sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Filme: Coração de Tinta: o livro mágico



Coração de Tinta, a meninha Meggie, encantada pelas aventuras que lê nos livros, descobre que seu próprio pai tem um segredo mágico.  Ele consegue dar vida aos personagens das histórias, quando lidas em voz alta.  É uma aventura no mundo mágico da leitura!

Estimulando a leitura

Psicopedagoga Ana Cássia Maturano dá dicas para ocupar as crianças nas férias e, de quebra, formar pequenos leitores.

Mês de férias escolares, período em que a maioria das crianças, se não vai para uma colônia de férias, fica o dia inteiro em casa. Esse tempo ocioso é, quase sempre, gasto diante da TV. Segundo a psicopedagoga Ana Cássia Maturano, os pais poderiam usar o período das férias para criarem o hábito da leitura entre as crianças. “Além de ocupar a criança, o tempo é preenchido com uma atividade que desenvolve o intelecto”, afirma.

Com tantas atividades eletrônicas, opções multimídia de ensino e de divertimento, os livros são cada vez menos requisitados nas horas de lazer pelo público infantil. Contudo, como hábitos também são adquiridos por influência dos pais, as crianças podem aprender a gostar de ler a partir de atitudes simples. “A prática da leitura exige uma atitude ativa, permitindo o exercício da criatividade, da imaginação e da livre interpretação”, explica a especialista.

A psicopedagoga sugere, para fazer da leitura uma atividade prazerosa, que os pais desde cedo presenteiem os filhos com livros e levem os pequenos leitores a bibliotecas ou em eventos como a Bienal do Livro.Um bom começo é o próprio modelo dos pais, demonstrando prazer nessa atividade. Eles podem comentar com os filhos o que leram, buscar informações em material impresso e ler para e com as crianças num momento de prazer.

Ana Cássia explica que nunca a leitura pode ser aplicada como um castigo, para não tomar conotação indesejada, pois a criança pode associar esta atividade à punição. “Isso tolheria qualquer entusiasmo, pois tal prática adquiriria um valor negativo” afirma.

Um tipo de livro para cada idade

A leitura pode e deve ser estimulada na criança desde cedo. “A faixa etária é só um indicador”, ressalta a psicóloga. “Antes de mais nada, é necessário observar o desenvolvimento da criança para perceber o que é mais adequado a ela, pois quanto mais nova, maior deve ser a participação do adulto em atividades envolvendo livros”. Confira as dicas da psicóloga para o estímulo da leitura em cada faixa etária:

Entre um ano e meio e três anos: Nas crianças menores, Ana Cássia sugere incluir entre os brinquedos livros de papelão, plástico ou pano, contendo gravuras que permitirão a criança explorar o ambiente pelo tato e nomear os objetos.

Dos três aos seis anos: Aqui os livros só com imagens e enredos curtos são os mais indicados, já que as crianças utilizam atividades lúdicas no seu impulso de descobrir o mundo real e a linguagem nesta fase. “No material deve haver o predomínio absoluto das imagens, simples e de fácil comunicação visual, retratando histórias comuns relacionadas ao cotidiano da criança, que possam ter algum significado para ela”, explica Ana Cássia. “O enredo deve ser curto, contendo humor e mistério, com repetição dos elementos para a manutenção de sua atenção”. A participação do adulto é essencial, segundo a psicóloga, “enquanto leitor das situações apresentadas, permitindo à criança estabelecer uma conexão entre o mundo real e o mundo da palavra, que nomeia o real”. Ela alerta para a necessidade de o adulto tornar a leitura interessante e incluir a criança como um participante ativo, “fazendo-a interagir com a história por meio de perguntas, por exemplo, ou pedindo que reconte a ´estória´ numa outra situação”.

Dos seis aos oito anos: é nesta idade que a criança inicia o aprendizado formal da escrita. Segundo Ana Cássia, a atividade requer ainda o predomínio da imagem como ferramenta para ajudar a criança a entender o texto. Assim, as situações apresentadas devem ser simples, referir-se ao mundo maravilhoso ou cotidiano, com toques de humor e ter começo, meio e fim. Outra dica, segundo a especialista, é buscar histórias com personagens bem definidos quanto ao caráter, “para evitar que a criança se confunda quanto a esse aspecto”. Para uma melhor compreensão do texto nesta fase, ele deve ser breve, conter palavras de silabas simples, frases em ordem direta e elementos repetitivos. Os temas podem ser variados, mas um elemento sempre atrativo nesta etapa é o da inteligência vencendo a força. “Não se deve perder de vista que o pequeno leitor está se arriscando numa nova aventura, com muitos obstáculos a serem superados”, explica Ana Cássia. “Por essa razão, o incentivo carinhoso e compreensivo do adulto é fundamental nessa descoberta”.

Dos oito aos 10 anos: Nesta fase em que a criança já tem um domínio maior do mecanismo da leitura, Ana Cássia indica livros contendo imagens dentro de uma relação dinâmica entre o verbal e o visual, de modo a ampliar a compreensão do texto. As frases continuam simples, porém devem ser substituídas aos poucos por períodos compostos por coordenação. Com começo, meio e fim, as histórias preferencialmente devem contar com uma situação central, a ser resolvida com toques de humor e situações inesperadas, podendo ser reais ou fantásticas. “Mais uma vez o adulto assume papel importante, não só de incentivador da atividade, mas também no pós-leitura, funcionando como um suporte frente ás dificuldades”, explica a psicóloga.

Dos 10 aos 12 anos: Nesta idade, o leitor já domina o mecanismo da leitura, tem maior capacidade de concentração e abstração e é capaz de compreender o mundo expresso no livro. Os textos podem ser mais densos, maiores, com uma linguagem mais elaborada, sendo as imagens dispensáveis. Ana Cássia ressalta que há, nesta fase, uma grande atração por confronto de idéias, por heróis humanos que lutam por seus ideais, histórias de problemas cotidianos que impedem a realização do indivíduo ou histórias de amor, por elementos desafiadores da inteligência, num contexto realista ou maravilhoso. Há uma farta variedade de literatura para essa faixa de idade. Exemplos são contos, crônicas, novelas de aventuras ou sentimentais, mitos, lendas, ficção científica, policial, documentários, histórias de humor, de raças ou animais. E o adulto, qual função ocupa nessa empreitada? “Aqui o leitor já é um pré-adolescente, alguém que se sente muito forte e portanto dispensa a participação dos adultos, que podem assumir o papel de desafiados desse ser em ebulição”, ressalta a psicóloga.

A partir dos 12 anos: Nesta etapa encontra-se o leitor crítico que, por ter um pensamento mais reflexivo e dominar plenamente a leitura, é capaz de fazer uma reflexão mais profunda do texto a da realidade. O mercado editorial para essa faixa etária é bastante amplo. “Um adolescente que foi estimulado durante sua vida para o exercício da leitura, que freqüentou livrarias e bienais, de uma maneira positiva, não terá dificuldade em saber o que ler, não só por seus interesses, mas por já estar habituado a atividades do gênero”, resume Ana Cássia.

Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga pela USP, especializada em Problemas de Aprendizagem. É co-autora do livro Puericultura – Princípios e Práticas, onde aborda aspectos relacionados a ‘estimulação cultural da criança’.

Fonte: Guia do Bebê

Dicas para estimular o gosto pela leitura nas crianças

Biblioteca Virtual do Governo do Estado de São Paulo

São dicas simples que podem ajudar a formar um leitor desde a mais tenra idade. A leitura deve ser sentida como algo prazeroso, sem nenhum caráter de obrigação.

- Reserve algumas horas por dia para a leitura em família. Faça com que a criança aprecie esse momento, em vez de encará-lo como uma obrigação ou como uma “aula”.
- Freqüente livrarias e bibliotecas com a criança e leve-a para eventos de contadores de histórias ou conte-as você mesmo. Faça disso um programa de lazer.
- Converse com as crianças sobre livros e peça-lhes que comentem a história que acabaram de ler. Isso estimula a formação do pensamento crítico e o desenvolvimento da linguagem.
- Em aniversários de crianças, dê livros de presente.
- Estabeleça horários fixos para computador, videogame e TV. Tente dosar essas atividades com a leitura.
- Gibis e jornais também são essenciais para desenvolver o gosto pela leitura.
- Jogos com palavras e frases também podem estimular o hábito pela leitura.
- Sempre leia em voz alta. Isso faz com que a criança perceba a relação entre a palavra escrita e a falada. Abuse do recurso da entonação para deixar a narrativa mais atraente.
- Repetir a leitura muitas vezes é normal, pois a criança está memorizando e fazendo cada vez mais ligações entre o que ouve o que vê no livro (desenhos, expressões e palavras).
- Ao mostrar um livro a uma criança pequena, pare cada vez que virar a página, e espera a sua reação.
- Ofereça a seu filho material variado de leitura (para se divertir, para aprender, para passar o tempo...): ler não é coisa que se só se faça em livros.
- Ensine a importância de cuidar e conservar os livros, mas não exija que eles fiquem sempre impecáveis, pois isso é sinal de que não foram lidos mostre que um mesmo exemplar pode servir para várias pessoas e incentive a troca de publicações entre as crianças.
- Incentive atividades que exigem leitura, como cozinhar (ler receitas), fazer brinquedos (ler instruções), descobrir coisas curiosas em livros...
- Estabeleça uma noite por semana para leitura (em lugar da TV).
- Deixe bilhetes para seu filho, e peça respostas por escrito.
- Estimule o seu filho a utilizar a biblioteca de sua escola ou, na falta dela, a biblioteca pública de seu bairro. Além dos livros, ele pode encontrar outros amiguinhos que gostem de ler e participar das atividades que as bibliotecas realizam.

Fontes:
- “Passaporte para Leitura”, publicação do Instituto Ecofuturo
- Incentivo à Leitura – Plenarinho (http://www.plenarinho.gov.br/sala_leitura/nossa-biblioteca/incentivo-a-leitura
- Ler é um barato (http://www.colegiosantamaria.com.br/santamaria/aprenda-mais/artigos/ver.asp?artigo_id=13

Leia mais: Biblioteca Virtual do Governo do Estado de São Paulo

Reportagem especial sobre a leitura “E o verbo se fez vida”

A reportagem online foi produzida num formato de livro digital com design de Sidclei Sobral, fotos da agência JC Imagem e ilustrações de Miguel Falcão. Dividido em capítulos, o especial passeia por, pelo menos, três fases e suas diferentes formas de percepção da leitura: a infância, a juventude e a maturidade.

No capítulo 2 “Comunidade Transformadas” está a matéria “Bibliotecas podem mudar a história de comunidades do Recife”, que aborda o estímulo a leitura como uma alternativa para promover o desenvolvimento humano e a transformação social. A matéria traz depoimentos de coordenadores, usuários, voluntária de bibliotecas e da coordenadora programática do Centro de Cultura Luiz Freire, entidade parceira da Rede, Cida Fernandez. Acesse a reportagem especial na íntegra aqui

Confira abaixo trecho de matéria que apresenta o trabalho.

Ler nos faz descortinar novos mundos, participar deles. Caminhar, ver por nós mesmos, descobrir. Não importa quando, onde, por que. Livros são capazes de transformar letras em vida. A reportagem especial E o verbo se fez vida, produzida por Inês Calado para o JC Online (www.jc.com.br), mostra histórias de pequenos leitores que, ainda crianças, descobriram o prazer da leitura.
Traz relatos de gente que nunca teve a oportunidade de aprender o significado das palavras e que hoje luta para compreendê-las. Sem perder a esperança de que um dia irão encontrá-las. O portal disponibiliza versão multimídia com novos textos, vídeos e infográficos. Na web, o internauta também pode compartilhar seus hábitos de leitura participando de enquete baseada em uma pesquisa nacional que traz um dado preocupante: o brasileiro lê apenas um livro por ano, número bem abaixo da média mundial.

Leia aqui a reportagem especial: http://www2.uol.com.br/JC/sites/verbo/index.html
Participe da pesquisa do JC Online sobre hábitos de leitura: http://www2.uol.com.br/JC/sites/verbo/enquete.html

Acesse o blog da Rede de Bibliotecas Comunitárias da Região Metropolitana do Recife: http://rededebibliotecascomunitarias.wordpress.com/

Fonte: Centro de Cultura Luiz Freire

Campanhas incentivam hábito de leitura em Belo Horizonte



Uma pesquisa do Ministério da Cultura aponta que o brasileiro lê, em média, um livro por ano. O índice é considerado baixo para um país que está entre os oito maiores produtores de livros do mundo.

Fonte: MGTV