62 mil títulos, sendo que 20 mil são de literatura infantil e o restante, coleções de livros didáticos, literários, enciclopédias e dicionários.

MELHORIAS
O secretário da Cultura de Araçatuba, Hélio Consolaro, revela que o município não adquire livros há cerca de 20 anos. O acervo tem sido renovado, segundo ele, por meio de doações.

"Apesar de na etimologia da palavra 'biblioteca' ter o sentido de depósito de livro, na concepção moderna uma biblioteca precisa ter muitos atrativos, ser interativa", afirma o secretário, que anuncia que as primeiras melhorias devem acontecer com uma verba de R$ 250 mil que o deputado estadual Vicente Cândido (PT) destinou, por meio de emenda parlamentar, para este fim.

A Secretaria da Cultura prevê destinação de R$ 80 mil para renovação do acervo e R$ 170 mil para reforma na infraestrutura, como adequação às normas de acessibilidade.

BAIRROS
Apesar de prever este investimento na biblioteca municipal, Araçatuba pode seguir o exemplo de outras cidades brasileiras que criaram programas de descentralização do acesso às obras literárias.

Em Uberlândia (MG), por exemplo, caixas de livros são levadas a lugares de fácil acesso em bairros distantes e também há o "Ônibus Biblioteca", que percorre toda a cidade.

De acordo com Consolaro, há um projeto de descentralização em fase de estudo para Araçatuba.

A previsão inicial é formar centros culturais com espaços reservados para leitura em diversos bairros.

Além de oferecer livros e periódicos, o projeto tem o objetivo de levar oficinas culturais à periferia. Não há data para que o programa seja instalado e comece a funcionar.

Universalização de bibliotecas incentivará leitura

BRASÍLIA - Foi publicada no Diário Oficial de hoje a Lei 12.244/10, que prevê a universalização das bibliotecas nas escolas públicas e privadas do País. O deputado Lobbe Neto (PSDB-SP) foi o autor do projeto (PL 1831/03) que gerou a norma.

“Acredito que a lei terá sua implementação. A própria sociedade, os alunos e a comunidade escolar vão cobrar”, disse o deputado, em entrevista à Agência Câmara.

Pela nova legislação, todas as escolas públicas e privadas do País deverão ter, em até dez anos, bibliotecas com, pelo menos, um livro por aluno matriculado. A organização, a manutenção e o funcionamento dos acervos deverá ser feita por cada instituição.

De acordo com o censo escolar de 2008, feito pelo Ministério da Educação, 37% das 200 mil escolas de educação básica no País não possuem biblioteca. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) ainda não possui uma tabela fechada com os dados sobre o levantamento de 2009.

Agência Câmara – Como o senhor espera que a universalização de bibliotecas possa contribuir para a vida dos estudantes e da sociedade em geral?
Lobbe Neto – Essa foi uma reivindicação do Conselho Federal de Biblioteconomia e do Conselho Regional de São Paulo para o incentivo a várias bibliotecas na rede educacional particular e pública. Teremos dez anos para implementação dessa rede com um mínimo de acervo necessário. Essa proposição é muito importante, vem ao encontro do incentivo à leitura e a projetos culturais e educacionais que precisamos implementar.

Agência Câmara – Em quanto tempo o senhor acredita que essa universalização seja realmente efetivada?
Lobbe Neto – Depende da eficácia e do gerenciamento de cada estado e município. Isso já tem um avanço significativo em várias escolas na parte de informática, com bibliotecas virtuais, e mesmo com seu acervo. Talvez o prazo de dez anos não seja necessário e tenhamos essas instalações até antes dessa data.

Agência Câmara – Quais os principais desafios para implementação dessa lei? Haverá fiscalização para execução da lei?

E caso as escolas não tenham um acervo em dez anos, haverá alguma medida a ser tomada?
Lobbe Neto – O principal desafio é a parte administrativa e de gerenciamento, de escola a escola, de estado a estado, de município a município. Precisamos garantir o incentivo através de programas dos governos federal e estaduais. A própria sociedade, os alunos e a comunidade escolar vão cobrar. Acredito que a lei terá sua implementação. Alguns municípios, dependendo da gestão, têm uma tendência a aprimorar um assunto ou outro. Com o incentivo da lei, os agentes políticos poderão fazer com que a demanda seja construída com os estudantes.

O senhor acredita que a lei poderá ser implementada no âmbito do Plano Nacional de Educação ou do Plano Nacional do Livro e da Leitura?
Lobbe Neto – Acredito que a lei poderá ser utilizada dentro de um desses programas para que ela seja implementada com maior eficácia.

Fonte: Jornal DCI

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Baú Literário Coopercitrus / Credicitrus

O que é?
Um baú de madeira todo decorado que carrega como tesouro bens de grande valor a toda a sociedade: livros infantis, de diferentes autores e temas variados. Esta é a forma que o Fundo de Investimento Social e Cultural Coopercitrus/Credicitrus (FISC) encontrou para incentivar o gosto pela leitura entre alunos de escolas públicas municipais e estaduais.
Objetivos
O Projeto “Baú Literário” tem como objetivo proporcionar o contato desses alunos com uma série de livros, por meio de atividades variadas e divertidas que possibilitem a reflexão e a tomada de decisão. Também visa oferecer às crianças oportunidades que  despertem o prazer de ler e o gosto pela leitura, fazendo-as descobrir caminhos para criar seus próprios textos, ampliando seu vocabulário e desenvolvendo suas habilidades de ouvir, falar, ler e escrever.
Através do “Baú Literário”, o FISC procura valorizar o hábito da leitura entre as crianças. Na verdade, não é o hábito de leitura que se busca, pois hábitos tendem a ser impostos e a imposição na educação, caminha, em geral, para a rejeição. O que se pretende é a formulação adequada de um gosto pela leitura, a partir dos primeiros anos de estudo.

Ações
Para estimular este gosto pela leitura, são distribuídos entre as escolas baús de madeira, decorados e pintados manualmente, com alças e rodas para facilitar o deslocamento na sala de aula.
O tesouro que estes baús carregam são 50 livros de diferentes autores e temas variados, que são lidos durante atividades variadas, como leituras individuais, rodas de leitura, leituras feitas pelos professores, leitura com o apoio de fantoches, entre outras.
EMEB “Prof. Stélio Machado Loureiro”, de Bebedouro, SP
Com visual atrativo, riqueza de conteúdo e atividades divertidas, os Baús Literários pretendem contribuir para a formação de cidadãos com gosto pela leitura, que vejam os livros como verdadeiros amigos para seu desenvolvimento.

Baú Literário” também visa a oferecer diferentes oportunidades que favoreçam o desenvolvimento do prazer de ler e do gosto pela leitura, fazendo o leitor descobrir caminhos que o levarão a criar seus próprios textos, além da aprendizagem para o desenvolvimento do vocabulário e das habilidades de ouvir, falar, ler e escrever.
Com a finalidade de estimular o gosto pela leitura, escolas municipais localizadas em 40 cidades onde a Coopercitrus e a Credicitrus têm filiais, receberam baús de madeira, decorados e pintados manualmente, com alças e rodas para facilitar o deslocamento na sala de aula.

Com esse baú, as crianças têm acesso a 100 livros de diferentes autores e temas variados, que são acessados através de leituras individuais, em rodas ou leituras feitas pelos professores, leitura com o apoio de fantoches, entre outras atividades desenvolvidas pelo projeto.

Com este projeto, o Fisc atendeu a 12.000 crianças com idade entre 6 e 11 anos. Foram entregues 40 baús, somando um total de 4.000 livros.

A escola é o espaço privilegiado para o encontro entre leitor e livro. Esse espaço deve ser, ao mesmo tempo, literário e orientador, trazendo condições de levar os alunos que estão em formação, ao mundo da cultura que caracteriza a sociedade à qual eles pertencem. E, isso tudo é realizado através do projeto “Baú Literário”.