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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Pelos caminhos da leitura

A postagem é de 02/07/2013, vale a pena ler

foto: Divulgação
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Projetos de incentivo ao contato com o universo dos livros permitem o acesso de um público variado, incluindo estudantes, viajantes, trabalhadores e comunidades carentes, ao acervo de bibliotecas

O incentivo ao hábito de leitura é uma ação consolidada no cotidiano do Sesc. As unidades Araraquara, Belenzinho, Bertioga, Bom Retiro, Campinas, Carmo, Pompeia, Ribeirão Preto, Rio Preto, São Carlos, Santo Amaro, Santo André e Sorocaba possuem bibliotecas e as demais geralmente contam com salas de leitura ou espaços alternativos onde são disponibilizados periódicos e livros para consulta.

Para realizar o empréstimo, é necessário que a pessoa interessada faça um cadastro, apresentando documento de identidade (ou cartão de matrícula) e comprovante de residência atualizado. As bibliotecas ainda “promovem atividades voltadas à mediação de leitura, contação de histórias, encontros com escritores, oficinas e workshops, intervenções e atividades que envolvem outras mídias e suportes, sempre com o objetivo de mediar o acervo, aproximando livros e leitores”, explica a técnica de Literatura e Bibliotecas da Gerência de Ação Cultural do Sesc São Paulo, Ana Luisa Sirota.

O acervo diversificado permite ao leitor ter acesso a obras nacionais, estrangeiras, clássicas e contemporâneas, que abarcam os gêneros romance, poesia, crônicas, contos, novelas e quadrinhos, além de periódicos, tendo por objetivo atender a todas as faixas etárias. Tendo isso em vista, Sirota explica que busca equilibrar a oferta das unidades com expectativas e indicações do público. “A partir de 2014, algumas unidades estudam a inserção de e-readers e tablets para acesso a e-livros e outros conteúdos nos espaços das bibliotecas”, afirma.

BiblioSesc

Buscando oferecer o acesso à literatura além das fronteiras de suas unidades, o Sesc criou bibliotecas móveis, como é o caso do projeto BiblioSesc. A iniciativa do Departamento Nacional do Sesc, criada em 2001, em parceria com os departamentos regionais da instituição, “destina-se a promover a leitura através da ampliação e facilitação das condições de acesso ao livro nas localidades periféricas onde o Sesc atua, encurtando a distância entre o leitor e o livro, principalmente para o segmento da população carente de acesso aos bens culturais”, explica a técnica responsável pela coordenação nacional do Projeto BiblioSesc, da Gerência de Cultura do Departamento Nacional do Sesc, Lisyane Wanderley.

Para a realização desse trabalho, cada biblioteca volante conta com um bibliotecário, um auxiliar de biblioteca e um motorista, que atuam como mediadores do acervo. Os bairros atendidos são selecionados conforme a carência de bibliotecas ou de outros equipamentos culturais e recebem visitas quinzenais, sempre no mesmo dia da semana. O intervalo entre as visitas corresponde ao prazo do empréstimo dos livros que, para ser realizado, necessita da apresentação do documento de identidade e um comprovante de residência.

O projeto, que tem atendimento gratuito, é direcionado ao público jovem, e suas 54 unidades volantes já atingiram Pernambuco, Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, entre outros estados, totalizando 250 localidades em todo o Brasil. “São três mil publicações ¿diferentes, cuidadosamente escolhidas e atualizadas em: literatura brasileira e estrangeira traduzida, de ficção e não ficção, para crianças, jovens e adultos; livros de complementação escolar e de interesse geral; jornais, revistas e gibis”, esclarece Lisyane. Segundo ela, o índice de extravio é menor do que 1% do total de empréstimos.

Mala do autor

Outra iniciativa de apoio à leitura organizada pela instituição é o Mala do Autor, projeto iniciado em 2013 que faz ponte entre bibliotecas e escolas localizadas principalmente no entorno do Sesc Interlagos. A programação propõe “rechear” uma mala com obras de um autor escolhido para a atividade, além de livros de escritores consagrados que o influenciaram, somando 30 volumes. “Além do incentivo à leitura, o projeto visa divulgar as atividades da biblioteca móvel da unidade Interlagos e possibilitar o acesso de forma mais ampla para os escolares e seus familiares”, explica o bibliotecário do Sesc Interlagos João Doescher.

Desde o início do projeto, as malas montadas por dois autores (Marcelo Maluf e Ferréz – nome artístico de Reginaldo Ferreira da Silva) já foram entregues em oito escolas – entre elas, a Presidente João Goulart, a Ibrahim Nobre e a Professor Vicente Rao, que receberam a mala do escritor Marcelo Maluf, em março de 2013 –, junto com um manual de possibilidades de utilização para nortear os professores. Após o uso do material por um período médio de um mês, é organizado um encontro com o autor selecionado. Para setembro deste ano, já é cotada a participação da dupla literária Lalau e Laura Beatriz (escritor e ilustradora). Apesar das sugestões do Sesc, cada escola tem a opção de explorar as obras da maneira que lhe convém. “A proposta é que seja uma utilização livre de obrigações. Assim, o projeto pode ser incorporado às necessidades da escola”, esclarece Doescher.

Baú de Letras

Com o objetivo de aproximar e ampliar o universo literário dos trabalhadores do comércio surgiu o projeto Baú de Letras, que começou há mais de cinco anos. Acervos móveis compostos por 80 a 100 livros ficam à disposição dos profissionais interessados por romances, contos, crônicas, poesias, biografias, entre outros gêneros, e em alguns casos, títulos infanto-juvenis, destinados às famílias dos funcionários, contemplando escritores brasileiros e estrangeiros, clássicos e contemporâneos.

“A ideia surgiu da possibilidade da extensão deste atendimento às empresas do comércio da região devido à proximidade física destes locais, e pelo foco no atendimento a comerciários, premissa da missão do Sesc”, conta a bibliotecária do Sesc Carmo Luciana Florindo. A interação literária com os estabelecimentos comerciais se dá nas unidades Bom Retiro, Carmo, Bauru, Araraquara, Catanduva e Ribeirão Preto.

Meus Livros de Viagens

O Sesc mostra que é possível viajar por meio da leitura com o projeto iniciado em 2008 no Sesc Consolação, chamado Meus Livros de Viagens. Por meio da oferta de pequenos acervos depositados em quatro “malas viajantes” nos transportes com destino aos roteiros preparados pelo Programa de Turismo Social, os viajantes são convidados a acessar conteúdos em formato de livros que podem estar relacionados ao lugar de destino – como guias de viagens, obras literárias e outras publicações que abordam os aspectos culturais, a gastronomia, os patrimônios históricos e as personalidades dos locais visitados –, variando de tamanho conforme a duração da viagem.

Ao longo do trajeto, o guia de turismo tem a missão de incentivar o conhecimento do projeto. Os volumes “também abordam as peculiaridades das regiões a serem visitadas e seus ecossistemas, como a região pantaneira, as obras de Machado de Assis inspiradas na cidade do Rio de Janeiro e as poesias de Mario Quintana baseadas no ato de viajar. Mas as obras literárias e publicações diversas podem ou não estar ligadas aos destinos visitados, com o objetivo de simplesmente enriquecer a experiência da viagem”, afirma a técnica da área de Turismo Social do Sesc Consolação Ana Cristina de Souza. Ela ainda esclarece que os viajantes têm uma ótima adesão ao projeto e, no momento do embarque, a mala é logo reconhecida e desperta o interesse pela leitura.

Incentivo a leitura através das HQ’s

A postagem é de 04/06/2014



Novos HQs no BiblioSesc Osasco
Novos HQs no BiblioSesc Osasco


As Histórias em Quadrinhos, conhecidas como HQ’s, são narrativas feitas com desenhos sequenciais, normalmente acompanhados por textos curtos de diálogos e algumas descrições da situação. O quadrinista Will Eisner, um grande nome dessa arte, define a linguagem dos HQs como “arranjo de fotos ou imagens e palavras para narrar uma história”. Difundido em revistas e jornais, as HQs criaram linguagem própria, signos e símbolos inovadores, que foram incorporadas posteriormente a outras artes.

Existem diferentes formas de Historias em Quadrinhos dentre elas os tradicionais gibis ou comic book, formato mais tradicional usado para publicações de  histórias, de series noir, e os populares super-heróis, por exemplo, a Turma da Monica e X-men.

Outro exemplo são os graphic novels, livros em quadrinhos com enredos mais longos e complexos. Também costumam ser chamado assim HQ’s com qualidades artísticas e acabamentos diferenciados, superiores aos demais HQ’s.

Outra forma de Histórias em Quadrinhos que vem tomando o gosto do leitor brasileiro é o Mangá, estilo Japonês de HQ, cuja leitura é feita no sentido da leitura do idioma japonês, ou seja, da direita para a esquerda, ao contrario do nosso sentido convencional. Um dos traços mais marcantes do mangá são os olhos grandes e expressivos das personagens. Alguns exemplos marcantes desse gênero são Dragon Ball , Naruto  e One Piece .

Este mês o BiblioSESC Osasco já disponibiliza para empréstimos importantes títulos como America, de Robert Crumb , os volumes 1 e 2 da saga completa dos Piratas do Tietê, de Laerte  e Wood & Stock: psicodelia e colesterol, de Angeli.

Pela forma característica do HQ de dramatizar narrativas, clássicos da literatura tem sido há algum tempo adaptados para essa linguagem, como forma de sensibilização para essas narrativas tradicionais. À algumas adaptações que já compunham o nosso acervo, como O Alienista de Machado de Assis, Dom Quixote de Miguel de Cervantes e O Corvo de Edgar Allan Poe, somam-se novos títulos como Alice no Pais das Maravilhas e O Hobbit em HQ, além de Hamlet e O Grande Gatsby  em mangá!

Além de uma arte em si, as histórias em quadrinhos podem ser uma forma de estimular a leitura literária, pelo fato desta forma de literatura muitas vezes desenvolver as narrativas mais tradicionais de forma mais fluida e dinâmica, principalmente no que se refere ao público mais jovem.

A experiência de ler um quadrinho também é uma oportunidade de perpetuar o gosto pelo livro como objeto, e não só como leitura de um texto, e, ao misturar mais de uma linguagem ao mesmo tempo, possibilita ao leitor atribuir significados e aprender a relacionar textos e linguagens diferentes, tornando-se um leitor mais completo.

Além de provocar um momento de leitura mais leve, as historias em quadrinhos ajudam a estimular a criatividade e a desenvolver o vocabulário do leitor. Por estes e outro motivos as HQ’s podem servir de entrada para o mundo da literatura.

Visite o caminhão do BiblioSesc que fica estacionado todos os finais de semana e feriados aqui no Sesc Osasco das 10h45 às 18h.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

7 dicas para formar filhos leitores


1. Comece a ler desde a gestação. Pode parecer estranho fazer a leitura de textos em voz alta para a barriga, mas está provado que – desde os primeiros meses de vida – os bebês são capazes de ouvir. E mais importante do que a escuta, é a criação do vínculo que pode se estabelecer entre pais, filhos e livros.
Alba Marina Rivera
Alba Marina Rivera

2. Defina um tempo para leitura no dia a dia.Torne essa experiência algo que faça parte da rotina da família. Não é preciso criar grandes rituais, mas a frequência ajuda na construção do hábito.
Sophie Blackall
Sophie Blackall

3.Deixe a vergonha de lado. Não tenha medo de resgatar o ator/atriz que há em você. Faça vozes, crie brincadeiras, divirta-se.

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4. Fique atento à escolha de livros. O mercado está repleto de livros para crianças que não possuem qualidade literária e que subestimam a inteligência do leitor. Deixe de lado critérios como idade e gênero. Procure indicações que contemplem a experiência leitora, os interesses do seu filho e os temas que gostaria de apresentar a ele.

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5. Frequente bibliotecas e livrarias. Acompanhe blogs e sites especializados, como A Taba. Garimpe, procure além dos livros que estão expostos nas prateleiras. Aprenda a escolher, escolhendo.

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6. Mantenha os livros ao alcance, mesmo no caso das crianças muito pequenas. Não tenha medo que eles se danifiquem. Livro bom é livro lido.


7. Ajude seu filho a formar uma biblioteca pessoal. Ela poderá ajudá-lo a contar a sua história de leitor. Invista uma parte do seu orçamento para compra de livros. Os serviços de assinaturas, como o Clube de Leitores – A Taba – podem ser uma ótima forma de fazer isso, com obras selecionadas por especialistas e entregues mensalmente em casa.

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Clube de Leitores – A Taba
* As dicas acima foram compartilhadas no bate-papo realizado em janeiro com Daisy Carias de Oliveira onde conversamos sobre as relações entre pais, filhos e livros e sua importância na formação de novos leitores.

Daisy é jornalista e escreve periodicamente no blog A cigarra e a formiga indicando os livros e outros produtos culturais que experimenta junto com seu filho, Francisco.

Fonte: A TABA

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Como incentivar seu filho a ler antes dele aprender a ler


Muitas vezes me fizeram essa pergunta. Conte histórias para ela, desde cedo, coisa de dias mesmo. Adultos gostam de conversar com o bebê fazendo aquela voz irritante de adulto falando como um bebê, acho que se o bebê falasse com certeza reclamaria, como em “olha quem está falando”. Por isso, aproveite seus momentos calmos com o bebê para contar histórias com sua voz normal, a criança agradece e isso melhora sem dúvida sua relação com aquele ser humano para o resto da vida. 

Conheço pais que dizem “mas é um bebê, não sabe nada”. Ora, por isso mesmo você deve começar a apresentar-lhe o mundo através das histórias. 

Conte qualquer história, importa mais a forma como se conta do que a história em si. Aprenda a adaptar, e muitas vezes adaptar é apenas tirar os excessos de erotismo e violência que as histórias trazem. Criança não é idiota, e aqui fica minha crítica a vários livros e autores infantis e suas histórias imbecis. Criança gosta de aventura, amor, drama, suspense, mistério e terror em tramas bem montadas assim como qualquer adulto. Os contos infantis clássicos trazem tudo isso, “a roupa nova do rei” e “a bela adormecida” são contos infantis, para citar dois dos que mais gosto. 

Desconfio que os filhos gostam mesmo é de histórias que ocorreram com os pais, e nessa hora eu aproveito para inventar bastante. As crianças adoram. Também é muito legal contar as histórias que nós escutamos quando crianças, como Comadre Florzinha, Pai do Mangue, Perna Cabeluda, entre outras. Além de garantir uma diversão, mantém a tradição viva por mais uma geração. Uma pesquisa nas lendas urbanas locais também pode ajudar, caso você não conheça. 

Essa fase em que a criança não lê ainda, é muito muito importante, pois ela aprende a entrar na história, e ter um livro por perto é bom para ela associar de onde vem a história. Nessa fase pré alfabetização o contato com os livros deve ser frequente, os livros podem fazer parte dos brinquedos das crianças e servir como um brinquedo. Eu sugiro livros de páginas resistentes e que tenham imagens, muitas imagens. Não precisa ter letra nenhuma, apenas imagens para que a criança possa folheá-lo com interesse. Se puder, faça uma estante para os livros ao alcance da criança, para que ela possa buscá-los sozinha. É surpreendente. 

Livros de pano, de plástico, de espuma, de madeira, do que for. Livros de 0,50 centavos e de 1 real não podem ser considerados livros caros, e tem vários por aí. São sempre bem-vindos e as crianças gostam muito. 

Leia sempre. O exemplo arrasta. Os maiores leitores que eu conheço tinham alguém da família como um grande leitor. Ler é diferente de estudar, a leitura por prazer é diferente da leitura utilitária. Em geral quem lê tem o seu lugar de ler, uma rede, um sofá, e você vai gostar de encontrar seu filho sua filha lendo lá igual a você um dia. 

Frequente feiras de livros, livrarias e bibliotecas com as crianças, elas precisam entender que livro é apenas livro e que existem vários, inúmeros deles por aí. Certa vez vi numa livraria uma criança com medo de pegar livros na seção infantil, a mãe do lado marcando em cima para que ela não fizesse bagunça, enquanto minha filha estava sentada com vários livros espalhados. Criança e livro precisam ter uma relação intima. 

Fantoches e dedoches fazem sucesso nessa fase, sempre tenha alguns para contar histórias com mais apelo dramático. 

Meninos gostam de heróis e meninas gostam de princesas, e não foi a Disney que determinou isso, por mais que as teorias da conspiração digam o contrário. Você pode aproveitar a história para ensinar algo, é por isso que os contos infantis são um sucesso desde sempre. Se você quer ensinar o valor da lealdade, dos respeito aos mais velhos, da honra, da calma, enfim, do que quiser passar como valor para a criança, conte histórias. Vale muito mais do que horas repetindo isso e aquilo. E a criança aprende bem mais rápido. 

 Livros podem ser lidos de diversas maneiras, não espere a criança aprender a ler para iniciar seu contato com os livros e o que eles contêm: mágica. Não é fácil fazer tudo isso e mesmo fazendo pode não garantir que sua criança se torne uma ávida leitora. Mas com certeza terá feito a infância dela mais bacana.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O Prazer de Ler por Ler: Leitura Lazer na Biblioteca Universitária


Por Cátia Cristina Souza



No decorrer de um curso superior, uma das etapas mais significativas do aprendizado acadêmico é a pesquisa, para desenvolver essa atividade com louvor é preciso que o aluno frequente a biblioteca, é nessa hora que o bibliotecário percebe que muitos usuários não possuem intimidade com o ambiente biblioteca observando sinais que vão desde o aspecto comportamental – tom de voz por exemplo, até a total falta de habilidade na pesquisa.

Grande parte da população brasileira ainda não tem acesso à leitura, consequentemente não desenvolve seus direitos de cidadão por simples ignorância. Sabe-se que a prática da leitura é comumente e estimulada na escola, onde as atividades em geral são focadas para isso, em contramão, a teoria na realidade é que a maioria das instituições de ensino escolar não possui biblioteca, tampouco profissional bibliotecário habilitado para incentivar e promover a leitura entre os pequenos.

Os programas do governo de ampliação de acesso ao ensino superior têm permitido que jovens de baixa renda tenham acesso à faculdade e, consequentemente, à biblioteca. Seria uma falácia afirmar que apenas jovens de baixa renda não conhecem a biblioteca, infelizmente, muitos jovens de alto poder aquisitivo por falta de interesse ou até mesmo por falta de incentivo não possuem o hábito de frequentar biblioteca, existem ainda aqueles que mesmo sem condições socioeconômicas favoráveis descobriram o prazer de se aventurar no mundo da leitura.

A biblioteca deve ser ocupada segundo as necessidades de sua comunidade oferecendo um clima agradável para a pesquisa, cultura e lazer independente das limitações de ordem financeira e social. A biblioteca universitária pode ir além dos livros condizentes ao currículo proposto pela instituição e assim, ajudar a promover uma sociedade leitora. É de conhecimento geral que a leitura desenvolve um papel importante no acúmulo de conhecimentos e habilidades, dessa forma o usuário que frequenta a biblioteca com o intuito de ler por ler, pode tornar-se um exímio pesquisador.

O bibliotecário de instituição de ensino superior pode desenvolver seu papel social de incentivo e promoção à leitura em nosso país, reservando espaço em seu acervo para a “leitura lazer” aquela leitura descomprometida com o conteúdo acadêmico, mas que contribui para a formação do indivíduo. Muitas são as formas de formar um acervo descomprometido com o conteúdo acadêmico, em geral as instituições utilizam o espaço reservado para a literatura, outras vão além reservando salas com poltronas e almofadas dando mais conforto a essa prática. Nessa hora entra em prática a criatividade e habilidade do bibliotecário para formar seu ambiente de “leitura lazer”, desenvolvendo parcerias com editoras para doação de livros quiçá lançamentos cobiçados ou até mesmo campanhas entre os usuários da biblioteca, o que vale é transformar as ideias em ação de incentivo e promoção da leitura.

A missão do bibliotecário é facilitar o acesso a informação, esse profissional deve estar consciente que é um agente de mudanças. Despertar o hábito da leitura nos usuários da biblioteca universitária é ingrediente importante para o envaidecimento do ego profissional e pessoal. 

domingo, 15 de setembro de 2013

5 maneiras de ler mais livros e se tornar mais inteligente



Matéria publicada em 04/09/2013

Quer se tornar mais inteligente por meio da leitura? Uma boa ideia é aumentar o número de obras que você lê. Veja dicas que vão ajudá-lo a fazer isso

5 maneiras de ler mais livros e se tornar mais inteligente
Crédito: Shutterstock.com

Pesquisas sobre experiência de usuário mostram que cada vez mais as pessoas usam aplicativos ou recursos digitais para leitura

A leitura pode trazer diversos benefícios para a vida de uma pessoa. Com ela você expande os seus horizontes, aumenta o seu nível de cultura, ganha mais vocabulário e, em consequência, se torna uma pessoa mais inteligente. Porém, para alcançar todas essas vantagens é preciso fazer da leitura um hábito. Se você ainda não tem intimidade com os livros e quer se tornar alguém mais inteligente, veja dicas que vão ajudá-lo a ler mais livros:

1. Tenha sempre um livro

O melhor incentivo para ler mais livros é ter um exemplar sempre à mão. Leve um livro com você para onde você for, assim você pode utilizar o tempo livre para adiantar sua leitura.

2. Use os recursos digitais

Pesquisas sobre experiência de usuário mostram que cada vez mais as pessoas usam aplicativos ou recursos digitais para leitura. Se você não quer o peso de um livro, opte pela versão digital dele. Dessa maneira você pode ler no seu tablete ou mesmo no smartphone.

3. Grife as partes interessantes

É comum se distrair por alguns momentos durante a leitura e ter de acabar voltando várias páginas para entender o contexto do que está sendo discutido. Para evitar esse tipo de problema, uma boa saída é grifar o que você considera mais importante, independentemente de ser um livro técnico ou de ficção. Isso vai fazer com que você se mantenha atento ao que está lendo e evita a perda de tempo por voltar a conteúdos que você já viu.

4. Alterne leituras fáceis e difíceis

Existem leituras mais complexas que outras, o que pode desmotivar você e destruir seu interesse. Por isso, uma boa estratégia é alternar entre leituras mais difíceis e outras simples. Não é vergonha nenhuma ler livros de entretenimento, ninguém precisa ler apenas grandes nomes da literatura mundial ou obras que discutem temas profundos e complexos. Tente adaptar sua lista para que ela seja confortável para você.

5. Crie um hábito

A leitura pode ser maçante no começo, mas se tornará mais simples conforme você pratica. Por isso é fundamental que você não desista no primeiro livro que considerar difícil, vá em frente e crie o hábito de ler. Uma boa ideia é estabelecer metas. Quantos livros você quer ler no período de um mês? Aumente os objetivos conforme você perceber que a leitura está fluindo melhor.  
 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Educadores indicam livros para você iniciar seu filho na leitura

Educadores indicam livros para você iniciar seu filho na leitura

Para ajudar a orientar pais, três especialistas em Educação Infantil recomendam quais os livros infantis essenciais para a formação intelectual da criança.
 

Educadores indicam livros para você iniciar seu filho na leitura / Foto: Thinkstock
Educadores indicam livros para você iniciar seu filho na leitura / Foto: Thinkstock

Por MADSON MORAES

Que livros escolher para iniciar seu filho na leitura? Os clássicos ou optar por livros da moda com bruxos e vampiros? O Tempo de Mulher pediu a educadores que recomendassem livros infantis e explicassem a importância da leitura na formação das crianças e jovens.
 
Para a coordenadora de Educação Infantil e 1º ano do Ensino Fundamental do Colégio Santo Ivo, Terezinha Fulanetto, que recomendou livros como "Minhas memórias de Lobato", e "Fábulas Favoritas", a leitura serve como estímulo para a criança aprender a humanizar-se, a renunciar, a perder e a ganhar. "Estimula-se, ainda, a emoção da descoberta, o desenvolvimento da segurança intelectual com formas de pensar coerentes dando a elas a oportunidade de decidir por si mesmas", explica.
 
Outra especialista é a psicóloga e psicanalista Christine Bruder, fundadora da Primetime Child Development, centro de desenvolvimento infantil para bebês de 0 a 3 anos. Ela ressalta que adultos que leem para as crianças precisam fazê-lo com entusiasmo e satisfação já que os bebês percebem o envolvimento dos pais e atribuem, a partir daí, um valor para leitura e os livros. Christine explica que não há limite de idade para começar a ler e que recém-nascidos já conseguem reconhecer o tom e musicalidade da voz da mãe e ficar interessados na narrativa.
 
 
"Quem ouve histórias e tem contato com os livros desde bebê mostra, na fase escolar, um vocabulário maior e mais complexo, discrimina melhor os sons das palavras e entende melhor textos informativos. Os recém-nascidos já reconhecem o tom e musicalidade da voz da mãe e vão ficar interessados na narrativa. Claro que não entendem ainda o significado das palavras, mas recebem o afeto e se familiarizam com os sons do idioma materno", analisa a psicóloga.
 
Para Christine Bruder, essa interação com a família favorece a formação de um vínculo de qualidade, uma vez que a maioria dos bebês responde à leitura com olhares, expressão facial e até balbucios criando um momento de muita intimidade, satisfação e reciprocidade entre mãe ou pai e o bebê.
 
"Quando um bebê cresce ouvindo histórias, ele se acostuma com a intimidade de compartilhar histórias com alguém e com o prazer intelectual que o livro e as atividades culturais proporcionam. Existem, portanto, grandes chances dessa criança continuar buscando por atividades compartilhadas e que tragam satisfação intelectual ao invés de buscar isolamento e atividades vazias de significado", explica a psicóloga.

sábado, 29 de junho de 2013

Analfabetismo funcional: porque eu não li?

Prof. Marcus Garcia 
Professor Marcus Garcia possui formação na área de Educação e Tecnologia da Informação, já escreveu 16 livros, entre eles é autor e organizador da série de livros A Escola No Século XXI.

Interesse pelos livros
Interesse pelos livros

Segundo a ANL (Associação Nacional de Livrarias) o Brasil fechou 2012 com 3481 livrarias em operação das quais 49% estão instaladas nas capitais dos 27 estados e no DF e as 51% restantes nas demais cidades. O Brasil tem aproximadamente 197 milhões de habitantes. Isto significa que há aproximadamente 1,8 livrarias para cada 100 mil habitantes.

Os dados do IDEB (Índice para o Desenvolvimento da Educação Básica) de 2012 divulgados pelo MEC dão conta de 192.676 estabelecimentos de educação básica e que atendem 50.545.050 alunos. Destas escolas apenas cerca de 64 mil possuem biblioteca. Portanto temos 0,8 biblioteca para cada mil alunos.

O déficit de leitura no brasileiro é assustador. O Instituto Pró-Livro realizou em 2011 um estudo no qual foram entrevistadas mais de 5 mil pessoas em 384 municípios brasileiros. Alguns números da pesquisa revelam pistas sobre porque o analfabetismo funcional vem sendo identificado de forma contundente entre alunos concluintes do ensino médio e também superior. É considerada analfabeto funcional aquela pessoa que apesar de conseguir ler as palavras, não consegue entender e consequentemente não consegue interpretar a mensagem de um texto de até 10 linhas com até três parágrafos.

Interesse pela leitura
Interesse pela leitura
A pesquisa revelou que cerca de 50% da população brasileira cultiva o hábito de leitura. Deste percentual a média é de quatro livros lidos por ano. Para comparar com outros países na França a média e de 12 livros lidos por ano, na Espanha 11, nos Estados Unidos 10, na Argentina 6 e no Chile 5 e na Colômbia 2. Na Noruega, maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo, este número impressiona, mas não pela quantidade de livros lidos por ano, cerca de 16, mas pelos 96% população que cultiva o hábito.

O incentivo dado ao estudante para ler e descobrir através dos livros um universo mais amplo do que o próprio livro deveria começar na escola, mas vemos que quase 70% das escolas brasileiras sequer tem uma biblioteca. Isto culmina com a realidade de nosso pífio mercado livreiro quando considerado o potencial e consumo de uma Nação com quase 200 milhões de habitantes.

A mudança dessa realidade passa necessariamente pela conscientização e sensibilização. Para desenvolver-se e crescer a novos patamares intelectuais, culturais e de conhecimento a pessoa precisa necessariamente ampliar seu cabedal de conhecimento. A neurociência já pesquisou e decretou: a capacidade do cérebro humano é muito grande e uma vida inteira de estudo (e leitura) intensivo não seria suficiente para esgotar uma pequena fração de sua capacidade.

Exemplo e incentivo
Exemplo e incentivo

Para cultivar este hábito nas crianças e nos jovens é preciso que a família e a escola façam seu parte. Dando a eles a oportunidade de descobrir a verdadeira magia que há na leitura. Há obras de todos os gêneros para encontrar até o mais cético dos leitores. Um bom começo para despertar o interesse pode ser a contação de histórias, seguida de teatrinho, pesquisa ação, diálogo e interação mediados pelos clássicos da literatura.
Para dizer o mínimo, parafrasearei Mark Twain, escritor e humorista estado-unidense que viveu no século XIX, e escreveu aquele que é considerado o maior romance americano “As Aventuras de Huckleberry Finn”:  "Quem não lê tem pouca vantagem sobre quem não sabe ler."

Livro livre, um bem coletivo: leia, devolva ou passe adiante

FÁBIO MARQUES (REPÓRTER)
14.06.2013

Fortaleza ganha sua primeira biblioteca sem controle de empréstimo. No País, iniciativas parecidas ganham força

Parece utopia se falar em qualquer espécie de bem que possa ser compartilhado sem controle e por pessoas que não se conhecem. O projeto que será inaugurado hoje, em Fortaleza, ainda que pequeno, aposta nessa possibilidade, inserindo neste contexto um bem caro e imprescindível a qualquer cidadão: o livro.

Os livros de projeto, em Brasília, ficam à disposição do público em 37 paradas de ônibus

A Biblioteca Popular funcionará na Casa Vermelha, equipamento mantido por coletivos ligados ao Partido dos Trabalhadores, com inauguração agendada para 18 horas. Pelo sistema, os livros estarão dispostos em frente ao prédio, ao alcance de quem passar pela rua. Para o empréstimo, basta retirar o livro da prateleira, levar e ler.

O modelo é espelhado na experiência da Parada Cultural, projeto de Brasília mantido pelo Açougue Cultural, que disponibiliza os livros ao longo de 37 paradas de ônibus de uma mesma avenida, também sem necessidade de cadastro prévio ou qualquer outro mecanismo de controle. O leitor pode recolher o livro, ler durante o trajeto e devolver à frente, ou mesmo levar para casa, sem dia certo para a devolução. Também é possível adicionar títulos ao acervo, simplesmente deixando-os em uma das paradas. O mentor do projeto, Luiz Amorim, vem a Fortaleza para uma palestra sobre o assunto.

"Eu ouvi falar da experiência de Brasília e achei que era uma sacada simples de priorizar totalmente o acesso aos livros, abrindo mão até dos controles que são tão comuns nas bibliotecas", relata o vereador Guilherme Sampaio, que idealizou a Biblioteca Popular da Casa Vermelha. Ele aponta a facilitação do acesso ao livro como a principal sacada do projeto original. E sustenta que, assim como em Brasília, é possível fazê-lo funcionar na Capital cearense.

"Eu peguei um ônibus no corredor onde a biblioteca de Brasília está instalada, fui parando nas paradas, observando e conversando com as pessoas. Somente uma disse que não tinha devolvido o livro. O fato é que as estantes estavam sempre abarrotadas. Sobre esse controle. A resposta que me deu o idealizador do projeto, Luiz Amorim, resolve a questão: se uma pessoa levar e não devolver, é porque está precisando do livro".

Bookcrossing

O lema da versão de Fortaleza será "o prazo é seu, o livro é de todos", tarja que estará colada em cada título para estimular a ideia nos leitores. Ainda que em proporções bem menor que a de Brasília, com apenas um espaço no pátio de entrada da Casa Vermelha dispondo de mil livros, a Biblioteca Popular trabalha em torno de uma ideia de compartilhamento que ganha força no mundo. Uma experiência diferente mas seguindo princípios semelhantes é difundida através do site BookCrossing (www.bookcrossing.com). O portal possui um acervo difuso e volante, composto de forma colaborativa, organizado virtualmente e compartilhado por pessoas de diversos países.

"As vantagens em relação a uma biblioteca comum é que você não precisa de uma ´biblioteca em si´, a biblioteca é o mundo, a partir do momento que você liberta o livro, ele torna-se um livro viajante, e através do site você pode acompanhar por onde ela anda, quem o leu e etc", pontua o paulista Anderson Araújo, usuário do site e entusiasta da ideia.

Através do site, é possível pesquisar a relação de livros cadastrados e adicionar as leituras desejadas à sua lista de desejos. Quiçá, o livro pode lhe ser entregue em mãos, ou enviado pela pessoa com quem ele esteja. Pontos de troca também já começam a ser abertos para sistematizar o encontro entre os chamados "bookcrossers".

"Acho que não só em São Paulo, mas no Brasil o sistema ainda está engatinhando, pois existem poucos livros circulando, mas acompanhando pelo site, eu vejo que todo o dia acontece liberação de livros no Brasil, ou seja acho que teremos um resultado melhor a longo prazo, estamos apenas no inicio", avalia Anderson Araújo. Antes de conhecer o projeto, lembra, ele chegou a juntar acervo para montar uma biblioteca comunitária. Os livros foram cadastrados no site e, agora, são parte do acervo global.

Anderson diz que costuma recorrentemente "libertar" seus livros, como é nomeada a passagem do livro adiante, em espaços públicos ao acaso. Após cadastrar o título no site, deixa-o em locais como clínicas médicas, bancos de praça, para que outra pessoa o encontre e sinta-se estimulada a lê-lo. Uma etiqueta colada em uma das páginas ensina ao usuário que encontrar o livro a registrar-se no site e atualizar o status da obra, para que o dono anterior possa acompanhar por onde anda o livro liberto.

"Há um enorme descrédito das pessoas e também uma recusa a se desfazer de seus livros, por muitos motivos. Sabemos que quem é amante dos livros acaba criando um certo vínculo, que torna muitas vezes impossível da pessoa simplesmente deixar aquele livro que mudou a sua vida ao acaso num banco de praça", pondera. Ainda assim, garante Anderson, liberta pelo menos um livro por semana, e registra tudo no site diariodeumbookcrosser.blogspot.com.br). Atualmente, existem 28 pontos de bookcroosing no Brasil. O mais próximo de Fortaleza, fica na Universidade Federal do Semi-Árido, em Mossoró (RN).

Mais informações

Inauguração da Biblioteca Popular, com palestra de Luiz Amorim. Hoje, às 16 horas, na Casa Vermelha (Rua Osvaldo Cruz, 1318 - Aldeota)

Carne para o corpo, livros para a alma

Quando leu seu primeiro livro, o brasiliense Luiz Amorim já tinha 18 anos completos. E era, na verdade, uma versão em gibi de um livro de filosofia. A obra foi, no entanto, o ponto de partida de uma vida literária que já
rendeu alguns milhares de títulos, acervo que pertence hoje ao seu "T-Bone - Açougue Cultural".

Luiz Amorim vem a Fortaleza para a inauguração da Biblioteca Popular, projeto de acesso ao livro inspirado nas ações do seu "Açougue Cultural", em Brasília
E não pense que o nome do estabelecimento é uma licença poética - aos moldes da nossa centenária Padaria Espiritual. De fato, o estabelecimento vende carne. Na entrada e em uma sala anexa, no entanto, mantém mais de 10 mil livros. "Quando comprei o açougue em 1994, montei uma estante com um pequeno acervo, que aos poucos fui ampliando. No começo, o pessoal estranhou o açougue mexer com livro. Mas depois entenderam que os dois são alimentos, um do espírito, outro para o físico", lembra sobre o início da empreitada, há quase 20 anos.

Hoje, ele conta com o apoio de empresas como a Petrobras e o Banco do Brasil para manter as atividades culturais do açougue. Somente nas paradas de ônibus, chegam a circular, em média, dois mil livros por mês.

Ações

Luiz ainda assume o ofício de açougueiro como sua atividade principal. O braço cultural do comércio, no entanto, já expandiu as atividade e é responsável por projetos como a "Noite Cultural T-Bone", realizada desde 1998, e que já promoveu, em frente ao açougue, shows de mais de 500 artistas - entre eles, Milton Nascimento, Ed Motta, Tom Zé e Belchior.

A principal ação cultural da casa, no entanto, é de fato voltada para a leitura. "A minha formação intelectual é baseada na filosofia grega. A gente trabalha com a ideia de desprendimento das coisas, da arte, dos livros", explica. Luiz conta que chegou a investir 100% do lucro do açougue em atividades culturais.

Sobre a diversidade do público que consegue atingir, ele brinca: "nós somos o único açougue do mundo onde até vegetariano também entra. O cara não come carne, mas vem buscar cultura".

Fonte: Diário do Nordeste

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Uma biblioteca que cresce com seu filho

Os livros devem acompanhar o desenvolvimento da pequena desde os primeiros meses de vida.


Nenhum especialista hesite: entre em contato com os livros da casa é essencial. A leitura estimula o desenvolvimento das crianças, a imaginação, a criatividade é uma forma de carinho, que ajuda a conhecer e compreender o mundo à sua volta ... Os livros são uma forma privilegiada para atender todas as suas necessidades. Portanto, os pais são avisados ​​de que, desde o nascimento, geram em seus filhos um senso de que a leitura ocorre em um poço.
Livros ajudar no conhecimento, mas não devemos esquecer que também oferecem conteúdo de entretenimento, é uma maneira de se divertir, de sonhar, de imaginar, de rir ... E para todas as idades e para todas as crianças, sem livros que correspondem seu desenvolvimento. Eles são grandes leitores dependem em grande parte dos pais. Eles devem saber o que os interesses e as necessidades de seus filhos um exemplo em casa, lendo a pequena mesmo quando apenas balbuciar; trazer para livrarias, bibliotecas, acompanhar a escolha do livro (procurando informações na internet ou aceite os conselhos do livreiro ), falar com as crianças sobre livros e nunca mais tornar a leitura um castigo.
Três especialistas dão dicas para saber quais livros são mais adequados de acordo com a idade: Eliana Maridueña, publicado pela Juventude, Isabel Lane, diretor-geral das publicações editoriais e Elsa Aguiar BRUNO responsabiliza pelo conteúdo de literatura infantil da editora SM.

De 0 a 3 anos

Quanto mais cedo melhor, os especialistas aconselham. Desde o nascimento, os bebês podem se familiarizar com livros. "Não se concentre seus olhos, não pode nem mesmo segurá-los, mas eles podem entender sua musicalidade ea poesia das canções", diz Elsa Aguiar responsabiliza pelo conteúdo de literatura infantil publicado pela SM. "A coisa mais importante é criar na criança o sentimento de que a leitura ocorre em uma atmosfera de bem-estar, descontraído, íntimo e amoroso. Isso é algo gradable. Portanto, é importante olhar em seus olhos quando eu li ", acrescenta.
E a oferta para este estágio muito precoce é enorme. Sim, eles são livros que devem sempre garantir a sua segurança. "Eles não contêm peças pequenas ou materiais tóxicos", alerta Elizabeth Lane, diretor de publicações da editora de Bruno. "Papelão e dicas redondedas, pesando apenas para que eles possam pegá-los com as mãos", diz Eliana Maridueña, Departamento de Comunicação Editorial Juventud. É uma forma de promover suas habilidades motoras.
De livros de plástico para o banho, dentição, para os outros com diferentes texturas, sons, imagens grandes, com cores contrastantes para que eles possam distinguir melhor ...
Eles devem ser os livros que vai ajudar a despertar os sentidos e promover o seu desenvolvimento evolutivo, especialmente psicomotor e emocional ... O livro torna-se um jogo, um elemento natural que faz parte do seu ambiente.
A partir de trabalho e certos personagens, especialmente animais que permitem que os bebês a desenvolver afeto e apengan eles. Livros com aba e com as palavras do filho associado a uma imagem. É uma maneira de começar a desenvolver o vocabulário de dois anos, quando a linguagem explode.
Depois de dois anos e foi ferido com suas palavras, a criança começa a falar. Isto é, quando as crianças começam a identificar objetos, formas de aprendizagem, incluindo as emoções básicas (tristeza, raiva, feliz), rotinas do seu dia-a-dia (levantar-se, ir à escola, comer, ir para a cama, escovar os dentes), o primeiro números, o alfabeto, estações, cores ... "Tudo para começar a controlar o mundo em que vivem. São livros que os adultos podem ler, encenar e ajudar a criança a entender ", diz Elsa Aguiar. A partir de agora você pode começar a contar os primeiros clássicos adaptados.

De 3 a 6 anos

Além de desenvolver ainda mais todos os recursos acima, nesta fase há uma mudança fundamental. Linguagem, seu vocabulário, cresce a cada hora, mas também "a fase de iniciação está lendo, o que chamamos de pré-leitura. E não tem pressa, mas é essencial para enriquecer a sua vocabolucario, que a criança compreenda a mensagem dos livros, com frases simples. Para isso você pode apoiar outros elementos, tais como ilustrações ", diz Isabel Carril.
Nessa idade, as crianças entendem os livros com a história e imagem, pode seguir os desenhos de acordo com o que eles estão dizendo. Eles gostam de ver livros tridimensiones, imaginativas e também da vida cotidiana, você pode começar a entrar em valores, inteligência emocional ... Eles gostam de livros e jogos participativos, criativos ou as canções, adivinhas e rimas fáceis. Começar a entender o básico primeiro.
Novos hábitos de trabalho, mas agora você pode fazer diferente: uma história para a criança que tem problemas para dormir, ou não querem ir à escola, ou eles podem ignorar o xixi durante a noite. Você também pode começar a lidar com medos: do escuro, de monstros ...
Temos de começar a estimular a imaginação. "A imaginação deve estar sempre presente, porque os filhos até que eles são mais velhos não fazem distinção entre a realidade ea fantasia também. Você tem que desenvolver isso e inocular para não perder a capacidade de criar e sonhar com outro mundo "Elsa Aguiar recomendado.
Saciar a sua curiosidade é outro objetivo nesta fase: para responder às suas perguntas, de onde vem o leite ou iogurte, ou por que a mudança de cor luzes.
E nunca se esqueça do humor, como observado Maridueña Eliana, que gosto muito.
"Há muitos caminhos na leitura, é sobre a criação de leitores eo caminho é diferente para cada criança", diz Elsa Aguiar.

De 6 a 8 anos

Você está leitores, pode continuar livros curtos, com argumento, onde predominantemente acompanhar a imagem, linguagem simples e frases com palavras novas facilmente entendidas no contexto e com episódios ou capítulos que fecham a história. Mas cuidado, muito cuidado nesta transição deve ser feito sem problemas. "Ele ainda pode ter dificuldade para ler um livro inteiro. Tenha muito cuidado quando de repente abandonar o hábito de ler, porque eles já sabem como fazer a seis anos de idade. Eles têm que receber uma dose da literatura adulta e liberando lentamente a tarifa mão, como eles aprendem a andar ", alerta Elsa Aguiar.
É a idade da fantasia, da imaginação, comece a sonhar, a experimentar, sentir medo ... Então, eu gosto de todos os tipos de histórias. Os temas são muito variados: eles adoram a série de personagens que geram proximidade de caracteres que podem ser identificados (a menina que é um lixo na escola e lutou por eles tiraram as pinturas) livros incríveis recorrer a eles (romances policiais para crianças, onde os casos são investigados com quebra-cabeças, jogos ...), livros de animais, princesas e piratas, continuar a cultivar os valores (recompensa, perseverança, solidariedade, honestidade). .. Introduzir determinadas situações da realidade pai não tem emprego, a morte ...

De 8 a 12 anos

Eu li mais, as leituras são mais extensos e complicados. As imagens já não são um adjuvante para facilitar a compreensão e as histórias crescer em intensidade. No entanto, o livro tem que ser atraente e claro tipografia. "As crianças estão cada vez mais crítico e não acreditar em tudo que é dito. Mas o mundo da fantasia existirá. Agora, quando a criança está sendo definido por seus gostos. Para descobrir o que o livro pode fazer bem, é melhor perguntar o que é a última coisa que você gostou? "Diz Isabel Carril.
O interesse continua, que mistura realidade com fantasia, tem um estranho senso de humor, como as aventuras da gangue, aventuras, heróis, ficção científica, mistério e histórias de detetive, os personagens que são identificar ...

De 12 a 14 anos

Eles são capazes de desfrutar de histórias complexas, livros de mais de cem páginas. No entanto, as frases não deve ser demasiado longo e complexo ou de primeira acção para a descrição. As ilustrações quase desaparecer, permitindo espaço para a imaginação. Entenda quase todas as palavras e situações.
Funciona bestseller porque "os adolescentes são muito sociáveis. Depois de ler certos livros é uma forma de grupo ", diz Elsa Aguiar.
Bifurcar entre a fantasia, mas também livros que lhes interessam conectar-se com sua realidade e que eles estão vivendo (drogas, amor, sexo, imigração, vivendo em sala de aula). Eles começam no romance. É uma boa hora para começar com adaptações de clássicos literários, comece interesse romântico nele. Eles gostam da aventura, viagens, romances policiais de espioneje terrorista, fantástico com conteúdo sobrenatural. Despertar o interesse em biografias de figuras de destaque, para as versões de mitos e lendas.

Adolescentes

Os livros devem abordar questões de ser e sentir do adolescente com sentados questões identificadas e tratadas, que pode intersarlos: preocupações sociais, profissionais emocinones mesmos estão refletidas nesses personagens fictícios:
Romances realistas de questões contemporâneas: ecologia, o terrorismo, o racismo, a enfemedades como anorexia, bulimia, problemas de dependência, Tribur urbanoas, suspense, ficção científica épica romances fantásticos e poemas de amor, histórias em quadrinhos ...

quinta-feira, 28 de março de 2013

Como fazer uma criança gostar de ler?

Siga as dicas de especialistas e faça seu filho de até 12 anos desenvolver o gosto pela leitura

Texto Maria Slemenson e Marion Frank

Foto: Marcella Briotto
Foto: É importante evitar que a leitura se torne algo massante nessa fase, lembre-se: o mais importante é ter prazer em ler!

É importante evitar que a leitura se torne algo massante nessa fase, lembre-se: o mais importante é ter prazer em ler!
A partir de sete, oito anos, sabe-se que a criança mostra independência na escolha dos títulos que deseja ler, reconhecendo os autores e os ilustradores favoritos. "É um momento de grande importância no seu desenvolvimento como leitora e os pais precisam se esforçar em participar ativamente dele", diz Theodora Maria Mendes de Almeida, diretora do colégio Hugo Sarmento, de São Paulo.

Acontece que o tempo passa rápido e, à medida que a criança cresce, sente-se cada vez mais atraída por atividades que nada tem a ver com livros. Cabe perguntar: como fazer um(a) jovem se mostrar interessado(a) pela leitura a ponto de dedicar regularmente tempo para ela? Pais desejosos de estabelecer uma relação de fidelidade entre filhos e livros se atormentam com o problema, de difícil gestão. Ainda mais nos dias atuais, eles que tem os filhos estimulados ininterruptamente pela tecnologia a concentrar a atenção em outras atividades.

Apesar dessa concorrência acirrada, cabe aos pais encontrar uma solução - uma ideia é organizar o dia a dia desses jovens de modo a criar horários para tudo, inclusive ler. Os pais também precisam estar atentos ao fato de servirem de modelo, daí a importância de lerem regularmente no ambiente doméstico. Mais: ao escolherem um livro, eles devem compreender que estão trazendo à tona os valores que pretendem passar para os filhos. "Por isso, é essencial que leiam com atenção o que querem apresentar de modo a terem certeza sobre o conteúdo selecionado", sugere Theodora.

O prazer continua a ser prioritário, evitando que a leitura se transforme em algo mecânico, obrigatório, para os leitores desta faixa etária. "E a história não deve ser usada pelos pais para passar lição de moral, mas sim discutir ideias que julgam importantes com os filhos", destaca Theodora. Dicas sobre a relação entre jovens leitores e livros são destacadas a seguir:



Ainda é tempo de ler com ele
Ler uma história com alguém é uma atividade de troca - de opiniões, impressões e afetos. Por isso, não deixe de ler com seu filho só porque ele já sabe fazer isso sozinho. "Até parece que saber ler é uma espécie de castigo porque ninguém mais dá atenção à criança, nem mãe nem pai... A leitura infantil precisa evoluir, ganhar desenvoltura, e o papel dos pais é fundamental na tarefa", alerta Theodora.

O livro não pode perder para o computador
Nessa idade, inúmeras atividades podem roubar a atenção do seu filho de modo a ele não se interessar mais por livros. A concorrência da tecnologia é intensa, exercendo enorme sedução sobre a curiosidade infantil. Como resolver? "Controle os horários do seu filho, é o único jeito. Porque ele precisa ter tempo para estudar, fazer a lição de casa, jogar na internet, brincar, ler livros... E também não fazer nada".


O ambiente facilita
Criar, em casa, um espaço só para os livros infantis, onde a criança poderá se acomodar com conforto para ler a qualquer momento, é outro modo (eficiente) de estimular a leitura.

É importante ter favoritos
Quanto mais livros, autores e ilustradores seu filho conhecer, tanto mais à vontade ele falará a respeito, comparando diferenças sobre modos de contar a história e de desenhar, permitindo desenvolver suas preferências literárias.