A proposta do blog é reunir trabalhos e ideias que fomentem o incentivo a leitura.
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quarta-feira, 26 de julho de 2017
Parque Buracão inaugura Biblioteca Aberta
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente em parceria com o AFS Intercultura Brasil, organização voluntária internacional de intercâmbio sem fins lucrativos, inaugurou nesta terça-feira, 25, às 10h, o projeto Biblioteca Aberta no Parque Buracão.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Bibliotecas têm papel essencial para estimular leitura no país
Christine Castilho Fontelles
Especial para o UOL
"Não entendi nada!". Um número expressivo de pessoas, jovens e
adultos, vive cotidianamente este tormento de efeito paralisante diante
de uma bula de remédio, de um trecho de texto jornalístico, do assunto
de uma prova, de uma mensagem qualquer, uma opinião, um poema.
Não nascemos sabendo e nem gostando de ler, por isso é preciso educar
para ler desde a primeira infância, ler gêneros diversificados, ler
literatura. E, sim, a biblioteca é a casa do leitor e suas portas devem
estar escancaradas para ele!
Afinal, pra que serve a biblioteca?
A biblioteca pública aberta à comunidade é o lugar por excelência para
termos acesso gratuito aos recursos e atendimento para que possamos
fazer nossas consultas, empréstimos, pesquisas e nos tornarmos leitores.
Educar para ler é uma missão que requer esforço, concentração e
criatividade, principalmente em uma época com excesso de informações
midiáticas e escassez de tempo, como a nossa. Logo, é fundamental que a
biblioteca seja viva e se prepare para atrair e reter usuários com
estratégias pensadas e sistematicamente ofertadas aos seus vários
públicos: bebês, crianças, jovens, adultos.
Se alguém entra para
ler jornal, por exemplo, pode ser cuidadosamente envolvido e convencido
a testar outras leituras. Bibliotecas bacanas ficam subutilizadas
muitas vezes porque falta este tipo de atendimento - conheci uma
belíssima biblioteca-parque em Bogotá que passava os dias da semana
praticamente vazia de público para tudo.
Como acontecia nas boas
locadoras de "antigamente": tinha sempre um funcionário que nos
apresentava aquele novo filme com aquele ator e aquele tema do nosso
interesse e, dias depois, nos convencia a testar aquele filme com aquele
ator que daquela vez fazia outro papel.
E lá íamos nós,
saltitando entre comédia, drama, romance, ficção científica, cult, film
noir. Testando palpites do cúmplice e aliado desta aventura
cinematográfica.
Não nascemos sabendo e nem gostando de ler, por isso é preciso educar para ler desde a primeira infância Christine Fontelles, socióloga e diretora de educação e cultura do Instituto Ecofuturo, sobre a importância da orientação para a leitura
Divulgação
Minha convicção é de que não há jornada leitora sem o apoio de um
leitor, no caso, um bibliotecário leitor. Os humanos precisam uns dos
outros para aprender e neste caso não é diferente, mas essencial. E isso
está dito em qualquer pesquisa já realizada sobre comportamento leitor.
Deve ficar ao gosto e às possibilidades do leitor se será em suporte
impresso ou digital: na Biblioteca de São Paulo (zona Norte da cidade),
por exemplo, leitores digitais estão disponíveis para os usuários, mas
por enquanto só podem ser usados dentro da própria biblioteca.
Em países da Europa e nos EUA já existem empresas como a Public Library
Online, que disponibilizam acervo digital aos usuários de bibliotecas
públicas, que podem baixá-los em seus próprios dispositivos eletrônicos.
O que precisamos é ler, ler, ler, como dizia Castro Alves: "Bendito o
que semeia livros à mão cheia. E manda o povo pensar! O livro, caindo
n'alma. É germe – que faz a palma, É chuva – que faz o mar!".
Infraestrutura
Acervo atraente e permanentemente atualizado, conforto térmico,
iluminação adequada, atendimento cotidiano, incluindo à noite e em
feriados são outros fatores determinantes para o seu bom desempenho.
A capacidade das bibliotecas de promover a leitura depende diretamente
do uso que se faz delas. E o uso será cada vez mais intenso quanto
melhor for a qualidade dos serviços prestados. E daí derivarão outros
impactos.
A criação de uma rede de conectividade (internet banda
larga) entre as bibliotecas é mais uma forma de promoção do intercâmbio
de experiência e renovação do conhecimento. Sobretudo em um país como o
nosso, com as proporções territoriais e diversidades, de modo a romper a
defasagem que o isolamento geográfico inevitavelmente gera.
Até 2020 todas as escolas do país, públicas e privadas, devem ter uma biblioteca Christine Fontelles, socióloga e diretora de educação e cultura do Instituto Ecofuturo, sobre a lei 12244/10
E, sim, bibliotecas em escola, comprometidas com seu projeto
pedagógico e preferencialmente abertas à comunidade, pois há rincões
neste país, mesmo em centros urbanos como São Paulo ou Rio de Janeiro,
onde a escola é a única possibilidade de contato com a educação e a
cultura.
Além do que, é uma estratégia importante para aproximar
as famílias na construção de cultura leitora, que é tarefa pra toda uma
vida, e deve começar em casa já na primeira infância, quando as
crianças ainda não sabem falar.
O professor leitor, auxiliado
por uma bela biblioteca na escola, pode muito. Agora é lei, número
12.244/10: até 2020 todas as escolas do país, públicas e privadas, devem
ter uma biblioteca.
É preciso reconhecer que a biblioteca é um
espaço organizado para a convivência cotidiana com a leiturae que não
existe um usuário ou leitor típico, e sim uma multiplicidade de usuários
e leitores agindo em nome de necessidades, valores, hábitos e
expectativas variáveis.
E a boa biblioteca é aquela que atende e
surpreende seu público com ofertas de leituras igualmente variáveis e
reveladoras, que coloca à sua disposição todos os recursos para permitir
o desenvolvimento de uma leitura de mundo apurada, sensível, inovadora,
que contribua para que aprenda a aprender como atuar, ser sujeito,
cidadão e solidário num mundo em permanente transformação.
Fonte: UOL Notícias
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Neil Gaiman: Por que nosso futuro depende de bibliotecas, de leitura e de sonhar acordado
Uma palestra que explica porque usar nossas imaginações e
providenciar para que outros utilizem as suas, é uma obrigação de todos
os cidadãos
pelo The Guardian, em 15/10/2013

“Temos a obrigação de imaginar…”
Neil Gaiman dá uma palestra anual à Reading Agency sobre o futuro da leitura e das bibliotecas. Fotografia: Robyn Mayes.
É importante para as pessoas dizerem de que lado elas estão e porque,
e se elas podem ou não ser tendenciosas. Um tipo de declaração de
interesse dos membros. Então eu estarei conversando com vocês sobre
leitura. Direi à vocês que as bibliotecas são importantes. Vou sugerir
que ler ficção, que ler por prazer, é uma das coisas mais importantes
que alguém pode fazer. Vou fazer um apelo apaixonado para que as pessoas
entendam o que as bibliotecas e os bibliotecários são e para que
preservem ambos.
E eu sou óbvia e enormemente tendencioso: eu sou um escritor, muitas
vezes um autor de ficção. Escrevo para crianças e adultos. Por cerca de
30 anos eu tenho ganhado a minha vida através das minhas palavras,
principalmente por inventar as coisas e escrevê-las. Obviamente está em
meu interesse que as pessoas leiam, que elas leiam ficção, que
bibliotecas e bibliotecários existam para nutrir amor pela leitura e
lugares onde a leitura possa ocorrer.
Então sou tendencioso como escritor. Mas eu sou muito, muito mais
tendencioso como leitor. E eu sou ainda mais tendencioso enquanto
cidadão britânico.
E estou aqui dando essa palestra hoje a noite sob os auspícios da Reading Agency:
uma instituição filantrópica cuja missão é dar a todos as mesmas
oportunidades na vida, ajudando as pessoas a se tornarem leitores
entusiasmados e confiantes. Que apoia programas de alfabetização,
bibliotecas e indivíduos e arbitrária e abertamente incentiva o ato da
leitura. Porque, eles nos dizem, tudo muda quando lemos.
E é sobre essa mudança e este ato de leitura que quero falar hoje a
noite. Eu quero falar sobre o que a leitura faz. O porquê de ela ser
boa.
Uma vez eu estava em Nova York e ouvi uma palestra sobre a construção
de prisões particulares – uma ampla indústria em crescimento nos
Estados Unidos. A indústria de prisões precisa planejar o seu futuro
crescimento – quantas celas precisarão? Quantos prisioneiros teremos
daqui 15 anos? E eles descobriram que poderiam prever isso muito
facilmente, usando um algoritmo bastante simples, baseado em perguntar a
porcentagem de crianças de 10 e 11 anos que não conseguiam ler. E
certamente não conseguiam ler por prazer.
Não é um pra um: você não pode dizer que uma sociedade alfabetizada
não tenha criminalidade. Mas existem correlações bastante reais.
E eu acho que algumas destas correlações, a mais simples, vem de algo muito simples. As pessoas alfabetizadas leem ficção.
A ficção tem duas utilidades. Primeiramente, é uma droga que é uma
porta para leituras. O desejo de saber o que acontece em seguida, de
querer virar a página, a necessidade de continuar, mesmo que seja
difícil, porque alguém está em perigo e você precisa saber como tudo vai
acabar… Este é um desejo muito real. E te força a aprender novos
mundos, a pensar novos pensamentos, a continuar. Descobrir que a leitura
por si é prazerosa. Uma vez que você aprende isso, você está no caminho
para ler de tudo. E a leitura é a chave. Houve um burburinho brevemente
há alguns anos atrás sobre a idéia de que estávamos vivendo em um mundo
pós-alfabetizado, no qual a habilidade de fazer sentido através de
palavras escritas estava de alguma forma redundante, mas esses dias
acabaram: as palavras são mais importantes do que jamais foram: nós
navegamos o mundo com palavras, e uma vez que o mundo desliza para a
web, precisamos seguir, comunicar e compreender o que estamos lendo. As
pessoas que não podem entender umas às outras não podem trocar idéias,
não podem se comunicar e apenas programas de tradução vão tão longe.
A forma mais simples de ter certeza de que educamos crianças
alfabetizadas é ensiná-los a ler, e mostrarmos a eles que a leitura é
uma atividade prazerosa. E isso significa, na sua forma mais simples,
encontrar livros que eles gostem, dar a eles acesso a estes livros e
deixar que eles os leiam.
Eu não acho que exista algo como um livro ruim para crianças. Vez e
outra se torna moda entre alguns adultos escolher um subconjunto de
livros para crianças, um gênero, talvez, ou um autor e declará-los
livros ruins, livros que as crianças devem parar de ler. Eu já vi isso
acontecer repetidamente; Enid Blyton foi declarado um autor ruim, RL
Stine também, assim como dúzias de outros. Quadrinhos tem sido acusados
de promover o analfabetismo.
É tosco. É arrogante e é burro. Não existem autores ruins para
crianças, que as crianças gostem e querem ler e buscar, por que cada
criança é diferente. Eles podem encontrar as histórias que eles
precisam, e eles levam a si mesmos nas histórias. Uma idéia banal e
desgastada não é banal nem desgastada para eles. Esta é a primeira vez
que a criança a encontrou. Não desencoraje uma criança de ler porque
você acha que o que eles estão lendo é errado. A ficção que você não
gosta é uma rota para outros livros que você pode preferir. E nem todo
mundo tem o mesmo gosto que você.
Adultos bem intencionados podem facilmente destruir o amor de uma
criança pela leitura: parar de ler pra eles o que eles gostam, ou dar a
eles livros ‘chatos mas que valem a pena’ que você gosta, os
equivalentes “melhorados” da literatura Vitoriana do século XXI. Você
acabará com uma geração convencida de que ler não é legal e pior ainda,
desagradável.
Precisamos que nossas crianças entrem na escada da leitura: qualquer
coisa que eles gostarem de ler irá movê-las, degrau por degrau, à
alfabetização. (Além disso, não faça o que eu fiz quando a minha filha
de 11 anos estava gostando de ler RL Stine, que foi pegar uma cópia de
Carrie do Stephen King e dizer que se você gosta deste, adorará isto!
Holly não leu nada além de histórias seguras de colonos em pradarias
pelo resto de sua adolescência e até hoje me dá olhares tortos quando o
nome de Stephen King é mencionado).
E a segunda coisa que a ficção faz é construir empatia. Quando você
assiste TV ou vê um filme, você está olhando para coisas acontecendo a
outras pessoas. Ficção de prosa é algo que você constrói a partir de 26
letras e um punhado de sinais de pontuação, e você, você sozinho, usando
a sua imaginação, cria um mundo e o povoa e olha através dos olhos de
outros. Você sente coisas, visita lugares e mundos que você jamais
conheceria de outro modo. Você aprende que qualquer outra pessoa lá fora
é um eu, também. Você está sendo outra pessoa e quando você volta ao
seu próprio mundo, você estará levemente transformado.
Empatia é uma ferramenta para tornar pessoas em grupos, que nos
permite que funcionemos como mais do que indivíduos auto-obcecados.
Você também está descobrindo algo enquanto lê que é de vital importância para fazer o seu caminho no mundo. E é isto:
O mundo não precisa ser assim. As coisas podem ser diferentes.
Eu estive na China em 2007 na primeira convenção de ficção científica
e fantasia aprovada pelo partido na história da China. E em algum
momento eu tomei um alto oficial de lado e perguntei a ele “Por que? A
ficção científica foi reprovada por tanto tempo. Por que isso mudou?”. É
simples, ele me disse. Os chineses eram brilhantes em fazer coisas se
outras pessoas trouxessem os planos para eles. Mas eles não inovavam e
não inventavam. Eles não imaginavam. Então eles mandaram uma delegação
para os Estados Unidos, para a Apple, para a Microsoft, para o Google, e
eles perguntaram às pessoas de lá que estavam inventando seu próprio
futuro. E eles descobriram que todos eles leram ficção científica quando
eram meninos e meninas. A ficção pode te mostrar um outro mundo. Pode
te levar para um lugar que você nunca esteve. E uma vez que você tenha
visitado outros mundos, como aqueles que comeram a fruta da fada, você
pode nunca mais ficar completamente satisfeito com o mundo no qual você
cresceu. Descontentamento é uma coisa boa: pessoas descontentes podem
modificar e melhorar o mundo, deixá-lo melhor, deixá-lo diferente.E
enquanto ainda estamos nesse assunto, eu gostaria de dizer algumas
palavras sobre escapismo. Eu ouço o termo utilizado por aí como se fosse
uma coisa ruim. Como se ficção “escapista” fosse um ópio barato
utilizado pelos confusos e pelos tolos e pelos desiludidos e a única
ficção que seja válida, para adultos ou crianças é a ficção mimética,
espelhando o pior do mundo em que o leitor ou a leitora se encontra.
Se você estivesse preso em uma situação impossível, em um lugar
desagradável, com pessoas que te quisessem mal, e alguém te oferecesse
um escape temporário, por que você não ia aceitar isso? E ficção
escapista é apenas isso: ficção que abre uma porta, mostra o sol lá
fora, te dá um lugar para ir onde você esteja no controle, esteja com
pessoas com quem você queira estar (e livros são lugares reais, não se
enganem sobre isso); e mais importante, durante o seu escape, livros
também podem te dar conhecimento sobre o mundo e o seu predicamento, te
dar armas, te dar armaduras: coisas reais que você pode levar de volta
para a sua prisão. Habilidades e conhecimento e ferramentas que você
pode utilizar para escapar de verdade.
Outra forma de destruir o amor de uma criança pela leitura, claro, é
se assegurar de que não existam livros de nenhum tipo por perto. E não
dar a elas nenhum lugar para que leiam estes livros. Eu tive sorte. Eu
tive uma biblioteca local excelente enquanto eu cresci. Eu tive o tipo
de pais que podiam ser persuadidos a me deixar na biblioteca no caminho
do trabalho deles nas férias de verão, e o tipo de bibliotecários que
não se importavam que um menino pequeno e desacompanhado ficasse na
biblioteca das crianças todas as manhãs e ficasse mexendo no catálogo de
cartões, procurando por livros com fantasmas ou mágica ou foguetes
neles, procurando por vampiros ou detetives ou bruxas ou fantasias. E
quando eu terminei de ler a biblioteca de crianças eu comecei a de
adultos.
Eles eram ótimos bibliotecários. Eles gostavam de livros e eles
gostavam dos livros que estavam sendo lidos. Eles me ensinaram como
pedir livros das outras bibliotecas em empréstimo inter-bibliotecas.
Eles não eram arrogantes em relação a nada que eu lesse. Eles pareciam
apenas gostar do fato de existir esse menininho de olhos arregalados que
amava ler, e conversariam comigo sobre os livros que eu estava lendo,
achariam pra mim outros livros em uma série, eles ajudariam. Eles me
tratavam como outro leitor – nem mais, nem menos – o que significa que
eles me tratavam com respeito. Eu não estava acostumado a ser tratado
com respeito aos oito anos de idade.
Mas as bibliotecas tem a ver com liberdade. A liberdade de ler, a
liberdade de ideias, a liberdade de comunicação. Elas tem a ver com
educação (que não é um processo que termina no dia que deixamos a escola
ou a universidade), com entretenimento, tem a ver com criar espaços
seguros e com o acesso à informação.
Eu me preocupo que no século XXI as pessoas entendam errado o que são
bibliotecas e qual é o propósito delas. Se você perceber uma biblioteca
como estantes com livros, pode parecer antiquado e datado em um mundo
no qual a maioria, mas não todos, os livros impressos existem
digitalmente. Mas pensar assim é errar o ponto fundamentalmente.
Eu acho que tem a ver com a natureza da informação. A informação tem
valor, e a informação certa tem um enorme valor. Por toda a história
humana, nós vivemos em escassez de informação e ter a informação
desejada era sempre importante, e sempre valia alguma coisa: quando
plantar sementes, onde achar as coisas, mapas e histórias e estórias –
eles eram sempre bons para uma refeição e companhia. Informação era uma
coisa valorosa, e aqueles que a tinham ou podiam obtê-la podiam cobrar
por este serviço.
Nos últimos anos, nos mudamos de uma economia de escassez da
informação para uma dirigida por um excesso de informação. De acordo com
o Eric Schmidt do Google, a cada dois dias agora a raça humana cria
tanta informação quanto criávamos desde o início da civilização até
2003. Isto é cerca de cinco exobytes de dados por dia, para vocês que
mantém a contagem. O desafio se torna não encontrar aquela planta
escassa crescendo no deserto, mas encontrar uma planta específica
crescendo em uma floresta. Precisaremos de ajuda para navegar nesta
informação e achar a coisa que precisamos de verdade.
Bibliotecas são lugares que pessoas vão para obter informação. Livros
são apenas a ponta do iceberg da informação: eles estão lá, e
bibliotecas podem fornecer livros gratuitamente e legalmente. Crianças
estão emprestando livros de bibliotecas hoje mais do que nunca – livros
de todos os tipos: de papel e digital e em áudio. Mas as bibliotecas
também são, por exemplo, lugares onde pessoas que não tem computadores,
que podem não ter conexão à internet, podem ficar online sem pagar nada:
o que é imensamente importante quando a forma que você procura
empregos, se candidata para entrevistas ou aplica para benefícios está
cada vez mais migrando para o ambiente exclusivamente online.
Bibliotecários podem ajudar estas pessoas a navegar neste mundo.
Eu não acredito que todos os livros irão ou devam migrar para as
telas: como Douglas Adams uma vez me falou, mais de 20 anos antes do
Kindle aparecer, um livro físico é como um tubarão. Tubarões são velhos:
existiam tubarões nos oceanos antes dos dinossauros. E a razão de ainda
existirem tubarões é que tubarões são melhores em serem tubarões do que
qualquer outra coisa que exista. Livros físicos são durões, difíceis de
destruir, resistentes à banhos, operam a luz do sol, ficam bem na sua
mão: eles são bons em serem livros, e sempre existirá um lugar para
eles. Eles pertencem às bibliotecas, bem como as bibliotecas já se
tornaram lugares que você pode ir para ter acesso à ebooks, e
audio-livros e DVDs e conteúdo na web.
Uma biblioteca é um lugar que é um repositório de informação e dá a
cada cidadão acesso igualitário a ele. Isso inclui informação sobre
saúde. E informação sobre saúde mental. É um espaço comunitário. É um
lugar de segurança, um refúgio do mundo. É um lugar com bibliotecários.
Como as bibliotecas do futuro serão é algo que deveríamos estar
imaginando agora.
Alfabetização é mais importante do que nunca, nesse mundo de
mensagens e e-mail, um mundo de informação escrita. Precisamos ler e
escrever, precisamos de cidadãos globais que possam ler
confortavelmente, compreender o que estão lendo, entender as nuances e
se fazer entender.
As bibliotecas realmente são os portais para o futuro. É tão
lamentável que, ao redor do mundo, nós observemos autoridades locais
apropriarem-se da oportunidade de fechar bibliotecas como uma maneira
fácil de poupar dinheiro, sem perceber que eles estão roubando do futuro
para serem pagos hoje. Eles estão fechando os portões que deveriam ser
abertos.
De acordo com um estudo recente feito pela Organisation for Economic Cooperation and Development,
a Ingaterra é o “único país onde o grupo de mais idade tem mais
proficiência tanto em alfabetização quanto em capacidade de usar ou
entender as técnicas numéricas da matemática do que o grupo mais jovem,
depois de outros fatores, tais como gênero, perfis sócio-econômicos e
tipo de ocupações levados em consideração”.
Colocando de outro modo, nossas crianças e netos são menos
alfabetizados e menos capazes de utilizar técnicas de matemática do que
nós. Eles são menos capazes de navegar o mundo, de entendê-lo e de
resolver problemas. Eles podem ser mais facilmente enganados e iludidos,
serão menos capazes de mudar o mundo em que se encontram, ser menos
empregáveis. Todas essas coisas. E como um país, a Inglaterra ficará
para trás em relação a outras nações desenvolvidas porque faltará mão de
obra especializada.
Livros são a forma com a qual nós nos comunicamos com os mortos. A
forma que aprendemos lições com aqueles que não estão mais entre nós,
que a humanidade se construiu, progrediu, fez com que o conhecimento
fosse incremental ao invés de algo que precise ser reaprendido, de novo e
de novo. Existem contos que são mais velhos que alguns países, contos
que sobreviveram às culturas e aos prédios nos quais eles foram contados
pela primeira vez.
Eu acho que nós temos responsabilidades com o futuro.
Responsabilidades e obrigações com as crianças, com os adultos que essas
crianças se tornarão, com o mundo que eles habitarão. Todos nós –
enquanto leitores, escritores, cidadãos – temos obrigações. Pensei em
tentar explicitar algumas dessas obrigações aqui.
Eu acredito que temos uma obrigação de ler por prazer, em lugares
públicos e privados. Se lermos por prazer, se outros nos verem lendo,
então nós aprendemos, exercitamos nossas imaginações. Mostramos aos
outros que ler é uma coisa boa.
Temos a obrigação de apoiar bibliotecas. De usar bibliotecas, de
encorajar outras pessoas a utilizarem bibliotecas, de protestar contra o
fechamento de bibliotecas. Se você não valoriza bibliotecas então você
não valoriza informação ou cultura ou sabedoria. Você está silenciando
as vozes do passado e você está prejudicando o futuro.
Temos a obrigação de ler em voz alta para nossas crianças. De ler pra
elas coisas que elas gostem. De ler pra elas histórias das quais já
estamos cansados. Fazer as vozes, fazer com que seja interessante e não
parar de ler pra elas apenas porque elas já aprenderam a ler sozinhas.
Use o tempo de leitura em voz alta para um momento de aproximação, como
um tempo onde não se fique checando o telefone, quando as distrações do
mundo são postas de lado.
Temos a obrigação de usar a linguagem. De nos esforçarmos: descobrir o
que as palavras significam e como empregá-las, nos comunicarmos
claramente, de dizer o que estamos querendo dizer. Não devemos tentar
congelar a linguagem, ou fingir que é uma coisa morta que deve ser
reverenciada, mas devemos usá-la como algo vivo, que flui, que empresta
palavras, que permite que significados e pronúncias mudem com o tempo.
Nós escritores – e especialmente escritores para crianças, mas todos
os escritores – temos uma obrigação com nossos leitores: é a obrigação
de escrever coisas verdadeiras, especialmente importantes quando estamos
criando contos de pessoas que não existem em lugares que nunca
existiram – entender que a verdade não está no que acontece mas no que
ela nos diz sobre quem somos. A ficção é a mentira que diz a verdade,
afinal. Temos a obrigação de não entediar nossos leitores, mas fazê-los
sentir a necessidade de virar as páginas. Uma das melhores curas para um
leitor relutante, afinal, é uma estória que eles não são capazes de
parar de ler. E enquanto nós precisamos contar a nossos leitores coisas
verdadeiras e dar a ele armas e dar a eles armaduras e passar a eles
qualquer sabedoria que recolhemos em nossa curta estadia nesse mundo
verde, nós temos a obrigação de não pregar, não ensinar, não forçar
mensagens e morais pré-digeridas goela abaixo em nossos leitores como
pássaros adultos alimentando seus bebês com vermes pré-mastigados; e nós
temos a obrigação de nunca, em nenhuma circunstância, escrever nada
para crianças que nós mesmos não gostaríamos de ler.
Temos a obrigação de entender e reconhecer que enquanto escritores
para crianças nós estamos fazendo um trabalho importante, porque se nós
estragarmos isso e escrevermos livros chatos que distanciam as crianças
da leitura e de livros, nós estaremos menosprezando o nosso próprio
futuro e diminuindo o deles.
Todos nós – adultos e crianças, escritores e leitores – temos a
obrigação de sonhar acordado. Temos a obrigação de imaginar. É fácil
fingir que ninguém pode mudar coisa alguma, que estamos num mundo no
qual a sociedade é enorme e que o indivíduo é menos que nada: um átomo
numa parede, um grão de arroz num arrozal. Mas a verdade é que
indivíduos mudam o seu próprio mundo de novo e de novo, indivíduos fazem
o futuro e eles fazem isso porque imaginam que as coisas podem ser
diferentes.
Olhe à sua volta: eu falo sério. Pare por um momento e olhe em volta
da sala em que você está. Eu vou dizer algo tão óbvio que a tendência é
que seja esquecido. É isto: que tudo o que você vê, incluindo as
paredes, foi, em algum momento, imaginado. Alguém decidiu que era mais
fácil sentar numa cadeira do que no chão e imaginou a cadeira. Alguém
tinha que imaginar uma forma que eu pudesse falar com vocês em Londres
agora mesmo sem que todos ficássemos tomando uma chuva. Este quarto e as
coisas nele, e todas as outras coisas nesse prédio, esta cidade,
existem porque, de novo e de novo e de novo as pessoas imaginaram
coisas.
Temos a obrigação de fazer com que as coisas sejam belas. Não de
deixar o mundo mais feio do que já encontramos, não de esvaziar os
oceanos, não de deixar nossos problemas para a próxima geração. Temos a
obrigação de limpar tudo o que sujamos, e não deixar nossas crianças com
um mundo que nós desarrumamos, vilipendiamos e aleijamos de forma
míope.
Temos a obrigação de dizer aos nossos políticos o que queremos, votar
contra políticos ou quaisquer partidos que não compreendem o valor da
leitura na criação de cidadãos decentes, que não querem agir para
preservar e proteger o conhecimento e encorajar a alfabetização. Esta
não é uma questão de partidos políticos. Esta é uma questão de
humanidade em comum.
Uma vez perguntaram a Albert Einstein como ele poderia tornar nossas
crianças inteligentes. A resposta dele foi simples e sábia. “Se você
quer que crianças sejam inteligentes”, ele disse, “leiam contos de fadas
para elas. Se você quer que elas sejam mais inteligentes, leia mais
contos de fadas para elas”. Ele entendeu o valor da leitura e da
imaginação. Eu espero que possamos dar às nossas crianças um mundo no
qual elas possam ler, e que leiam para elas, e imaginar e compreender.
• Esta é uma versão editada da palestra do Neil Gaiman para a Reading
Agency, realizada dia 14 de outubro de 2013 (segunda-feira) no Barbican
em Londres. A série anual de palestras da Reading Agency começou em
2012 como uma plataforma para que escritores e pensadores
compartilhassem ideias originais e desafiadoras sobre a leitura e as
bibliotecas.
Fonte: Index-a-Dora
domingo, 16 de março de 2014
Supermercado oferece biblioteca
Funcionários da Rede de Supermercados Comper ganharam há poucos dias uma
aliada cultural que já está em pleno funcionamento. Trata-se de uma
biblioteca montada na loja da avenida Fernando Correa, que conta com
cerca de 500 livros dos mais variados assuntos.
A direção da rede de supermercados adotou a iniciativa considerando que, além de ser muito prazeroso, o hábito de ler é de extrema importância para que as pessoas desenvolvam conhecimento. Através da leitura é possível aperfeiçoar pensamentos, reflexões e poder de argumentação.
Seguindo essa linha de raciocínio e com a proposta de contribuir com o crescimento intelectual de seus colaboradores, a administração da empresa supermercadista pretende aumentar seu acervo através de doações que espera receber.
“Quem quiser pode doar livros que não utilizam mais, pois eles serão muito bem aproveitados em nossa biblioteca. Também aceitamos doações de revistas, pois são ótimas fontes de informação. Quem decidir doar pode entregar os volumes no SAC da loja da Fernando Correa”, explica Carlos Paes, gerente regional da rede Comper.
O gerente salienta, ainda, que a instalação da biblioteca surgiu da necessidade dos funcionários terem um lugar onde possam estudar, pois muitos fazem faculdade depois do horário de expediente.
“Com uma biblioteca dentro da loja, nossos colaboradores podem aproveitar o horário de intervalo para estudar ou até mesmo para se distrair, lendo livros e revistas que estarão à disposição deles no local”, disse Paes. (Com Tyrannusmelancholicus.com.br e assessoria)
A direção da rede de supermercados adotou a iniciativa considerando que, além de ser muito prazeroso, o hábito de ler é de extrema importância para que as pessoas desenvolvam conhecimento. Através da leitura é possível aperfeiçoar pensamentos, reflexões e poder de argumentação.
Seguindo essa linha de raciocínio e com a proposta de contribuir com o crescimento intelectual de seus colaboradores, a administração da empresa supermercadista pretende aumentar seu acervo através de doações que espera receber.
“Quem quiser pode doar livros que não utilizam mais, pois eles serão muito bem aproveitados em nossa biblioteca. Também aceitamos doações de revistas, pois são ótimas fontes de informação. Quem decidir doar pode entregar os volumes no SAC da loja da Fernando Correa”, explica Carlos Paes, gerente regional da rede Comper.
O gerente salienta, ainda, que a instalação da biblioteca surgiu da necessidade dos funcionários terem um lugar onde possam estudar, pois muitos fazem faculdade depois do horário de expediente.
“Com uma biblioteca dentro da loja, nossos colaboradores podem aproveitar o horário de intervalo para estudar ou até mesmo para se distrair, lendo livros e revistas que estarão à disposição deles no local”, disse Paes. (Com Tyrannusmelancholicus.com.br e assessoria)
Fonte: Diário de Cuiabá
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Doentes depressivos "aviam" receitas na biblioteca
No Reino Unido, a prescrição de livros em vez de fármacos para tratar a depressão está a tornar-se cada vez mais comum. Além de "low-cost", o método, já conhecido como "Biblioterapia", não acarreta efeitos secundários
Texto de
Liliana Pinho
Há uma nova terapia para depressão no Reino Unido e, a melhor parte, é
que além de "low-cost" não apresenta efeitos secundários. É chamada de
"Biblioterapia" e faz jus ao nome: em vez de fármacos, são prescritos
livros. Isso mesmo: livros. É que, de acordo com alguns especialistas,
além de fomentar a empatia, a leitura pode ajudar os pacientes a superar
as suas fragilidades emocionais.
O método, chamado de "Books on Prescription", começou a ser utilizado oficialmente em Junho, pelo Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS), e foi agora divulgado por Leah Price, investigadora e professora da Universidade de Harvard, no jornal "The Boston Globe". "Se o psicólogo ou psiquiatra diagnostica o paciente com depressão leve ou moderada, uma das opções é passar-lhe uma receita com um dos livros aconselhados", explica a investigadora.
E sendo uma prescrição — e não apenas uma recomendação — há que seguir as indicações do médico rigorosamente, depois de "aviar" a receita na biblioteca. Até porque não existem efeitos secundários: "Ao contrário dos fármacos, ler um livro não acarreta efeitos secundários como o ganho de peso, a diminuição do desejo sexual ou as náuseas", sublinha Price.
100 mil requisições em três meses
Os livros são "seleccionados com base no conteúdo e no âmbito de programas de leitura desenhados para facilitar a recuperação de pacientes que sofram de doenças mentais ou distúrbios emocionais" e esta "parece ser uma solução vantajosa" — e "low-cost", já que os livros acabam por sair mais baratos do que os fármacos, ou até a custo zero, no caso das requisições.
"Ler melhora a saúde mental e é difícil pensar na existência de malefícios quando se fala de um programa como este", defende a investigadora. Por isso mesmo, tem cativado cada vez mais adeptos. Ainda que não existam, para já, números oficiais sobre a sua verdadeira eficácia, a investigadora adianta que, só nos primeiros três meses do programa, foram feitas mais de 100 mil requisições dos livros de auto-ajuda recomendados.
Esta, porém, não é a primeira vez que o Serviço Nacional de Saúde britânico aposta neste tipo de programas, numa forma de reconhecimento da importância dos livros. Uma outra iniciativa, denominada "The Reader Organisation", por exemplo, reúne pessoas desempregadas, reclusos, idosos ou apenas solitários para que, todos juntos, leiam poemas e livros de ficção em voz alta.
A "Biblioterapia" foi desenvolvia com base numa investigação do psiquiatra Neil Frude, em 2003, que concluía precisamente que os livros tinham potencial para se assumir como substitutos dos anti-depressivos. Ao acompanhar o percurso dos seus pacientes, Frude rapidamente percebeu que estes compensavam a frustração da espera pelos primeiros efeitos dos fármacos — que podia durar anos — com a leitura, como forma de entretenimento.
Fonte: P3
O método, chamado de "Books on Prescription", começou a ser utilizado oficialmente em Junho, pelo Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS), e foi agora divulgado por Leah Price, investigadora e professora da Universidade de Harvard, no jornal "The Boston Globe". "Se o psicólogo ou psiquiatra diagnostica o paciente com depressão leve ou moderada, uma das opções é passar-lhe uma receita com um dos livros aconselhados", explica a investigadora.
E sendo uma prescrição — e não apenas uma recomendação — há que seguir as indicações do médico rigorosamente, depois de "aviar" a receita na biblioteca. Até porque não existem efeitos secundários: "Ao contrário dos fármacos, ler um livro não acarreta efeitos secundários como o ganho de peso, a diminuição do desejo sexual ou as náuseas", sublinha Price.
100 mil requisições em três meses
Os livros são "seleccionados com base no conteúdo e no âmbito de programas de leitura desenhados para facilitar a recuperação de pacientes que sofram de doenças mentais ou distúrbios emocionais" e esta "parece ser uma solução vantajosa" — e "low-cost", já que os livros acabam por sair mais baratos do que os fármacos, ou até a custo zero, no caso das requisições.
"Ler melhora a saúde mental e é difícil pensar na existência de malefícios quando se fala de um programa como este", defende a investigadora. Por isso mesmo, tem cativado cada vez mais adeptos. Ainda que não existam, para já, números oficiais sobre a sua verdadeira eficácia, a investigadora adianta que, só nos primeiros três meses do programa, foram feitas mais de 100 mil requisições dos livros de auto-ajuda recomendados.
Esta, porém, não é a primeira vez que o Serviço Nacional de Saúde britânico aposta neste tipo de programas, numa forma de reconhecimento da importância dos livros. Uma outra iniciativa, denominada "The Reader Organisation", por exemplo, reúne pessoas desempregadas, reclusos, idosos ou apenas solitários para que, todos juntos, leiam poemas e livros de ficção em voz alta.
A "Biblioterapia" foi desenvolvia com base numa investigação do psiquiatra Neil Frude, em 2003, que concluía precisamente que os livros tinham potencial para se assumir como substitutos dos anti-depressivos. Ao acompanhar o percurso dos seus pacientes, Frude rapidamente percebeu que estes compensavam a frustração da espera pelos primeiros efeitos dos fármacos — que podia durar anos — com a leitura, como forma de entretenimento.
Fonte: P3
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Sempre leia o original
O artigo é de 2003, faz uma reflexão sobre bibliotecas, escolas, professores, alunos, livros e leitura. O tema é sempre atual. Coisas que presenciamos no cotidiano de escolas, faculdades e universidades. Boa leitura!
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Stephen Kanitz*
*Stephen Kanitz é administrador por Harvard (http://ww.kanitz.com.br)
"Na próxima aula em que seu professor fizer o resumo de um livro só, ou lhe entregar uma apostila mal escrita, levante-se discretamente e vá direto para a biblioteca"
Uma greve geral dos professores
alguns anos atrás teve uma conseqüência interessante. Reintroduziu, para
milhares de estudantes, o valor esquecido das bibliotecas. Os melhores
alunos readquiriram uma competência essencial para o mundo moderno –
voltaram a aprender sozinhos, como antigamente. Muitos descobriram que
alguns professores nem fazem tanta falta assim. Descobriram também que
nas bibliotecas estão os livros originais, as obras que seus professores
usavam para dar as aulas, os grandes clássicos, os autores que fizeram
suas ciências famosas.
Muitos professores se limitam a
elaborar resumos malfeitos dos grandes livros. Quantas vezes você já
assistiu a uma aula em que o professor parecia estar lendo o material?
Seria bem mais motivador e eficiente deixar que os próprios alunos
lessem os livros. Os professores serviriam para tirar as dúvidas, que
fatalmente surgiriam.
Hoje, muitas bibliotecas vivem
vazias. Pergunte a seu filho quantos livros ele tomou emprestado da
biblioteca neste ano. Alguns nem saberão onde ela fica. Talvez
devêssemos pensar em construir mais bibliotecas antes de contratar mais
professores. Um professor universitário, ganhando 4.000 reais por mês ao
longo de trinta anos (mais os cerca de vinte da aposentadoria),
permitiria ao Estado comprar em torno de 130.000 livros, o suficiente
para criar 130 bibliotecas. Seiscentos professores poderiam financiar
5.000 bibliotecas de 10.000 livros cada uma, uma por município do país.
Universidades são, por definição,
elitistas, para a alegria dos cursinhos. Bibliotecas são democráticas,
aceitam todas as classes sociais e etnias. Aceitam curiosos de todas as
idades, sete dias por semana, doze meses por ano. Bibliotecas permitem
ao aluno depender menos do professor e o ajudam a confiar mais em si.
Nunca esqueço minha primeira
visita a uma grande biblioteca, e a sensação de pegar nas mãos um livro
escrito pelo próprio Einstein, e logo em seguida o de cálculo de Newton.
Na época, eu queria ser físico nuclear.
Infelizmente, livros nunca entram
em greve para alertar sobre o total abandono em que se encontram nem
protestam contra a enorme falta de bibliotecas no Brasil. Visitei no ano
passado uma escola secundária de Phillips Exeter, numa cidade americana
de 30.000 habitantes, no desconhecido Estado de New Hampshire. Os
alunos me mostraram com orgulho a biblioteca da escola, de NOVE andares,
com mais de 145.000 obras. A Biblioteca Mário de Andrade, da cidade de
São Paulo, tem 350.000. A bibliotecária americana ganhava mais do que
alguns dos professores, ao contrário do que ocorre no Brasil, o que
demonstra o enorme valor que se dá às bibliotecas nos Estados Unidos.
Não quero parecer injusto com os
milhares de professores que incentivam os alunos a ler livros e a
freqüentar bibliotecas. Nem quero que sejam substituídos, pois são na
realidade facilitadores do aprendizado, motivam e estimulam os alunos a
estudar, como acontece com a maioria dos professores do primário e do
colegial. Mas estes estão ficando cada vez mais raros, a ponto de se
tornarem assunto de filme, como ocorre em Sociedade dos Poetas Mortos, com Robin Williams.
Na próxima aula em que seu
professor fizer o resumo de um livro só, ou lhe entregar uma apostila
mal escrita, levante-se discretamente e vá direto para a biblioteca.
Pegue um livro original de qualquer área, sente-se numa cadeira
confortável e leia, como se fazia 500 anos atrás. Você terá um relato
apaixonado, aguçado, com os melhores argumentos possíveis, de um
brilhante pensador. Você vai ler alguém que tinha de convencer toda a
humanidade a mudar uma forma de pensar.
Um autor destemido e corajoso que
estava colocando sua reputação, e muitas vezes seu pescoço, em risco.
Alguém que estava escrevendo apaixonadamente para convencer uma pessoa
bastante especial: você.
Fonte: Veja , São Paulo, ano 36, n. 19, p. 20, 14 maio 2003.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Biblioterapia poderá ser aplicada em hospitais do SUS
11/01/2013
Da Agência Câmara
A terapia por meio da leitura humaniza o ambiente hospitalar e pode amenizar até 80% dos sintomas sentidos pelos pacientes.
A Câmara analisa proposta que estabelece o uso da biblioterapia, ou seja, a terapia por meio da leitura, nos hospitais públicos e naqueles contratados ou conveniados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida está prevista no Projeto de Lei 4186/12, do deputado Giovani Cherini (PDT-RS).
O deputado explicou que esse tipo de terapia é usado desde a Idade Antiga e que pesquisadores já recomendam o uso da leitura em tratamentos médicos desde o início do século 19. “Hoje, vem sendo desenvolvida por equipes interdisciplinares com constante participação dos bibliotecários, psicólogos e médicos, sendo no Brasil as regiões Sul e Nordeste as que concentram os maiores índices de aplicabilidade”, afirmou.
De acordo com Cherini, esse tipo de técnica humaniza o ambiente hospitalar e ameniza até 80% dos sintomas sentidos pelos pacientes, a depender da doença.
Autorização
Da Agência Câmara
Crédito: Fotolia
A terapia por meio da leitura humaniza o ambiente hospitalar e
pode amenizar até 80% dos sintomas sentidos pelos pacientes.
A terapia por meio da leitura humaniza o ambiente hospitalar e pode amenizar até 80% dos sintomas sentidos pelos pacientes.
A Câmara analisa proposta que estabelece o uso da biblioterapia, ou seja, a terapia por meio da leitura, nos hospitais públicos e naqueles contratados ou conveniados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida está prevista no Projeto de Lei 4186/12, do deputado Giovani Cherini (PDT-RS).
O deputado explicou que esse tipo de terapia é usado desde a Idade Antiga e que pesquisadores já recomendam o uso da leitura em tratamentos médicos desde o início do século 19. “Hoje, vem sendo desenvolvida por equipes interdisciplinares com constante participação dos bibliotecários, psicólogos e médicos, sendo no Brasil as regiões Sul e Nordeste as que concentram os maiores índices de aplicabilidade”, afirmou.
De acordo com Cherini, esse tipo de técnica humaniza o ambiente hospitalar e ameniza até 80% dos sintomas sentidos pelos pacientes, a depender da doença.
Autorização
Pela proposta, os materiais de leitura com função terapêutica só poderão ser prescritos e vendidos após autorização específica do Ministério da Saúde. Os livros autorizados terão um selo com a inscrição: “Recomendado pelo Ministério da Saúde”.
Os familiares dos pacientes também poderão participar das atividades de biblioterapia, desde que após prescrição médica. O texto também autoriza a venda de obras biblioterápicas em farmácias, drogarias e livrarias.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Portal Aprendiz
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Como a biblioteca ajuda na formação de jovens leitores
A leitura para as crianças é importante para formar adultos
leitores, com mais facilidade para escrever e se comunicar. Quase todos
os brasileiros concordam com isso
No entanto, essa também não é uma realidade no Brasil. Na pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, encomendada pelo Instituto Pró-Livro, 67% dos entrevistados declararam a existência de uma biblioteca pública no bairro ou na cidade em que moram e, entre esses, 71% a classificaram como de "fácil acesso", porém apenas 24% afirmaram frequentá-las e somente 12% costumam ler em bibliotecas. Uma possível explicação para essa "impopularidade" das bibliotecas está na representação desses espaços no imaginário da população. A maioria as associa a lugares para estudar (71%) ou pesquisar (61%). Poucos veem as bibliotecas como espaços de lazer (12%) ou para passar o tempo (10%). Um outro dado que chama a atenção é que 33% afirmaram que "nada" os faria frequentar uma biblioteca.
Para falar sobre a importância e as possibilidades das bibliotecas, conversamos com Maria Antonieta Cunha, diretora do Livro, da Leitura, da Literatura e das Bibliotecas da Biblioteca Nacional, e Marcos Afonso Pontes de Souza, diretor da Biblioteca da Floresta, uma biblioteca especializada em assuntos e autores da Amazônia e do Acre, criada pelo Governo do Estado do Acre.
A função da biblioteca: O objetivo de uma biblioteca é colocar à disposição dos usuários materiais do seu interesse, mas foi-se o tempo em que as bibliotecas eram lugares chatos e empoeirados. "A biblioteca é extremamente dinâmica e progride cada vez mais com o desenvolvimento da própria ideia da ciência da informação", diz Maria Antonieta. "Em uma biblioteca, coexistem, por exemplo, o computador, a internet e outras artes que estabelecem um diálogo importante com a literatura para a formação da cabeça do cidadão".
A biblioteca não pode ser vista apenas como um lugar de consulta e pesquisa para complementar o currículo da escola.
Formando leitores: Para aproximar a população dos livros, a biblioteca não deve se limitar a suas quatro paredes. "Dá para criar uma série de atividades seja na empresa, na escola, na praça pública ou no presídio e aí a biblioteca estará cumprindo o seu papel que é ajudar a formar cidadãos leitores", explica Maria Antonieta. Para a diretora, a biblioteca cria leitores ao desenvolver neles o gosto pelo conhecimento e o gosto pela literatura e artes em geral. No entanto, no geral, as bibliotecas não estão preparadas para isso. "Os bibliotecários e os espaços que nós temos, muitas vezes, não facilitam essa ação", diz.
A biblioteca e as crianças: As crianças estão sempre em busca de conhecimento. Por isso, a biblioteca é o lugar ideal para os pequenos. Algumas bibliotecas têm atividades especiais para as crianças. A Biblioteca da Floresta, por exemplo, desenvolveu uma série de atividades na Semana da Criança, como contações de histórias e fantoches, jogos online educativos e jogos de tabuleiros, cantigas de roda e piquenique.
Fazer rodas de leitura, trazer autores de livros, inventar histórias ou até mesmo deixar a criança se movimentar livre para a biblioteca são bons exemplos de atividades, segundo Maria Antonieta. "Fazendo da biblioteca um espaço não só de leitura, mas de criação, nós conseguimos fazer a criança se interessar tanto pelo espaço da biblioteca quanto pela leitura, que é o objetivo maior", explica.
Como aproveitar a biblioteca: São os adultos, professores e pais, que despertam o interesse da criança pela biblioteca. No entanto, ir à biblioteca não deve ser um castigo ou uma obrigação. "É preciso fazer uma visita não burocrática, mas de sensibilização do espaço", diz Marcos Afonso. Para Maria Antonieta, "a biblioteca deve ser apresentada como um espaço de escolha de leituras. É um lugar para desvendar um mundo".
Foto: Cintia Sanchez / Divulgação
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A leitura para as crianças é importante para formar adultos leitores,
com mais facilidade para escrever e se comunicar. Quase todos os
brasileiros concordam com isso, mas apenas 37% costuma ler para as
crianças, segundo pesquisa realizada pela Fundação Itaú em parceria com o
Datafolha. Uma visita à biblioteca pode ajudar a mudar essa realidade.
Na
biblioteca, há muito mais variedade de obras, além de espaços especiais
para realizar a leitura. Para as crianças, ter o hábito de frequentar
uma biblioteca, além de trazer grande aprendizado, pode ser uma grande
diversão.
No entanto, essa também não é uma realidade no Brasil. Na pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, encomendada pelo Instituto Pró-Livro, 67% dos entrevistados declararam a existência de uma biblioteca pública no bairro ou na cidade em que moram e, entre esses, 71% a classificaram como de "fácil acesso", porém apenas 24% afirmaram frequentá-las e somente 12% costumam ler em bibliotecas. Uma possível explicação para essa "impopularidade" das bibliotecas está na representação desses espaços no imaginário da população. A maioria as associa a lugares para estudar (71%) ou pesquisar (61%). Poucos veem as bibliotecas como espaços de lazer (12%) ou para passar o tempo (10%). Um outro dado que chama a atenção é que 33% afirmaram que "nada" os faria frequentar uma biblioteca.
Para falar sobre a importância e as possibilidades das bibliotecas, conversamos com Maria Antonieta Cunha, diretora do Livro, da Leitura, da Literatura e das Bibliotecas da Biblioteca Nacional, e Marcos Afonso Pontes de Souza, diretor da Biblioteca da Floresta, uma biblioteca especializada em assuntos e autores da Amazônia e do Acre, criada pelo Governo do Estado do Acre.
A função da biblioteca: O objetivo de uma biblioteca é colocar à disposição dos usuários materiais do seu interesse, mas foi-se o tempo em que as bibliotecas eram lugares chatos e empoeirados. "A biblioteca é extremamente dinâmica e progride cada vez mais com o desenvolvimento da própria ideia da ciência da informação", diz Maria Antonieta. "Em uma biblioteca, coexistem, por exemplo, o computador, a internet e outras artes que estabelecem um diálogo importante com a literatura para a formação da cabeça do cidadão".
A biblioteca não pode ser vista apenas como um lugar de consulta e pesquisa para complementar o currículo da escola.
Formando leitores: Para aproximar a população dos livros, a biblioteca não deve se limitar a suas quatro paredes. "Dá para criar uma série de atividades seja na empresa, na escola, na praça pública ou no presídio e aí a biblioteca estará cumprindo o seu papel que é ajudar a formar cidadãos leitores", explica Maria Antonieta. Para a diretora, a biblioteca cria leitores ao desenvolver neles o gosto pelo conhecimento e o gosto pela literatura e artes em geral. No entanto, no geral, as bibliotecas não estão preparadas para isso. "Os bibliotecários e os espaços que nós temos, muitas vezes, não facilitam essa ação", diz.
A biblioteca e as crianças: As crianças estão sempre em busca de conhecimento. Por isso, a biblioteca é o lugar ideal para os pequenos. Algumas bibliotecas têm atividades especiais para as crianças. A Biblioteca da Floresta, por exemplo, desenvolveu uma série de atividades na Semana da Criança, como contações de histórias e fantoches, jogos online educativos e jogos de tabuleiros, cantigas de roda e piquenique.
Fazer rodas de leitura, trazer autores de livros, inventar histórias ou até mesmo deixar a criança se movimentar livre para a biblioteca são bons exemplos de atividades, segundo Maria Antonieta. "Fazendo da biblioteca um espaço não só de leitura, mas de criação, nós conseguimos fazer a criança se interessar tanto pelo espaço da biblioteca quanto pela leitura, que é o objetivo maior", explica.
Como aproveitar a biblioteca: São os adultos, professores e pais, que despertam o interesse da criança pela biblioteca. No entanto, ir à biblioteca não deve ser um castigo ou uma obrigação. "É preciso fazer uma visita não burocrática, mas de sensibilização do espaço", diz Marcos Afonso. Para Maria Antonieta, "a biblioteca deve ser apresentada como um espaço de escolha de leituras. É um lugar para desvendar um mundo".
Pensando na comunidade: A
biblioteca deve atender a comunidade. Nesse sentido, a Biblioteca da
Floresta é inovadora por ser temática. O acervo é voltado para a
história da região, com material sobre os índios, os seringueiros, a
floresta e a trajetória da luta socioambiental da Amazônia. Maria
Antonieta explica que algumas bibliotecas estão inseridas em espaços
onde é importante ter essa especificidade, como é o caso de Rio Branco.
"Conforme a localização e o interessa da comunidade, deve haver sim uma
linha dentro do arquivo que contemple o tema que é uma grande demanda
daquela comunidade". Porém, mesmo nas bibliotecas temáticas, é
importante que o acervo também seja variado, para atrair e conquistar
novos leitores.
Fonte: Jornal da Manhã
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
terça-feira, 18 de setembro de 2012
BIBLIOTECA - UMA JANELA DE HOJE PARA O PASSADO E O FUTURO
Dedico a postagem de hoje a nossa querida Biblioteca.
Parceira amiga da leitura.
Um belo texto de Arfer sobre o papel da biblioteca.
Ótima leitura!
________________________________________________
Texto publicado em 30 de Junho de 2010
Por Arfer
Porque há dias escrevi:
"MAS LOUVE-SE O LIVRO E A MAGIA QUE ELE CONTÉM, A PALAVRA QUE ELE NOS TRAZ, AQUELE SENTIMENTO DE PARTILHA E CUMPLICIDADE QUE NOS TRANSMITE QUANDO O FOLHEAMOS. TRANSMITIR ÀS NOVAS GERAÇÕES O VALOR DO LIVRO É UMA RESPONSABILIDADE QUE NOS CABE.
VIVA O LIVRO, O LEITOR E O AUTOR, GÉNIO CRIADOR DE ESCRITOS QUE NOS TRANSMITEM CONHECIMENTO, NOS FAZEM SONHAR E POR VEZES VOAR NUM INFINITO MÁGICO.”
Encontrei a BIBLIOTECA e perguntei:
- QUEM ÉS TU BIBLIOTECA??
- Eu sou a guardiã do passado, do presente e do futuro …
Tenho no meu seio, as Memórias dos Homens, o seu imaginário criador da esgrima da palavra, em prosa e poesia.
Guardo dicionários de todas as línguas, enciclopédias e livros temáticos das ciências e artes.
Sou um elo da transmissão do SABER e da CULTURA, alimento regenerador e formador de gerações. O meu conteúdo é o “adubo” que fortalece o HOMEM face aos “ditadores de vão de escada” e de todos aqueles que fomentam a ignorância , tendo em vista a dominação e usurpação da LIBERDADE dos povos.
A CULTURA E O SABER SÃO SINÔNIMO DE LIBERDADE.
- Sabes, disse-me a BIBLIOTECA, agora tenho a minha irmã digital que chega a todos os cantos do MUNDO e me tem ajudado neste “trabalho” incessante, de séculos, que vai resistindo aos que aqui e ali, em diferentes épocas mandaram destruir algumas “células” do meu corpo.
Mas nós resistiremos e em cada canto do PLANETA AZUL HÁ E HAVERÁ SEMPRE UMA BIBLIOTECA QUE ESPERA POR TI !!!
ARFER
Fonte: Arferlandia
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Geladeira quebrada vira biblioteca pública em praça de Araraquara, SP
Felipe Turioni
Do G1 Araraquara e Região
Geladeira customizada possui acervo com livros e revistas (Foto: Felipe Turioni/G1)
Uma geladeira quebrada passou a ter um destino diferente em uma praça na região central de Araraquara
(SP). Nas prateleiras do antigo refrigerador, ao invés de condimentos e
comida, estão livros. A ‘Geladeiroteca’ ganhou uma customização de um
artista plástico local e chama atenção de quem passa pela Praça das
Bandeiras, na Rua Voluntários da Pátria (Rua 5).
“A ideia pode parecer estranha, mas foi uma alternativa encontrada para conseguir deixar os livros ao ar livre, sem se preocupar com a chuva, por exemplo”, explica a atriz Fabiana Virgílio, idealizadora do projeto. “Poderia ser uma caixa de acrílico, mas não teria a mesma graça, além disso, a gente sempre abre uma geladeira quando está com fome e por que não abrir uma para alimentar a alma?”, acrescenta.
Dentro do refrigerador há obras de diversos autores e diferentes temas, desde literatura infantil até livros específicos de administração, economia e política. O ‘abastecimento’ inicial da geladeira foi feita pelos idealizadores, mas a proposta é que as pessoas também façam doações no local e troquem as obras. “Não queremos manter nenhuma amarra e a ideia é que os livros fiquem livres, as pessoas possam pegar, ler ali na praça, levar pra casa, trocar por algum outro livro”.
Customizada pelo desenhista Hugo Elias, a ‘Geladeiroteca’ pretende transmitir a ideia de coletividade do projeto. “Os desenhos lembram isso, essa troca, e é o que queremos manter”, diz a atriz. Algumas livrarias, sebos e centros espíritas doaram algumas obras para o acervo.
“A ideia pode parecer estranha, mas foi uma alternativa encontrada para conseguir deixar os livros ao ar livre, sem se preocupar com a chuva, por exemplo”, explica a atriz Fabiana Virgílio, idealizadora do projeto. “Poderia ser uma caixa de acrílico, mas não teria a mesma graça, além disso, a gente sempre abre uma geladeira quando está com fome e por que não abrir uma para alimentar a alma?”, acrescenta.
Dentro do refrigerador há obras de diversos autores e diferentes temas, desde literatura infantil até livros específicos de administração, economia e política. O ‘abastecimento’ inicial da geladeira foi feita pelos idealizadores, mas a proposta é que as pessoas também façam doações no local e troquem as obras. “Não queremos manter nenhuma amarra e a ideia é que os livros fiquem livres, as pessoas possam pegar, ler ali na praça, levar pra casa, trocar por algum outro livro”.
Customizada pelo desenhista Hugo Elias, a ‘Geladeiroteca’ pretende transmitir a ideia de coletividade do projeto. “Os desenhos lembram isso, essa troca, e é o que queremos manter”, diz a atriz. Algumas livrarias, sebos e centros espíritas doaram algumas obras para o acervo.
Livros podem ser lidos no local ou levados para casa (Foto: Felipe Turioni/G1)
Para o porteiro Anderson Deodato, de 26 anos, a ideia é criativa.
“Chamou a minha atenção e eu abri a geladeira, sem saber se poderia
pegar algum livro. Depois perguntei ao pessoal que estava no bar e
disseram que podia pegar e levei o ‘Pequeno Príncipe’ para casa”,
comenta. “Hoje vim de novo para ver se a geladeira estava lotada para eu
trazer alguns que minha mãe não tem interesse em guardar mais”,
completa.
Amigos da praça
Amigos da praça
A idealizadora da ‘Geladeiroteca’ é integrante da Associação dos Amigos da Praça das Bandeiras, formada em 2010 para revitalizar o espaço, que vinha sendo utilizado para consumo e tráfico de drogas. “A praça era considerada a ‘cracolândia’ da cidade, e não havia melhor maneira de mudar a situação investindo na transformação do ser humano com cultura”, observa.
A associação será formalizada em breve. Na terça-feira (19), às 22h, haverá uma assembleia de fundação dos Amigos da Praça das Bandeiras para acertar os detalhes da oficialização. “Precisamos nos formalizar para obter mais apoio”, explica Virgílio. A proposta da associação é fazer eventos culturais no local. Atualmente, a praça recebe shows e games nos finais de semana.
Fonte: G1
quarta-feira, 11 de julho de 2012
É preciso construir pontes entre sala de aula e biblioteca'
09 de julho de 2012
Educadora acredita que o professor deve sugerir leituras desafiadoras, mas não impor filtros aos best-sellers
OCIMARA BALMANT - O Estado de S.Paulo
"É preciso acabar com as dicotomias e estimular a
leitura sem preconceito, tanto na infância como na adolescência. Esse
desafio deve instigar o trabalho do professor", afirma a argentina
Cecilia Bonjur.
Formada em Letras e especialista em literatura infantil e juvenil,
Cecilia é crítica de livros para crianças e adolescentes, com atuação na
formação de professores e mediadores de leitura. Ela esteve no Brasil
para participar do seminário Conversas ao Pé da Página, onde conversou
com o Estado.
Como a senhora avalia o trabalho de fomento à leitura que os docentes
fazem em sala de aula? Eles estão preparados para a tarefa?
Acredito que toda formação dirigida a professores precisa partir do
princípio de que eles são leitores e acreditar, de fato, que são capazes
de fazer. Se pensarmos no que não sabem, no que não têm, apenas os
desvalorizamos. E não se pode subestimá-los. Isso não significa tirar
deles a responsabilidade sobre sua formação, mas ter confiança no que
podem realizar e lhes dar ferramentas para isso.
Quais tipos de ferramentas?
É importante criar dispositivos de formação contínua que deem conta
da carência de formação de base dos docentes, porque jornadas e cursos
curtos são insuficientes. Pode ser custoso e demorado, mas vale a pena
se pensarmos que a atitude do professor pode determinar se uma criança
vai ou não gostar de ler.
Mesmo porque esse estímulo tem diminuído dentro das famílias, não é?
Isso é fato. Há muitas casas sem livros e sem leitores. Por isso, é
tão importante que as bibliotecas escolares cresçam, que seus acervos
sejam mais profundos, que se aproveitem todas as oportunidades de
construir pontes entre o conteúdo das salas de aula e a biblioteca. E
estamos em um momento bom para pensar nessas pontes.
Por quê?
Porque o problema da leitura sempre foi menos grave nos países com
mais possibilidade de acesso a bens culturais. Mas hoje temos um momento
migratório muito grande e, além disso, o primeiro mundo está vivendo
uma crise econômica que parecia que só pertencia a países pobres. A
desigualdade está repartida e isso é bom para pensar estratégias
mundiais de aumento do acesso aos livros.
Não parece difícil conquistar leitores de material impresso na era da internet?
Devemos fazer com que os leitores tenham acesso aos múltiplos
suportes e deixar claro que no mundo das tecnologias não está todo o
conhecimento estabelecido. Há algumas limitações que só deixam de
existir quando a aprendizagem é vinculada aos livros. Quando os alunos
começam a encontrar os tesouros e desafios dos livros, eles se deixam
seduzir.
Daí, a importância do mediador bem formado...
Sim, porque a criança se deixa seduzir quando os mediadores são
sedutores, transmitem essa paixão. Por isso, a importância do
bibliotecário, que é o profissional que conhece tanto os livros quanto
os alunos. Porque o professor conhece os alunos de seu curso. O
bibliotecário vai além. Ele abre o jogo da descoberta e acompanha o
crescimento dos leitores dia após dia. Se houver um trabalho em parceria
com o professor, é o cenário ideal para o nascimento de leitores
potentes que podem influenciar a família toda.
Com a participação da escola?
Isso. Porque há pais realmente omissos em relação à leitura e
incentivo aos filhos. Mas muitos deles não o fazem porque realmente não
têm condições materiais ou por achar que não têm capacidade, que os bens
culturais não são para eles. É aí que a escola entra na história, e as
bibliotecas são lugares excelentes para essa manifestação contracultural
que gere confiança e hospitalidade.
E como fica a seleção dessa literatura a ser apresentada?
Eu não subestimaria nenhum tipo de leitura. Acredito que as escolas e
as bibliotecas devem receber os leitores com o mundo que eles trazem,
com as leituras que têm e, a partir daí, ampliar os horizontes, sugerir
aprofundamentos. Se você opõe o best-seller à cultura culta, gera outra
falsa dicotomia. Me parece muito mais interessante a convivência de
cultura, a mestiçagem, as hibridações.
E, no caso das crianças, vale desafiá-las?
Sim. Entre adultos, há uma falsa impressão de que a leitura infantil
deveria ser simples e representar coisas próximas às crianças. Essa
visão é equivocada e tem a ver com preconceitos e versões simplistas de
teorias psicopedagógicas. O professor não pode agir assim. Ele precisa
saber quem são seus leitores e pensar em didáticas mais profundas e
flexíveis, em vez de simplesmente ignorar o tipo de leitura que,
previamente, ele pode considerar inadequada.
O que é adequado?
Qualquer coisa. Desde que se considere o leitor como poderoso,
potente. Não se pode esquecer, nunca, que a valorização dos leitores
passa por colocar à disposição deles textos desafiantes, que comovem e
colocam para funcionar a inteligência e o coração ao mesmo tempo. Quando
se faz isso, fica clara a constatação: as crianças são ávidas leitoras
de mundos estranhos, distantes e metafóricos, e se sentem muito
agradecidas quando os adultos as tratam como gente que pode, que
consegue. Todo pai e todo professor deveria ter isso em mente.
Fonte:Estadão.com.br
terça-feira, 22 de maio de 2012
A biblioteca como pedra fundamental em atividades de incentivo à leitura
Por María del Mar Marquez Román *
Atividades de leitura em redes sociais
Estamos sempre falando sobre a construção de atividades de leitura, mas a forma de realizá-los? É possível fazer essas atividades a partir de qualquer área, não só na língua? Por exemplo, em todos os indivíduos é uma leitura informativa através da realização de monografias. Como evitar se tornar um copiar e colar? E a poesia, eles podem ler e entender nossos alunos? Além disso, como transformar em qualquer atividade para incentivar a leitura?
Este artigo tem como objetivo responder a essas perguntas, e por isso
vamos propor uma série de atividades originais, que foram feitos a
partir de diferentes áreas, com grande sucesso entre os estudantes. Veja também o papel da biblioteca escolar desempenha nestas actividades.
A linguagem da imagem
Saber ler uma imagem hoje é muito importante porque vivemos numa
sociedade em que tais textos estão cada vez mais imponente ambos os
textos contínuos, formados apenas por imagens, como textos contínuos. Por isso, é uma leitura que, não podemos esquecer de nossas atividades. Para fazer isso oferecemos várias idéias.
O mundo dos quadrinhos é muito atraente para a nossa juventude. Há história de quadrinhos, fantasia, baseado em obras de literatura clássica, a juventude. Isto permite uma primeira abordagem para a leitura de uma forma divertida. Por exemplo, a poesia, mesmo que pareça incrível. Como? A classe é dividida em vários poemas de autores diferentes, em grupos de dois ou três alunos. A experiência aqui refletem autores da Andaluzia levou a Geração de 27.
Os alunos começaram por ler seus poemas e, em seguida, procurar
informações sobre o autor, o tempo, o contexto histórico, e assim por
diante., Para que pudessem chegar a um entendimento integral do texto. Depois de ler e ouvir as atividades, começou a contar uma história baseada no poema. Com essa história mais tarde produziu uma história em quadrinhos cuja capa continha poesia original funcionou. A estratégia tinha um título muito sugestivo: ". Pinceladas da poesia"
Como você pode supor, para esta atividade é muito interessante que os
alunos possam familiarizar-se primeiro com o mundo dos quadrinhos, e não
fazer nada melhor do que leitura. Neste sentido, a biblioteca pode fornecer material escolar, por isso não deixe de incluí-los em seus catálogos.
Outra opção é criar um blog de fotos onde os alunos podem "ler" alguma coisa sobre um assunto específico. Este é o caso do blog de fotos matemática que apresentamos.
Os concursos de fotografia que fazemos em nosso centro também pode dar
lugar à leitura da imagem, se uma actividade destinada corretamente.
O Dia da Não Violência Contra a Mulher é geralmente trabalham em
algumas classes este assunto, talvez fazer os alunos ler notícias e
encontrar informações sobre diferentes casos e leis que são sobre o
assunto. E com isso nós estamos fazendo uma leitura compreensiva. Agora, podemos adicionar a expressão, que neste caso, pode-se fazer isto através da linguagem da imagem.
Para fazer isso, os alunos podem tirar fotografias que refletem sua
pesquisa e leitura anterior, e se organizar uma competição, o melhor,
como isso envolve o centro de toda e motiva os alunos a fazer um
trabalho melhor. Apresentamos aqui um vídeo com esta experiência, intitulado " A mulher no centro . "
Esta atividade pode ser feito a qualquer momento. Dia de Leitura (16 de dezembro) é uma oportunidade ideal.
Neste caso, os alunos tiveram que procurar nos livros ou textos online,
poemas e frases relacionadas à leitura, para que pudessem procurar sua
inspiração.
De lá, eles foram convidados a preencher um quadro com o tema da
leitura, e para trazer no fundo de um slogan que poderia ser inventado
ou retirado de outro autor, mas sempre com base na leitura. Os resultados foram muito bem. Deixamos o vídeo final para que você possa ver por si mesmo. Seu título é " verbos ler e outros . "
A biblioteca é o lugar para realizar as atividades exigidas antes, como
temos periódicos, livros de referência e, claro, computadores com
acesso à Internet.
Por fim, sugerimos uma atividade chamada "Histórias sem palavras." Nele, os alunos tiveram que preparar uma montagem de imagens que contam uma história sem palavras. Essas imagens eram fotografias que eram os próprios protagonistas. A montagem pode ser feito em papel / cartão ou digital, usando um programa de edição de vídeo. Este já tinha que escrever a sua história, preparando um pequeno script e uma descrição dos personagens e lugares. A história, podemos baseá-la em um poema ou um livro que leu, para que eles possam fazer sua própria versão.
Leitura audiovisual
Fazer um curta-metragem é uma das atividades que os alunos gostariam. E ainda melhor se, ao final deste trabalho preparou uma cerimônia do Oscar. Mas estamos nos lados.
Como sempre, temos de começar a leitura. Neste caso, optamos pelo tema do meio ambiente, que pode aparecer em muitos livros.
Pode levar os alunos à biblioteca para escolher um livro, selecionado
por nós daqueles que tratam o assunto sobre o qual decidi trabalhar.
A partir daqui, a turma foi dividida em vários grupos, e cada um foi
atribuído um ponto: a reciclagem, o consumo de sacos de plástico, a
poluição sonora, etc.
Depois de procurar informações para concluir a leitura inicial, preparou um roteiro de seu filme. Nos Rede de Bibliotecas Escolares Profissionais de Cadiz , em "Incentivo Leitura", você pode encontrar um modelo de como isso pode ser um pequeno script. Você também pode baixar dois documentos que são muito bons no site da cidade 21 , em seu Concurso curto em Sustentabilidade Urbana : Orientações e dicas para a preparação de um vídeo e um modelo de autorização para menores. É também muito interessante a folha de dados.
Os alunos levaram os papéis de diretor, maquiagem, atores e atrizes,
etc, que devem aparecer no final de seu filme nos créditos. E aqui começou o tiroteio e posterior montagem das cenas. Olho! Se você fizer essa atividade, prazo plantéatela longo porque leva algum tempo.
Após a conclusão do filme, houve uma primeira passagem apenas para os estudantes que haviam participado da atividade. -Se secretamente eleito o melhor de cada filme. Posteriormente organizou uma cerimônia do Oscar no salão, com audiências em todo o centro. Nele, depois de ver as produções, foi para entregar os diplomas de melhor diretor, melhor ator / atriz, etc. A atividade é muito gratificante em todos os sentidos, e uma experiência inesquecível. Deixamos o link para ver o filme vencedor, intitulado " A Jornada de degradação . "
Informações de procura de emprego
O trabalho de buscar informações (Leia Informação) são o que costumamos
fazer na maioria das áreas, especialmente quando celebra datas
importantes ou estender aos conteúdos trabalhados em sala de aula.
Normalmente, propomos um tema e colocar os alunos para encontrar
informações sobre o computador ou em vários manuais que encontramos em
nossa biblioteca e depois fazer o trabalho que, na maioria dos casos, é
limitada a um copiar e colar, para o que a finalidade deste tipo de
leitura não foi satisfeita. Às vezes este trabalho é concluído com uma oral, que não funciona corretamente.
Como desenvolver uma estratégia para desenvolver a leitura informacional de forma eficaz? Vamos propor algumas atividades.
Trabalhe na Wikipedia
Vamos descer e imprimir um artigo da Wikipedia que, em seguida, distribuí-lo aos alunos. Nós copiamos apenas dominar dados para que nós nos encaixamos em uma página.
O formato apresentado é o seguinte: Visão Geral, História, Demografia,
Atrações, Geografia, Desporto, Festivais, Cultura, Governo, etc
Então, vamos desenvolver uma série de perguntas sobre o artigo teve
como objetivo compreender o texto, para extrair dados críticos, ou o seu
vocabulário e expressão. As perguntas finais serão à vista.
Quando todas essas questões, o estudante pretende desenvolver um texto
semelhante, escolhendo-o de qualquer cidade, ou mesmo inventar.
Em seguida, faça uma compilação de nossas cidades, que pode ser exposto oralmente para a classe ou transferir para um blog. Você também pode tentar outros textos da Wikipédia: a literária, científica, matemática, etc.
"Geografia de uma vida"
Neste caso, o trabalho é coletar dados sobre um personagem. No exemplo que escolhemos para anexar um autor da Geração de 27, mas pode ser qualquer outro. O estudante vai encontrar as informações que são convidados a preencher o quadro abaixo. Após isso, você deve mapear o caminho escolhido personagem geográfica em um mapa. Como poeta, por favor também escolher alguns de seus versos para mostrar que ele estava no lugar e formá-los no mapa. Este mapa pode ser em papel ou tela de computador, usando um programa de edição de imagem como o Gimp.
Murais Digitais
Muitas vezes, depois de uma leitura informativa, pedimos aos nossos
alunos a fazer uma parede para expor na sala de aula ou nos corredores
do centro. Nós oferecemos-lhe uma grande ferramenta para murais, mas digital: Glogster .
É uma página on-line onde cada grupo de aluno ou estudante pode fazer a sua parede de forma interativa. Isso pode incluir fotografias, textos, vídeos ou arquivos de som. A apresentação é totalmente personalizável, estimulando a criatividade dos alunos.
Mesmo o professor pode criar uma conta para um grupo de classe, para
que as obras são armazenados lá e todos os estudantes podem ver o que
fizeram os seus pares.
Ouvir e Falar
Nos últimos anos, vem se destacando a oral, tanto na compreensão e na
sua expressão, por isso vamos oferecer uma gama de atividades orais que
podem motivar os alunos para trabalhar a leitura junto com o
conhecimento do assunto em questão .
- As músicas são muito úteis em qualquer área e para celebrar dias importantes. Um exemplo é a canção do bebê, Manuel Carrasco e Andy e Lucas, todos sobre a não-violência doméstica. Para o Dia da Paz, como sobre Juanes? E se quiser enviar-nos para uma área particular, a questão da imigração e do racismo aparece em "Documentos mojaos" Chambao. Claro, ouvir e ler de volta as letras dessas músicas devem ser acompanhadas de atividades de compreensão que nós mesmos podemos produzir.
- Alguma vez você já tentou trabalhar a matemática para ler e ouvir uma música? Temos, por exemplo, a canção intitulada " O professor de matemática "Papa Levante, ou" Amor e Matemática ", uma canção em Inglês que você pode trabalhar com a sua tradução.
- Os podcasts de livros ou textos, em particular, são uma atividade de incentivo à leitura muito enriquecedora. Por exemplo, pedimos aos alunos para fazer uma revisão do seu livro favorito ou um poema especial, que pode servir para homenagear um autor. Para ver como essa atividade, deixamos dois links, ambos da Web " Notas de idioma ": experiências de leitura 2,0 e Homenagem aos poetas .
Encorajamos todas as escolas para fornecer em suas bibliotecas de
materiais como CD com músicas Peden ser para trabalhar em sala de aula. Nós mesmos podemos fazer uma coleção de podcasts e CDs de queimaduras, deixou como material de trabalho na biblioteca.
- A rádio é também uma actividade muito encorajador com que trabalhamos, independentemente de que temos o equipamento necessário. Isso pode ser feito em sala de aula, no plano doméstico, mas muito melhor se montou um microfone e alguns alto-falantes espalhados por todo o centro. A estratégia para desenvolver esta actividade através dos seguintes pontos:
- Ouvir atividades: ouvir programas de rádio. Sua estrutura (linha de entrada, a apresentação do programa, e os partidos, de despedida e linha de fundo).
- Escrevendo Atividades: Desenvolver um roteiro de nosso programa seguindo estruturas aprendidas.
- Falando última atividade: tocar e gravar o programa.
Dependendo da área que deseja trabalhar, podemos fazer um programa de esportes, música, ciência, etc.
Hoje, a rede permite simultâneas atividades de leitura de diferentes lugares.
Uma conta no Facebook ou Myspace pode fazer qualquer uma dessas
atividades passam entre grupos de alunos trabalharam em vários sites.
Por exemplo, em um instituto de Barcelona, um projeto em sala de aula usando o Facebook.
O projeto envolveu a preparação de uma antologia de poesia da Geração
de 27, depois de ler vários poemas desta geração e busca de informações
sobre ela na biblioteca da escola. Na página do Facebook, cada aluno deu vida a um escritor de sua geração.
Eles tiveram que fingir que se vive no momento presente, editando seu
perfil, publicando seus poemas e trabalhar colaborativamente para
selecionar e comentar sobre estes poemas. Aqui você deixar um link para ver a seqüência de ensino de projeto .
Outra atividade é a criação de um blog que começamos com o início de uma história. A partir desta introdução, nossos alunos devem continuar. Os resultados podem ser inesperados e ... fantástico! Recomendamos o uso do blog do Gmail que dá e aquele que você pode acessar a conta de e-mail mesmo. É muito fácil de usar para todos, independentemente da idade. Desta forma também podemos criar um clube do livro sem a presença física.
Renovar atividades
Às vezes é apenas a renovação das actividades tradicionais que já
estamos fazendo em nosso centro e nós queremos dar um pouco de vida para
motivar nossos alunos, especialmente incluindo a utilização de novas
tecnologias. Algumas ideias que podem servir são como se segue.
- Concursos literários normalmente fazemos, e quase sempre são narrativa ou poesia. Por exemplo, por que não fazer um concurso de SMS? Você pode indicar que eles podem usar a sua linguagem SMS especial ou não, a um determinado número de caracteres, um tema específico, etc
- E que tal um concurso de micro? Neste último, podemos levantar uma questão de ciência, geografia, história ou qualquer coisa. Nós também temos que fornecer algumas orientações concretas sobre o número de caracteres, que variam entre 300 e 600, incluindo espaços.
- Versões da poesia. Nesta atividade, proporcionar aos alunos um poema, ea partir dela, eles oferecem versões diferentes. Por exemplo, foi selecionado o poema "Eu te amo", de Luis Cernuda. As versões que estão fora são de diversas culturas: uma versão gastronômica, um relacionado ao mundo da toxicodependência, outros de amor, um pouco de ódio, etc. Você ainda pode estender essa atividade os alunos se você colocar uma imagem de fundo para o seu poema, seja em papel ou em formato digital, utilizando um editor de imagens.
Como converter qualquer atividade em atividade para incentivar a leitura
A base de atividades para incentivar a leitura é ler na leitura de um
texto (em qualquer forma) antes ou após a atividade, de modo que
incentiva os alunos a tirar o prazer da leitura e para fornecer o
autonomia necessária neste campo. Portanto, deve haver um processo de compreensão e de expressão, em qualquer forma.
Às vezes estamos engajados em atividades que uma simples mudança de
metodologia pode fazer para converter atividade para incentivar a
leitura.
Por exemplo, imagine que o professor de educação física prepara o aluno
para fazer uma exposição do que eles aprenderam durante o curso, usando
dança, fitas, cordas, posições diferentes, etc.
Para fazer isso, os alunos devem fazer um script que irá explicar o que
fazer passo a passo, ea música a ser empregada nessa assembléia.
Para esta atividade, aparentemente desconectado da leitura em algo
diferente, precisamos de apenas um elemento: baseia-se na leitura de um
texto.
Para isso, o professor pede o grupo de alunos que o script está indo
para executar em um leitor em particular, da qual eles fazem a sua
adaptação particular à linguagem corporal. Se percebemos que temos todos os ingredientes para que seja uma atividade para incentivar a leitura:
- Os alunos têm de ler um livro, trabalhando com compreensão de leitura.
- Em seguida, desenvolver um script com base nessa leitura, combinando elementos narrativos, auditiva (seleção de músicas) e visuais (exercícios aeróbicos que acompanham cada cena). Aqui é a escrita.
A atividade proposta é muito gratificante, porque incentiva a
criatividade dos alunos, combina o trabalho de diversas áreas e
desenvolve um grande número de competências básicas que mais poderíamos
pedir? Deixamos-lhe uma amostra da atividade com o vídeo " A Volta ao Mundo em 80 Dias ", baseado no livro de Jules Verne.
Conclusões
Como você pode ver, as atividades para incentivar a leitura pode e deve ser feita a partir de qualquer área.
Além disso, notamos que a metodologia utilizada para desenvolver
habilidades de leitura, tradicionalmente condenados ao texto escrito
mudou significativamente desde os nossos alunos já que eles lêem, mas o
contrário. Ressaltamos a importância adquirida neste momento lendo a imagem e actividades a desenvolver habilidades de leitura associados.
Esta foi a proposta de Roland Barthes: ". Interpretar um texto não é
fazer sentido, mas sim apreciar o plural de que é feito" Por isso, a
biblioteca atual usa todos os tipos de textos para a prática de leitura
(literatura , música, publicidade, teatro, cinema, etc.), desenvolvendo
as habilidades mais básicas de uma pessoa jovem precisa enfrentar a vida
e promovendo a aprendizagem ao longo da vida.
Nesta perspectiva, procurando o diálogo brincalhão com cada leitura de
texto, a partir do qual a produção cultural é dado através de uma
variedade de linguagens, não apenas aqueles que têm a ver com a palavra.
Eles são, portanto, estas leituras plurais que melhoram a aprendizagem
significativa, e como vimos, a biblioteca tem um papel vital na leitura
animadora, por isso deve ser a espinha dorsal destas actividades, tanto
para o alunos e professores.
Assim, em resumo, para desenvolver uma estratégia de leitura eficaz,
que aborda o desenvolvimento de mais CCBB, devemos considerar o
seguinte:
- Tentando entender a motivação dos alunos, despertar o seu interesse. Esta estratégia deve procurar atividades criativas.
- Incluir sempre que possível o uso de novas tecnologias.
- O trabalho de ler os diferentes tipos de mídia diferentes.
- Esforçando-se para enfrentar o número máximo de competências, para o que é bastante útil para desenvolver um trabalho interdisciplinar.
- Trabalhe em ouvir, falar e escrever.
- O aluno deve ter um papel ativo, de protagonista na atividade proposta.
- Além disso, o aluno deve ser sempre clara sobre o objetivo da atividade.
- Para alcançar este objectivo, é essencial para programar o trabalho de forma adequada.
- Proporcionar aos alunos um guia para a estratégia delineada, observando a ordem de cada um dos passos a serem tomados no desenvolvimento da atividade proposta.
- Indique como você vai fazer a avaliação.
- Para o mundo tudo fora de nossos alunos fazem, seja através de exposições, Youtube, jornal, etc.
Todas as atividades são descritos aqui no site da Rede de Bibliotecas Escolares Profissionais de Cadiz , em " atividades de leitura . " Lá você pode encontrar guias, estratégias de trabalho, os exemplos de cada atividade ...
Além disso, na seção "Links" você tem outras propostas interessantes da web atividade para incentivar a leitura.
* Maria do Mar Romano Marquez é responsável pela biblioteca da escola IES de Nossa Senhora dos Remédios Ubrique (Cádiz)
Fonte: Libro Abierto
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