sexta-feira, 30 de abril de 2010

Projeto Baú de Leitura da Unicef

Projeto que conta com o apoio do UNICEF é uma 20 ações que mais contribuíram, em 2009, para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio

O Projeto Baú de Leitura é uma das 20 experiências vencedoras da 3ª Edição do Prêmio ODM Brasil, iniciativa do governo federal e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) em parceria com empresas do setor privado. Desde 2004, o prêmio reconhece as ações que mais contribuíram para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs). O Movimento de Organização Comunitária (MOC), que realiza o projeto na Bahia, receberá a certificação no próximo dia 24 de março, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, DF.

O projeto foi desenvolvido com o apoio técnico e financeiro do UNICEF no Brasil. A iniciativa foi criada em 1999, na Bahia, com o objetivo de qualificar as atividades complementares à escola oferecidas para estudantes de 6 a 16 anos de idade atendidos pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), nas chamadas Unidades da Jornada Ampliada (UJA). Com os bons resultados alcançados, ultrapassou as fronteiras do Estado: além de ser realizada em 98 municípios da Bahia, também acontece em 43 municípios do sertão sergipano, promovida pelo Centro Dom José Brandão de Castro (CDJBC), e em 18 municípios alagoanos, como parte das atividades de um novo Pontão de Cultura, em Palmeira dos Índios, coordenado pelo Movimento pró-Desenvolvimento Comunitário.

A experiência do Baú de Leitura na Bahia foi selecionada entre 1.477 práticas inscritas por organizações da sociedade civil e prefeituras municipais como uma das mais bem-sucedidas experiências de educação integral e contextualizada do Brasil. Na seleção dos projetos vencedores, a comissão julgadora utilizou critérios como contribuição para o alcance dos ODM, impacto no público atendido, participação da comunidade, existência de parcerias, potencial de ser multilplicada e complementaridade e/ou articulação com outras políticas públicas.

O projeto contribui para o desenvolvimento e a capacidade de escrita e de interpretação de textos de crianças que estudam em escolas públicas da zona rural da Bahia, Alagoas e Sergipe. Monitores capacitados desenvolvem atividades com meninas e meninos, utilizando o conteúdo do Baú, que dispõe de material didático, dicionário e dezenas de livros de histórias infanto-juvenis. A ideia é contribuir para que essas crianças melhorem seu desempenho escolar e estimular sua capacidade crítica.

A iniciativa também promove a capacitação continuada de técnicos municipais, professores e educadores sociais, o fortalecimento da gestão da educação e a participação das crianças e adolescentes na comunidade e no município, por meio de sua atuação em conselhos, associações e sindicatos.

Desde seu lançamento, o projeto já garantiu o direito de aprender a mais de 30 mil crianças e adolescentes na Bahia, beneficiando cerca de 1.600 famílias de comunidades rurais.

Atualmente, cerca de 1.200 baús transitam por escolas municipais e espaços alternativos de aprendizagem. São mais de 50 mil livros infanto-juvenis em circulação no Estado.

Um dos fatores de sucesso da iniciativa é o modelo de parcerias estratégicas firmadas com o governo federal (por meio dos Ministérios do Desenvolvimento Agrário e do Desenvolvimento Social), o governo da Bahia (Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte e Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza), prefeituras municipais, universidades, organizações da sociedade civil e as próprias famílias.

Esta é a segunda vez que o MOC recebe a premiação. A primeira, em 2004, contemplou o Projeto Mãos que Trabalham.

Políticas públicas – Recentemente, o Projeto Baú de Leitura também ganhou status de política pública. Em 2009, alcançou escolas da rede municipal de 47 municípios da Bahia, com muitas prefeituras assumindo parcial ou integralmente as despesas com aquisição de material e capacitação de pessoal.

Em fevereiro, um convênio assinado pela Secretaria de Educação do Estado da Bahia e o MOC garantiu a ampliação da iniciativa para os 51 municípios do Semiárido baiano que apresentam indicadores sociais mais críticos. O compromisso foi articulado dentro do Comitê Gestor Estadual do Pacto Nacional Um mundo para a criança e o adolescente do Semiárido. É resultado de uma ampla discussão sobre educação no campo, que culminou em dois seminários com a participação de gestores da educação, técnicos municipais, professores de escolas públicas e educadores atuantes em ONGs e/ou projetos sociais.


Mais informações:
Assessoria de Comunicação do UNICEF
Andréia Neri – E-mail: aneri@unicef.org  –
Telefone: (71) 3183 5700
Assessoria de Comunicação do MOC
Lorena Amorim – E-mail: lorena.amorim@moc.org.br  –
Telefone: (75) 3322 4444

Fonte: Unicef

Felipe Massa incentiva leitura para projeto da Unicef


A Campanha de incentivo à leitura de 2008 da Unicef. Achei interessante a peça criada pela DM9DDB, um carro de F1 feito de livros.

Projeto Entre na Roda: leitura na escola e na comunidade

O projeto Entre na Roda difunde o hábito da leitura em instituições educacionais, em seu entorno e em outros espaços educativos, propiciando a convivência em ambiente
letrado para crianças, jovens e adultos. Aprender a ler os mais diferentes gêneros textuais, adquirindo o gosto pela leitura, pode garantir aos estudantes sucesso ao longo de toda a trajetória escolar. Nesse sentido, o projeto Entre na Roda propõe-se a apoiar secretarias municipais ou estaduais de educação para formar orientadores de leitura entre educadores e colaboradores da comunidade.

O que é?
Programa de formação para educadores, técnicos, gestores e voluntários, com oficinas
de capacitação. Fornecimento de material de apoio à formação e acompanhamento,
em duas versões: educação infantil e ensino fundamental. As oficinas contemplam desde a organização das rodas de leitura, do acervo, até o trabalho com diferentes gêneros discursivos. Além da vivência das rodas e de outras atividades de leitura, são promovidos momentos de reflexão e discussão da teoria e da prática.

Quais os objetivos?
- Formar educadores e voluntários da comunidade para desenvolver rodas de leitura;
- Estimular o prazer pela leitura e ampliar capacidades leitoras por meio do trabalho
sistemático com diferentes portadores e gêneros textuais;
- Ampliar o universo cultural de crianças, jovens e adultos;
- Fortalecer a parceria entre unidades educacionais e comunidade, na perspectiva da educação integral; e
- Conhecer e valorizar a cultura local.

Para quem?
Educadores, gestores educacionais, bibliotecários, agentes sociais e voluntários da comunidade que atuem com crianças, jovens e adultos.

Sobre o gosto da leitura na escola

Miriam Mermelstein


A autora enumera alguns pressupostos para a introdução dos alunos no mundo da literatura, como a importância de ter um ambiente cultural no qual o livro esteja presente, de ampliar o repertório do aluno apresentando-o a uma diversidade de gêneros textuais, de ensinar a ler com prazer, de respeitar as escolhas dos jovens diante do universo desvelado pelos livros. Aborda ainda a estreita ligação entre o ler e o escrever, oferecendo sugestões de exercícios para o desbloqueio da escrita criativa.

O professor de literatura e crítico literário, C. F. Moisés, com quem estudo há 10 anos, na apresentação de seu livro “Poesia não é difícil” cita questões muito comuns de serem ouvidas na escola: ‘Como posso gostar de poesia se não a entendo?’ ‘E como entender sem gostar?’ (1)

Ficamos em um círculo vicioso, uma armadilha, afirma o autor, pois como saber se gostamos (ou não) se não a conhecemos? Aí entra o papel do professor educador e mediador da cultura em introduzir novos conteúdos e novas experiências no mundo do aluno.

Mas como? Eis a questão crucial. O objetivo deste texto é enumerar alguns pressupostos e algumas atividades de linguagem como idéias a serem adaptadas por vocês, professores, em seus planos.

Um pressuposto refere-se à significação de um ambiente cultural na formação do leitor. Desde muito pequenos, os alunos podem ‘ler’ textos, entendido o verbo de forma não literal: quando o professor lê para a classe, quando o aluno conta suas vivências na roda, quando o aluno ouve o colega contar ou descrever algo, quando o aluno ouve uma cantiga e sua letra, quando o aluno ‘lê’ ilustrações de um livro, quando ele tem acesso constante aos livros da sala ou da biblioteca, quando sabe que a leitura é uma atividade valorizada pelo professor.

Sabemos das dificuldades de obtenção e veiculação de livros nas escolas. Bibliotecas sem bibliotecários, livros não tombados e, portanto, não passíveis de circulação, mas sabemos também que existem outras formas de contornar essa situação. Saraus, pedidos em editoras, mutirões do livro, de organização das salas de leitura, feiras culturais, intercâmbios entre classes, cartas a autoridades competentes, etc. são alguns dos recursos que a escola deve utilizar para garantir o acesso do aluno ao livro.

Outro pressuposto refere-se ao grau de complexidade dos textos e das atividades com textos. Não devemos poupar os alunos de novos desafios. A função da escola é ensinar novidades, ampliar o repertório do aluno com exposição de maior diversidade de gêneros textuais. A dosagem e as exigências serão planejadas considerando que a formação do leitor é um processo de amadurecimento. Quanto antes começar, mais sentido fará na vida do aluno-leitor.

O livro é um objeto inserido em um contexto. Tem autoria, propósito, um tempo e um espaço delimitado (de criação e de circulação). Saber sobre o autor e sua época, conhecer suas condições de produção ajuda a inferir sobre outros tempos e outros espaços. Um exercício interessante é o de comparar textos literários de uma mesma temática, mesmo local e épocas diferentes, ou textos oriundos de culturas diferentes abordando o mesmo tema. “É a polifonia e a pluralidade contra o monólogo e a palavra autoritária”. (Sonia Kramer) (2) Intertextualidade. Por exemplo, mixar conteúdos da História com textos literários também é um recurso em que ambas as áreas ficam enriquecidas.

Sabemos que a escola tem um plano a cumprir e dentro dele as atividades de linguagem que devem ser realizadas e avaliadas. Ensinar a ler com prazer, a tirar proveito pessoal da leitura esbarra quase sempre na questão do número de alunos na sala para acompanhar e na dificuldade em avaliar objetivamente o aproveitamento, o prazer e a fruição. Mas sem paixão não avançamos. Principalmente quando pisamos na seara da literatura. Ensinar as características estruturais dos gêneros, as combinações lingüísticas possíveis em um texto, a organização das palavras, a comunicação de idéias não devem matar o prazer, não podem impedir que a leitura faça sentido pessoal e íntimo na vida do aluno.

Outro pressuposto é respeitar a escolha do aluno. Imaginem uma pequena cidade em que seus habitantes só conhecem comida brasileira. Vivem tranqüilos sem saber ou sem querer saber o que existe de diferente lá fora. Aí chega um grupo de imigrantes do Oriente trazendo seus costumes, temperos e especiarias. O que pode acontecer?

A – os dois grupos não se comunicarem.

B – os dois grupos trocarem suas especificidades e criarem um terceiro grupo.

C – os dois grupos aceitarem as mútuas contribuições, mas manterem sua identidade.

Esse é um exemplo do que pode acontecer com quem tem contato com o conhecimento. Transformação. Mas não acontece de imediato, nem uniformemente. É um processo e, como tal, é variável. Especificamente na arte, e dentro dela na literatura, esse processo tem finalidade de aumentar a autoconsciência humana. “A literatura é um autêntico e complexo exercício de vida, que se realiza com e na linguagem”. Nelly N. Coelho (3)

As possibilidades combinatórias são muitas e cada um responde de acordo com sua história, seus sentimentos e possibilidades.

Imaginem agora se todas as pessoas da mesma cidade só conhecessem histórias de saci e lobisomem. Chega na cidade o grupo do Oriente trazendo histórias de califas e odaliscas, nunca antes ouvidas.

Respondam: o que pode acontecer?

Essas analogias nos permitem entender o que muda quando o novo penetra em nosso mundo, as dificuldades de aceitação, o acréscimo que pode significar e a mudança que pode provocar.

Existe uma estreita relação entre produção de textos e leitura. Segundo Citelli (5), a escrita constante pode despertar maior interesse pela leitura. O pressuposto subjacente é que durante o percurso da escrita, os alunos tendem a se expressar cada vez melhor com menos clichês e mais identidade.

Nem tudo que nos apresentam ou que conhecemos tem unanimidade. Podemos falar em tendências, cada classe social, cada bairro, cada sala de aula têm características próprias pois vivem histórias de vida similares. Assim, o professor pode dizer: ‘- minha classe gosta de livros de aventuras’, ou ‘minha classe adora gibis’, como um bloco, mas devemos oferecer opções e respeitar as diferenças.

A leitura e a escrita são, portanto, construídas ao longo da vida escolar com respeito à individualidade, incentivo à narração pessoal, desejo de ser lido ou ouvido.

Os passos da escrita criativa:

1 – narrar e escrever tudo e sempre como uma rotina escolar.

2 – encontrar com o professor e colegas um assunto de interesse para escrever.

3 – começar com o que Lucy McCalkins (4) chama de ensaio, uma primeira escrita.

4 – esboço ou desenvolvimento da escrita. “Ponha no papel”, diz o escritor W. Faulkner, “aproveite a chance. Pode ser mau, mas este é o único modo pelo qual você poderá fazer algo realmente bom”.

5 – revisão – ver novamente, ler para os colegas e professor e reescrever em todas as etapas.

6 – edição – fazer o texto excrito circular, mesmo entre os colegas. Quem escreve, escreve para ser lido e, às vezes, a escola engaveta e só corrige os escritos e esquece do seu autor.

Vamos descrever alguns exemplos de exercícios de desbloqueio da escrita criativa:

1 – o professor sugere: “Abri a gaveta e encontrei...”. O aluno continua o texto escrevendo com: palavras que tenham 2 ou 3 sílabas, comecem com p, m ou s, rime, etc.

2 – o professor leva um texto com ausência de pontuação para os alunos lerem e pontuarem.

3 – o professor dá um poema e pede paráfrase com modificações do personagem, do cenário, etc.

4 – imaginar um personagem não humano, descrevê-lo com características humanas.

5 – pensar o que existe no mar e adjacências e escrever um período combinando palavras pelo parentesco sonoro, ex: areia com ceia, alga com algo.

6 – o professor escolhe algumas palavras, ex. – dia – e os alunos devem atribuir um sentido comum e um sentido figura à palavra.

7 – ad-verso: o professor dá dois versos de uma quadra e pede que os alunos emendem com outros dois versos de um outro assunto.

Esses exercícios podem ser trocados, completados em duplas, dramatizados, tec. Nessa etapa ainda não está em pauta o conteúdo, mas o desbloqueio da escrita.

Referências bibliográficas e sugestões de links:

1 – Poesia não é difícil, Moisés, Carlos Felipe ed. Artes e Ofícios 1996
2 – Diálogos com Bakhtin, Castro, Faraco, Tezza (org) cap. 7 Kramer, Sonia ed. UFPR 2001
3 – Literatura: arte, conhecimento e vida, Coelho, Nelly Novaes ed. Peirópolis 2000
4 – A arte de ensinar a escrever, Calkins, Lucy McCormick ed. Artmed 1986
5 – Produção e leitura de textos, v. 7, Citelli, Beatriz ed. Cortez 2001
6 – Trabalhando com poesia, Beraldo, Alda ed. Ática 1990
7 – Oficina de linguagem, Condemarín, M., Galdames, V., Medina, ª ed. Moderna 2002

*Miriam Mermelstein é pedagoga e autora de obras de Literatura Infantil, tendo ministrado as oficinas “A poesia em sala de aula” e “Abraçando a palavra” no CRE Mario Covas, durante o 1º semestre de 2004

sábado, 24 de abril de 2010

Passagens Literárias: biblioteca na Rodoviária de Curitiba

Foto: Luiz Cequinel / FCC

A Prefeitura lançará nesta sexta-feira (23) mais um programa de incentivo à leitura, o Passagens Literárias. Todas as sextas-feiras à noite, passageiros que aguardam embarque na Rodoviária de Curitiba poderão emprestar livros de todos os gêneros, para todas as idades.

A minibiblioteca é uma parceria entre a Prefeitura, por meio da Fundação Cultural e da Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), a Fundação Sidônio Muralha e Ministério da Cultura.

Na sexta-feira passada (16), o prefeito Luciano Ducci lançou o programa Curitiba Lê e inaugurou a primeira Estação da Leitura da cidade, no Terminal Pinheirinho, e mais uma Casa da Leitura.

O programa Passagens Literárias em Curitiba é uma iniciativa inédita no país, por ser a primeira vez que a minibiblioteca percorrerá um terminal rodoviário. "O programa incentiva pessoas de todas as idades e níveis de escolaridade a descobrir mundos novos através da leitura, enquanto esperam no saguão de embarque", diz Rubico Camargo, diretor de Desenvolvimento da Urbs.

A minibiblioteca ficará na sala de espera central de cada bloco da Rodoferroviária. O empréstimo de livros será feito com ajuda de três monitoras todas as sextas-feiras, das 19h às 20h30 no bloco interestadual e das 20h30 às 22h, no bloco estadual.

"O programa Passagens Literárias se inspira ns bibliotecas ambulantes, o diferencial é que o livro chegará ao leitor de forma lúdica, permitindo ao mediador encontrar no leitor uma cumplicidade em relação à poética do texto", explica uma das mediadoras do programa, a professora de arte Priscila Angélica Santos Sehnem.Priscila, também contadora de histórias, participa do programa ao lado do mestre em Filosofia Cláudio Sehnem e de Tatjane Garcia Albach, mestranda em Literatura e produtora cultural.

Como funciona - O Programa Ponto de Cultura - Passagens Literárias foi idealizado em julho de 2008, com o objetivo de aplicar um projeto de literatura com a comunidade local. No terminal rodoviário de Curitiba, a proposta é incentivar a leitura durante o tempo ocioso de passageiros que esperam para embarcar, e também das pessoas que aguardam a chegada de ônibus. Para isso, os monitores irão percorrer os corredores com estantes móveis de livros de todos os gêneros, como crônicas, fábulas, contos, poesias e literatura infantil, entre outros.

Nos saguões dos dois blocos da Rodoviária, os passageiros serão abordados pelas monitoras, que perguntarão aos leitores o tipo de livro que gostaria de emprestar. "O objetivo é criar uma interação entre os passageiros e as mediadoras, para que a escolha do livro seja rápida e, com boa orientação, de acordo com o gosto do leitor", diz Priscilla.

Às sextas-feiras, no primeiro horário, 19h às 20h30, os livros estarão disponíveis no setor interestadual. No segundo, das 20h30 às 22h, no bloco estadual. "No bloco interestadual, onde embarcam passageiros para diversas regiões do país, os livros são mais escolarizados, seletivos e procuram leituras específicas", diz Priscila Sehnem. "Para a ala estadual, escolhemos pequenas crônicas ou contos rápidos, já que os passageiros viajam predominantemente ao Litoral paranaense e região de Ponta Grossa", acrescenta.

Empréstimo - Todos os livros da minibiblioteca da Rodoviária trazem textos curtos. São adquiridos pela Fundação Sidônio Muralha, de Curitiba, e a relação de títulos ofertados é constantemente atualizada.

O passageiro, ao emprestar o livro, irá preencher uma ficha com dados pessoais e contato. Se não conseguir terminar a leitura até o embarque, ficará registrada na ficha do passageiro a página onde a leitura foi interrompida, para que em outra oportunidade o leitor possa retomar o livro da página onde parou de ler.

Fonte: Urbs