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sábado, 21 de agosto de 2010

Modelo de Projeto Social - Trupe da Leitura


Victor S. Gomez

Origem à organização.

A idéia de criarmos uma biblioteca comunitária, surgiu quando da visita de uma amiga de nossa filha em nossa casa. Tínhamos alguns livros infantis e a menina ficou vidrada. Nossa comunidade é muito carente e a preocupação principal dos pais não é comprar livros para seus filhos. Demos a ela um dos livros de nossa filha de presente. A menina ficou encantada e não desgrudou mais do livro. O nome dela é Cintia e na época tinha oito anos. Hoje com 15 anos ela participa de Trupe da Leitura.

Objetivos da organização.

O CENTRO CULTURAL CRIANÇA CIDADÃ, também é representado pela sigla CECI, é uma sociedade civil sem fins lucrativo, livre de quaisquer preconceitos ou discriminações, seja de etnia, sexuais, credo religioso ou ideologia, quer em suas atividades e objetivos sociais, quer entre os componentes de seu quadro de diretoria e parcerias. A entidade será rígida com a legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade e da eficiência. O CECI tem pôr objetivo o estudo, pesquisa, assessoria, organização e proteção ao meio ambiente, assistência à cidadania, educação e saúde, podendo criar intercâmbios com grupos culturais e entidades nacionais e internacionais, apoio e luta contra qualquer forma de discriminação social, econômica, racial, religiosa e sexual em todo território nacional e atendimento a grupos vulneráveis, especialmente crianças e adolescentes. Além disso o CECI visa dar cursos profissionalizantes de qualificação e requalificação profissional para melhor atender a comunidade. Podendo também fazer convênio e parcerias com entidades afins.

O município de Seropédica localizado na Baixada Fluminense, com uma área territorial de 267 Km2 e população total de 65.020 habitantes; segundo dados do IBGE mais de 45% de sua população ativa não completou o segundo grau. Por isso criamos o Projeto Trupe da Leitura. Acreditamos que ele se destina a desenvolver o gosto pela leitura e a disseminar a cultura entre os habitantes do município. A Trupe da Leitura é um grupo formado por adolescentes da comunidade e freqüentadores de nossa instituição e está em atividade aproximadamente dois anos e seis meses. O projeto Trupe da Leitura surgiu antes de fundarmos a instituição. Esse grupo leva às escolas da rede pública e particular o contato com os livros, fazendo encenações com textos de grandes escritores e declamações de poesias, para com isso despertar nas crianças e adolescentes o gosto pela leitura. Enquanto um narrador com um livro na mão vai lendo parte de um texto, o restantante apresenta um esquete dando continuidade ao texto narrado. Já foram realizadas várias apresentações nas escolas da comunidade com grande sucesso e repercussão. O Projeto Trupe da Leitura busca também a melhoria da qualidade de vida, nas comunidades de baixa renda, pretendendo tirar nossos jovens da faixa de exclusão social. Paralelamente temos o Módulo Ser Cidadão, no qual são tratadas questões como Cidadania, Sexualidade, Drogas, DSTs (AIDS), Família, Estatuto da Criança e Adolescente, etc. Além desses pontos é dada prioridade ao reforço escolar, através de aulas de português e matemática, dando ênfase principalmente ao acompanhamento da freqüência e manutenção da média escolar; visando com isso conter a crescente evasão escolar, que tira grande parte dos alunos da escola. Num município carente de recursos, e sem políticas públicas que favoreçam as crianças e adolescentes; faz se necessário à implantação de projetos socioculturais. O Projeto aposta na formação desses adolescentes; para que possam, por seus próprios esforços, lutar por uma melhor qualidade de vida e conquista de sua cidadania.
População atendida

Critérios de seleção para ingresso no projeto. O jovens devem estar matriculados na escola. É cobrado dos adolescentes a freqüência e a média escolar. Todos os adolescentes que participam do projeto são voluntários.

Número de crianças e adolescentes atendidos mensalmente no projeto, por sexo e faixa etária:
Faixa
Masculino Feminino Total
13 a 15 anos 4 7 11
16 a 18 anos 5 8 13
Total 9 15 24

Periodicidade do projeto
3 vez por semana

Equipe de trabalho e formação

O projeto prevê momentos de formação da equipe.
Momentos/encontros realizados em 2002.
Anteriormente as reuniões eram feitas esporadicamente somente entre a equipe. Para esse ano achamos que para melhor desenvolvimento do projeto, serão realizadas exposições com os trabalhos dos adolescentes, relatórios e reuniões mensais de avaliação com toda equipe. Nestes encontros serão discutidas todas as situações decorrentes do convívio entre educadores e adolescentes observando assim a eficiência dos métodos aplicados. A ata desta assembléia servirá de base para a avaliação do projeto para possíveis desdobramentos. A cada 3 meses aplicaremos um questionário de avaliação do desenvolvimento dos adolescentes. Ao término des 6 meses faremos painéis indicadores sobre o rendimento da equipe, dos adolescentes e sua freqüência, avaliando se as metas do projeto foram atingidas. Teremos também questionários de avaliação ao término da execução do projeto. Faremos também questionários com pais para avaliação dos adolescentes (mudança de comportamento, melhora no aprendizado, maior participação na escola e em casa).

Composição da equipe de profissionais envolvida no projeto, todos voluntários.
Coordenadora
2º grau
Arte educadora
1
Instrutor
2º Grau
Ator e Artista Plástico
1
Instrutora
normal
Educadora
1
Coordenadora Pedagógica
3º grau
Pedagoga
1

Cursos/seminários/palestras que os profissionais do projeto participaram nos últimos 2 anos.

Participação na coordenação do Seminário "Direito e Voluntariado" realizado na FESUDEPERJ em 2002. Os profissionais do CECI organizaram o Seminário "Criança Cidadã" no final do ano passado em parceria com o Colégio Estadual Presidente Dutra. O seminário visava a criação do conselho tutelar de Seropédica.

Rotina de trabalho e proposta pedagógica.
Método de trabalho na Trupe da Leitura:

Através de círculos de leitura e de técnicas teatrais, são trabalhados os clássicos da literatura infanto-juvenil, poesias, lendas e folclore da nossa cultura. Montamos com os adolescentes esquetes teatrais e os mesmos encenam e recitam poesias nas escolas públicas e particulares do município, visando com esse trabalho, formar multiplicadores que vem despertando o interesse pela leitura em outros jovens.

Módulo Ser Cidadão

Ø Cidadania
Ø Sexualidade
Ø Drogas
Ø DSTs (AIDS)
Ø Família
Ø Estatuto da Criança e Adolescente
Ø Reforço escolar
Ø Relação humana
Ø Ética
Ø Família
Ø Atividades Esportivas

Desenvolvemos os temas em forma de dinâmicas de grupo, oficinas culturais, palestra com profissionais qualificados correspondente a cada tema e campanhas que despertam a consciência da comunidade e dos jovens. Assim formando pessoas mais esclarecidas quanto aos seus direitos e deveres.

Técnicas teatrais:

Ø Dicção
Ø Expressão corporal
Ø Alongamentos
Ø Tempo ritmo de fala
Ø Tempo ritmo no movimento
Ø Exercícios e jogos de dramatização
Ø Entonações e pausas
Ø Leitura, interpretação de texto, coordenação do pensamento
Ø Fé cênica
Ø Subtexto, circunstâncias propostas
Ø Marcação, memorizar texto

O que esperamos desse projeto.

Responder concretamente a questão da ociosidade e despertar o interesse pela leitura. O projeto Trupe da Leitura pretende fundamentalmente tirar os jovens de nosso município da situação de risco social, criando oportunidades para o desenvolvimento pessoal, valorização da identidade, cidadania e auto-estima, ajudando também na identificação de suas potencialidades. Pretendemos fazer um trabalho preventivo, e de compromisso com o fortalecimento desses adolescentes, através de práticas artísticas culturais e complementação da ação educativa e com isso aumentar em 40% a formação de novos leitores até dezembro de 2003. Nossa pretensão é atingir todos os adolescentes nas escolas da rede pública e particular de ensino.

História de uma criança do projeto que alcançou resultados positivos.

A idéia de criarmos uma biblioteca comunitária surgiu quando da visita de uma amiga de nossa filha. Tínhamos alguns livros infantis e a menina ficou vidrada. Nossa comunidade é muito carente e a preocupação principal dos pais não comprar livros para seus filhos. Demos a ela um dos livros de nossa filha de presente. A menina ficou encantada e não desgrudou mais do livro.

O nome dela é Cintia e na época tinha oito anos. Hoje com 15 anos ela participa de Trupe da Leitura.

O jovem Bruno José participante ativo da Trupe da Leitura é instrutor de informática de nossa EIC. Depois de ser formado por nossa escola de informática e cidadania Bruno comanda uma turma com sete alunos.

Relação do projeto com as famílias das crianças e adolescentes.

Fazemos reuniões com os pais dos jovens. E alguns até nos ajudam como voluntários na instituição. O Projeto atende aos jovens, buscando a participação da família nas diversas fases do projeto, tornando assim sujeitos ativos no processo de formação dos alunos. A integração instituição e comunidade fazem parte do trabalho social do CECI. É somente através dessa união que poderemos alcançar nossos objetivos. A busca pela melhoria da qualidade de vida e o resgate da cidadania, são metas que buscamos no nosso dia a dia e só com a continuidade desse trabalho é que poderemos concretizá-la

Dificuldades encontradas no desenvolvimento do projeto e como foram enfrentadas.

A locomoção do grupo é feita em ônibus circular. A compra de uma kombi facilitaria muito a saída dos jovens, para as apresentações. Além de podermos mais facilmente levá-los para assistir peças de teatro, visitar museus e fazer encontros com jovens de outras instituições para troca de experiências. Pretendemos também construir um teatro de bolso para que a Trupe apresente peças teatrais para a comunidade.

Ações realizadas em parceria com outros segmentos da comunidade e quem são esses parceiros.

Seminário Criança Cidadã realizado em parceria com o Colégio Estadual Presidente Dutra. Parceria com a Universidade Federal Rural do Rio Janeiro para estágio de alunos de nossa escola de informática e cidadania. Escola de informática e Cidadania em parceria com o Comitê pela Democratização da Informática (CDI). Parceria com a paróquia Maria Mãe da Igreja, que nos cedeu em comodato a casa que usamos como sede da instituição. O Instituto Xerox imprime todo nosso material de divulgação.

Pontos fortes do projeto.

O incentivo a leitura, o resgate da auto-estima e a formação de multiplicadores. Muitos dos jovens que entraram para a Trupe no início do projeto não gostavam de ler, hoje vários deles buscam nossa biblioteca a procura de livros. Despertar esse interesse é o nosso objetivo.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Projeto desperta gosto pela leitura nas crianças de Caçapava

Elas são estimuladas a ouvir as histórias e recriá-las na imaginação

Em Caçapava, um projeto quer despertar nas crianças o gosto pela literatura. E para se interessar pelos livros, elas são estimuladas a ouvir as histórias e recriá-las na imaginação.


Eles têm entre 4 a 6 anos, e são alunos da rede municipal de Caçapava, e juntos viajam pela mundo da imaginação.

Toda semana pelo menos dois grupos com 35 crianças se reúnem na Biblioteca Pública para participar do projeto: Tenda da Leitura. Uma verdadeira contação de histórias em grupo que estimula o gosto da leitura entre os mais jovens.

"Está resgatando aquele momento da história, do tempo da vó. O momento para sentar para ouvir. Esse momento que é importante", diz Angela Nery, contadora de histórias.

Depois da história um exercício: transformar as palavras em imagens. "Agora eu vou desenhar a história", diz Kauane Vitória, de 6 anos.


O projeto pretende transformar o ambiente de leitura em um espaço que os pequenos leitores frequentem mais. Para que a visita à biblioteca da cidade seja a primeira de muitas. Tanto para estudar e pesquisar como se divertir e brincar.

"A biblioteca foi criada para isso. Tem uma gama muito grande de livros onde eles podem pegar o livro que interessar", diz a coordenadora das oficinas culturais, Cacilda Magalhães.

A Tenda de Leitura é oferecida para alunos até a quinta série do ensino fundamental de Caçapava.

Matéria publicada em 09/07/2010
Fonte: VNews

Casa do Saber democratiza a leitura

Prestes a completar três anos, o projeto já implantou 73 bibliotecas e atende atualmente 160 mil pessoas no DF

Publicação: 17/06/2010

Todos os dias, a moradora da Estrutural Jennifer Oliveira, 6 anos, espera ansiosa pela hora de ir à Escola Classe do Setor Residencial Indústria e Abastecimento (SRIA). Lá, a garota começa a se familiarizar com o alfabeto para aprender a ler. Durante o intervalo, pula corda com as amigas. Quando chega a hora das atividades interdisciplinares, a aluna do 1º ano do ensino fundamental mergulha em páginas com desenhos e figuras coloridas. As ilustrações que ajudam o processo de alfabetização da menina ficam nos livros da biblioteca da instituição, montada pelo projeto Casa do Saber, patrocinado pela Rede Gasol.

O programa leva conhecimento a comunidades carentes e a detentos do Distrito Federal. O Centro de Detenção Provisória (CDP) do Complexo Penitenciário da Papuda ganhou ontem uma unidade do projeto com 5 mil livros. O espaço atenderá os 1,5 mil internos e também os servidores do local. Das 73 bibliotecas, 10 atendem detentos. “Mudamos o comportamento no Presídio Feminino do Gama”, orgulha-se o gestor do projeto, Antônio Matias. A meta é inserir salas como essas em todo o sistema penitenciário do DF.

Segundo ele, a ideia da Casa do Saber surgiu a partir de uma campanha de arrecadação de livros promovida por funcionários da Gasol. Depois de recolhido, o material era doado para a Secretaria de Educação. “Percebemos que o destino final não estava sendo cumprido e decidimos mudar”, relembra Matias. Foi assim que o projeto avançou, passando da doação de publicações para a construção de bibliotecas. “Mas não é só montar uma sala. Precisamos de técnicas para fazer a iniciativa dar certo”, explica.

Com o apoio da Associação dos Bibliotecários do DF e de outras entidades, a iniciativa completa três anos em agosto. A primeira Casa do Saber foi inaugurada em uma escola pública do Lago Oeste. O acervo da biblioteca chega hoje a 16 mil livros. “Na semana passada, fui até lá e vi 25 alunos usufruindo do espaço. Também notei que vários livros estavam emprestados”, relata. Segundo Matias, hoje, aproximadamente 160 mil pessoas são atendidas pelo programa.

Educação

A diretora da Escola Classe do SRIA, Consuelo Cintra, acredita que a biblioteca do local, batizada de Casa dos Sonhos pelos próprios estudantes, trouxe melhorias para o ensino dos 165 alunos da instituição. “Os professores ganharam um lugar para contar histórias e realizar outras atividades”, explica. Consuelo conta que, antes da inauguração da Casa do Saber, a sala de leitura do colégio funcionava de forma precária. “Não havia nem mesas e tínhamos poucos livros. Agora, conseguimos enriquecer o nosso acervo”, justifica.

Há, no espaço, livros didáticos e de literatura infantil. A presidente da Associação dos Bibliotecários do DF, a coordenadora técnica do projeto, Iza Antunes, conta que antes de idealizar uma nova unidade, a equipe analisa o perfil dos futuros usuários e define as obras mais indicadas àquele público. A instituição beneficiada precisa somente ter o espaço livre e disponiblizar um funcionário para administrar o local. De acordo com ela, a Gasol promove cursos de capacitação para os interessados em atuar na área, com aulas ministradas por profissionais da associação.

“Nunca compramos um livro. O acervo é todo formado por doações”, conta Matias. O coordenador operacional do projeto, Rivelino Braga, calcula que aproximadamente 20 mil livros sejam arrecadados por mês somente no DF. As cidades de Cascavel (CE) e Impertariz (MA) também já ganharam unidade do projeto. Além disso, a Casa do Saber enviou 20 mil publicações para Angola. “Pretendemos integrar o material todo em uma mesma rede”, adianta Rivelino.

O projeto em números
73
número de bibliotecas
10
bibliotecas em presídios do DF
1,6 milhão
Quantidade total de livros
160 mil
Pessoas atendidas por mês

FAÇA SUA PARTE
A Casa do Saber precisa atualmente de livros infantis, mas publicações de outros assuntos também são bem-vindas. As doações podem ser feitas nos postos de combustíveis da Rede Gasol.

A equipe do projeto também busca o material no local determinado pelo doador mediante agendamento pelo telefone: 0800 61 4553.

Projeto estimula leitura para crianças

A intenção do “Ler e Escrever”, aplicado em uma escola municipal, é fazer com que os alunos não leiam por obrigação

Quando você imagina uma sala de aula com 25 alunos de, em média, 8 anos de idade, o que vem à sua mente? Gritaria, conversas, brincadeiras, risadas e muita leitura. Sim, a leitura faz parte desse contexto e a pretensão é crescer ainda mais. Pelo menos é esse o objetivo do programa “Ler e Escrever”, da Secretaria Municipal de Educação.

Um dos lugares de aplicação do projeto é a Escola Municipal de Ensino Fundamental Lydia Alexandrina Nava Cury. O coordenador pedagógico, Jair Sanches Vieira, explica que o programa é recente, mas está otimista em relação aos resultados.

“O projeto com os alunos começa no próximo semestre. O primeiro semestre foi apenas de preparação. A Secretaria de Educação ofereceu cursos aos coordenadores para qualificá-los e mostrar como tocar esse programa. Os coordenadores passam aos professores, que é quem lidará diretamente com os alunos”, explica.

São distribuídos dois cadernos: um ao professor e outro ao aluno. O docente tem as diretrizes sobre os métodos de conduzir as atividades. Já o aluno tem as atividades em si, que precisam ser lidas para serem desenvolvidas.

“Por exemplo, o caderno do professor traz o local adequado para se conduzir uma brincadeira, já no do aluno aparecem as regras desse jogo. Para que a brincadeira possa acontecer, é preciso que eles leiam. É um modo de estimular a leitura por meio da brincadeira”, complementa o coordenador.

Segundo a diretora da escola, Maria da Graça Bertolini Silva, além do aprendizado, a sociabilidade do aluno também é estimulada. “Quando há uma brincadeira, os alunos precisam estar em contato com outros. E no próprio processo de leitura das regras isso ocorre. Temos partes no caderno que falam para o aluno ler para si e outras que falam para ler e divertir o outro”.

Outro ponto diferencial no material é a questão dos gêneros literários. Por todo o caderno existem poemas, quadrinhos e até piadas. De acordo com a diretora, “eles já têm esse conhecimento de gêneros literários diferentes na 3.ª série. E eles notam que há diferença entre os textos. Isso é enriquecedor”.

O coordenador pedagógico Jair Vieira explica que o grande trunfo do projeto é criar o hábito da leitura. “O ideal é fazer as crianças lerem por gosto. Ler pelo prazer de ler. Quando você lê apenas por obrigação, a leitura perde o seu gosto. E é oposto a isso que estamos estimulando aqui”, conclui.
A importância do pré
Atualmente, o projeto “Ler e Escrever” é destinado aos alunos do 3.º ano do ensino fundamental. Quando questionado sobre o motivo da escolha desse público-alvo, Jair Vieira afirma que é devido à disparidade apresentada entre as crianças que fizeram e as que não cursaram a chamada fase “pré-escolar”.

Segundo ele, no ano passado a Secretaria de Educação, em conjunto com as escolas, verificou uma grande dificuldade em lidar com o 3.º ano, por ser exatamente onde as crianças com e sem o pré se reúnem e, consequentemente, as diferenças começam a ficar mais evidentes.

“Nos primeiros anos, há a progressão continuada. Então, no 3.º ano, há crianças com conhecimentos muito diferentes. Por isso, esse ano foi escolhido para a aplicação do projeto. A ideia é estender para os demais anos, mas o começo foi com o terceiro por ter sido constatado esse problema”.

O coordenador pedagógico ainda afirma que o pré é importante para o contato social do aluno. De acordo com ele, “a educação infantil faz com que a criança tenha uma convivência social. A sociabilidade é um dos principais objetivos dela. Quando o aluno vem direto para o primeiro ano, ele pula essa parte. Então, o pré é muito importante por isso”.

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‘Eu amo ler’, diz Yasmin, de 8 anos

Hoje em dia, há uma grande programação infantil nas grades das televisões. E muitas vezes, as crianças fogem dos programas destinados a elas e acabam assistindo a atrações não recomendadas, como novelas polêmicas e filmes violentos. Mas, será que toda criança tem esse apreço enorme pela TV?

Yasmin Rosalin Francelina Moreira, de 8 anos, afirma que não. Quando perguntada se gosta de ler, a garota é enfática: “Eu amo”. Ela afirma que a leitura a diverte mais do que a televisão. “Na leitura, a gente imagina as coisas como se estivessem acontecendo. Quando estou lendo e falam de um sítio, imagino um sítio na minha cabeça. Na TV, já vem tudo pronto”, conta.

E a leitura realmente auxilia no aprendizado. No momento em que seu nome era anotado para ser citado na reportagem, Yasmin foi rápida para não haver dúvidas: “Meu nome é Yasmin. Com ‘y’ no começo e ‘n’ no final”.

Já Lucas Jesus Oliveira, da mesma idade, gosta de passar algumas horas em frente ao televisor, porém, sabe que ler tem uma grande importância. “Na TV tem bastante coisa para assistir. Mas, para aprender, é melhor a leitura. Eu levei um monte de livros para casa e estou lendo. Gosto de um que tem uns ratinhos que ficam procurando aventuras. É bem legal”.

A professora do 3.º ano do ensino fundamental, Roseli Corrêa de Oliveira, acredita que o gosto pela leitura em crianças como a Yasmin e Lucas é devido a um estímulo que cresce nos dias de hoje.

“Atualmente, há muitos livros, bibliotecas à disposição, etc. Antes, não era tanto assim. E isso faz com que a leitura cresça também. É algo importante, pois ler é fundamental. Ler abre horizontes e preenche o ser humano em todos os pontos”, conclui.

Matéria publicada em 08/07/2010

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Projeto Maracatando - Incentivar a prática da leitura de forma lúdica

Artigo: Projeto Maracatando
Autores: Luciane B. Lima, Marcelo Gabriel da Silva
Resumo: Projeto idealizado pela bibliotecária Luciane B. Lima e o professor de percussão Marcelo Gabriel da Silva com parceria da Oficina de Contação de Histórias e Maracatu, que busca incentivar a prática de leitura através do lúdico e da imaginação usando instrumentos musicais e bonecos. Este projeto ganhou o IX Prêmio Laura Russo sob o tema Empreendedorismo Social em 2010.

Texto Completo: PDF
 
FonteRevista CRB-8 Digital
 

Livros e música: no combate ao racismo


Criatividade premiada

Em março, o Maracatando esteve entre os nove projetos vencedores do IX Prêmio Biblioteconomia Paulista Laura Russo. A premiação, instituída em 1998, é uma iniciativa do Conselho Regional de Biblioteconomia do Estado de São Paulo e tem como objetivo dar reconhecimento a bibliotecários, estudantes e instituições que desenvolvam ações significativas de incentivo à leitura, à pesquisa e à organização de bibliotecas e outros espaços culturais gerenciados por bibliotecários. O tema da última edição era Empreendedorismo Social. "Ganhar este prêmio foi algo mágico, porque consagra o trabalho do bibliotecário como educador social. Para mim, especialmente, foi um prêmio na vida", comemora Luciane. A premiação também serve de incentivo para dar continuidade e ampliar o projeto. Em 2010, o Maracatando deverá ser apresentado a mais 120 novos educandos e, embora ainda não existam recursos para isso, a vontade de seus criadores é de levarem a ideia para outros lugares, se possível para outras instituições de ensino público em regiões carentes da cidade de São Paulo e, quem sabe, também para outros estados brasileiros. Enquanto isso não acontece e paralelo à sua atuação na ONG, Marcelo faz o trabalho de formiguinha improvisando apresentações nas comunidades por onde passa. "Eu chego ao lugar e converso com quem for preciso, ainda que seja alguém do movimento do tráfico, e peço licença para levar o meu trabalho".


 Fonte: Revista Raça

sábado, 31 de julho de 2010

Sacolas que ensinam e aproximam

Projeto que começa a ser desenvolvido em escolas rurais é um estímulo para famílias se unirem em torno da leitura

Silvana Leão

Sacolas de pano, feitas de tecido reciclado e recheadas de livros, revistas, gibis e de exemplares da Folha de Londrina, é a estratégia de duas escolas rurais de Londrina para aproximar pais e filhos. O projeto, batizado de ''Sacola de Leitura'' foi iniciado na última semana nas escolas municipais Luís Marques Castelo, do Distrito do Espírito Santo, e Francisco Aquino Toledo, do Distrito de São Luís, ambos na Zona Sul.

Vitor Lima: ‘‘Achei legal porque
sentei com minha mãe para ler’’
Os alunos contemplados pela primeira ''visita'' da sacola em suas casas estão empolgados com a ideia. ''Achei legal porque sentei com minha mãe para ler, foi gostoso ficar ali com ela. A gente leu tudo o que foi dentro da sacola'', contou o pequeno Vitor Emanoel Trajano de Lima, de 9 anos, da Escola Luís Marques Castelo. Além do precioso momento desfrutado junto da mãe, ele disse que gostou de poder treinar a leitura, pois sonha com o dia em que será convidado para interpretar passagens da Bíblia na igreja que frequenta com a família. ''Vou querer levar sempre a sacola para casa'', avisou.

Willian José Givigier, 9 anos, da mesma instituição, também viveu uma experiência gratificante. ''Eu sempre levo livros da biblioteca da escola para ler, mas desta vez foi diferente porque eu sentei com meu pai e com a minha mãe para ler. E no final a gente ainda fez um relatório do que mais gostou'', relatou o garoto.

Willian Givigier e Ana Beatriz Terciotti:
experiência gratificante
Já Ana Beatriz Terciotti, que aos 7 anos já sabe que a leitura ''é muito importante'', gostou de ter o pai, a mãe e o irmão para ajudá-la nas pequenas dificuldades ainda enfrentadas para decifrar as letras. Como os demais, ela garantiu que levará o kit para casa sempre que puder.

Termômetro

Segundo o diretor da escola, Rogério Gil Kosteski, foram confeccionadas 24 sacolas, feitas de tecido que já foram as cortinas das salas de aula. A mãe de uma professora se encarregou de confeccioná-las e as educadoras ficaram responsáveis pela decoração das bolsas, que receberam pinturas e colagens. ''Optamos por não padronizar as sacolas, deixando que cada professora imprimisse nelas a sua marca. Isso gera um maior comprometimento com o projeto e estimula maior cuidado'', argumentou o diretor.

Kosteski explicou que além de promover a maior união da família, a iniciativa pretende estimular a participação dos pais no processo de aprendizagem dos filhos, dando-lhe condições de avaliar o seu desenvolvimento na escola. ''Se a criança tem alguma dificuldade de leitura, os pais têm a chance de perceber o problema por contra própria. É uma espécie de termômetro.''

A satisfação das crianças foi sentida também pela comerciária Júlia Kristina Viegas Tosin, mãe de Gabriel, de 6 anos, e de Jéssica, de 10 anos. ''Acima de tudo, foi um momento de união. Foi muito gostoso porque desligamos a TV e cada um leu o que encontrou de mais interessante na sacola. Depois comentamos com os outros o que lemos'', contou Júlia.

Ela revelou que a família faz muita coisa junta, mas nunca pais e filhos tinham se reunido para ler. ''Acho que daqui para frente vamos fazer isso mais vezes. E nem vamos esperar pela próxima sacola'', prometeu, para alegria dos filhos.

Matéria publicada em 27/06/2010

Formando leitores - como ensinar o gosto pelos livros ?

Faça chuva ou faça sol, de dia ou de noite, há uma biblioteca permanente em espaço aberto no pátio central da Escola Municipal Nympha Peplow, de Curitiba. Localizada no bairro Vista Alegre, a escola possui 450 alunos e duas agentes de leitura, dedicadas a estimular o contato com os livros e a narração de histórias.
A Hora do Conto fica mais interessante com a ajuda de dois
 alunos, que se encarregam da narração utilizando figuras e fantoches

Quarta-feira é o dia em que os alunos sentam-se no tapete da biblioteca e formam uma roda. Logo após o recreio é hora de dar início ao círculo de leitura e contação de história. No canto esquerdo do espaço há um imenso baú de madeira que armazena dezenas de exemplares de livros, pequena fatia das 2.500 obras que compõem o acervo da escola. Ao lado do baú, encabeçando o círculo de leitura, ficam dois alunos com livros nas mãos narrando em mímicas com bichos de pelúcia, numa espécie de teatro de bonecos, o enredo da obra. Assim finalizam o registro da história vivida pelos personagens do livro. Adelfe Santina, professora de Literatura, acredita que é interessante trabalhar a continuidade da leitura, na sala e inclusive em casa, com a família dos alunos.
Toda quarta-feira, depois do recreio, é tempo de contação de
história na Escola Municipal Nynpha Peplow, em Curitiba

Influenciar pai e mãe a ler também é uma das estratégias para estimular o hábito nas crianças. A escola lançou um projeto chamado Mala de Leitura, cujo recheio conta com ao menos sete obras, sobre os mais diversos temas, dedicados a todos da família. Dentro da mala, que cada aluno leva para casa, tem até CD de música popular brasileira e DVD com filmes para a família assistir junta. Toda semana os alunos trazem a mala para a escola e trocam os títulos a fim de criar trocas de experiências.

Jéssica Correia, de 8 anos, e Otávio Bressan, 9 anos, ambos da terceira série, levam a mala para casa e foram premiados pelo colégio pela quantidade de livros que leram durante o mês. Ela conheceu todos os tipos de medos no ''O grande livro dos medos''; Otávio leu a história de Sansão e Dalila na Bíblia.

As crianças e professores que mais leem recebem prêmios no
final do mês, tornando-se exemplos para a comunidade escolar
 
O sucesso dos projetos é percebido pelo fluxo de empréstimos dos livros na biblioteca, pela presença interessada de pais e pelas pessoas que param para ler as poesias transcritas pelos alunos no muro da escola. Quem agradece são os professores, que sentem o quanto o aprendizado da criança evolui quando amplia o seu repertório cultural.

Matéria publicada em 29/06/2010

Projeto possibilita leitura em ônibus

Vinícius Fonseca

Paranavaí - A rotina dos usuários do transporte coletivo de Paranavaí (Noroeste) está mais leve. É que na cidade foi implantado neste mês o projeto ''Leitura Sem Fronteiras'', que distribui livros nos coletivos.

Na próxima semana, haverá estreia de uma nova etapa, com encenações de teatro. As peças poderão ocorrer dentro do terminal do município ou mesmo durante a viagem. Ao todo são 15 atores, divididos em grupos de três ou quatro pessoas. O projeto começou com a distribuição de sacolas com mais de 20 livros em toda a frota viária da cidade. ''Os passageiros podem ler durante a viagem ou mesmo emprestar as obras por até um mês'', comenta Alexandre Costa Santiago, gerente da Viação Cidade de Paranavaí (VCP).

Programa distribui livros nos coletivos de Paranavaí

Segundo ele as sacolas contêm clássicos da literatura, além de revistas e almanaques de palavras cruzadas. Os interessados em continuar a leitura em casa devem preencher uma lista distribuída junto com a bolsa. ''Todas as obras são catalogadas, apenas as revistas e os almanaques não precisam ser devolvidos'', esclarece Santiago.

A campanha conquista cada vez mais adeptos e os empréstimos das literaturas têm sido maior desde seu início. Para o gerente, esse comportamento já era esperado e cumpre com o objetivo do projeto. ''O Leitura Sem Fronteiras tem o objetivo fazer com que a população tenha aceeso há esse livros e o aumento na adesão dos passageiros mostra que isso está acontecendo'', argumenta.

Os livros utilizados no projeto foram doados pela Fundação Cultural de Paranavaí através da Biblioteca Municipal Julia Wanderley. Para o Diretor Presidente da instituição, Paulo Cesar de Oliveira, a campanha tem um impacto positivo sobre toda a população. ''Essas ações de incentivo à leitura são importantes pois contribuem até mesmo para formação dos nossos cidadãos''.

O Rotary financiou a produção das sacalas. Essa união em torno do ''Leitura Sem Fronteiras'', além de seu ineditismo são destacados por Oliveira. ''A gente percebe que todo mundo comprou a ideia e o fato de os livros estarem disponíveis dentro dos ônibus é um atrativo''.

Serviço: As doações de livros e revistas podem ser enviadas para a Biblioteca Municipal Julia Wanderley, em Paranavaí. Mais informações pelo telefone (44) 3902-1019.

Matéria publicada em 23/07/2010

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Fábricas de Diadema ganham bibliotecas - Projeto Ponto de Leitura

Folha de São Paulo – SP, por Grazielle Schneider, em 29/07/2010

Ministério da Cultura investiu R$ 200 mil em kits com computador, móveis e acervo de 650 obras para cada fábrica

Dez empresas de metalurgia de Diadema, na Grande São Paulo, receberão bibliotecas para seus funcionários. A primeira delas foi inaugurada na manhã de ontem, na fábrica da IGP, que atua no mercado de autopeças.

A iniciativa faz parte do projeto Ponto de Leitura nas Fábricas, uma parceria entre a prefeitura local, o Ministério da Cultura e os sindicatos dos Metalúrgicos do ABC, dos Químicos e da Construção Civil. Até o final de agosto, todas as salas de leitura estarão prontas.

O ministério investiu R$ 200 mil na distribuição de kits -móveis, um computador com impressora e um acervo de 650 obras- para equipar os locais. Já a prefeitura ficou responsável pela implantação do projeto e pela capacitação de dois ou três agentes de leitura em cada fábrica. Esses agentes têm como função promover e organizar as bibliotecas.

“Pretendemos, com os acertos e erros, estender o projeto a outras fábricas pelo Brasil, desde que haja articulação com prefeituras e sindicatos”, afirma Silvana Meireles, coordenadora do Mais Cultura, programa do ministério que abriga a ação.

O projeto atingirá 5.000 funcionários, segundo levantamento da prefeitura. Para Maria Regina Ponce, secretária da Cultura de Diadema, a ideia é criar um ambiente de aprendizado e prazer dentro do local de trabalho para que os funcionários possam ter mais acesso aos livros. Ela destaca que outras empresas do setor químico e de construção civil já se interessaram pela iniciativa.

Como o material poderá ser retirado e levado para casa, estima-se que outras 15 mil pessoas sejam beneficiadas indiretamente. “A pesquisa Retratos da Leitura mostrou que a mãe é a maior responsável pelo interesse dos filhos por livros. Queremos que o funcionário seja um mediador e crie um ambiente familiar de estímulo à leitura”, diz Meireles.

SEM CUSTOS

A única responsabilidade das empresas é ceder o espaço e fazer as adaptações necessárias para a sala de leitura, de acordo com Renato Cicarelli, diretor da IGP.

Um dos escolhidos para ser agente de leitura na fábrica é Laércio Aparecido Beggiora, 45, assistente de departamento pessoal. No curso de capacitação que recebeu da prefeitura, aprendeu a etiquetar os livros, montar o acervo, atender o público e incentivar os colegas a ler.

“Achei maravilhoso. Hoje [ontem], a biblioteca já ficou lotada. Tem poesia, ficção, ação. Tem gibi e contos infantis para a criançada e tem até DVDs que ensinam inglês”, conta.

A empresa tem 380 funcionários e começou a investir na qualificação deles em 2005, com a criação do programa de educação continuada. Cicarelli diz que 70 trabalhadores já se formaram no ensino fundamental e que, hoje, não há na fábrica ninguém que não saiba ler e escrever.

sábado, 3 de julho de 2010

Araçatuba - Educação fala sobre "Lei das bibliotecas"

O presidente Lula sancionou e foi publicada no dia 25 de maio a Lei 12.244/10, que estabelece que todas as escolas devem ter uma biblioteca e as que já existem devem se ajustar às normas exigidas. A lei define como biblioteca escolar a coleção de livros, materiais videográficos e documentos destinados à pesquisa, estudo ou leitura. O acervo deverá ter no mínimo um título para cada aluno matriculado. As escolas terão um prazo de 10 anos para se adequarem à lei.
Estér com alunos da Emeb

Para o coordenador de projetos de leitura da Secretaria de Educação de Araçatuba, professor Antônio Luceni, a Lei é um grande agente para fortalecer o hábito da leitura e incentivar novos leitores nas escolas. “A criação das bibliotecas incentiva a leitura dos alunos, possibilitando que eles levem os livros para a casa, para que os pais possam ler também e adquirir o hábito de comprar livros para seus filhos. É um grande estímulo ao aprendizado e pode transformar vidas”, argumenta o professor, que reforça a importância de cada biblioteca ter um profissional formado em biblioteconomia, que fique responsável por coordenar o local e pelo empréstimo dos livros, além de indicar boas leituras.
... desde cedo com os livros

Em agosto de 2009, a Prefeitura já havia iniciado um levantamento com os profissionais da rede municipal de ensino para futuramente implantar as bibliotecas nas escolas municipais de Araçatuba. Estes estudos consistem em avaliar as condições das escolas para receber uma biblioteca, analisando o espaço a ser construído ou reformado, se existe iluminação apropriada, se o lugar é arejado, entre outros pontos. De acordo com a secretária de Educação, professora Beatriz Soares Nogueira, ao montar bibliotecas em todas as Emebs do município projetos de leitura que já estão acontecendo se fortalecerão. “Todas as unidades possuem um espaço reservado para a leitura e também desenvolvem projetos relacionados aos livros. Nossa intenção é, com as bibliotecas, ampliar o atendimento também para a comunidade ao redor da escola”, diz Beatriz.

PROJETOS EM ANDAMENTO

Alguns projetos de incentivo a leitura já foram adotados pela Secretaria da Educação, como o Projeto Fazer Em Cantos, destinado aos alunos de Educação Infantil, onde as salas são divididas em cantos, como o canto da leitura e do “Faz de Conta”, onde o objetivo é despertar desde cedo nesses alunos o gosto pela leitura. Há também grupos de estudos, destinados aos diretores, coordenadores e professores, como o Programa Ler e Escrever, o PAE (Programa de Alfabetização Especial), a Olimpíada de Língua Portuguesa, os Concursos de Redação para alunos e professores, entre outros.

EXEMPLO DE EMEB

Há sete anos é desenvolvido na EMEB Sônia Maria Corrêa um projeto de incentivo à leitura, onde os alunos levam toda semana para casa um livro diferente e uma vez por mês um DVD educativo ou filme infantil. A diretora Estér Brito de Paiva Castro diz que após a leitura os alunos fazem um desenho para ilustrar a história. “Os pais não compravam livros para as crianças e a partir desse projeto eles perceberam que os filhos gostam de ler. O nosso objetivo é estimular os alunos a ler e consequentemente os pais”, disse a diretora. Estér acrescenta que este processo de incentivo à leitura desencadeou nos alunos uma responsabilidade, pois eles aprenderam a conservar os livros.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Projeto Cidade da Leitura em Limeira

"Cidade da Leitura" terá livros, ginástica e música

Em comemoração ao Dia Nacional da Leitura, celebrado no dia 12 de outubro e instituído pela Lei nº 11.899, de 8 de janeiro de 2009, e também ao Dia das Crianças, e ainda visando estimular o gosto e o hábito de ler em crianças, jovens e adultos, a Prefeitura de Limeira, por meio das secretarias municipais, irá realizar nos dias 29, 30, 31 de outubro e 1º de novembro, no Parque Cidade, das 9h às 17h, o evento Cidade da Leitura com entrada franca e programação variada.

A maior atração ficará por conta do Bosque da Leitura, com livros amarrados por meio de fios nas árvores, onde na sombra do bosque os visitantes poderão \'colher\' seu livro e se deliciar com uma bela história. Serão disponibilizados cerca de 4 mil livros para o público infantil, jovem, adulto, braile e baixa visão, além de livros de escritores limeirenses doados pelo CPP (Centro do Professorado Paulista). Os livros serão distribuídos em 3 áreas: no Bosque Encantado e ao lado da quadra de basquete, livros infantis estarão pendurados nas árvores; já nos viveiros dos pássaros haverá livros para jovens e adultos.

Durante o evento, a Secretaria da Educação irá inaugurar a Casa de Histórias, com um teatro especial apresentado pelo Cemep (Centro Municipal de Estudos Pedagógicos). Os alunos da Rede Municipal de Ensino visitarão o local nos períodos da manhã e tarde, e poderão desfrutar de várias atividades. O evento contará com apresentações e performances do Núcleo Cia. de Teatro que oferecerá contadores de histórias, animadores caracterizados como personagens da literatura infantil e um monólogo teatral com crônicas e poesias para adultos.

A Secretaria da Cultura disponibilizará espaço para troca de livros, apresentação de bandas musicais e outras atrações culturais. Toda infraestrutura de apoio, monitores, som, palco, segurança e logística contará com o empenho das secretarias municipais de Turismo e Eventos, Segurança Pública e Meio Ambiente. O Centro Educacional João Fischer Sobrinho disponibilizará livros em braile e para pessoas com baixa visão, além de intérpretes na língua de sinais (Libras) durante as apresentações. No dia 30 de outubro, sexta-feira, haverá duas apresentações do Coral Mãos que Encantam.

O evento é uma parceria das secretarias municipais da Educação; Turismo e Eventos; Cultura; Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Bioatividades; Ceprosom (Centro de Promoção Social Municipal); Segurança Pública; Assessoria Geral de Comunicações; além do apoio de outros departamentos da administração municipal.

Estimular o hábito da leitura

O objetivo do evento é estimular o gosto e o hábito pela leitura tanto nas crianças quanto nos adultos. Organizado pela diretora do Departamento de Gestão de Suprimentos (DGS) da Secretaria da Administração, Cassiana Pessatti de Toledo, trouxe ainda a apresentação do Núcleo Cia. de Teatro. Vestidos de palhaços e caracterizados com personagens de histórias infantis, eles levaram a garotada aos risos.

Depois, junto com o prefeito, todos os visitantes e as crianças caminharam pelo “Bosque Encantado”. No passeio, a meninada sentou em pedaços de lonas que cobriam a folhagem seca que estava sobre a terra, para ouvir contos infantis narrados pelos integrantes da companhia.

O secretário da Cultura, Adalberto Mansur, ressalta que o período de incentivo a leitura é importante, “pois desperta a atenção das pessoas”. “Sem esse trabalho não é possível a comunidade ter a valoração cultural”, destaca Mansur, ao afirmar que a ocasião também permite a inclusão social.

Para Silvio, a “Cidade da Leitura” é um sonho da Prefeitura, que se realiza para o município. “Toda cidade desenvolvida conquistou esse nome quando passou a investir na leitura”, completa. Silvio, na cerimônia, agradeceu aos professores e pais que dedicam uma parte do seu tempo para contar histórias às crianças, “afinal esse método proporciona o crescimento intelectual e criativo delas”.

4 mil livros nas árvores

O primeiro dia do evento conta com diversas atividades agendadas para toda tarde desta quinta-feira. A festa continua até o próximo domingo, 1º de novembro, no Parque Cidade, das 9 às 17h, com entrada franca e várias opções de lazer. Entretanto, a comissão organizadora avisa que a programação está sujeita a alterações.

Nas árvores do parque, cerca de 4 mil livros foram disponibilizados para o público infantil, jovem, adulto, braile e baixa visão. Obras escritas por autores limeirenses – que foram doados pelo Centro do Professorado Paulista (CPP) – também compuseram o cenário. Os livros foram distribuídos em 3 áreas: no "Bosque Encantado" e ao lado da quadra de basquete, onde se encontram os livros infantis; já nos viveiros dos pássaros os livros é destinada aos jovens e adultos.

A Secretaria da Cultura reservou um espaço para troca de livros e apresentação de bandas musicais, entre outras atrações culturais. A infraestrutura de apoio, como monitores, som, palco, segurança e logística contou com o empenho das secretarias municipais de Turismo e Eventos, Segurança Pública e Meio Ambiente, e demais secretarias municipais.

Espaço também para deficientes

O Centro Educacional "João Fischer Sobrinho" ainda cedeu livros em braile e para pessoas com baixa visão. Além de intérpretes na língua de sinais (Libras) para as apresentações.

A “Cidade da Leitura” apenas foi possível acontecer com o trabalho em conjunto desempenhado pelas secretarias municipais da Educação; Turismo e Eventos; Cultura; Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Bioatividades; Ceprosom; Segurança Pública; e Assessoria Geral de Comunicações. Além do apoio de outros departamentos da administração municipal.

Fonte: Prefeitura Municipal de Limeira
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Projeto de leitura apoia uso de diário

Autor: Redação JL

Desde pequena, a estudante Larissa Sandy Medeiro, de 10 anos, passou a relatar todos os seus segredos em um caderno de anotações. Considerado seu amigo inseparável, o diário de Larissa hoje está repleto de confissões. "Peguei gosto pela escrita e pela leitura assim, registrando em meu diário as experiências do dia a dia. Hoje, não consigo ficar longe dele", diz.

Considerado um gênero da escrita, o texto de diário foi inserido na grade curricular de 180 alunos da 4º série da EMEIEF "Maria Apparecida de Luca Moore", localizada no Jardim Aeroporto. O projeto, denomidado de "Ler e Escrever", pertence à uma campanha desenvolvida pela Secretaria de Estado da Educação, como incentivo à leitura nas escolas.

De acordo com a coordenadora pedagógica da unidade, Alessandra Daniele Pascoto, desde o início do segundo bimestre, os alunos passaram a redigir textos em primeira pessoa, relatando a rotina na escola, em casa e com os amigos. Na manhã de ontem, a escola distribuiu um diário para cada aluno para selar o projeto.

Para ela, além incentivar a escrita, o diário servirá também como um amigo para dividir as alegrias e tristezas, bem como de um momento de reflexão. "Trata-se de um exercício que propicia privacidade e cultiva a criatividade", observa a coordenadora.

Da mesma opinião, a professora Regina Helena Zacharias lamenta não ter tido a mesma oportunidade ainda quando criança de ter um diário. No entanto, ela confessa que pretende iniciar um junto com os seus alunos. "Realmente é o nosso amigo fiel e inseparável, pois não é sempre que temos alguém do nosso lado para nos ouvir", argumenta.

CIENTÍFICO

Conforme a coordenadora, a partir do próximo bimestre, os alunos conhecerão novos gêneros da escrita, como o texto científico. O tema a ser abordado será sobre os olhares deles sobre o bairro que moram, com o título "Onde vivo?".

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Bauru - Cultura implanta ‘leitura livre’ em linhas de circular

A Secretaria Municipal de Cultura lançará, no próximo sábado, o projeto “Leitura Livre”. Inédito em Bauru, a proposta apresenta à comunidade livros que podem ser retirados do interior dos ônibus circulares, por enquanto disponibilizados aos usuários em algumas linhas urbanas.

Os ônibus das linhas escolhidas vão se transformar em pontos móveis de leitura e também receberão livros doados pelos usuários, num intercâmbio entre a comunidade e a biblioteca, para a reposição das obras e ampliação do acervo.

“O propósito é o compartilhamento da informação através da circulação dos livros. É mais uma maneira de incentivar a leitura em nossa cidade”, ressaltou o secretário de Cultura, Pedro Romualdo.

De início vão circular nos ônibus 1.500 exemplares, entre livros e revistas, disponibilizados em displays especiais.

Já as doações e devoluções nos pontos estabelecidos servirão para reabastecer os carros de leitura livre e para expandir o projeto em outras linhas urbanas, beneficiando novos leitores.

Os títulos poderão ser retirados pelos usuários dos ônibus, lidos e devolvidos no próprio local, ou em pontos fixados na Biblioteca Central, ramais, pontos de venda da Transurb, Rodoviária e Jalovi.

A Transurb, Emdurb e Secretaria de Cultura trabalham em conjunto para o sucesso da iniciativa. Neste sentido, os motoristas também estão sendo orientados para a efetivação do projeto. Veja abaixo as linhas que inicialmente serão utilizadas no Projeto “Leitura Livre”.


sábado, 19 de junho de 2010

Colégio leva projeto de leitura ao Instituto Pró-Criança

Birigui - O Colégio Florescer, de Birigüi, levou o projeto "Nas Asas da Leitura", de incentivo à leitura, para crianças atendidas pelo Instituto Pró-Criança. A coordenadora pedagógica do colégio, Solange Souza, chama a atenção para um contato sensorial com o livro que, segundo ela, revela "um prazer singular" na criança. Na leitura, por meio dos sentidos, a criança é atraída pela curiosidade, pelo formato, pelo manuseio fácil e pelas possibilidades emotivas que o livro pode conter.

O objetivo principal do projeto é mostrar às crianças e, principalmente, aos pais, a importância de incluir o livro no cotidiano. O projeto foi realizado em duas etapas. Na primeira, em 11 de agosto, professores do colégio e monitores do instituto apresentaram de forma lúdica as histórias dos livros, que foram doados pelo Colégio Florescer.

Foram trabalhados três títulos, em três turmas. As crianças de 3 a 5 receberam o livro "O Pássaro sem Cor", que aborda a solidariedade. Com crianças de 6 a 8 anos, o livro adotado foi "Planeta Terra: Nossa Casa", sobre consciência ambiental. Os alunos de 9 e 10 anos leram o livro "A Semente da Verdade", um conto oriental sobre ética e honestidade.

Depois de ouvir e comentar as histórias em sala de aula, as crianças levaram os livros para casa para lerem com os pais e realizarem com eles um trabalho livre sobre o tema central do livro.

Na segunda etapa, realizada no dia 17 de agosto, as crianças apresentaram e comentaram os trabalhos feitos em casa. Nesse dia, como reconhecimento do esforço, cada criança ganhou um kit de pintura doado pelo Instituto Pró-Criança, com lápis, borracha, lápis de cor, canetinha, giz de cera, pincel, tinta guache e cola. O material foi usado em um trabalho coordenado por professores e monitores, no qual cada criança usou sua criatividade para desenhar, colar e pintar.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Projeto "Meu Broto de Leitura", no Berçário Municipal Mãe Cristina, em Marília, no interior de São Paulo

“É na primeira infância que se formam futuros leitores”, afirma a pedagoga Creuza Soares, que implantou o projeto Meu Broto de Leitura no Berçário Municipal Mãe Cristina, em Marília, no interior de São Paulo.

O Projeto Meu Broto de Leitura: Leitura de Histórias, Contos, Poesias... para Bebês é desenvolvido, desde 2006, no Berçário Municipal Mãe Cristina, em Marília, São Paulo. Sacolas de tecido com livros são enviadas aos pais, juntamente com uma orientação e explicação do projeto, para que eles no fim de semana façam a leitura desses livros para seus filhos. Em 2008, o projeto foi um dos cinco finalistas do Prêmio Viva Leitura e inaugurou a Bebeteca Lu Martinez.
 
Missão do Projeto

Este projeto foi pensado como forma de se abrir caminhos para a promoção da leitura, acreditando que os bebês podem construir uma relação carregada de significado com o livro, quando este tem um vínculo familiar, a partir do uso da biblioteca de classe, estabelecendo estímulos e ligações, valorizando relações através de relatos, campanhas, situações de leitura feitas pelos pais e toda a comunidade escolar.
 
O projeto é realizado no Berçário Municipal Mãe Cristina, localizado na Rua Coronel José Brás nº 536 - Bairro Boa Vista, CEP: 17501-570 em Marília (SP)
contato@meubrotodeleitura.com.br
http://www.meubrotodeleitura.com.br/

Fonte: Meu Broto de Leitura

Faz-de-conta para entender o mundo

Especialistas garantem: ouvir histórias desde a primeira infância estimula a criatividade, facilita o aprendizado e ajuda os pequenos a compreenderem o universo ao seu redor

Por Paula Desgualdo

Era uma vez um bebê que cresceu em meio a bruxas, castelos e fadas. Das letras, ainda estranhas aos seus olhos curiosos, nada conhecia. A ele, bastava sentir a magia na voz de quem narrasse uma fábula para mergulhar em um jogo de aventuras e descobertas. Assim como nos contos de fadas, essa é uma história com final feliz. É que, como você verá a seguir, estimular a imaginação dos pequenos ainda no berço pode ajudar, e muito, a desenvolver a sua criatividade e a compreensão que eles têm do mundo.

“A primeira leitura que a criança faz é a do rosto dos pais”, afirma Ivani Capelossa, idealizadora do projeto Biblioteca da Primeira Infância, do Instituto Brasil Leitor, em São Paulo. “O tom de voz, as expressões de alegria e espanto que eles demonstram ao ler e contar causos para os pequenos são o início de um longo caminho de aprendizado”, completa.

Por mais que a criança não consiga entender a história ou absorver todos os detalhes, ela aprende uma novidade toda vez que ouve um conto – principalmente se ele for repetido dezenas de vezes, como a meninada gosta. Nos primeiros contatos com as narrativas, sejam elas cantigas de ninar ou historietas, os bebês começam a trabalhar a memória e a capacidade de organizar informações. “Quando percebem que as histórias têm começo, meio e fim, eles estabelecem pela primeira vez a idéia de temporalidade”, exemplifica a pedagoga Eleusa Leardini, professora da Universidade São Francisco, no interior de São Paulo.

Segundo a especialista, que defendeu uma dissertação de mestrado justamente sobre contar histórias na educação infantil, a magia da literatura para pequenos não só desperta a curiosidade como também contribui para o desenvolvimento de aspectos sociais e cognitivos na infância. Ela defende, ainda, a idéia de que é preciso estabelecer uma relação com o livro desde os 6 meses – a partir do momento em que a criança consegue se sentar sozinha. “Bebês fazem uma pseudoleitura, ou seja, eles olham as imagens e criam a sua própria história”, diz.

Meninas e meninos mais novos têm uma capacidade de compreensão limitada. A ficção, nesse caso, é uma forma de conhecer e experimentar sensações que ainda não fazem parte do repertório infantil. “As crianças se projetam nas personagens e vivenciam alegria, medo, tristeza, saudade”, comenta Eleusa. Assim, os pequenos começam a moldar as suas reações diante das eventualidades que acontecem em sua própria vida. Reconhecem, por exemplo, que o medo do escuro de seu quarto é o mesmo que sentiram quando o lobo tentou devorar a menina Chapeuzinho Vermelho.

Além dos benefícios que as narrativas proporcionam para o desenvolvimento da criançada, não há como negar que elas são uma ferramenta e tanto para estreitar os laços de afetividade entre quem conta e quem ouve. “Ouvir e contar histórias é um tipo de amor muito especial”, resume a escritora carioca Ana Maria Machado. Isso porque narrador e ouvinte precisam estar atentos e totalmente entregues a essa atividade. “É um momento em que a criança se sente respeitada nas suas necessidades”, explica Alessandra Giordano, professora do curso Contar e Ouvir Histórias, do Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo.

Sem contar que, se os pequenos tomarem gosto pela ficção desde cedo, a chance de se tornarem leitores só aumenta. Caso exemplar é o da escritora paulista Lu Martinez, que narrava historinhas para o filho, Gabriel, enquanto ele ainda estava no acalento do útero. Depois que o menino nasceu, as seções de contação ficaram mais freqüentes e o garoto começou a pedir que a mãe repetisse as histórias do dia anterior. Por causa das exigências de Gabriel, Lu passou a registrar as ficções que inventava. Suas anotações renderam sete livros – três deles já foram publicados. “É na primeira infância que se formam futuros leitores”, afirma a pedagoga Creuza Soares, que implantou o projeto Meu Broto de Leitura no berçário municipal Mãe Cristina, em Marília, no interior de São Paulo. Este ano, Creuza inaugurou uma Bebeteca, que, aliás, ganhou o nome da escritora Lu Martinez.

Projeto Ciranda do Livro

I – INTRODUÇÃO

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, UNESCO, estabelece o dia 23 de abril como o Dia Mundial do Livro e do direito do autor. A iniciativa tem por objetivo a promoção da publicação e a leitura de obras que representam a mais potente ferramenta de difusão e de conservação do saber. Ao homenagear mundialmente os livros, o organismo mostra que sua difusão não só auxilia no esclarecimento de todos aqueles que têm acesso às obras, mas, igualmente, como instrumento de desenvolvimento de maior sensibilidade às tradições culturais em todo o mundo, encorajando comportamentos fundados sobre a compreensão, a tolerância e o diálogo.

No Brasil, o dia 29 de outubro foi escolhido para comemorar o Dia Nacional do Livro, tendo a data sido definida em homenagem à fundação da Biblioteca Nacional, ocorrida no ano de 1810. Na verdade, foi somente a partir de 1808, com a fundação da Imprensa Régia por D. João VI, que começou o movimento editorial no país. O primeiro livro publicado foi “Marília de Dirceu”, de autoria de Tomás Antônio Gonzaga. O crescimento editorial no país teve um grande impulso a partir da fundação, em outubro de 1925 e pelo escritor Monteiro Lobato, da Companhia Editora Nacional.

No entanto, o hábito da leitura em nosso imenso país não constitui uma de nossas maiores características. Pelo contrário. Recentemente, pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos em dez países, incluindo o Brasil, mostrou que as crianças e os adolescentes brasileiros lêem muito pouco, dedicando a maior parte de seu tempo livre a outras atividades que não a busca pela cultura.

Sabemos que nosso país possui um enorme potencial de leitores que, uma vez ‘contaminados’ pelo vírus da leitura, constituirão um autêntico exército de fiéis ledores, que exercerão verdadeiro efeito multiplicador com reflexos diretos na difusão deste hábito, assim como na produção e na venda de livros.

Da mesma forma, sabemos que tanto a criança, como o jovem e o adulto, todos, indistintamente, gostam de ler e lêem razoavelmente. No entanto, para que o ato de ler seja prazeroso, é necessário que o texto proposto desperte e aguce o interesse do leitor. A leitura tem que vir acompanhada da satisfação e deve representar o caminho da sabedoria, ou a forma de despertar o espírito para a reflexão, tornando-se um verdadeiro espaço de liberdade, de imaginação e, conseqüentemente, fonte de alegria e de felicidade.

A experiência da leitura deve se constituir sempre em aventura individual; uma aventura que se inicia imediatamente após a abertura de um livro. Seria como estar sempre exercitando o encanto de uma nova descoberta, seja para o público infantil, juvenil e, até mesmo adulto, que é exercitada a cada nova obra que se lê. O dinamismo do mundo contemporâneo exige que os cidadãos tenham um mínimo de preparação e que sejam capazes de participar e contribuir, efetivamente, para o desenvolvimento e a modernização deste mundo.

Neste sentido, nós da Fundação Aprender para Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia, somos conscientes de que a leitura constitui um dos mais eficientes instrumentos de produção do conhecimento, contribuindo integralmente para a formação de cidadãos capazes de compreender as mudanças e de atuar em um mundo em constante transformação para a formação de cidadãos capazes de compreender as mudanças e de atuar em um mundo em constante transformação.

Certamente a leitura, assim como a escrita, estará contribuindo plenamente para uma formação sociocultural condizente com as necessidades do país, evitando-se a marginalização e a deterioração da qualidade de vida da sociedade.

E é neste sentido que vemos a leitura como um poderoso instrumento de produção do conhecimento, principalmente por estarmos vivendo exatamente a ‘era do conhecimento’. Portanto, a utilização deste instrumento possibilita o contato do leitor com diferentes formas de vivenciar e compreender as inúmeras transformações por que passa o mundo.

Para todos que atuam da Fundação Aprender para Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia, a formação de leitores representa um dos maiores desafios para as sociedades e deve ser encarada como prioridade absoluta da Educação. Pensando desta maneira, imaginamos um Projeto que estimula, em toda a Comunidade, o prazer e o hábito da leitura. Assim, o “Ciranda do Livro” nasce do desejo e da necessidade de, ao aliar duas datas tão significativas para a Educação, contribuir para o desenvolvimento da sociedade em bases sólidas e com riqueza de conhecimento, fundamentais para uma nação em desenvolvimento, como o Brasil.

II – OBJETIVOS

Objetivo Geral

O objetivo geral do “Ciranda do Livro” é o de estabelecer para a comunidade varginhense um movimento de caráter sócio-cultural, despertando o hábito pela leitura e, paralelamente, o pleno exercício da cidadania.

Objetivos Específicos

◦Possibilitar o acesso à leitura;

◦Utilizar e apropriar dos espaços públicos;

◦Realizar 7 edições em 2008 , de abril à outubro;

III – JUSTIFICATIVA

Somos conscientes de que a leitura deve ser vista como prática social e não somente como prática mecânica da aprendizagem. Esta prática social deve considerar a interação do homem com a história, o meio e a realidade em que vive promovendo sua integral transformação.

Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos educadores e gestores educacionais na atualidade, refere-se à criação do hábito da leitura. Na verdade, distribuir livros pode ser visto como um bom efeito estatístico, mas que, no entanto, não atinge o cerne da questão. O maior desafio é o de fazer com que os livros distribuídos sejam, efetivamente, lidos e compreendidos, expandindo aquele hábito.

A leitura de textos literários tem o poder de conduzir o leitor a uma grande viagem, a descobrir novos caminhos, a conhecer novos horizontes. Tem, igualmente, a capacidade de nos fazer refletir sobre outras possibilidades de ação, de nos remeter a outros textos já conhecidos, comparando-os a partir da visualização de semelhanças e diferenças.

De mãos dadas com a escrita, a leitura se torna instrumental valiosíssimo na concatenação das idéias, na ampliação do vocabulário, na conceituação e no inter-relacionamento das questões, enfim, na oportunidade de nos conduzir a, também, uma grande viagem interior.

Para o público infantil, especialmente, encontros voltados para o estímulo à leitura representam um efeito multiplicador extraordinário, com resultados surpreendentes no curto e no médio prazo.

Nos dizeres da Profa. Cínzia Ferreira do Amaral, “se quiser criar leitores, cerque as crianças de livros; que tropecem neles enquanto andam pela escola; que os livros sejam presença tão constante que se torna impossível ignorá-los”. Assim, a visão geral é a de que a melhor maneira de formar leitores é deixar as crianças livres para investigar, folhear e escolher o que bem entenderem. Neste sentido, vamos além e acrescentamos: por que não o mesmo com os jovens e os adultos?

Reconhecendo que somente através dos livros a sociedade brasileira terá condições inequívocas de participar de um mundo em constante transformação, é que a Fundação Aprender para Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia, a partir de sua vasta experiência nas áreas da educação e da cultura, apresenta o “Projeto Ciranda do Livro” para a Comunidade de Varginha.

O “Ciranda do Livro” não tem a intenção de ser ou de se tornar uma “Feira de Livros”. Pelo contrário. Sua operacionalização considera, de forma geral, a troca pura e simples de livros, como fundamento do projeto. O ato de doar um livro e de buscar uma nova leitura, demonstram o grande fascínio que a leitura exerce nas pessoas. Portanto, nada mais correto que estimular este hábito.

IV – APOIO

◦A Fundação Aprender para Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia fará gestões junto ao Executivo Municipal (ou Câmara de Vereadores), no sentido de solicitar o amplo envolvimento no “Projeto”, objetivando autorização para a utilização da praça central do município para a execução do projeto;

◦Do mesmo modo, buscará junto à mídia local todo o apoio necessário à ampla divulgação do “Ciranda”, apoio este fundamental para o integral envolvimento e comprometimento da Comunidade Varginhense e, conseqüentemente, seu sucesso;

◦A participação do comércio, da indústria e de bancos do município é imprescindível na integração de objetivos e toda e qualquer contribuição no sentido de auxiliar na implantação do Projeto é muito importante, o que proporcionará retornos consideráveis em termos de marketing para as respectivas atividades;

◦A participação das instituições de ensino (públicas e privadas – da pré-escola à Universidade) no Projeto é de fundamental importância para a conscientização dos estudantes;

V – OPERACIONALIZAÇÃO

Os principais pontos que deverão ser observados na execução do presente Projeto são:

1.Estrutura física necessária: uma tenda 4X4, o espaço da Praça do ET, livros disponibilizados para troca;

2.Os livros serão administrados durante as edições por 2 pessoas trabalhando em regime de voluntariado;

3.A idéia do Projeto é a da efetiva participação de membros da sociedade num primeiro momento na doação de livros;

4.Neste sentido, crianças, jovens e adultos, indistintamente, participarão dessa “troca de conhecimentos”, oportunizando a leitura de obras e exercitando a própria cidadania.*

5.O “Ciranda do Livro” será realizado em 7 edições/mês de abril à outubro, na praça do ET em horário comercial, das 8:00h. às 17:00h.

Para o ano de 2008, o calendário será o seguinte:

◦1º. Encontro – Sexta, 18 de abril – Dia Nacional do Livro Infantil;

◦2º. Encontro – Sexta, 16 de maio;

◦3º. Encontro – Sexta, 20 de junho;

◦4º. Encontro – Sexta, 18 de julho;

◦5º. Encontro – Sexta, 15 de agosto;

◦6º. Encontro – Sexta, 19 de setembro

◦7º. Encontro – Quarta, 29 de outubro – Dia Nacional do Livro.

6.Uma grande campanha de divulgação do evento deverá anteceder as edições. A campanha deverá ser feita diretamente nas escolas, na colocação de faixas e cartazes pela cidade, na mídia escrita, falada e televisiva, fundamentais para a integral participação da comunidade.

7.A campanha de divulgação do Projeto deverá explorar a expressão: “UM LIVRO QUE VALE OUTRO”, mostrando a intenção do leitor em propiciar, a outro concidadão, a oportunidade de ler aquela obra que tanto lhe proporcionou prazer. Da mesma forma, este leitor terá grande interesse em pegar outro livro que alguém doou;

8.A campanha poderá, da mesma forma, estimular o cidadão que possui diversas obras em casa a dividir algumas delas, através da doação, com outros leitores da Comunidade, promovendo uma verdadeira socialização da leitura.

9.A visão é a mesma para os livros infantis, com o grande benefício do efeito multiplicador desta ação junto às crianças. Para os jovens, o livro de histórias que tanto fascinou e estimulou sua imaginação infantil, poderá fazer o mesmo em outra criança.

10.A participação efetiva do setor público e do empresariado local é fundamental para auxiliar o “Ciranda do Livro” a atingir os objetivos de despertar o hábito da leitura e exercitar plenamente a cidadania a partir da troca e/ou doação de livros.

11.O estímulo financeiro ao “Projeto” deverá ser direcionado para a montagem da estrutura na praça (Tenda e material de divulgação).

12.A presença das instituições de ensino de toda a região, além de estimular a participação de seus próprios alunos, será imprescindível para o fortalecimento da leitura na própria escola.

VI – RESULTADOS ESPERADOS

Espera-se, com a implementação do presente projeto, criar em toda a sociedade Varginhense uma verdadeira cultura do livro, utilizando, ano após ano, as datas comemorativas do Dia do Livro para introjetar o hábito da leitura, formando consciências e preparando nossas crianças e jovens para enfrentar os desafios de um mundo cada vez mais competitivo e seletivo.

Parcerias firmadas para todo o ano de 2008:
◦Parceria com a Secretaria Municipal de Educação
No envolvimento das escolas municipais, transporte da tenda e dos livros e na arrecadação de livros.

◦Parceria com a Prefeitura Municipal
Na divulgação e nas doações de livros.

◦Parceria com a Secretaria de Obras
Mão de obra para montar a tenda.

◦Parceria com meios de comunicação

Divulgação do projeto.

Demais parcerias

◦Projeto Aceita Cultura? com açúcar ou adoçante?: doação de metade das camisetas para os voluntários;

◦Restaurante Sabor de Minas: almoço para os voluntários;

◦Opção Artes Gráficas: doação de 3.000 etiquetas para os livros;

◦Free Mesa: disponibilização gratuita da tenda;

◦Sítio Pachamama: doação de metade das camisetas para os voluntários;

◦Padaria Belpão: lanche para os voluntários;

1ª Edição – 18 de abril – Dia Nacional do Livro Infantil


114 livros trocados
Tenda pronta para trocas! Voluntárias: Guta, Monique, Shirley, Débora e Luciene.
Tenda “Ciranda do Livro”
Visitante lendo o texto do projeto e voluntárias a postos.
Painel com texto explicativo do projeto e espaço para recados.
Recado deixado após troca de livro.
Voluntária Shirley encantou as crianças vestida de Emília!

Voluntárias da 1ª Edição: funcionárias da Fundação Aprender Guta e Naionara e alunas do curso de pós-graduação em Psicopedagogia da Fundação Aprender.


Cobertura da Mídia:

Impressos: Gazeta, Correio do Sul e Sul de Minas.

Tvs: EPTV e TV Princesa

Rádios: Vanguarda e Melodia.

Impressos: Gazeta e Correio do Sul.

Edição especial de 1° de maio

53 livros trocados

Voluntárias da edição especial: Roberta Gonçalves, funcionária da Fundação Aprender Naionara e alunas do curso de pós-graduação em Psicopedagogia da Fundação Aprender.

Cobertura da Mídia:

Impressos: Gazeta e Correio do Sul.
A voluntária Helenir lendo para as crianças.
As voluntárias Monique e Naionara auxiliando na troca de livros.
3° Edição 20/06/2008

O Projeto aconteceu na Concha Acústica, das 8:30 às 16:00.

Contamos com os seguintes voluntários: Udelvânia, Khênnia, Monique e Rose Ann, todas do curso de Psicopadagogia da Fundação Aprender.

Nesta edição contamos com a participação de 13 pessoas que efetuaram a troca em nossa tenda, destes participantes 3 são frequentadores assíduos, presentes desde a primeira edição.

Dos livros trocados desde a primeira edição 06 livros já retornaram ao projeto.

Contamos com a doação do Sr. Aníbal Albuquerque, com 15 exemplares novos, da Academia Varginhense de Letras. Foram trocados 95 livros e deram entrada no projeto 144 livros, somando a troca e doações.

Um dos visitantes o Prof. Expedito, abriu espaço para divulgação e pedido de doação ao projeto na Rádio Comunitária.

4° Edição 18/07/2008
36 livros trocados

Pessoas interessadas que prometem trocar na próxima edição: aproximadamente 50

Voluntários: Marcela, Luciene e Renata.