Mostrando postagens com marcador contar histórias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador contar histórias. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A arte de ( ENCANTAR ) Contar Histórias

Paulo Henrique A. Vieira (PH)
phavieira@gmail.com  

A narração de histórias remota os princípios da comunicação do ser humano. Na antiguidade era forma pelo qual o conhecimento era adquirido. Os nômades , viajantes, andarilhos e todos os tipos de pessoas viajantes e viajadas, sempre narravam suas histórias, suas aventuras e andanças pelo mundo, aos ouvintes que se interesavam por tais fatos e narrativas, e através delas, absorviam o que lhes interessava, fazendo uso desta informação da maneira que mais lhes era pertinente.

Nos dias atuais a narração de histórias, ou a arte de contar histórias e uma atividade ligada a diversos afazeres e voltada para cada momento diferente, porém ainda com o mesmo objetivo especifico, que é construir no ouvinte um momento auditivo de interação com o contador de histórias, de modo tal que através deste contato, as histórias possam imprimir algum sentido direto na vida destes ouvintes, servindo de meio interativo para a caracterização do seu espaço, fazendo com que este ouvinte possa fazer ligações com seu cotidiano e desta forma, ajudar a este ouvinte na percepção de sua realidade, e como agir para modificar o que desejar.

Através das histórias observamos a nossa própria vida e fatos ocorridos, através da comparação pensamos e repensamos nossas atitudes.

A contação de histórias deve ser exercida para pessoas de todas as idades, em todas as condições. Crianças, jovens, adultos e idosos, todos se interessam por uma boa história contada, e todos acabam fazendo ligações individuais com a narrativa.

A contação de histórias e ferramenta muito bem utilizada também em diversos momentos, porém e mais validos citar dois momentos, os quais, me interessam mais.

Primeiro no apoio/auxilio no tratamento de criañças enfermas e doentes, claro o contador de histórias deve antes de tudo ter um discernimento muito bom para saber bem qual a história deve ser contada, deve antes ater-se a realidade da crianças hospitalizadas e ai sim escolher temas e historias que auxilien de forma positiva no tratamento destas crianças.

E por segundo, a contação de histórias no ambiente da Biblioteca Escolar, enquato auxilio/apoio ao incentivo a leitura de crianças. Esta atividade e de suma importância neste contexto devido mediação que pode ser feita entre os livros e as crianças, o ludico, as imagens, a narrativa, desperta nas crianças que estão sendo alfabetizadas o interesse pelo livro e pela literatura, fazendo com que estas façam ligações diversas com o texto narrado e seu universo infantil.
É uma arte encantar e contar histórias!
Fonte: Overmundo

A arte de contar histórias


As histórias infantis têm papel fundamental na formação do indivíduo, tornando-o criativo, crítico e capaz de tomar decisões.

Quando se conta uma história, deve-se ter em mente que aquele momento será de grande valia para a criança, pois através desses contos será formado um banco de dados de imagens que será utilizado nas situações interativas vividas por ela.

Recomenda-se que o educador faça todo um ritual antes do momento de contar histórias.

O ideal é que o professor, ao contar uma história, tenha uma diversidade de estratégias sendo consideradas como principais: tocar a imaginação dos alunos, saber como utilizar a expressão corporal, o ritmo, o gesto, e principalmente a entonação da voz, fazendo com que nesse momento a criança fique envolvida pelo encantamento e pela fantasia.
Sugere-se ao professor que crie em sua sala de aula o livre acesso aos livros através de um cantinho de leitura no qual fiquem disponíveis aos alunos livros, revistas, jornais etc., facilitando o manuseio.

Orienta-se que o professor se informe mais sobre os aspectos que estão envolvidos na apropriação no processo da leitura e seus aspectos fundamentais na visão lingüística, psicológica, social e fisiológica. Ressalta-se que quando se tem domínio de certo papel a desempenhar o resultado é totalmente diferenciado e qualificado.

Fonte: Mundo Educação

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Educar é contar histórias

17/06/2009 Veja

Texto: Claudio de Moura Castro

Bons professores eletrizam seus alunos com narrativas interessantes ou curiosas, carregando nas costas as lições que querem ensinar

De que servem todos os conhecimentos do mundo, se não somos capazes de transmiti-los aos nossos alunos? A ciência e a arte de ensinar são ingredientes críticos no ensino, constituindo-se em processos chamados de pedagogia ou didática. Mas esses nomes ficaram poluídos por ideologias e ruídos semânticos. Perguntemos quem foram os grandes educadores da história. A maioria dos nomes decantados pelos nossos gurus faz apenas "pedagogia de astronauta". Do espaço sideral, apontam seus telescópios para a sala de aula. Pouco enxergam, pouco ensinam que sirva aqui na terra.


Tenho meus candidatos. Chamam-se Jesus Cristo e Walt Disney. Eles pareciam saber que educar é contar histórias. Esse é o verdadeiro ensino contextualizado, que galvaniza o imaginário dos discípulos fazendo-os viver o enredo e prestar atenção às palavras da narrativa. Dentro da história, suavemente, enleiam-se as mensagens. Jesus e seus discípulos mudaram as crenças de meio mundo. Narraram parábolas que culminavam com uma mensagem moral ou de fé. Walt Disney foi o maior contador de histórias do século XX. Inovou em todos os azimutes. Inventou o desenho animado, deu vida às histórias em quadrinhos, fez filmes de aventura e criou os parques temáticos, com seus autômatos e simulações digitais. Em tudo enfiava uma mensagem. Não precisamos concordar com elas (e, aliás, tendemos a não concordar). Mas precisamos aprender as suas técnicas de narrativa.

Há alguns anos, professores americanos de inglês se reuniram para carpir as suas mágoas: apesar dos esplêndidos livros disponíveis, os alunos se recusavam a ler. Poucas semanas depois, foi lançado um dos volumes de Harry Potter, vendendo 9 milhões de exemplares, 24 horas após o lançamento! Se os alunos leem J.K. Rowling e não gostam de outros, é porque estes são chatos. Em um gesto de realismo, muitos professores passaram a usar Harry Potter para ensinar até física. De fato, educar é contar histórias. Bons professores estão sempre eletrizando seus alunos com narrativas interessantes ou curiosas, carregando nas costas as lições que querem ensinar. É preciso ignorar as teorias intergalácticas dos "pedagogos astronautas" e aprender com Jesus, Esopo, Disney, Monteiro Lobato e J.K. Row-ling. Eles é que sabem.

Poucos estudantes absorvem as abstrações, quando apresentadas a sangue-frio: "Seja X a largura de um retângulo...". De fato, não se aprende matemática sem contextualização em exemplos concretos. Mas o professor pode entrar na sala de aula e propor a seus alunos: "Vamos construir um novo quadro-negro. De quantos metros quadrados de compensado precisaremos? E de quantos metros lineares de moldura?". Aí está a narrativa para ensinar áreas e perímetros. Abundante pesquisa mostra que a maioria dos alunos só aprende quando o assunto é contextualizado. Quando falamos em analogias e metáforas, estamos explorando o mesmo filão. Histórias e casos reais ou imaginários podem ser usados na aula. Para quem vê uma equação pela primeira vez, compará-la a uma gangorra pode ser a melhor porta de entrada. Encontrando pela primeira vez a eletricidade, podemos falar de um cano com água. A pressão da coluna de água é a voltagem. O diâmetro do cano ilustra a amperagem, pois em um cano "grosso" flui mais água. Aprendidos esses conceitos básicos, tais analogias podem ser abandonadas.

É preciso garimpar as boas narrativas que permitam empacotar habilmente a mensagem. Um dos maiores absurdos da doutrina pedagógica vigente é mandar o professor "construir sua própria aula", em vez de selecionar as ideias que deram certo alhures. É irrealista e injusto querer que o professor seja um autor como Monteiro Lobato ou J.K. Rowling. É preciso oferecer a ele as melhores ferramentas - até que apareçam outras mais eficazes. Melhor ainda é fornecer isso tudo já articulado e sequenciado. Plágio? Lembremo-nos do que disse Picasso: "O bom artista copia, o grande artista rouba ideias". Se um dos maiores pintores do século XX achava isso, por que os professores não podem copiar? Preparar aulas é buscar as boas narrativas, exemplos e exercícios interessantes, reinterpretando e ajustando (é aí que entra a criatividade). Se "colando" dos melhores materiais disponíveis ele conseguir fazer brilhar os olhinhos de seus alunos, já merecerá todos os aplausos.

Fonte: Veja