Junto com os meios tradicionais, as novas tecnologias estimulam a iniciação à leitura
Desde
a popularização da internet, a circulação de textos e imagens
alcançaram um patamar inimaginável. Com o surgimento dos tablets, novas
formas de leitura e relação com o texto escrito estão se configurando.
Diante desses novos suportes e tecnologias, a introdução ao hábito da
leitura acontece hoje de forma muito diferente. Desde muito pequenas, as
crianças têm que lidar com estímulos diversos de leitura, o que torna a
interpretação e hierarquização de informações algo primordial na
educação.
A chave de um bom processo de alfabetização, de acordo com
o professor de literatura da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e
coordenador do grupo de pesquisa Leitura e Literatura na Escola, João
Ceccantini, é não se limitar a nenhum recurso específico e explorar
diversas atividades de leitura e interpretação. “A alfabetização não se
dá só nos livros, se dá em tudo, quando a criança vê o letreiro do
ônibus, uma propaganda, uma placa”, diz. De acordo com ele, o maior
desafio que a escola está vivendo é mudar sua antiga função de
transmitir conteúdo para a de concentrar esforços na formação do senso
crítico dos alunos, a fim de que eles sejam capazes de hierarquizar a
grande quantidade de informação que têm ao alcance o tempo todo. “O
papel da escola é ensinar como as crianças podem lidar com essa
informação toda que está disponível nesses suportes e linguagens de uma
maneira exigente, saber transitar, saber separar o que é importante do
que é descartável, saber pensar, estabelecer relações, saber ser sujeito
e se posicionar, porque aquele mundo de conteúdo não faz mais sentido
para a escola”, destaca.
O projeto pedagógico de leitura do colégio
Arquidiocesano, na Vila Mariana, em São Paulo, tem como fundamento o
conceito amplo de leitura do educador Paulo Freire, que consiste na
ideia de que a leitura de mundo precede a leitura da palavra e que a
compreensão de um texto implica a percepção das relações entre texto e
contexto. Uma das práticas pedagógicas desenvolvidas nesse sentido é o
exercício do olhar e a leitura. Realizada com alunos do 1º ano do Ensino
Fundamental, é baseada na premissa de que ler também é ver.
O livro
O Menino que Aprendeu a Ver, de Ruth Rocha, sobre uma criança em fase
de alfabetização que observa seu entorno e contexto de mundo, é o ponto
de partida da atividade. Após a leitura compartilhada e discussão das
situações que o protagonista vivencia, a professora propõe que os alunos
fotografem com máquinas digitais textos verbais e não verbais que
chamarem sua atenção no quarteirão em volta da escola. “Uma fotografia
de uma caixinha de suco largada no muro é um texto que revela uma certa
relação do cidadão com a cidade. Ou seja, é um projeto que desperta nas
crianças essa outra possibilidade de compreensão do espaço que os rodeia
e do espaço da leitura”, analisa a professora do 1º ano do Ensino
Fundamental do Arquidiocesano e doutora em Linguística aplicada pela
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Cláudia Gil
Ryckebusch.
Depois, na sala, há um debate a respeito da leitura e da
relação entre o sujeito e a cidade, presente nas fotografias produzidas
pelos alunos. No laboratório de informática, eles escolhem juntos as
melhores fotos, que serão expostas na mostra de trabalhos no final do
ano. “Tem relatos de pais que dizem que, depois do projeto, as crianças
começaram a ler todas as placas de rua”, diz Cláudia.
As atividades
pedagógicas que envolvem imagem e leitura diferem de acordo com a fase
da escolarização. Os livros exclusivos de palavras e imagens, que
constituem um gênero na literatura infantil, são indicados no início da
Educação Infantil, na fase de decodificação dos signos. “Sem dúvida as
imagens ajudam no processo de introdução do hábito de leitura nas
crianças. Nesses livros para crianças pequenas, as ilustrações trazem
certos objetos que serão o cerne da história, elas acabam servindo como
um suporte para a criança, estimulando à concentração, à focalização
daquele signo, à atenção e à associação daquele signo a determinada
palavra”, afirma Ceccantini.
Durante a alfabetização, é interessante
que as ilustrações nos livros sejam trabalhadas como um texto não
verbal, como uma expansão do conteúdo para o mundo das imagens, da
estética, que serve para apoiar a compreensão e o interesse, mas que não
pode funcionar separadamente. “A imagem atrai pela fruição estética.
Quando a ilustração compõe o sentido do texto, a criança faz um esforço
para interpretar. Na história em quadrinhos, por exemplo, a narrativa se
faz muito pela imagem, ela vai interpretando essa imagem, pois ela tem
essa capacidade de interagir tanto com textos verbais como com não
verbais”, diz a professora do Centro de Educação da Universidade Federal
de Pernambuco (UFPE) e coordenadora do Centro de Estudos em Educação e
Linguagem (CEEL), Telma Ferraz Leal.
Leitura digital
Quando
usadas a serviço de propósitos pedagógicos, as novas tecnologias e
suportes também servem como aliados no processo de introdução do hábito
de leitura. “Hoje, o modo de as crianças consumirem cultura passa por
essa complexidade, pois elas gostam de ler o livro, depois ver o filme,
ouvir a música, visitar a página, jogar o game daquele personagem. Elas
fazem esse trânsito entre as linguagens e suportes todos, sem achar que
um é melhor que o outro”, afirma Ceccantini. Segundo ele, atividades na
internet, como a leitura de resenhas sobre obras, a busca de informações
sobre o autor, entre outras referências suscitadas pela leitura, já
fazem parte do cotidiano dos alunos e são enriquecedoras do ponto de
vista da formação de leitor. “Se os alunos estão lendo uma releitura de
Alice, por exemplo, é interessante sugerir uma pesquisa sobre como era a
Alice verdadeira, como era a primeira edição do livro ou como as
crianças liam Alice naquela época”, propõe.
Com a popularização dos
tablets e livros digitais, a diretora pedagógica da Escola Castanheiras,
em Santana do Parnaíba, Débora Vaz de Almeida acredita que eles devem
ser usados em classe apenas se fizerem parte do contexto tanto dos
alunos quanto dos professores. “Algumas famílias sustentam gerações de
leitores só com uma boa biblioteca de papel, mas, se essas ?novas
tecnologias e suportes fazem parte do contexto local, da experiência da
escola e da dos pais, por que não?”, questiona. “Atualmente, podemos ler
no livro, no jornal, nas livrarias, nas bibliotecas, podemos comprar ou
não comprar, podemos ler nos IPads e podemos ouvir ler nos audiolivros.
A tecnologia é um suporte, o que importa é a qualidade do livro.” De
acordo com a pedagoga, a escola deve avaliar em quais situações o uso da
tecnologia faz sentido e sempre variar os suportes e modos de uso.
“Quando o aluno vai produzir um texto, é muito mais inteligente escrever
em meio digital do que em papel, porque a edição é mais bem feita,
posso recortar e colar, ver as várias versões. Em outros momentos,
quando é só tomar nota, o bom e velho caderno dá conta”, acrescenta.
Durante
um ano, os alunos do 3º ano do Ensino Fundamental do colégio Porto
Seguro, na unidade Panamby, em São Paulo, dedicam-se a um projeto de
elaboração de um livros digitais. Como atividade preparatória, a
professora lê o livro Pergunte ao Dr. Bicudo sobre Animais, de Claire
Llewellyn, para os alunos, que podem acompanhá-la por meio da projeção
da obra na lousa. O livro é sobre um conselheiro sentimental que recebe
cartas de diversos animais com problemas. Em seguida, há uma discussão
sobre o gênero da carta e sobre características dos animais. Dividida em
duplas, a turma começa a se preparar para apresentar uma miniaula sobre
um animal que escolheram. Em casa, eles pesquisam, em livros e na
internet, informações para preencher uma ficha técnica que auxilia a
elaboração da aula. “Os alunos aprendem a pesquisar nas aulas de
informática da escola. Ao buscar diferentes fontes de informação, as
crianças também se exercitam para diferenciar o essencial do
secundário”, afirma a coordenadora pedagógica e professora do 3º ano,
Luciana Centini.
Após o planejamento e apresentação da miniaula, que
deve contemplar aspectos básicos dos hábitos alimentares dos animais,
os demais alunos da classe sugerem perguntas que poderiam ser feitas ao
Dr. Bicudo a partir das informações pesquisadas. As sugestões são
entregues à dupla, que pode utilizá-las na elaboração do texto do livros
digitais. A obra consiste em uma carta com a pergunta de um animal
endereçada ao Dr. Bicudo. No laboratório de informática, os alunos
digitam as cartas e fazem, no programa de desenho Paint, as ilustrações
para compor o livro digital. A atividade é encerrada com uma manhã de
autógrafos, com a presença dos pais, para o lançamento do livro da
classe. Os livros digitais estão disponíveis nos IPads e no blog do
colégio para as famílias fazerem o download.
Formação do leitor
Pais
que leem histórias antes de a criança dormir, professores que trabalham
a leitura como prazer em vez de obrigação ou amigos que indicam títulos
são fundamentais para estimular o hábito de leitura nas crianças. “É
importantíssimo estabelecer o quanto antes uma relação afetiva entre a
criança e o livro”, afirma Ceccantini. “Isso não significa que muita
gente não se torne leitora sem esse estímulo inicial, mas ele pode
significar uma relação mais duradoura com os livros ao longo da vida.”
Na
escola, as práticas pedagógicas que podem ser utilizadas para
introduzir o hábito são diversas, mas acima de tudo devem ser iniciadas
desde antes da alfabetização. “A língua é muito mais do que um código.
Antes de eu ensinar para as crianças o que a gente chama de aspectos
notacionais, que são as características da representação gráfica da
linguagem, ela precisa participar de situações em que essa língua esteja
em uso”, afirma Débora.
A leitura compartilhada, em que os alunos
acompanham o professor em seus próprios exemplares ou em cópias do
texto, e as rodas de leitura, em que o professor lê parte de uma obra e
em seguida promove uma discussão em classe sobre o que foi lido, são
atividades centrais nessa fase. “Em função de fazer a leitura
compartilhada de forma regular, as crianças começam a ajustar o que está
sendo lido com o que está escrito e esta é uma situação alfabetizadora.
Elas começam a perceber que nos poemas quase sempre há a presença de
rimas, que os contos clássicos começam com ‘era uma vez’, ‘há muito
tempo’, ‘em algum lugar’”, diz Débora. “Elas começam a conhecer a
organização da linguagem escrita e perceber que tem regras, convenções e
regularidades que elas quase sempre podem observar.” Segundo Telma,
quando o professor realiza atividades de leitura em voz alta e conversa
sobre o que foi lido, ele está ajudando a criança a desenvolver
habilidades de compreensão de texto, como elaborar inferências,
apreender sentidos gerais e relacionar um texto com outro, que vão
ajudá-la na fase de alfabetização.
De acordo com Ceccantini, é
importante que essa leitura não esteja vinculada a cumprir determinada
tarefa escolar e sim que o foco da atividade seja o prazer, a vivência
de emoções. “Um adulto cheio de afetividade fazendo da leitura um gesto
de carinho, de alegria, de brincadeira é uma aproximação prazerosa que
deixa marcas no inconsciente. Esse envolvimento afetivo é central e está
muito ligado ao prazer que o homem de todas as épocas tem de ouvir
histórias”, diz. “Não tem gesto mais ancestral que isso na humanidade,
alguém que vai contar histórias para todos ouvirem.”
Outro aspecto
importante é a escolha dos títulos. Apresentar textos muito fáceis, com
poucas palavras e leque reduzido de fonemas é subestimar as crianças.
“As pessoas costumam achar que elas vão gostar mais de histórias com
linguagem simplificada e esquemática e isso não é verdade”, diz Telma.
Segundo Débora, deve-se, independentemente da idade, ler textos de
verdade, literariamente ricos, bem escritos e de gêneros variados e
todos esses repertórios devem estar disponíveis na sala de aula, na
biblioteca e em várias situações.
No Colégio Santa Cruz, no Alto de
Pinheiros, São Paulo, a leitura compartilhada e a roda de leitura fazem
parte da rotina semanal dos alunos desde a Educação Infantil até os
primeiros anos do Ensino Fundamental. No 2º ano, por exemplo, a
professora lê em voz alta um capítulo de O Saci, de Monteiro Lobato, a
cada dia. A ideia é que ela seja a mediadora entre os alunos e os
“textos difíceis”, lendo títulos que eles teriam dificuldade de ler
sozinhos. “O Saci é uma leitura bastante exigente para leitores de 7 ou 8
anos, pois tem um vocabulário distante do deles, as construções são
pouco usuais na fala cotidiana, além do texto ser mais extenso”, afirma a
coordenadora pedagógica do Santa Cruz, Miriam Louise Sequerra. “Por
meio da leitura da professora, eles também passam por dificuldades, mas,
como contam com esse apoio, vão entrando na leitura, se envolvendo e,
de repente, está todo mundo cativado pelo clima do livro.”
Já na
atividade Aula de Leituras, os alunos retiram um livro do acervo que se
encontra na sala de leitura (pequena biblioteca utilizada pelos alunos
de um mesmo ciclo escolar), têm uma semana para lê-lo em casa e, depois,
em classe, são estimulados a comentar a obra e indicá-la aos colegas,
com a orientação da professora. “O intuito, neste caso, é desenvolver
outros comportamentos associados à leitura, tais como indicar, comentar
ou escolher um livro, de acordo com critérios que cada um constrói a
partir de sua vivência como leitor”, comenta Miriam. “Como essa
atividade ocorre desde a Educação Infantil até o 5º ano, é perceptível
como os alunos vão refinando sua capacidade de escolher livros de acordo
com preferências que também vão se construindo”, diz. “No início, a
capa ou o colorido das imagens são os critérios. Depois, o motivo da
seleção vai se transformando: o assunto, o autor, o gênero ou mesmo a
indicação do colega.”
BOXE 1 – Lição de casa
É tarefa dos pais estimular uma relação ?afetiva dos filhos com a literatura em casa
Os
pais desempenham papel fundamental no processo de formação do gosto
pela leitura dos filhos. O ideal é que eles sejam modelos de leitores
para os filhos e que a introdução do hábito de ler comece em casa e
continue no colégio. “O maior incentivo à leitura em casa é ter pais
efetivamente leitores, porque uma coisa é o pai que diz que ler é
importante, que você tem que ler, que ler faz subir na vida, e outra é o
pai que, quando tem um problema, está mexendo no jardim e não sabe o
que fazer, por exemplo, vai recorrer a um livro”, diz o professor de
literatura da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e coordenador do
grupo de pesquisa Leitura e Literatura na Escola, João Ceccantini. No
caso da população de baixa renda, em que os pais não se tornaram
leitores por falta de acesso, a valoração do hábito de ler também tem
efeito na formação das crianças. “É importante que as crianças tenham
acesso a obras em casa, mas às vezes as famílias não têm condições de
comprar. No entanto, se você for pensar, livros custam o mesmo que um
brinquedo. É importante que os pais encarem o livro como brinquedo e
presenteiem os filhos com livros”, afirma a professora do Centro de
Educação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e coordenadora do
Centro de Estudos em Educação e Linguagem (CEEL), Telma Ferraz Leal.
Outros
hábitos indicados são comprar livros junto com os filhos, ou ir a
bibliotecas ou espaços comunitários de leitura, ler frequentemente para
eles, ter livros em todos os cômodos da casa, incentivar as crianças a
fazerem sua pequena biblioteca, de forma que o livro faça parte do
cotidiano da casa. Segundo a diretora pedagógica da Escola Castanheiras,
Débora Vaz de Almeida, os pais devem tentar identificar livros que
fazem parte do interesse das crianças para ir construindo um acervo e
uma história de leitura a partir daquilo que se tem em casa. “Tem que
ter um lugar no quarto das crianças pra uma história de leitor, o livro
preferido, o livro que a escola indicou, que a avó deu, mas não só ter o
livro, ter e ler o livro”, diz.
BOXE 2 – Primeiros passos da leitura
O Sesc realiza várias ações direcionadas ao incentivo à leitura para crianças
O
Sesc tem diversas atividades em prol da difusão do livro e formação de
leitores. Na unidade Pompeia, os pais podem levar seus filhos, de 0 a 3
anos, para o Espaço de Leitura, uma sala adaptada com livros voltados
para a faixa etária e com a mediação de educadores, que orientam
atividades lúdicas, jogos e brincadeiras literárias. As unidades Bom
Retiro, Santo Amaro e Ribeirão Preto também contam com salas de leitura
para crianças. “Em várias atividades de contação de histórias, o pai é
convidado a fazer ele próprio a narrativa de uma história para a
criança. Esperamos que a presença de pais e filhos nesse espaço e a
vivência dessa experiência estimule práticas similares em casa”, afirma o
Assistente de Literatura na Gerência de Ação Cultural (GEAC) Francis
Manzoni.
Já no Espaço Ler na Escola, dez malas com 85 livros da
literatura infantil e juvenil e 15 publicações de história em quadrinhos
circulam por escolas do ciclo 2 da Rede Estadual de Ensino de São
Carlos. Antes de receberem o material, os professores e diretores passam
por um treinamento que explora as possibilidades de atividades com os
livros, como rodas de leitura, contação de histórias e oficinas de
texto. A mala, que fica uma semana em cada sala, acompanha também uma
apostila com propostas pedagógicas.
Também na linha de projetos de
difusão do livro, existe o BiblioSesc, programa que leva bibliotecas
volantes, transportadas por caminhões, a 26 pontos de Itaquera,
Interlagos, Osasco e São Caetano. Segundo Manzoni, a procura pelos
livros é muito grande. Em um único dia, centenas de crianças retiram
títulos em cada bairro visitado. Escolas, ONGs e creches realizam
atividades vinculadas ao BiblioSesc. “Os professores levam as crianças
para pegar livros que muitas vezes são trabalhados no contexto escolar
ou são para interesse próprio. Então, o caminhão passa a se integrar à
realidade cultural desses bairros atendidos”, afirma ele.
As
bibliotecas das unidades Belenzinho, Bom Retiro e Santo Amaro dispõem de
três equipamentos para a leitura de livros e periódicos do acervo para
cegos e pessoas com baixa visão. O videoampliador possibilita às pessoas
com baixa visão aumentar texto e imagem de um livro. Já o Poet Compact é
um scanner que reconhece textos e os narra em português. O terceiro
equipamento é a linha braile, uma espécie de régua que se acopla ao
computador e ao scanner que gera eletronicamente pontos em relevo,
permitindo aos cegos que leiam pelo tato. A unidade Belenzinho também
conta com 240 audiolivros.
Até agosto, acontece no Sesc Pinheiros a
segunda edição do seminário Conversas ao Pé da Página, que tem o
objetivo de promover o intercâmbio de experiências e conhecimentos
relacionados a literatura, leitura, formação de leitores e livros para
crianças e jovens. Profissionais e intelectuais do Brasil e do exterior
debatem sobre saraus de poesia, leituras no século 21, salas de leitura,
entre outros temas. A curadoria do evento é do Centro de Estudos em
Leitura, Literatura e Juventude A Cor da Letra e da Revista Emília,
publicação sobre leitura, literatura e formação de leitores.