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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Como ler com as crianças


Mostre a capa, mostre os livros e fale sobre as ilustrações.   
 
Deixe a criança virar a página, se ela quiser.   
 
Leia as frases e mostre-as com o dedo.   
 
Torne a história viva, faça uma voz diferente para cada personagem e use mímica para contar a história.   
 
Quando a criança começa a saber ler deixe-a ler palavras e frases.   
 
Quando já sabe ler, distribua papéis e leia a par.   
 
Faça perguntas e converse sobre a história, sobre as informações e sobre as imagens.   
 
Verifique se está a compreender bem.   
 
Deixe a criança comentar o livro, contar a história ou partes da história.   
 
Se a criança não mostrar interesse não insista. 
 
Leia outra história ou leia a mesma história noutra altura.   
 
Se a criança pedir, volte a ler a mesma história uma ou várias vezes. 
 
É frequente as crianças quererem ouvir muitas vezes uma história que lhes agrada.
 
Fonte: Plano Nacional de Leitura - Portugal

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

4 estratégias para os pais ajudarem os filhos a aprender a ler e a escrever

25 agosto 2012
 
Só 37% dos alunos que frequentam o 4º ano são considerados proficientes em leitura. Os dados são de 2005 e reportam-se aos EUA (1).  Em Portugal, os dados não divergem.

Os professores podem fazer muito mas os pais ainda mais (2). 

As crianças não aprendem a ler naturalmente. Não é suficiente apoiá-las na leitura. É necessário instrução directa por parte de professores e de pais. Convém ter presente que nem todas as crianças aprende a ler com os métodos globais. Para muitas é mais eficaz o uso de métodos fonéticos. Aprender o abcedário e a juntar letras, perceber a diferença entre um fonema e um grafema e associar o grafema ao som são tarefas difíceis mas necessárias ao processo de aprendizagem da leitura e da escrita.

Os professores ensinam na sala de aula recorrendo a métodos de instrução directa com muito treino, repetição e correcção de erros. Os pais ensinam em casa, reforçando o trabalho dos professores.

O que é que os pais podem fazer para os filhos serem bons leitores?

#1. Estabelecer uma rotina. 

O contacto com os livros deve constituir uma actividade diária. Se os pais criarem um horário semanal de estudo, onde constem as horas de leitura, as crianças ganham o hábito de ler e a leitura torna-se uma actividade rotineira.

2#. Dar liberdade para ler

Os pais devem dar liberdade às crianças para escolherem os livros que desejam ler. Visitas regulares à biblioteca também ajudam. 

3#. Ensinar leitura activa

Não basta ler. É preciso fazer perguntas sobre a história. Quem são os personagens? O que fazem eles? Como relacionar as imagens com as palavras? Fazer resumos da história. Debater a história. Interpretar as frases.

4#.Passar da leitura à escrita

Ler é bom mas escrever ainda é melhor. Pedir à criança para resumir por escrito a história. Pedir à criança para contar uma história e escrevê-la. 

Fonte:ProfBlog A Educação em Portugal

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O livro certo para a pessoa certa

Publicado em 05/08/2012 | Yuri Al’Hanati
 
Indicação de amigos, professores e até mesmo dar um livro de presente são alguns bons caminhos para criar o gosto pela leitura

 Claudecir Rocha acredita que apresentar o livro certo a alguém pode formar um leitor

O cenário atual da literatura no Brasil não é dos mais favoráveis, a julgar pela última edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, levantada pelo Instituto Pró-Livro. O estudo, que foi publicado em março deste ano e será lançado em formato de livro na Bienal do Livro de São Paulo estima que apenas metade da população brasileira lê, e os que leem não consomem mais do que dois livros inteiros por ano, aumentando décimos de uma média que, historicamente, sempre foi baixa. 

Porém, alguns dados complementares da pesquisa guardam em si pequenas esperanças de reversão do quadro a longo ou, quem sabe, curto prazo. Por exemplo, a falta de gosto pela leitura não é um empecilho, já que 62% dos entrevistados dizem gostar pelo menos um pouco de ler. E embora 87% dos que não leem afirmem nunca ter ganhado um livro, 88% dos que ganharam garantem a importância do presente para despertar o interesse por ler.

Foto: Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo

   O estudante Arthur Tertuliano quase sempre ganha livros de presente

O valor de um livro presenteado, portanto, pode ser maior do que se supõe. É no que acredita o comerciante Cássio Busetto, 36 anos. “Eu sempre parto do princípio de que se alguém não gosta de ler é porque nunca foi apresentado aos livros certos. E por livro certo me refiro aos livros de qualidade e também do interesse da pessoa, que possam trazer conhecimento ou uma visão de mundo interessante.” Busetto tem o costume de dar livros de presente para as pessoas quando sabe que há um mínimo interesse pela literatura, mas é criterioso. “Procuro dar um livro que combine um pouco o gosto dela com o meu, para não presentear com algo que eu considero de mau gosto. Quando a pessoa não lê, mas tem algum interesse, procuro dar algo mais leve e agradável, um entretenimento que possa levar a leituras mais densas.”

Hillé Puonto, pseudônimo da anônima autora do blog Manual Prático de Bons Modos em Livrarias, já ajudou muita gente a encontrar esse presente, e afirma: “o que mais percebo entre as pessoas que vão à livraria atrás de um livro como forma de presente é a necessidade de se comunicar com o presenteado. Há muitas que gostam de compartilhar experiências. Eu, por exemplo, adoro presentear meus amigos com livros que tenham, de alguma forma, representado algo para mim.”

Quem recebe o presente confirma as opiniões acima. O mestrando em estudos literários da Universidade Federal do Paraná, Arthur Tertuliano, 25 anos, ganha quase sempre um livro como presente, e diz que o mimo desperta seu interesse. “Às vezes, fico muito curioso com o que a pessoa pode estar querendo dizer com ‘este livro é a sua cara’, ou dou prioridade para lê-lo quando eu sei que ela está ansiosa para comentar sobre ele”, conta, citando como exemplo o livro Duna, de Frank Hebert, que ganhou de um amigo. “Estou lendo este não só porque a dedicatória é excelente, mas porque sei que meu amigo gosta bastante do livro e gostaria de comentá-lo comigo.”

Indicação valiosa

Esse compartilhamento de experiências no ato de presentear é outro fator de peso para criar leitores. A pesquisa aponta que o regalo representa 21% do acesso a livros e a indicação das pessoas é o terceiro maior fator de influência na hora de escolher um livro para ler, ficando atrás do título do livro e do tema. “Eu tenho um amigo que costuma pensar bastante nos presentes e, há três anos, os livros que ganho dele de aniversário estão entre os melhores que recebo”, comenta Tertuliano, concordando que uma boa indicação faz toda a diferença: “você pode dar algo no estilo do que a pessoa gosta, apresentando algo de que ela ouviu falar, mas com que nunca teve contato direto, ou mesmo abrindo seus horizontes em algum sentido.”

E a principal indicação acontece na sala de aula: 45% dos entrevistados que leem garantem que foi o professor que os influenciou ao hábito, mais do que a mãe (43%) e o pai (17%). O professor de ensino médio e ex-livreiro das Livrarias Curitiba, Claudecir Rocha, 32 anos, acredita que é só uma questão de fisgar o potencial leitor pelo título certo. “É preciso indicar algo agradável antes de apresentar o que eles precisam estudar. Se um aluno de ensino médio tiver de ler só Dom Casmurro, ele nunca mais vai ler Machado de Assis na vida, mas um conto do Machado já é mais apetecível”, afirma, e completa contando sua própria experiência: “li com meus alunos o conto ‘Feliz Ano Novo’, do Rubem Fonseca, e agora eles adoram o escritor. É só uma questão de despertar a curiosidade, e a pessoa nunca mais deixa de ler.”

terça-feira, 31 de julho de 2012

Os 10 passos para amar livros

Dad Squarisi


Matéria publicada em 24/08/2010

O louco por livros não nasce por geração espontânea. Cultiva-se. Pais, avós, tios, amigos, professores contribuem para a formação e desenvolvimento da habilidade de ler. Como? O Instituto EcoFuturo dá 10 dicas. Ei-las:



1 – Leia em voz alta com as crianças . Explore com elas os livros e outros materiais de leitura – revistas, jornais, folhetos, almanaques, manuais de instruções, cartazes, placas… Todo material impresso pode ocasionar momento de troca centrado na leitura.

2 – Ofereça a elas ambiente rico em termos de letramento : faça atividades com leitura, mesmo com bebês e crianças bem pequenas. Continue fazendo com as crianças e jovens que estão na escola.

3 – Converse com elas e escute-as quando falam . O diálogo ajuda muito no desenvolvimento da linguagem oral.

4 – Peça-lhes que recontem histórias ou informações que você leu em voz alta . Cuidado para que a atividade não acabe virando aula. Não é esse o espírito da proposta. O encontro precisa ser agradável e descontraído.

5 – Incentive-as a desenhar e fazer de conta que escrevem histórias que ouviram . Peça, depois, que "leiam" em voz alta. Parece absurdo? Pois não é. Afinal, elas passam o tempo fazendo de conta que cozinham, que dirigem carros, que lutam com inimigos perigosos, que são médicos e professores. Não se esqueça: a ideia é brincar de ler.

6 – Dê o exemplo : faça que elas vejam você lendo e escrevendo. E, por favor, não faça a bobagem de dizer que elas devem aprender a ser diferentes de você, que não gosta de ler. O que conta não é o que você discursa sobre leitura, escrita, estudo. É o que você oferece como exemplo.

7 – Vá à biblioteca regularmente com as crianças . Se for uma biblioteca de empréstimo, é bom cada uma ter a própria ficha de inscrição.

8 – Crie uma biblioteca em casa e uma biblioteca pessoal para a criança, onde ela se acostume a guardar os livros e a buscá-los . Na hora de comprar presentes para seu filho, lembre-se dos livros. De quebra, ele ganha competência para lidar com o mundo e abertura da imaginação.

9 – Faça mistério para aguçar a curiosidade . Por exemplo: você tem três livros na mão e diz à criança que ela pode escolher entre dois. Ela certamente vai dizer que são três, não dois. Você faz de conta que se enganou e põe um deles de lado. Adivinha qual deles ela vai querer… Use a imaginação. É jogo. O resultado é que a criança ganha sempre – e para toda a vida.

10 – Leve as crianças sempre que houver hora do conto, teatro infantil e atividades similares na comunidade

Fonte: Blog da Dad

Leitura desde cedo: incentive seu filho a ter amor pelos livros

Matéria publicada em 02/02/2012

Maria Tereza Stancioli

A linguagem do afeto: assim é a hora da leitura ou de ouvir histórias.

É sentir, viver e compartilhar a arte da palavra.

Por isso a Trupe Maria Farinha dá uma força para todos aqueles que desejam cultivar este ofício.
 
 
"Foi assim: eu brincava de construtora, livro era tijolo; em pé, fazia parede, deitado, fazia degrau de escada; inclinado, encostava em um outro e fazia telhado. E quando a casinha ficava pronta eu me espremia lá dentro pra brincar de morar em livro." O relato é de Lygia Bojunga .

Quando criança, ela fazia do livro um brinquedo . Já adulta, transformou-se em uma das principais escritoras brasileiras de livros infantis.

A história de Lygia ilustra e comprova a teoria de que o contato com os livros desde cedo é importante para incentivar o gosto pela literatura.

Os benefícios da leitura são amplamente conhecido: quem lê adquire cultura, passa a escrever melhor, tem mais senso crítico, amplia o vocabulário e tem melhor desempenho escolar, dentre muitas outras vantagens.

Por isso, é importante ler e ter contato com obras literárias desde os primeiros meses de vida.

Mas como fazer com que crianças em fase de alfabetização se interessem pelos livros?

É verdade que, em meio a brinquedos cada vez mais lúdicos e cheios de recursos tecnológicos, essa não é uma tarefa fácil. Mas pequenas ações podem fazer a diferença. O comportamento da família influencia diretamente os hábitos da criança.


 Se os pais leem muito, a tendência natural é que a criança também adquira o gosto pelos livros.


Para seduzir pela leitura, há diversas atividades que os pais e outros familiares podem colocar em prática com a criança e, assim, fazer do ato de ler um momento divertido.


 No período da alfabetização - antes dela e um pouco depois também -, especialistas sugerem que se misture a leitura com brincadeira, fazendo, por exemplo, representações da história lida, incentivando a criança a criar os próprios livros e pedindo a ela que ilustre uma história.
Para encantar as crianças pequenas, é essencial brincar com o livro.
 


Dicas para incentivar o seu filho a ler, e a ser um pequeno grande leitor:

 
1. Respeite o ritmo do seu filho
Não se preocupe se o livro escolhido pelo seu filho parecer infantil demais. Cada criança tem um ritmo diferente. O importante é que o livro esteja sempre presente. A criança costuma dar sinais quando se sente preparada para passar para um próximo nível de leitura. "É preciso estudar o outro, entender o que ele gosta e respeitar as preferências."

 
2. Siga o gosto do seu filho  
Talvez o que o seu filho gosta de ler não seja exatamente o que você gostaria que ele lesse. Mas, para adquirir o hábito a leitura, é preciso sentir prazer.
 
3. Faça passeios que tragam a leitura para o cotidiano
"Os pais precisam dar possibilidades para que as crianças se sintam envolvidas pela leitura". Por isso, no seu tempo livre, procure fazer atividades com o seu filho que você possa relacionar com um livro. Uma ida ao zoológico, por exemplo, torna-se muito mais interessante depois que a criança leu um livro sobre o reino animal. E vice-versa: uma leitura sobre animais é mais bacana depois que a criança teve a oportunidade de ver de perto os bichinhos. E, assim como essa, há muitas outras maneiras de juntar passeios de fim de semana com a leitura: livro de experiências + visita a museu de ciências, livro de história + passeio em local histórico, visita a museu de arte + livro infantil sobre arte... As possibilidades são inúmeras!

 
4. Incentive a leitura antes de dormir
Incentive o seu filho a ler todas as noites. E, se ele ainda não for alfabetizado, conte histórias para ele antes de dormir. Por isso, é importante que ele tenha uma fonte de iluminação direta ao lado da cama, como um abajur. Uma ideia bacana é dar um presente para a criança nos fins de semana: permita que ela fique acordada até um pouco mais tarde para ler na antes de dormir.

 
5. Improvise representações dos livros
"Concluída a leitura de um livro, os pais podem organizar peças de teatro baseadas na obra". Uma boa ideia é convidar outras crianças para participar da atividade. Os adultos podem ajudá-las a elaborar uma espécie de roteiro e pensar nas vestimentas e nos cenários a serem criados. Depois dos ensaios, a peça pode ser apresentada para um grupo de pais ou para toda a família.
  6. "Publique" o livro do seu filho
Proponha para o seu filho que ele faça o próprio livro. "As crianças gostam de criar histórias, viver personagens, imaginar paisagens". Primeiro, peça que ele tire fotos (e imprima-as) ou recorte figuras de revistas antigas. Depois, a partir das imagens, peça que ele escreva uma história. Ajude-o a criar uma capa para o livro e, por fim, coloque-o na estante, junto com outros livros. Que criança não adoraria ter um livro de sua autoria na biblioteca de casa?

 
7. Organize um clube do livro
Convide amigos e colegas de escola do seu filho para uma espécie de festa da leitura. No início, cada criança lê o trecho de um livro que pode até ser escolhido por eles (mas com orientação dos adultos). Depois de lida a obra, organize um debate sobre a história. Tudo isso pode ser feito durante uma tarde de sábado ou domingo, com direito a guloseimas que as crianças adoram, como cachorro-quente e chocolate quente (no fim de semana, pode!). Na infância, a leitura tem de estar ligada a uma atividade divertida.

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8. Ajude-o a ler melhor
Muitas crianças ficam frustradas por ler muito devagar em voz alta. Se é o caso do seu filho, você pode ajudá-lo fazendo exercícios, como cronometrar o tempo que ele leva para ler um texto ou o trecho de um livro em voz alta. A atividade pode ser repetida várias vezes em dias diferentes e, assim, a criança vai poder comprovar o próprio desenvolvimento. Para aprimorar a atividade, peça que ele faça vozes diferentes para cara personagem da história. "A sonoridade fascina as crianças".

 
9. Não pare de ler para ele
Após a alfabetização, é importante incentivar que a criança leia sozinha, mas isso não significa que você deva parar de ler para ela. Quando um adulto lê em voz alta um livro um pouco mais difícil, a criança é capaz de compreendê-lo, o que provavelmente não aconteceria se ela estivesse lendo sozinha. Abuse das vozes diferentes, dos sons, das entonações. Assim, a história fica muito mais emocionante. Parlendas e músicas, por exemplo, são ideais para serem lidas em voz alta. "Histórias lidas em voz alta e com emoção deixam as crianças mais leves, mais soltas".
 

10. Frequente livrarias e bibliotecas  
"Para adquirir o gosto pela leitura, a criança precisa se familiarizar com o ambiente de leitura". E, enquanto o acervo literário de casa é limitado, nas livrarias e nas bibliotecas a criança pode ter contato com uma infinidade de obras diferentes. Transforme as idas a livrarias, bibliotecas e feiras do livro em um programa de fim de semana. Hoje, nas grandes cidades, muitas livrarias e bibliotecas públicas oferecem atividades específicas para as crianças. E esse programa ainda é de graça. Algumas livrarias, inclusive, têm espaços para leitura (sem que os livros precisem ser comprados!).

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Outras dicas da Trupe são os sites de dois grandes escritores de livros infantis:


Ilan Brenman ,  pai do livro - Até as princesas soltam pum- www.ilan.com.br


 
João Marcos , cartunista do Maurício de Sousa, pai do livro - Histórias tão pequenas de nós dois - Mundo Mendelévio  - www.mendelevio.com.br/

Fonte: Dzai

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Divulgação Projeto: “Arteteca – Lendo Imagens"

Prorrogação do prazo de inscrição

Gostaríamos de convidá-los a nos ajudar a divulgar a novidade do projeto Arteteca: o prazo de inscrição foi prorrogado para 30 de agosto de 2012. Encaminho novamente, em anexo informações do projeto e a ficha de inscrição. Lembrando que os critérios de participação: 
- professores da rede pública que lecionem no 5º, 6º e 7º ano do Ensino Fundamental em cidades com menos de cem mil habitantes

Contamos com a ajuda de todos.
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Prezados,

É com prazer que convidamos professores e professoras que lecionem para turmas de 5º, 6º ou 7º anos do Ensino Fundamental, de escolas públicas brasileiras de cidades com menos de 100 mil habitantes, para participarem do projeto "Arteteca: Lendo Imagens".
Arteteca: Lendo Imagens é uma iniciativa do Programa Endesa Brasil de Educação e Cultura.
O programa foi criado em 2011 com o objetivo de contribuir na qualificação do processo de alfabetização e letramento das crianças em escolas públicas brasileiras. Desde então, milhares de escolas vêm participando de suas iniciativas, como os “Contadores de Histórias Encantadas” e o “Teatro de Brinquedo”.  Agora, o Programa Endesa Brasil de Educação e Cultura apresenta “Arteteca: Lendo Imagens”.
A participação no projeto é totalmente gratuita. Caso sua escola decida participar, a inscrição deverá ser feita em nome do professor ou professora que utilizará os materiais em sala de aula.  Somente 1 professor poderá ser inscrito e receberá um conjunto de materiais didáticos composto por:

·         1 exemplar do livro A História da Arte, E. H. Gombrich.

·         1 Guia do Professor com propostas de atividades para serem realizadas em sala de aula;
·         2 conjuntos compostos por 40 mini reproduções de obras de arte;

·         20 fichas ilustradas com obras de arte brasileiras;

·         CD com imagens das obras de arte digitalizadas;

·         Cartazes.

Para participar, o professor deverá preencher todos os dados solicitados na “Ficha de Inscrição”, que acompanha este documento.

Poderá enviar a “Ficha de Inscrição”:
Por correio:
Central de Relacionamento “Programa Endesa Brasil de Educação e Cultura” – Arteteca: Lendo Imagens.  Avenida Angélica, 2632, 10º andar, Consolação, São Paulo – SP. CEP 01228-200
Por email:
contato@arteteca.com.br  (as inscrições por email só serão aceitas se tiverem  todos os dados solicitados na “Ficha de Inscrição”).
Por telefone:
Ligue para 0800-770-2969 e tenha em mãos todos os dados solicitados na “Ficha de Inscrição”.
As inscrições serão aceitas até o dia 30 de agosto de 2012.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

É preciso construir pontes entre sala de aula e biblioteca'

09 de julho de 2012  

Educadora acredita que o professor deve sugerir leituras desafiadoras, mas não impor filtros aos best-sellers

OCIMARA BALMANT - O Estado de S.Paulo
 
"É preciso acabar com as dicotomias e estimular a leitura sem preconceito, tanto na infância como na adolescência. Esse desafio deve instigar o trabalho do professor", afirma a argentina Cecilia Bonjur. 

Formada em Letras e especialista em literatura infantil e juvenil, Cecilia é crítica de livros para crianças e adolescentes, com atuação na formação de professores e mediadores de leitura. Ela esteve no Brasil para participar do seminário Conversas ao Pé da Página, onde conversou com o Estado.

Como a senhora avalia o trabalho de fomento à leitura que os docentes fazem em sala de aula? Eles estão preparados para a tarefa? 

Acredito que toda formação dirigida a professores precisa partir do princípio de que eles são leitores e acreditar, de fato, que são capazes de fazer. Se pensarmos no que não sabem, no que não têm, apenas os desvalorizamos. E não se pode subestimá-los. Isso não significa tirar deles a responsabilidade sobre sua formação, mas ter confiança no que podem realizar e lhes dar ferramentas para isso.
Quais tipos de ferramentas?

É importante criar dispositivos de formação contínua que deem conta da carência de formação de base dos docentes, porque jornadas e cursos curtos são insuficientes. Pode ser custoso e demorado, mas vale a pena se pensarmos que a atitude do professor pode determinar se uma criança vai ou não gostar de ler.
Mesmo porque esse estímulo tem diminuído dentro das famílias, não é?

Isso é fato. Há muitas casas sem livros e sem leitores. Por isso, é tão importante que as bibliotecas escolares cresçam, que seus acervos sejam mais profundos, que se aproveitem todas as oportunidades de construir pontes entre o conteúdo das salas de aula e a biblioteca. E estamos em um momento bom para pensar nessas pontes.

Por quê?

Porque o problema da leitura sempre foi menos grave nos países com mais possibilidade de acesso a bens culturais. Mas hoje temos um momento migratório muito grande e, além disso, o primeiro mundo está vivendo uma crise econômica que parecia que só pertencia a países pobres. A desigualdade está repartida e isso é bom para pensar estratégias mundiais de aumento do acesso aos livros. 

Não parece difícil conquistar leitores de material impresso na era da internet?

Devemos fazer com que os leitores tenham acesso aos múltiplos suportes e deixar claro que no mundo das tecnologias não está todo o conhecimento estabelecido. Há algumas limitações que só deixam de existir quando a aprendizagem é vinculada aos livros. Quando os alunos começam a encontrar os tesouros e desafios dos livros, eles se deixam seduzir. 

Daí, a importância do mediador bem formado...

Sim, porque a criança se deixa seduzir quando os mediadores são sedutores, transmitem essa paixão. Por isso, a importância do bibliotecário, que é o profissional que conhece tanto os livros quanto os alunos. Porque o professor conhece os alunos de seu curso. O bibliotecário vai além. Ele abre o jogo da descoberta e acompanha o crescimento dos leitores dia após dia. Se houver um trabalho em parceria com o professor, é o cenário ideal para o nascimento de leitores potentes que podem influenciar a família toda.

Com a participação da escola?

Isso. Porque há pais realmente omissos em relação à leitura e incentivo aos filhos. Mas muitos deles não o fazem porque realmente não têm condições materiais ou por achar que não têm capacidade, que os bens culturais não são para eles. É aí que a escola entra na história, e as bibliotecas são lugares excelentes para essa manifestação contracultural que gere confiança e hospitalidade.
E como fica a seleção dessa literatura a ser apresentada? 

Eu não subestimaria nenhum tipo de leitura. Acredito que as escolas e as bibliotecas devem receber os leitores com o mundo que eles trazem, com as leituras que têm e, a partir daí, ampliar os horizontes, sugerir aprofundamentos. Se você opõe o best-seller à cultura culta, gera outra falsa dicotomia. Me parece muito mais interessante a convivência de cultura, a mestiçagem, as hibridações.
E, no caso das crianças, vale desafiá-las? 

Sim. Entre adultos, há uma falsa impressão de que a leitura infantil deveria ser simples e representar coisas próximas às crianças. Essa visão é equivocada e tem a ver com preconceitos e versões simplistas de teorias psicopedagógicas. O professor não pode agir assim. Ele precisa saber quem são seus leitores e pensar em didáticas mais profundas e flexíveis, em vez de simplesmente ignorar o tipo de leitura que, previamente, ele pode considerar inadequada.

O que é adequado?

Qualquer coisa. Desde que se considere o leitor como poderoso, potente. Não se pode esquecer, nunca, que a valorização dos leitores passa por colocar à disposição deles textos desafiantes, que comovem e colocam para funcionar a inteligência e o coração ao mesmo tempo. Quando se faz isso, fica clara a constatação: as crianças são ávidas leitoras de mundos estranhos, distantes e metafóricos, e se sentem muito agradecidas quando os adultos as tratam como gente que pode, que consegue. Todo pai e todo professor deveria ter isso em mente.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Ler além das palavras

Junto com os meios tradicionais, as novas tecnologias estimulam a iniciação à leitura

Desde a popularização da internet, a circulação de textos e imagens alcançaram um patamar inimaginável. Com o surgimento dos tablets, novas formas de leitura e relação com o texto escrito estão se configurando. Diante desses novos suportes e tecnologias, a introdução ao hábito da leitura acontece hoje de forma muito diferente. Desde muito pequenas, as crianças têm que lidar com estímulos diversos de leitura, o que torna a interpretação e hierarquização de informações algo primordial na educação.

A chave de um bom processo de alfabetização, de acordo com o professor de literatura da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e coordenador do grupo de pesquisa Leitura e Literatura na Escola, João Ceccantini, é não se limitar a nenhum recurso específico e explorar diversas atividades de leitura e interpretação. “A alfabetização não se dá só nos livros, se dá em tudo, quando a criança vê o letreiro do ônibus, uma propaganda, uma placa”, diz. De acordo com ele, o maior desafio que a escola está vivendo é mudar sua antiga função de transmitir conteúdo para a de concentrar esforços na formação do senso crítico dos alunos, a fim de que eles sejam capazes de hierarquizar a grande quantidade de informação que têm ao alcance o tempo todo. “O papel da escola é ensinar como as crianças podem lidar com essa informação toda que está disponível nesses suportes e linguagens de uma maneira exigente, saber transitar, saber separar o que é importante do que é descartável, saber pensar, estabelecer relações, saber ser sujeito e se posicionar, porque aquele mundo de conteúdo não faz mais sentido para a escola”, destaca.

O projeto pedagógico de leitura do colégio Arquidiocesano, na Vila Mariana, em São Paulo, tem como fundamento o conceito amplo de leitura do educador Paulo Freire, que consiste na ideia de que a leitura de mundo precede a leitura da palavra e que a compreensão de um texto implica a percepção das relações entre texto e contexto. Uma das práticas pedagógicas desenvolvidas nesse sentido é o exercício do olhar e a leitura. Realizada com alunos do 1º ano do Ensino Fundamental, é baseada na premissa de que ler também é ver.

O livro O Menino que Aprendeu a Ver, de Ruth Rocha, sobre uma criança em fase de alfabetização que observa seu entorno e contexto de mundo, é o ponto de partida da atividade. Após a leitura compartilhada e discussão das situações que o protagonista vivencia, a professora propõe que os alunos fotografem com máquinas digitais textos verbais e não verbais que chamarem sua atenção no quarteirão em volta da escola. “Uma fotografia de uma caixinha de suco largada no muro é um texto que revela uma certa relação do cidadão com a cidade. Ou seja, é um projeto que desperta nas crianças essa outra possibilidade de compreensão do espaço que os rodeia e do espaço da leitura”, analisa a professora do 1º ano do Ensino Fundamental do Arquidiocesano e doutora em Linguística aplicada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Cláudia Gil Ryckebusch.

Depois, na sala, há um debate a respeito da leitura e da relação entre o sujeito e a cidade, presente nas fotografias produzidas pelos alunos. No laboratório de informática, eles escolhem juntos as melhores fotos, que serão expostas na mostra de trabalhos no final do ano. “Tem relatos de pais que dizem que, depois do projeto, as crianças começaram a ler todas as placas de rua”, diz Cláudia.
As atividades pedagógicas que envolvem imagem e leitura diferem de acordo com a fase da escolarização. Os livros exclusivos de palavras e imagens, que constituem um gênero na literatura infantil, são indicados no início da Educação Infantil, na fase de decodificação dos signos. “Sem dúvida as imagens ajudam no processo de introdução do hábito de leitura nas crianças. Nesses livros para crianças pequenas, as ilustrações trazem certos objetos que serão o cerne da história, elas acabam servindo como um suporte para a criança, estimulando à concentração, à focalização daquele signo, à atenção e à associação daquele signo a determinada palavra”, afirma Ceccantini.

Durante a alfabetização, é interessante que as ilustrações nos livros sejam trabalhadas como um texto não verbal, como uma expansão do conteúdo para o mundo das imagens, da estética, que serve para apoiar a compreensão e o interesse, mas que não pode funcionar separadamente. “A imagem atrai pela fruição estética. Quando a ilustração compõe o sentido do texto, a criança faz um esforço para interpretar. Na história em quadrinhos, por exemplo, a narrativa se faz muito pela imagem, ela vai interpretando essa imagem, pois ela tem essa capacidade de interagir tanto com textos verbais como com não verbais”, diz a professora do Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e coordenadora do Centro de Estudos em Educação e Linguagem (CEEL), Telma Ferraz Leal. 
 
Leitura digital

Quando usadas a serviço de propósitos pedagógicos, as novas tecnologias e suportes também servem como aliados no processo de introdução do hábito de leitura. “Hoje, o modo de as crianças consumirem cultura passa por essa complexidade, pois elas gostam de ler o livro, depois ver o filme, ouvir a música, visitar a página, jogar o game daquele personagem. Elas fazem esse trânsito entre as linguagens e suportes todos, sem achar que um é melhor que o outro”, afirma Ceccantini. Segundo ele, atividades na internet, como a leitura de resenhas sobre obras, a busca de informações sobre o autor, entre outras referências suscitadas pela leitura, já fazem parte do cotidiano dos alunos e são enriquecedoras do ponto de vista da formação de leitor. “Se os alunos estão lendo uma releitura de Alice, por exemplo, é interessante sugerir uma pesquisa sobre como era a Alice verdadeira, como era a primeira edição do livro ou como as crianças liam Alice naquela época”, propõe.

Com a popularização dos tablets e livros digitais, a diretora pedagógica da Escola Castanheiras, em Santana do Parnaíba, Débora Vaz de Almeida acredita que eles devem ser usados em classe apenas se fizerem parte do contexto tanto dos alunos quanto dos professores. “Algumas famílias sustentam gerações de leitores só com uma boa biblioteca de papel, mas, se essas ?novas tecnologias e suportes fazem parte do contexto local, da experiência da escola e da dos pais, por que não?”, questiona. “Atualmente, podemos ler no livro, no jornal, nas livrarias, nas bibliotecas, podemos comprar ou não comprar, podemos ler nos IPads e podemos ouvir ler nos audiolivros. A tecnologia é um suporte, o que importa é a qualidade do livro.” De acordo com a pedagoga, a escola deve avaliar em quais situações o uso da tecnologia faz sentido e sempre variar os suportes e modos de uso. “Quando o aluno vai produzir um texto, é muito mais inteligente escrever em meio digital do que em papel, porque a edição é mais bem feita, posso recortar e colar, ver as várias versões. Em outros momentos, quando é só tomar nota, o bom e velho caderno dá conta”, acrescenta.

Durante um ano, os alunos do 3º ano do Ensino Fundamental do colégio Porto Seguro, na unidade Panamby, em São Paulo, dedicam-se a um projeto de elaboração de um livros digitais. Como atividade preparatória, a professora lê o livro Pergunte ao Dr. Bicudo sobre Animais, de Claire Llewellyn, para os alunos, que podem acompanhá-la por meio da projeção da obra na lousa. O livro é sobre um conselheiro sentimental que recebe cartas de diversos animais com problemas. Em seguida, há uma discussão sobre o gênero da carta e sobre características dos animais. Dividida em duplas, a turma começa a se preparar para apresentar uma miniaula sobre um animal que escolheram. Em casa, eles pesquisam, em livros e na internet, informações para preencher uma ficha técnica que auxilia a elaboração da aula. “Os alunos aprendem a pesquisar nas aulas de informática da escola. Ao buscar diferentes fontes de informação, as crianças também se exercitam para diferenciar o essencial do secundário”, afirma a coordenadora pedagógica e professora do 3º ano, Luciana Centini.

Após o planejamento e apresentação da miniaula, que deve contemplar aspectos básicos dos hábitos alimentares dos animais, os demais alunos da classe sugerem perguntas que poderiam ser feitas ao Dr. Bicudo a partir das informações pesquisadas. As sugestões são entregues à dupla, que pode utilizá-las na elaboração do texto do livros digitais. A obra consiste em uma carta com a pergunta de um animal endereçada ao Dr. Bicudo. No laboratório de informática, os alunos digitam as cartas e fazem, no programa de desenho Paint, as ilustrações para compor o livro digital. A atividade é encerrada com uma manhã de autógrafos, com a presença dos pais, para o lançamento do livro da classe. Os livros digitais estão disponíveis nos IPads e no blog do colégio para as famílias fazerem o download.

Formação do leitor

Pais que leem histórias antes de a criança dormir, professores que trabalham a leitura como prazer em vez de obrigação ou amigos que indicam títulos são fundamentais para estimular o hábito de leitura nas crianças. “É importantíssimo estabelecer o quanto antes uma relação afetiva entre a criança e o livro”, afirma Ceccantini. “Isso não significa que muita gente não se torne leitora sem esse estímulo inicial, mas ele pode significar uma relação mais duradoura com os livros ao longo da vida.”

Na escola, as práticas pedagógicas que podem ser utilizadas para introduzir o hábito são diversas, mas acima de tudo devem ser iniciadas desde antes da alfabetização. “A língua é muito mais do que um código. Antes de eu ensinar para as crianças o que a gente chama de aspectos notacionais, que são as características da representação gráfica da linguagem, ela precisa participar de situações em que essa língua esteja em uso”, afirma Débora.

A leitura compartilhada, em que os alunos acompanham o professor em seus próprios exemplares ou em cópias do texto, e as rodas de leitura, em que o professor lê parte de uma obra e em seguida promove uma discussão em classe sobre o que foi lido, são atividades centrais nessa fase. “Em função de fazer a leitura compartilhada de forma regular, as crianças começam a ajustar o que está sendo lido com o que está escrito e esta é uma situação alfabetizadora. Elas começam a perceber que nos poemas quase sempre há a presença de rimas, que os contos clássicos começam com ‘era uma vez’, ‘há muito tempo’, ‘em algum lugar’”, diz Débora. “Elas começam a conhecer a organização da linguagem escrita e perceber que tem regras, convenções e regularidades que elas quase sempre podem observar.” Segundo Telma, quando o professor realiza atividades de leitura em voz alta e conversa sobre o que foi lido, ele está ajudando a criança a desenvolver habilidades de compreensão de texto, como elaborar inferências, apreender sentidos gerais e relacionar um texto com outro, que vão ajudá-la na fase de alfabetização.

De acordo com Ceccantini, é importante que essa leitura não esteja vinculada a cumprir determinada tarefa escolar e sim que o foco da atividade seja o prazer, a vivência de emoções. “Um adulto cheio de afetividade fazendo da leitura um gesto de carinho, de alegria, de brincadeira é uma aproximação prazerosa que deixa marcas no inconsciente. Esse envolvimento afetivo é central e está muito ligado ao prazer que o homem de todas as épocas tem de ouvir histórias”, diz. “Não tem gesto mais ancestral que isso na humanidade, alguém que vai contar histórias para todos ouvirem.”

Outro aspecto importante é a escolha dos títulos. Apresentar textos muito fáceis, com poucas palavras e leque reduzido de fonemas é subestimar as crianças. “As pessoas costumam achar que elas vão gostar mais de histórias com linguagem simplificada e esquemática e isso não é verdade”, diz Telma. Segundo Débora, deve-se, independentemente da idade, ler textos de verdade, literariamente ricos, bem escritos e de gêneros variados e todos esses repertórios devem estar disponíveis na sala de aula, na biblioteca e em várias situações.

No Colégio Santa Cruz, no Alto de Pinheiros, São Paulo, a leitura compartilhada e a roda de leitura fazem parte da rotina semanal dos alunos desde a Educação Infantil até os primeiros anos do Ensino Fundamental. No 2º ano, por exemplo, a professora lê em voz alta um capítulo de O Saci, de Monteiro Lobato, a cada dia. A ideia é que ela seja a mediadora entre os alunos e os “textos difíceis”, lendo títulos que eles teriam dificuldade de ler sozinhos. “O Saci é uma leitura bastante exigente para leitores de 7 ou 8 anos, pois tem um vocabulário distante do deles, as construções são pouco usuais na fala cotidiana, além do texto ser mais extenso”, afirma a coordenadora pedagógica do Santa Cruz, Miriam Louise Sequerra. “Por meio da leitura da professora, eles também passam por dificuldades, mas, como contam com esse apoio, vão entrando na leitura, se envolvendo e, de repente, está todo mundo cativado pelo clima do livro.”

Já na atividade Aula de Leituras, os alunos retiram um livro do acervo que se encontra na sala de leitura (pequena biblioteca utilizada pelos alunos de um mesmo ciclo escolar), têm uma semana para lê-lo em casa e, depois, em classe, são estimulados a comentar a obra e indicá-la aos colegas, com a orientação da professora. “O intuito, neste caso, é desenvolver outros comportamentos associados à leitura, tais como indicar, comentar ou escolher um livro, de acordo com critérios que cada um constrói a partir de sua vivência como leitor”, comenta Miriam. “Como essa atividade ocorre desde a Educação Infantil até o 5º ano, é perceptível como os alunos vão refinando sua capacidade de escolher livros de acordo com preferências que também vão se construindo”, diz. “No início, a capa ou o colorido das imagens são os critérios. Depois, o motivo da seleção vai se transformando: o assunto, o autor, o gênero ou mesmo a indicação do colega.”

BOXE 1 – Lição de casa

É tarefa dos pais estimular uma relação ?afetiva dos filhos com a literatura em casa

Os pais desempenham papel fundamental no processo de formação do gosto pela leitura dos filhos. O ideal é que eles sejam modelos de leitores para os filhos e que a introdução do hábito de ler comece em casa e continue no colégio. “O maior incentivo à leitura em casa é ter pais efetivamente leitores, porque uma coisa é o pai que diz que ler é importante, que você tem que ler, que ler faz subir na vida, e outra é o pai que, quando tem um problema, está mexendo no jardim e não sabe o que fazer, por exemplo, vai recorrer a um livro”, diz o professor de literatura da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e coordenador do grupo de pesquisa Leitura e Literatura na Escola, João Ceccantini. No caso da população de baixa renda, em que os pais não se tornaram leitores por falta de acesso, a valoração do hábito de ler também tem efeito na formação das crianças. “É importante que as crianças tenham acesso a obras em casa, mas às vezes as famílias não têm condições de comprar. No entanto, se você for pensar, livros custam o mesmo que um brinquedo. É importante que os pais encarem o livro como brinquedo e presenteiem os filhos com livros”, afirma a professora do Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e coordenadora do Centro de Estudos em Educação e Linguagem (CEEL), Telma Ferraz Leal.

Outros hábitos indicados são comprar livros junto com os filhos, ou ir a bibliotecas ou espaços comunitários de leitura, ler frequentemente para eles, ter livros em todos os cômodos da casa, incentivar as crianças a fazerem sua pequena biblioteca, de forma que o livro faça parte do cotidiano da casa. Segundo a diretora pedagógica da Escola Castanheiras, Débora Vaz de Almeida, os pais devem tentar identificar livros que fazem parte do interesse das crianças para ir construindo um acervo e uma história de leitura a partir daquilo que se tem em casa. “Tem que ter um lugar no quarto das crianças pra uma história de leitor, o livro preferido, o livro que a escola indicou, que a avó deu, mas não só ter o livro, ter e ler o livro”, diz.

BOXE 2 – Primeiros passos da leitura

O Sesc realiza várias ações direcionadas ao incentivo à leitura para crianças

O Sesc tem diversas atividades em prol da difusão do livro e formação de leitores. Na unidade Pompeia, os pais podem levar seus filhos, de 0 a 3 anos, para o Espaço de Leitura, uma sala adaptada com livros voltados para a faixa etária e com a mediação de educadores, que orientam atividades lúdicas, jogos e brincadeiras literárias. As unidades Bom Retiro, Santo Amaro e Ribeirão Preto também contam com salas de leitura para crianças. “Em várias atividades de contação de histórias, o pai é convidado a fazer ele próprio a narrativa de uma história para a criança. Esperamos que a presença de pais e filhos nesse espaço e a vivência dessa experiência estimule práticas similares em casa”, afirma o Assistente de Literatura na Gerência de Ação Cultural (GEAC) Francis Manzoni.

Já no Espaço Ler na Escola, dez malas com 85 livros da literatura infantil e juvenil e 15 publicações de história em quadrinhos circulam por escolas do ciclo 2 da Rede Estadual de Ensino de São Carlos. Antes de receberem o material, os professores e diretores passam por um treinamento que explora as possibilidades de atividades com os livros, como rodas de leitura, contação de histórias e oficinas de texto. A mala, que fica uma semana em cada sala, acompanha também uma apostila com propostas pedagógicas.  

Também na linha de projetos de difusão do livro, existe o BiblioSesc, programa que leva bibliotecas volantes, transportadas por caminhões, a 26 pontos de Itaquera, Interlagos, Osasco e São Caetano. Segundo Manzoni, a procura pelos livros é muito grande. Em um único dia, centenas de crianças retiram títulos em cada bairro visitado. Escolas, ONGs e creches realizam atividades vinculadas ao BiblioSesc. “Os professores levam as crianças para pegar livros que muitas vezes são trabalhados no contexto escolar ou são para interesse próprio. Então, o caminhão passa a se integrar à realidade cultural desses bairros atendidos”, afirma ele.

As bibliotecas das unidades Belenzinho, Bom Retiro e Santo Amaro dispõem de três equipamentos para a leitura de livros e periódicos do acervo para cegos e pessoas com baixa visão. O videoampliador possibilita às pessoas com baixa visão aumentar texto e imagem de um livro. Já o Poet Compact é um scanner que reconhece textos e os narra em português. O terceiro equipamento é a linha braile, uma espécie de régua que se acopla ao computador e ao scanner que gera eletronicamente pontos em relevo, permitindo aos cegos que leiam pelo tato. A unidade Belenzinho também conta com 240 audiolivros.

Até agosto, acontece no Sesc Pinheiros a segunda edição do seminário Conversas ao Pé da Página, que tem o objetivo de promover o intercâmbio de experiências e conhecimentos relacionados a literatura, leitura, formação de leitores e livros para crianças e jovens. Profissionais e intelectuais do Brasil e do exterior debatem sobre saraus de poesia, leituras no século 21, salas de leitura, entre outros temas. A curadoria do evento é do Centro de Estudos em Leitura, Literatura e Juventude A Cor da Letra e da Revista Emília, publicação sobre leitura, literatura e formação de leitores.

Fonte: Revista E

terça-feira, 22 de maio de 2012

A biblioteca como pedra fundamental em atividades de incentivo à leitura

Por María del Mar Marquez Román *
Estamos sempre falando sobre a construção de atividades de leitura, mas a forma de realizá-los? É possível fazer essas atividades a partir de qualquer área, não só na língua? Por exemplo, em todos os indivíduos é uma leitura informativa através da realização de monografias. Como evitar se tornar um copiar e colar? E a poesia, eles podem ler e entender nossos alunos? Além disso, como transformar em qualquer atividade para incentivar a leitura?
 
Este artigo tem como objetivo responder a essas perguntas, e por isso vamos propor uma série de atividades originais, que foram feitos a partir de diferentes áreas, com grande sucesso entre os estudantes. Veja também o papel da biblioteca escolar desempenha nestas actividades.
 
A linguagem da imagem
 
 
Saber ler uma imagem hoje é muito importante porque vivemos numa sociedade em que tais textos estão cada vez mais imponente ambos os textos contínuos, formados apenas por imagens, como textos contínuos. Por isso, é uma leitura que, não podemos esquecer de nossas atividades. Para fazer isso oferecemos várias idéias.
 
O mundo dos quadrinhos é muito atraente para a nossa juventude. Há história de quadrinhos, fantasia, baseado em obras de literatura clássica, a juventude. Isto permite uma primeira abordagem para a leitura de uma forma divertida. Por exemplo, a poesia, mesmo que pareça incrível. Como? A classe é dividida em vários poemas de autores diferentes, em grupos de dois ou três alunos. A experiência aqui refletem autores da Andaluzia levou a Geração de 27. Os alunos começaram por ler seus poemas e, em seguida, procurar informações sobre o autor, o tempo, o contexto histórico, e assim por diante., Para que pudessem chegar a um entendimento integral do texto. Depois de ler e ouvir as atividades, começou a contar uma história baseada no poema. Com essa história mais tarde produziu uma história em quadrinhos cuja capa continha poesia original funcionou. A estratégia tinha um título muito sugestivo: ". Pinceladas da poesia" Como você pode supor, para esta atividade é muito interessante que os alunos possam familiarizar-se primeiro com o mundo dos quadrinhos, e não fazer nada melhor do que leitura. Neste sentido, a biblioteca pode fornecer material escolar, por isso não deixe de incluí-los em seus catálogos.
 
Outra opção é criar um blog de fotos onde os alunos podem "ler" alguma coisa sobre um assunto específico. Este é o caso do blog de ​​fotos matemática que apresentamos.
 
Os concursos de fotografia que fazemos em nosso centro também pode dar lugar à leitura da imagem, se uma actividade destinada corretamente. O Dia da Não Violência Contra a Mulher é geralmente trabalham em algumas classes este assunto, talvez fazer os alunos ler notícias e encontrar informações sobre diferentes casos e leis que são sobre o assunto. E com isso nós estamos fazendo uma leitura compreensiva. Agora, podemos adicionar a expressão, que neste caso, pode-se fazer isto através da linguagem da imagem. Para fazer isso, os alunos podem tirar fotografias que refletem sua pesquisa e leitura anterior, e se organizar uma competição, o melhor, como isso envolve o centro de toda e motiva os alunos a fazer um trabalho melhor. Apresentamos aqui um vídeo com esta experiência, intitulado " A mulher no centro . "
 
Esta atividade pode ser feito a qualquer momento. Dia de Leitura (16 de dezembro) é uma oportunidade ideal. Neste caso, os alunos tiveram que procurar nos livros ou textos online, poemas e frases relacionadas à leitura, para que pudessem procurar sua inspiração. De lá, eles foram convidados a preencher um quadro com o tema da leitura, e para trazer no fundo de um slogan que poderia ser inventado ou retirado de outro autor, mas sempre com base na leitura. Os resultados foram muito bem. Deixamos o vídeo final para que você possa ver por si mesmo. Seu título é " verbos ler e outros . "
 
A biblioteca é o lugar para realizar as atividades exigidas antes, como temos periódicos, livros de referência e, claro, computadores com acesso à Internet.
 
Por fim, sugerimos uma atividade chamada "Histórias sem palavras." Nele, os alunos tiveram que preparar uma montagem de imagens que contam uma história sem palavras. Essas imagens eram fotografias que eram os próprios protagonistas. A montagem pode ser feito em papel / cartão ou digital, usando um programa de edição de vídeo. Este já tinha que escrever a sua história, preparando um pequeno script e uma descrição dos personagens e lugares. A história, podemos baseá-la em um poema ou um livro que leu, para que eles possam fazer sua própria versão.
 
Leitura audiovisual
 
Fazer um curta-metragem é uma das atividades que os alunos gostariam. E ainda melhor se, ao final deste trabalho preparou uma cerimônia do Oscar. Mas estamos nos lados.
 
Como sempre, temos de começar a leitura. Neste caso, optamos pelo tema do meio ambiente, que pode aparecer em muitos livros. Pode levar os alunos à biblioteca para escolher um livro, selecionado por nós daqueles que tratam o assunto sobre o qual decidi trabalhar. A partir daqui, a turma foi dividida em vários grupos, e cada um foi atribuído um ponto: a reciclagem, o consumo de sacos de plástico, a poluição sonora, etc.
 
Depois de procurar informações para concluir a leitura inicial, preparou um roteiro de seu filme. Nos Rede de Bibliotecas Escolares Profissionais de Cadiz , em "Incentivo Leitura", você pode encontrar um modelo de como isso pode ser um pequeno script. Você também pode baixar dois documentos que são muito bons no site da cidade 21 , em seu Concurso curto em Sustentabilidade Urbana : Orientações e dicas para a preparação de um vídeo e um modelo de autorização para menores. É também muito interessante a folha de dados.
 
Os alunos levaram os papéis de diretor, maquiagem, atores e atrizes, etc, que devem aparecer no final de seu filme nos créditos. E aqui começou o tiroteio e posterior montagem das cenas. Olho! Se você fizer essa atividade, prazo plantéatela longo porque leva algum tempo.
 
Após a conclusão do filme, houve uma primeira passagem apenas para os estudantes que haviam participado da atividade. -Se secretamente eleito o melhor de cada filme. Posteriormente organizou uma cerimônia do Oscar no salão, com audiências em todo o centro. Nele, depois de ver as produções, foi para entregar os diplomas de melhor diretor, melhor ator / atriz, etc. A atividade é muito gratificante em todos os sentidos, e uma experiência inesquecível. Deixamos o link para ver o filme vencedor, intitulado " A Jornada de degradação . "
 
Informações de procura de emprego
 
O trabalho de buscar informações (Leia Informação) são o que costumamos fazer na maioria das áreas, especialmente quando celebra datas importantes ou estender aos conteúdos trabalhados em sala de aula.
Normalmente, propomos um tema e colocar os alunos para encontrar informações sobre o computador ou em vários manuais que encontramos em nossa biblioteca e depois fazer o trabalho que, na maioria dos casos, é limitada a um copiar e colar, para o que a finalidade deste tipo de leitura não foi satisfeita. Às vezes este trabalho é concluído com uma oral, que não funciona corretamente.
 
Como desenvolver uma estratégia para desenvolver a leitura informacional de forma eficaz? Vamos propor algumas atividades.
 
Trabalhe na Wikipedia
 
Vamos descer e imprimir um artigo da Wikipedia que, em seguida, distribuí-lo aos alunos. Nós copiamos apenas dominar dados para que nós nos encaixamos em uma página.
 
O formato apresentado é o seguinte: Visão Geral, História, Demografia, Atrações, Geografia, Desporto, Festivais, Cultura, Governo, etc
 
Então, vamos desenvolver uma série de perguntas sobre o artigo teve como objetivo compreender o texto, para extrair dados críticos, ou o seu vocabulário e expressão. As perguntas finais serão à vista.
Quando todas essas questões, o estudante pretende desenvolver um texto semelhante, escolhendo-o de qualquer cidade, ou mesmo inventar.
 
Em seguida, faça uma compilação de nossas cidades, que pode ser exposto oralmente para a classe ou transferir para um blog. Você também pode tentar outros textos da Wikipédia: a literária, científica, matemática, etc.
 
"Geografia de uma vida"
 
Neste caso, o trabalho é coletar dados sobre um personagem. No exemplo que escolhemos para anexar um autor da Geração de 27, mas pode ser qualquer outro. O estudante vai encontrar as informações que são convidados a preencher o quadro abaixo. Após isso, você deve mapear o caminho escolhido personagem geográfica em um mapa. Como poeta, por favor também escolher alguns de seus versos para mostrar que ele estava no lugar e formá-los no mapa. Este mapa pode ser em papel ou tela de computador, usando um programa de edição de imagem como o Gimp.
 
Murais Digitais
 
Muitas vezes, depois de uma leitura informativa, pedimos aos nossos alunos a fazer uma parede para expor na sala de aula ou nos corredores do centro. Nós oferecemos-lhe uma grande ferramenta para murais, mas digital: Glogster .
 
É uma página on-line onde cada grupo de aluno ou estudante pode fazer a sua parede de forma interativa. Isso pode incluir fotografias, textos, vídeos ou arquivos de som. A apresentação é totalmente personalizável, estimulando a criatividade dos alunos. Mesmo o professor pode criar uma conta para um grupo de classe, para que as obras são armazenados lá e todos os estudantes podem ver o que fizeram os seus pares.
 
Ouvir e Falar
 
Nos últimos anos, vem se destacando a oral, tanto na compreensão e na sua expressão, por isso vamos oferecer uma gama de atividades orais que podem motivar os alunos para trabalhar a leitura junto com o conhecimento do assunto em questão .
  • As músicas são muito úteis em qualquer área e para celebrar dias importantes. Um exemplo é a canção do bebê, Manuel Carrasco e Andy e Lucas, todos sobre a não-violência doméstica. Para o Dia da Paz, como sobre Juanes? E se quiser enviar-nos para uma área particular, a questão da imigração e do racismo aparece em "Documentos mojaos" Chambao. Claro, ouvir e ler de volta as letras dessas músicas devem ser acompanhadas de atividades de compreensão que nós mesmos podemos produzir.
  • Alguma vez você já tentou trabalhar a matemática para ler e ouvir uma música? Temos, por exemplo, a canção intitulada " O professor de matemática "Papa Levante, ou" Amor e Matemática ", uma canção em Inglês que você pode trabalhar com a sua tradução.
  • Os podcasts de livros ou textos, em particular, são uma atividade de incentivo à leitura muito enriquecedora. Por exemplo, pedimos aos alunos para fazer uma revisão do seu livro favorito ou um poema especial, que pode servir para homenagear um autor. Para ver como essa atividade, deixamos dois links, ambos da Web " Notas de idioma ": experiências de leitura 2,0 e Homenagem aos poetas .
Encorajamos todas as escolas para fornecer em suas bibliotecas de materiais como CD com músicas Peden ser para trabalhar em sala de aula. Nós mesmos podemos fazer uma coleção de podcasts e CDs de queimaduras, deixou como material de trabalho na biblioteca.
  • A rádio é também uma actividade muito encorajador com que trabalhamos, independentemente de que temos o equipamento necessário. Isso pode ser feito em sala de aula, no plano doméstico, mas muito melhor se montou um microfone e alguns alto-falantes espalhados por todo o centro. A estratégia para desenvolver esta actividade através dos seguintes pontos:
  1. Ouvir atividades: ouvir programas de rádio. Sua estrutura (linha de entrada, a apresentação do programa, e os partidos, de despedida e linha de fundo).
  2. Escrevendo Atividades: Desenvolver um roteiro de nosso programa seguindo estruturas aprendidas.
  3. Falando última atividade: tocar e gravar o programa.
Dependendo da área que deseja trabalhar, podemos fazer um programa de esportes, música, ciência, etc.
 
Atividades de leitura em redes sociais
 
Hoje, a rede permite simultâneas atividades de leitura de diferentes lugares. Uma conta no Facebook ou Myspace pode fazer qualquer uma dessas atividades passam entre grupos de alunos trabalharam em vários sites.
 
Por exemplo, em um instituto de Barcelona, ​​um projeto em sala de aula usando o Facebook. O projeto envolveu a preparação de uma antologia de poesia da Geração de 27, depois de ler vários poemas desta geração e busca de informações sobre ela na biblioteca da escola. Na página do Facebook, cada aluno deu vida a um escritor de sua geração. Eles tiveram que fingir que se vive no momento presente, editando seu perfil, publicando seus poemas e trabalhar colaborativamente para selecionar e comentar sobre estes poemas. Aqui você deixar um link para ver a seqüência de ensino de projeto .
 
Outra atividade é a criação de um blog que começamos com o início de uma história. A partir desta introdução, nossos alunos devem continuar. Os resultados podem ser inesperados e ... fantástico! Recomendamos o uso do blog do Gmail que dá e aquele que você pode acessar a conta de e-mail mesmo. É muito fácil de usar para todos, independentemente da idade. Desta forma também podemos criar um clube do livro sem a presença física.
 
Renovar atividades
 
Às vezes é apenas a renovação das actividades tradicionais que já estamos fazendo em nosso centro e nós queremos dar um pouco de vida para motivar nossos alunos, especialmente incluindo a utilização de novas tecnologias. Algumas ideias que podem servir são como se segue.
  • Concursos literários normalmente fazemos, e quase sempre são narrativa ou poesia. Por exemplo, por que não fazer um concurso de SMS? Você pode indicar que eles podem usar a sua linguagem SMS especial ou não, a um determinado número de caracteres, um tema específico, etc
  • E que tal um concurso de micro? Neste último, podemos levantar uma questão de ciência, geografia, história ou qualquer coisa. Nós também temos que fornecer algumas orientações concretas sobre o número de caracteres, que variam entre 300 e 600, incluindo espaços.
  • Versões da poesia. Nesta atividade, proporcionar aos alunos um poema, ea partir dela, eles oferecem versões diferentes. Por exemplo, foi selecionado o poema "Eu te amo", de Luis Cernuda. As versões que estão fora são de diversas culturas: uma versão gastronômica, um relacionado ao mundo da toxicodependência, outros de amor, um pouco de ódio, etc. Você ainda pode estender essa atividade os alunos se você colocar uma imagem de fundo para o seu poema, seja em papel ou em formato digital, utilizando um editor de imagens.
Como converter qualquer atividade em atividade para incentivar a leitura
 
A base de atividades para incentivar a leitura é ler na leitura de um texto (em qualquer forma) antes ou após a atividade, de modo que incentiva os alunos a tirar o prazer da leitura e para fornecer o autonomia necessária neste campo. Portanto, deve haver um processo de compreensão e de expressão, em qualquer forma.
 
Às vezes estamos engajados em atividades que uma simples mudança de metodologia pode fazer para converter atividade para incentivar a leitura.
 
Por exemplo, imagine que o professor de educação física prepara o aluno para fazer uma exposição do que eles aprenderam durante o curso, usando dança, fitas, cordas, posições diferentes, etc. Para fazer isso, os alunos devem fazer um script que irá explicar o que fazer passo a passo, ea música a ser empregada nessa assembléia. Para esta atividade, aparentemente desconectado da leitura em algo diferente, precisamos de apenas um elemento: baseia-se na leitura de um texto. Para isso, o professor pede o grupo de alunos que o script está indo para executar em um leitor em particular, da qual eles fazem a sua adaptação particular à linguagem corporal. Se percebemos que temos todos os ingredientes para que seja uma atividade para incentivar a leitura:
  • Os alunos têm de ler um livro, trabalhando com compreensão de leitura.
  • Em seguida, desenvolver um script com base nessa leitura, combinando elementos narrativos, auditiva (seleção de músicas) e visuais (exercícios aeróbicos que acompanham cada cena). Aqui é a escrita.
A atividade proposta é muito gratificante, porque incentiva a criatividade dos alunos, combina o trabalho de diversas áreas e desenvolve um grande número de competências básicas que mais poderíamos pedir? Deixamos-lhe uma amostra da atividade com o vídeo " A Volta ao Mundo em 80 Dias ", baseado no livro de Jules Verne.
 
Conclusões
 
Como você pode ver, as atividades para incentivar a leitura pode e deve ser feita a partir de qualquer área. Além disso, notamos que a metodologia utilizada para desenvolver habilidades de leitura, tradicionalmente condenados ao texto escrito mudou significativamente desde os nossos alunos já que eles lêem, mas o contrário. Ressaltamos a importância adquirida neste momento lendo a imagem e actividades a desenvolver habilidades de leitura associados. Esta foi a proposta de Roland Barthes: ". Interpretar um texto não é fazer sentido, mas sim apreciar o plural de que é feito" Por isso, a biblioteca atual usa todos os tipos de textos para a prática de leitura (literatura , música, publicidade, teatro, cinema, etc.), desenvolvendo as habilidades mais básicas de uma pessoa jovem precisa enfrentar a vida e promovendo a aprendizagem ao longo da vida. Nesta perspectiva, procurando o diálogo brincalhão com cada leitura de texto, a partir do qual a produção cultural é dado através de uma variedade de linguagens, não apenas aqueles que têm a ver com a palavra. Eles são, portanto, estas leituras plurais que melhoram a aprendizagem significativa, e como vimos, a biblioteca tem um papel vital na leitura animadora, por isso deve ser a espinha dorsal destas actividades, tanto para o alunos e professores.
 
Assim, em resumo, para desenvolver uma estratégia de leitura eficaz, que aborda o desenvolvimento de mais CCBB, devemos considerar o seguinte:
  • Tentando entender a motivação dos alunos, despertar o seu interesse. Esta estratégia deve procurar atividades criativas.
  • Incluir sempre que possível o uso de novas tecnologias.
  • O trabalho de ler os diferentes tipos de mídia diferentes.
  • Esforçando-se para enfrentar o número máximo de competências, para o que é bastante útil para desenvolver um trabalho interdisciplinar.
  • Trabalhe em ouvir, falar e escrever.
  • O aluno deve ter um papel ativo, de protagonista na atividade proposta.
  • Além disso, o aluno deve ser sempre clara sobre o objetivo da atividade.
  • Para alcançar este objectivo, é essencial para programar o trabalho de forma adequada.
  • Proporcionar aos alunos um guia para a estratégia delineada, observando a ordem de cada um dos passos a serem tomados no desenvolvimento da atividade proposta.
  • Indique como você vai fazer a avaliação.
  • Para o mundo tudo fora de nossos alunos fazem, seja através de exposições, Youtube, jornal, etc.
Para mais informações
 
Todas as atividades são descritos aqui no site da Rede de Bibliotecas Escolares Profissionais de Cadiz , em " atividades de leitura . " Lá você pode encontrar guias, estratégias de trabalho, os exemplos de cada atividade ...
 
Além disso, na seção "Links" você tem outras propostas interessantes da web atividade para incentivar a leitura.
 
* Maria do Mar Romano Marquez é responsável pela biblioteca da escola IES de Nossa Senhora dos Remédios Ubrique (Cádiz)